O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

VI SETEMBRO CAMOCIM - XI. ASSOCIAÇÃO DO BAIRRO BOA ESPERANCA.

Uma das formas do homem viver em sociedade é organizar-se em grupos de pessoas com um determinado objetivo. Deste modo, é imenso o leque que a sociedade dita civil se congrega em torno de associações com as mais diversas finalidades, sejam elas, filantrópicas, sociais, religiosas, políticas, dentre outras. Nesta matéria trazemos o exemplo da Associação do Bairro Boa Esperança e sua atuação junto à população daquela comunidade.

by Joselina Fontenele dos Santos
Aluna do Curso de História PARFOR/UVA/Camocim

Sede da Associação do Bairro Boa Esperança. Camocim-CE.
Foto: Acervo da Associação.


             A Associação do Bairro Boa Esperança em Camocim-CE, foi fundada no dia 22 de setembro de 2002 e a sua primeira diretoria foi eleita com 14 membros,  tendo como primeiro presidente o Sr.  Manoel  de Carvalho. Tendo sido regularizada, a referida associação recebeu como doação um terreno do prefeito da época o atual deputado Sérgio  Aguiar, localizado na Rua Central nº 1010, bairro Boa Esperança onde a mesma construiu um Núcleo de Apoio para Crianças e Adolescentes  através do programa Sua Nota Vale Dinheiro do Governo do Estado. Neste local fica também a sede da associação.   De acordo com seu estatuto a eleição para renovação da diretoria acontece de dois em dois anos. Atualmente o presidente e o Sr. Aderaldo Lima e temos 192 associados e o núcleo da criança  atende 150 crianças e adolescentes com vários cursos e oficinas. No núcleo de apoio funciona atualmente um Telecentro Comunitário com 10 computadores ligados à internet gratuita para as crianças e toa a comunidade, um projeto em parceria com o Ministério das Comunicações. No local  também é oferecido vários cursos e atividades culturais como danças de rua e a quadrilha junina Saber Viver. As atividades, contudo, não param por aí, à noite temos cinema para os adolescentes e a Dança de Zumba para as mães.
Crianças e adolescentes atendidos pela Associação do Bairro Boa Esperança
Foto: Acervo da Associação.
A Associação do Bairro Boa Esperança desenvolve também Há muito tempo uma parceria com a Secretaria Municipal da Educação com uma turma de crianças com um reforço escolar atendendo 30 crianças.  As reuniões da associação é sempre nos últimos sábados de cada mês às 19 horas.  Comemora-se também as datas comemorativas do ano e para um bom andamento dos trabalho temos uma parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania  e com os órgãos do município como Conselho Tutelar, CREAS, CRAS e Ministério Público.
Este é um belo exemplo que poderia ser copiado por outros bairros e localidades de nosso município.   

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

VI SETEMBRO CAMOCIM - X. A PRAIA DE MACEIÓ E A ENCHENTE DE 1985.


A Praia do Maceió em Camocim-CE é hoje uma das mais belas praias do país. No entanto, antes de sua descoberta pelos turistas, pouco se sabe sobre a história desta pequena vila de pescadores e um dos fato que marcaram a vida das famílias deste lugar: uma enchente ocorrida no mês de abril de 1985 provocada pelas chuvas do inverno daquele ano invernoso. A matéria abaixo descreve este fato e apresenta um pouco da história da hoje famosa Praia do Maceió. 

by Paulo Henrique dos Santos
Aluno do Curso de História do PARFOR/UVA/Camocim



Visão panorâmica da Praia do Maceió. 2016. Camocim-CE.
Foto: Paulo Henrique dos Santos

A Praia do Maceió já foi um pacato vilarejo de pescadores com difícil acesso. Até bem pouco tempo, o único acesso era feito pela beira da praia ou estradas de areia que quando começava o período das fortes chuvas, tudo se transformava em buracos e lamas. Os únicos carros que conseguiam entrar na desconhecida praia eram utilitários do tipo jipes e buggs ou carros com tração que naquela época era muito difícil. As poucas famílias sempre se deslocavam por meio de animais, carroças e a pé. A distância do centro da cidade de Camocim ao vilarejo é de 12 km.  O local tinha como sua principal e única renda a pesca.
Em 1985, mais precisamente no mês de abril desse ano, ocorreu a grande enchente na praia que hoje é conhecida nacional e internacionalmente. Mas poucas são as pessoas que conhecem a história dessa que é divulgada e encanta por sua beleza.
Nessa época a comunidade era composta por uma média de 70 famílias, quase todas as casas eram de taipas e cobertas por palhas de coqueiros ou carnaúbas, existia apenas uma casa de alvenaria, a da família do Sr. Jonas Ciríaco, um dos donos dos currais e comprador de peixes daquela época. Pequenos comércios vendiam mantimentos para os pescadores, conhecidos como bodegas, e seus donos eram: Gregório, Raimundo Galucha, Dona Belarmina, Maria do Pato e Piragibe. Os donos destas respectivas bodegas eram os que tinham um maior poder aquisitivo, donos também dos currais de pesca(grandes cercados de madeiras e arames localizados há cerca de seis a dez quilômetros da praia, dentro do mar para capturar peixes de porte médio e grande). 
Na época dos currais de pesca era a “época de grande fartura, pois a produção era muita e o custo barato”, como nos diz o pescador Sebastião Ferreira de Sousa. Foi em meio a essa fartura que veio a grande enchente, no período de muita chuvas, no mês de abril de 1985. O então lago próximo a vila de pescadores, conhecido como Lago do Boqueirão (Boqueirão é uma pequena localidade que fica à 15 km da praia, onde fica o lago) teve seu nível d'água muito elevado, sangrando e vindo de encontro com ao mar, que por sua vez provocaram grandes ressacas. “A maré subia muito no período de chuva, invadindo pequenas casas que ficavam próximo a praia” diz o pescador Joaquim Eusébio da Costa.


Detalhe da Vila dos Pescadores do Maceió. 2016. Foto: Paulo Henrique dos Santos

A grande enchente fez com que moradores fossem embora, pois destruiu casas, plantações, deixando assim muitos desabrigados, mas, felizmente nenhuma morte foi registrada, somente a perca de bens materiais. Os moradores que ficaram na então vila de pescadores foram abrigados em barracões doados pelo Tiro de Guerra 10 001 sediado em Camocim. O então poder público, representado à época pela prefeita Ana Maria Veras, vendo a situação dos moradores, construiu quarenta casas de alvenaria, cada uma composta de três cômodos, dando o nome do local de Caucaia situada na entrada da vila de pescadores abrigando assim as famílias. Com a solidariedade de muitos camocinenses, inclusive do poder público, foram doados mantimentos e vestes, fazendo com que o passar do tempo as famílias que ficaram na vila conseguissem voltar pouco a pouco à rotina, os pescadores às suas atividades e o então lago para sua nascente.  A vila ganhou novas casas e uma estrutura diferente.
Hoje a vila virou um ponto turístico muito badalado com várias pousadas, restaurantes e servido de uma estrada asfaltada que a liga com Camocim e o resto do mundo.


Fontes orais: 
Entrevistas cedidas pelos pescadores e moradores Sebastião Ferreira de Sousa e Joaquim Eusébio da Costa

VI SETEMBRO CAMOCIM- IX. O MINI MUSEU DA ROSINHA DOS BOLOS



A maioria das pessoas associam um museu como se fosse um local onde se guardam coisas velhas do passado. Mas,o que é museu? É uma instituição dedicada a buscar, conservar, estudar e expor objetos de interesse duradouro ou de valor artístico, histórico e que preserva memorias de pessoas ou lugar.Deste modo, a matéria abaixo apresenta um pouco do que temos no Mini-museu da Rosinha dos Bolos em Camocim-CE.

by Maria de Fátima Fontenele dos Santos
Aluna do Curso de História PARFOR/UVA/Camocim
Entrada do |Mini Museu Rosinha dos Bolos. 2016. Camocim-CE.
Foto: Maria de Fátima Fontenele dos Santos.

Em Camocim temos um museu que fica localizado no quintal da casa de Rosinha dos Bolos. O museu tem vários objetos que retrata a historia de Camocim. Lá podemos ver objetos que pertenceram ao antigo Cine João Veras. Dentre vários objetos encontramos uma cadeira e um livro que pertenceram ao Monsenhor Inácio Nogueira Magalhães que foi pároco da cidade por quase meio século.
Encontramos também algumas máquinas de costura que pertenceram aos escravos e uma variedade de objetos antigos que conta a história de um povo que tem motivo para sentir orgulho de ser camocinense.
Detalhe do interior do Mini Museu Rosinha dos Bolos.2016. Camocim-CE.
 Foto: Maria de Fátima Fontenele dos Santos.
Para nós um museu é de grande importância, para conhecermos mais sobre a historia de nossa cidade e de seus antepassados. Precisamos de algo que nos faça lembrar como era a origem de nossa bela cidade, por meio de objetos ou fotos. E Camocim tem grandes e belas histórias, que ainda não são conhecidas, mas não é por isso que devemos esquecê-las.
Através do poder público municipal projeta-se a criação de mais um museu em Camocim, com ênfase da cultura popular, onde as pessoas poderão conhecer a historia de sua cidade e de seus antepassados, pois a história não pode parar.


sábado, 24 de setembro de 2016

VI SETEMBRO CAMOCIM - VIII. OS PRODUTORES DE LEITE DE CAMOCIM



Ordenha manual de leite. Fonte: sna.agr.br

Camocim também pode ser apresentada como terra de muitas bravuras e recheada de vivências no campo da agroindústria e do comércio local que já foi bem mais aquecido em varias áreas. Na matéria abaixo destacaremos a produção de leite no município e seus principais produtores.
by Juliana Alves dos Santos
Aluna do Curso de História PARFOR/UVA/Camocim

No início dos anos 1980 surgiu o comércio das lactoses que teve local próprio como o conhecidíssimo "mercado do leite" que recebia o produto de várias localidades da região e funcionava com o apoio de grandes vacarias existentes dentro e fora da cidade, bastante conhecidas por terem um potencial apresentados por seus proprietários destacando alguns na zona rural como: Antonio Manoel Veras em Jacarandá, Benedito Barros na Santa Angela, Dr. Wilson na Flamenga dos Reginos, na cidade, o Senhor Lozim no bairro Olinda, Chaga Mendes no Campo de Aviação, Antonio Vieira na Rodagem o Lago, dentre outros que fomentavam esse mercado, dia a dia, de janeiro a dezembro levando aos lares leite de vaca puro e saudável.
Essa produção de leite empregava boa parte dos trabalhadores do campo que envolviam-se nas atividades diárias de forma direta e indireta fazendo plantações e colhendo forragem para alimentação das vacas produtoras e seus filhotes.
No trabalho para a produção de leite, várias outras atividades são realizadas pelo homem do campo como: plantações de capim, de mandioca, cana de açúcar, milho e outras vegetações que pudessem ser incrementada na alimentação dos animais. Umas das maiores novidades da época na região foi a plantação da forragem conhecida como Canarana. Outras pessoas cuidavam diretamente dos animais na alimentação, no conforto com banhos, tratamento de pequenos ferimentos, aplicação de repelentes contra insetos e, claro, na ordenha manual. Esse era um serviço mais técnico porque exige uma maior habilidade pessoal e por isso, de vez em quando gerava desafio entre eles no qual se tornava um fato divertido, outra tarefa bastante empregatícia era a venda do leite porta a porta que ocupava um grande número de trabalhadores com missão árdua levar o leite puro ou não, aos lares camocinenses diariamente, exceto na Sexta- feira da Paixão porque nesse dia os criadores respeitavam a data religiosamente e os animais não passavam pelo o sacríficio da ordenha.
Como dissemos anteriormente, a concentração dessa atividade era no famoso mercado do leite localizado na antiga Rua da Alegria, depois nomeada Rua Senador Jaguaribe e hoje é a Rua José Maria Veras, onde chegava o produto de varias vacarias da região, com uma movimentação intensa desde às quatro horas da manhã. Homens chegavam com grandes e pequenas quantidades de leito de vaca, transportados por animais ou de bicicletas fazendo barulho, brincando, dando risadas dizendo prosa na tão formosa Rua da Alegria.
No inicio dos anos 1990 surgiu em Camocim a venda de leite da Indústria Lassa de Sobral que começou a enfraquecer esse comércio, aumentando a oferta e barateando o produto local que levou os produtores a entrarem em colapso diante do contexto comercial, tendo que parar praticamente a produção de leite camocinense.


Fonte oral:
Sr.Luizim, leiteiro, 73 anos, Fazenda Lago Seco.Camocim-CE.



VI SETEMBRO CAMOCIM - VII. O SÍTIO ARQUEOLÓGICO DE LAGOA DAS PEDRAS - CAMOCIM

Camocim não é apenas o paraíso natural representado por dunas, mangues e praias. No interior do município, na localidade de Lagoa das Pedras, distrito de Amarelas, existe um lugar pitoresco com formações rochosas e pinturas rupestres. É disso que trata a matéria abaixo.
by Vanderlândia de Araújo Teles
Aluno do Curso de História do PARFOR/UVA/Camocim

Entrada do Sítio Arqueológico de Lagoa das Pedras. 2016. Camocim.
Foto: Vanderlândia de Araújo Teles

A Localidade de lagoa das Pedras é um lugar pouco povoado, mas tem um desconhecido Sitio Arqueológico, que há algum tempo este foi ameaçado por pessoas que exploram comércio de pedras (britadeiros). No entanto, pelo das pedras serem muito consistentes, eles desistiram da exploração.
Detalhe de pintura rupestre. Sítio Arqueolócigo
Lagoa das Pedras. 2016. Amarelas.Camocim-CE.
Foto: Vanderlândia de Araújo Teles
O local é recheado de histórias e lendas. Populares nos relataram que ao anoitecer, os habitantes do lugar mais antigos viam moças e soldados armados em cima das pedras.                                               
Estas pedras nos traz uma historia de pinturas rupestres, que são desenhos que nos remetem a um passado distante, de marcos deixados por antepassados. Alguns arqueólogos já visitaram o lugar mas não deram ainda a devolutiva e deixaram o povo desta comunidade  na curiosidade de saber realmente quem foram as pessoas que habitaram o lugar.
Ainda sobre os relatos dos moradores, este lugar teria sido encantado por fadas, pois no dia em que descobrisse o que significava o que estava naquelas pedras o lugar se tornaria uma cidade  e o descobridor ficaria rico.
Este lugar deve se estudado para tirar as dúvidas desta comunidade  para saber quem foram os que deixaram estas marcas.
Por outro lado, entendemos que se o lugar for bem estudado e preservado poderá ser um local de visitação turística e histórica.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

VI SETEMBRO CAMOCIM - VI. AS PARTEIRAS DE CAMOCIM

by Francisca Karla Pinto Lima 
Aluna do Curso de História PARFOR/UVA/Camocim

A matéria recupera a maneira como os camocinenses vinham ao mundo com a ajuda das parteiras, num tempo em que os serviços médicos e obstetrícios eram muito precários.


Cadeira de Parto.  Fonte:  Reprodução/ScienceMuseum.org.uk



Antigamente em Camocim era muito comum as mulheres terem seus filhos em casa com ajuda de uma parteira. Minha sogra, Dona Ivonete, conta que os partos dos seus filhos foram feitos pela parteira conhecida como Dona Maria Balbina, que era uma mais requisitadas da cidade. Ao entrar em trabalho de parto imediatamente ela era chamada. Sem muitos recursos e contando muitas vezes com a sabedoria popular, salvavam vidas, onde o poder público não as alcançavam com os serviços médicos. Os materiais utilizados eram simples e arcaicos, mas, na maioria das vezes, eficientes.
De prontidão iniciava-se os trabalhos de parto apalpando a barriga da gestante para sentir o quanto as contrações estava acontecendo. Panos limpos, água quente, tesoura esterilizada e uma cadeira com um buraco no meio, para a gestante se sentar e uma dose de palavras meigas e firmes, deixavam calmas e confiantes as futuras mamães.
Os primeiros cuidados com o bebê eram prestados pela parteira, que dava o primeiro banho e orientava quanto à forma de cuidar do cordão umbilical do recém-nascido, para que caísse mais rapidamente. No pós-parto, por um determinado período de tempo, havia uma série de restrições, tanto alimentares, quanto de atividades domésticas, como por exemplo: de não poder se abaixar, manter relações sexuais ou tomar banho com água fria.
Hoje em dia, as grávidas dispõem de facilidades para ver o bebê, para saberem se estão em perfeita saúde e sem qualquer deformidade ou doença. Ultrassonografias de rotina e as ecografias 3D ou 4D são incríveis, porque nos permitem ver o bebê mesmo no útero. Nas gestações de 30 anos atrás não tinham como ver o bebê no útero. As mães só podiam imaginar a carinha do seu bebê e tinham que se contentar com o que o médico ouvia e dizia sobre os batimentos cardíacos.Hoje estamos acostumadas a irmos ao ginecologista antes, durante e após a gravidez. Este médico é especializado em controlar o desenvolvimento e crescimento do bebê no útero e normalmente, com o passar do tempo, construímos uma relação de confiança com ele. 
Mas, há mais de 30 anos, as revisões na gravidez podiam ser feitas somente por uma parteira. Existiram varias parteiras em Camocim, na qual destaco algumas delas: Maria Gaúcha, Maria do Lino, Creuza, Maria Balbina, Raquel e a Mãe Filó como era conhecida.
Atualmente, em alguns municípios, como Sobral, as parteiras são incluídas no sistema de saúde recebendo instruções e cursos de especialização numa parceria interessante entre o saber médico e a cultura popular.

Fonte oral: Dona Ivonete.

VI SETEMBRO CAMOCIM - V. A FORMAÇÃO ROCHOSA DA LAGOA DAS PEDRAS. CAMOCIM

by Francisca Germanda Ferreira Barbosa
    Aluna do Curso de História. PARFOR/UVA/Camocim 

Se você pensa que no quesito belezas naturais, Camocim é apenas o detentor do maior litoral do Ceará com cerca de 62 km de praias paradisíacas, está enganado. Na localidade de Lagoa das Pedras, distrito de Amarelas, temos um sítio arqueológico com pinturas rupestres e formações rochosas conhecidas como "tanques", como mostra a matéria abaixo.



Formação rochosa "Tanque". Lagoa das Pedras, Amarelas. Camocim-CE. 2016.
Foto: Vanderlandia Araújo Teles.





As formações rochosas são elementos naturais, que aparecem na paisagem de diversos lugares com formas e tamanhos diferentes. 
Na localidade de Lagoa das Pedras encontra-se uma dessas rochas em formato de "tanque" que acumulam água nas quadras invernosas. Outras pedras compõem o cenário nos seus arreqdorres. 
Há relatos da população que na época de uma grande seca esse tanque secou, mas não se informou com veracidade o ano desse acontecimento. Quando seco, percebe-se que seu fundo é semelhante a um funil, forma esta que impede visualizarmos seu término.  
Segundo ainda estes relatos, populares usam este tanque quando cheio, para lazer, tomar banho, no abastecimento de água, lavagem de roupas, entre outras atividades. 
No entanto, o tanque e o sítio arqueológico da Lagoa das Pedras como um todo, é pouco conhecido e estudado. Cremos que, bem explorado, poderia ser utilizado como ponto turístico e histórico mostrando uma das riquezas naturais do nosso município e uma referências dos nossos antepassados.