O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

sábado, 14 de janeiro de 2017

CAMOCIM TERRA DO SAL

Anúncio da firma "Alfredo Coelho". Camocim. 1940.
Fonte: Almanaque Laemmert.


O sal foi um dos produtos importantes da economia camocinense. A extração de sal remonta às primeiras incursões de navegantes em busca de riquezas, como os holandeses, franceses e posteriormente portugueses. A região do Rio da Cruz, Camocim ou Coreaú, como queiram, aparece na historiografia como tendo significativo potencial de exploração comercial.
Com o tempo, notadamente com a conjugação das atividades do porto e da ferrovia, o produto tomou impulso, responsável pela abertura de várias salinas e casas comercias exportadoras, como a que mostra o anúncio acima da firma comercial "Alfredo Coelho", publicado na edição de 1940 do Almanaque Laemmert, de circulação nacional.
Além do anúncio em destaque, o referido almanaque traz ainda a relação de outros comerciantes e suas respectivas salinas, como descrito abaixo:

"SAL (Exportadores de):
Aimorés, de Benício Santos.
"São Pedro", de Alfredo Coelho.
Ilha da Volta, de João Baptista da Ponte
João da Silva Ramos & Cia.
Poranga, de Massilon Saboya de Albuquerque
Salgadinho, de Manoel Pinto Soares Brandão (Herdeiros).
São Francisco, de Irmão Xavier e Cia. Ltda.
Trindade, de M. A. Morel Pinto".

Atualmente, a atividade salineira é muito diminuta, mas ainda resistem algumas salinas como o Sal Trindade, por exemplo.

Fonte: Almanaque Laemmert. 1940.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

PARLAMENTARES CAMOCINENSES. X - EDILSON VERAS COELHO FILHO


Fonte:Deputados Estaduais: 23ª. Legislatura 1991-1994. Fortaleza: INESP, 2006, p.179.

O ex-deputado Edilson Filho, como é mais conhecido em Camocim e região, concorreu a dois mandados para a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, nas eleições de 1990, onde ficou na suplência e 1994, quando foi eleito. Membro de importante família política no município, nasceu em 26.11.1963, filho de Edilson Veras Coelho e Maria Fátima Silva Coelho.
Em sua breve biografia no Memorial dos Deputados Estudais Pontes Neto da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, está escrito:

Administrador. Estudou os primeiros anos em Camocim, no Colégio 7 de Setembro, depois indo para o Colégio João Ramos (escola pública), onde fez a 7ª série. Em seguida, transferiu-se para Fortaleza, 1979, onde fez a 8ª série no Colégio Salesiano da Piedade, concluindo o 2° grau no Colégio Farias Brito. Em 1983, passou no vestibular da Universidade Federal do Ceará (UFC), para o curso de Administração. Nesse mesmo ano foi trabalhar na Imprensa Oficial do Ceará (IOCE), exercendo o cargo de Assessoria e Chefia de Almoxarifado. Devido às incompatibilidades de horário entre a Imprensa Oficial e a Universidade Federal, optou por transferir seu curso de Administração de Empresa para a Universidade de Fortaleza (UNIFOR), onde colou grau em 1989.
Em 1990, aos 26 anos, foi candidato a Deputado Estadual obtendo 12.320 votos, assumindo o mandato em setembro de 1992, quando foi candidato a vice-prefeito do município de Camocim na chapa com Manuel Siqueira, que veio a falecer na campanha, faltando doze dias para a eleição.
No ano de 1994, candidatou-se novamente a Deputado Estadual e foi eleito com 19.752 votos. Depois deste mandato, não foi mais candidato a cargos eletivos até então

Sua última função pública foi no cargo de Secretário de Desenvolvimento Sustentável do Município de Camocim em 2006.

Fonte:Deputados Estaduais: 23ª. Legislatura 1991-1994. Fortaleza: INESP, 2006, p.179.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

CAMOCIM NAS PÁGINAS DOS ANUÁRIOS

Matriz de Bom Jesus dos Navegantes. Camocim. 1953.
Se existe uma fonte que gosto de recorrer para pesquisar a história de Camocim são os anuários. O significado deste tipo de publicação é um registro de informações sobre os mais variados aspectos que envolvem uma comunidade como as ciências, artes, literaturas, profissões, economia, história, etc. Os anuários, notadamente no século XX eram publicações ansiosamente esperadas, posto que atualizava a população sobre o crescimento de sua cidade. Além de recuperar momentos históricos através das narrativas, quadros, tabelas e publicidade, as fotos evolução urbana das cidades. Na foto acima, percebe-se duas árvores (provavelmente mangubeiras) do lado oeste da Matriz de Bom Jesus dos Navegantes. Sabemos que
Praça Sete de Setembro. Camocim. 1953.
existem outras do lado oeste, mas, estas, só são possíveis de ser visualizadas a partir dessa foto. Ao lado, têm-se a vista da primeira praça  construída em Camocim - Praça Sete de Setembro, conhecida popularmente como Praça do Quadro, hoje, oficialmente denominada de Praça Francisco Fontenele Frota (Chico Panair). No texto do Anuário do Ceará 1953-1954, do qual estamos recuperando estas fotos, é interessante o conjunto de narrativas sobre a cidade:

1. "A cidade de Camocim nasceu com a vocação de ser a mais rica do Ceará, visto como a natureza dotou-a do mais franco e notável pôrto existente no litoral do nosso Estado" (p.59).

Rua Engenheiro Privat. Camocim.1953.
2. "Terra dantes e até então habitada por grande número de indígenas, Camocim passou a ser pequena aldeia, com casaria singela, de chão de barro batido, coberta de palhas, com paredame de tapume e habitada por gentes simples, com civilização e costumes praieiros". (p.60).

3. Murilo Aguiar, Alfredo Coelho, e outros chefes políticos, estão de fogos acêsos, defendendo os interesses da terra. 
E voltando as suas vistas para o passado, os filhos de Camocim se inspiram, hoje, no patriotismo dos seus mais ilustres rebentos, dentre os quais, Euclides Pinto Martins, herói nacional; dr. Raimundo Cela, pintor de fama continental [...] (p.61).

Detalhe da Casa de Pinto Marins
e Estação Ferroviária. Camocim.
1953,
Na época da edição deste anuário o prefeito era o "estimado Setembrino Fontenele Veras, rapaz culto, embora que modesto" e o texto faz algumas referências a sua gestão, concluindo que a "cidade progride a olhos vistos, com novos melhoramentos, como pavimentação de suas ruas, construções de avenidas, matadouro moderno e outras iniciativas de interesse coletivo. (p.61). Mesmo sendo uma escrita de intensa louvação é sempre bom sabermos como a cidade era mostrada pelos escritos de antigamente, além do que, as fotos impressas amareladas, com detalhes quase imperceptíveis, é sempre uma volta ao passado.

Fonte: Anuário do Ceará. 1953-1954. 
Disponível em:https://archive.org/stream/anuario19531954ce1#page/60/mode/2up/search/Camocim


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

PARLAMENTARES CAMOCINENSES. IX. FRANCISCO DE PAULA ROCHA AGUIAR

Fonte: Deputados Estaduais. 23ª Legislatura. 1991-1994/ – Fortaleza: INESP, 2007, p. 67.

Filho de Murilo Rocha Aguiar e Maria Stela Rocha Aguiar, nasceu a 04 de abril de 1947, em Fortaleza/CE. Fez seus estudos no Colégio São João, em Fortaleza/CE. Formado em Administração de Empresas. Com a morte do pai, Deputado Murilo Rocha Aguiar, em 1985, assumiu o seu legado político, inclusive sendo deputado constituinte como seu pai fora. No Memorial dos Deputados Estaduais Cearenses, sua biografia dar conta de uma extensa folha de serviços profissionais nas áreas de serviços público e privado, como mostramos abaixo: 

Gerente Administrativo-Financeiro do Grupo Financeiro Aplitec
 (1970-1973);
Gerente Administrativo-Financeiro do Grupo Sul América Seguros (1974-1977);
 Membro Administrativo da Cagece (1983-1984);
 Membro do Conselho Superior Administrativo da Cohab (1985); e
 Diretor de Operações da IOCE (1986).

Como Deputado Estadual exerceu cinco mandatos, destacando-se em várias funções. Segue-se um resumo de suas atividades legislativas.

1º Mandato: de 01.02.1987 a 31.01.1991.
Deputado Constituinte. Exerceu o cargo de 2º Secretário da Mesa Diretora no período de 1987- 1988
1988-1989 – Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação;
1989 – Líder do PMDB;
1989-1990 – Presidente da Redação de Leis;
Apresentou 23 emendas na elaboração da Constituição de 1989 e
Membro Titular da Comissão de Sondagens e Proposições na Constituinte de 1989.

2º Mandato: De  01.02.1991 a 31.01.1995
1991-1992 – vice-Presidente da Comissão de Orçamento e Finanças;
De 1993 a 1994 – Presidente da Assembléia;
De 08.10 a 31.12.1994 – Governador do Estado do Ceará, quando, como Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, o Governador Ciro Ferreira Gomes renunciou ao cargo para assumir o Ministério da Fazenda no Governo do Presidente Itamar Franco; e
De fevereiro a abril de 1995 – Líder do PSDB.

3º Mandato: de 01.02.1995 a 31.01.1999.
De 1995 a 1998 – Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação;
De 1995 a 1998 – vice-Presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público;
De 1997 a 1998 – Líder do PPS; e
Em 1998 participou da CPI das Carteiras de Estudantes e da CPI destinada a apurar irregularidades no pagamento dos benefícios dos aposentados rurais, ordenada pela Justiça. 

4º Mandato: de 01.02.1999 a 31.01.2003.
De 1999 a 2003 – Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação; e
Em 2002 – Membro Titular da CPI destinada a apurar fraudes contra beneficiários do seguro obrigatório - DPVAT; e Indicado pela Presidência da Casa para integrar, como Membro Titular, o Conselho de Ética Parlamentar. 5º Mandato: de 01.02.2003 a 31.01.2007.
De 2003 a 31.01.2007 – Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação;
De 2003 a 01.2007 – Membro Titular da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público;
De 2003 a 01.2007 – vice-Líder do Governo;
Em 2006 – Presidente da CPI do Desmonte para apurar a dilapidação do patrimônio público nas Prefeituras Municipais do Estado do Ceará.
Exerceu, como Governador do Estado do Ceará, a missão de assinar, juntamente com o Presidente da República, o contrato de financiamento do Prodetur, e o Contrato de Financiamento, com o Banco Mundial, do Projeto Sanear.

Por sua atividade parlamentar foi laureado com várias comendas e títulos, conforme relação abaixo:

Comendas/Medalhas/Títulos
01. Comendas: Diploma de Amigo da Marinha (1987); Outorga de Ordem Estadual do Mérito de Renascença do Piauí, no Grau de Grão-Mestre (1993); Diploma Especial Comemorativo dos 140 anos da Banda de Música da Polícia Militar do Ceará (1994).
02. Medalhas: Medalha do Mérito Policial Militar (1993); Machadinha Simbólica do Corpo de Bombeiros (1993); Medalha do Mérito Bombeiro Militar (1994).
03. Títulos: de Cidadão Honorário das seguintes cidades de Barroquinha, Bela Cruz, Chaval, Ipu e Uruoca. 

Em 2005 Francisco Aguiar teve seu nome aprovado pelo Legislativo Cearense para o Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará, onde exerce a função de Conselheiro, sendo presidente deste órgão entre 2006 a 2016.

Fontes:
Deputados Estaduais. 23ª Legislatura. Fortaleza: INESP, 2007.
http://www.tcm.ce.gov.br/tcm-site/composicao-atual/




sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

BENS PATRIMONIAIS DE CAMOCIM ESPERAM TOMBAMENTO

O pedido de tombamento da casa onde nasceu o aviador camocinense Pinto Martins foi indeferido e o Complexo Porto-Ferroviário ainda está na fase de instrução. Do mesmo modo, o processo que tornaria a Enseada dos Barcos em Patrimônio Imaterial dentro do Projeto Barcos Brasil, continua em compasso de espera.

Ruínas do parque ferroviário de Camocim. Fonte: Estações Ferroviárias do Ceará.
Interior da Biblioteca Pinto Martins. Fonte: facebook.


O processo de tombamento de bens materiais no Brasil, nos permitindo a redundância - é um processo muito lento. Por outro lado, há algumas dificuldades ou critérios usados pelo IPHAN, órgão do Governo Federal que cuida dessa política de preservação dos bens históricos do país, em reconhecer algo como importante para a nossa memória histórica. Exemplo disso foi o indeferimento do pedido de tombamento da casa onde nasceu o aviador Pinto Martins em 1979. Naquele momento, havia a tentativa de se construir uma memória pela passagem do I Centenário de Camocim que passava pelo esforço de se recuperar a história deste pioneiro da aviação no Brasil.
Tabela feita a partir de fonte do IPHAN.





Já o processo de tombamento do Complexo Ferro-Portuário de Camocim ainda está na fase de instrução segundo a atualização feita em 2015 (veja tabela ao lado). Da mesma forma, o processo que tornaria a nossa paisagem natural com os barcos em patrimônio imaterial continua em compasso de espera. Como se pode perceber na tabela, poucos são os bens tombados em nossa região, contribuindo ainda mais para o descaso em relação ao nosso patrimônio Material e Imaterial.
Paisagem natural. Camocim-CE. Fonte: IPHAN.


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

PARLAMENTARES DE CAMOCIM. VIII. ONOFRE MUNIZ GOMES DE LIMA

Gal.Onofre Muniz Gomes de Lima.
Fonte: www.7bib.eb.mil.br
Neste trabalho de recuperação biográfica dos parlamentares camocinenses observamos que a maioria deles começavam numa carreira militar e depois adentravam na política. Deste modo, isso explica uma certa tradição militarista em Camocim, sendo sede de batalhão da Polícia Militar do Ceará, tendo representação do Exército - Tiro de Guerra 10 001 e da Marinha do Brasil com a Capitania dos Portos. Com o General Onofre Muniz Gomes de Lima não foi diferente. Ele nasceu em Camocim, no 17 de abril de 1891, filho de Luís Gomes de Lima e Elisa Moniz Gomes de Lima. No seu resumo biográfico temos

Fez os preparatórios no Colégio Militar do Rio de Janeiro e Escola Militar de Porto Alegre, cursando em seguida a Escola de Artilharia e Engenharia de Realengo. Fez brilhante carreira militar, culminando com o posto de General. Foi Delegado Substituto da Comissão de Limite e Caracterização da Fronteira Brasil-Uruguai e adido militar do nosso governo no México. 

Foi também Comandante da 10ª Região Militar sediada em Fortaleza. Na política, candidatou-se ao Governo do Ceará nas eleições de 1947, mas foi derrotado pelo Desembargador Faustino de Albuquerque que tinha se iniciado na magistratura sendo juiz em Camocim.  Foi eleito Senador (1951/1959), na legenda da coligação formada pelo Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Social Progressista (PSP) tendo desempenhado importantes funções, inclusive a presidência da Comissão de Segurança Nacional, em nossa principal casa legislativa.
Morreu em 23 de abril de 1969.


FONTES: CISNEIROS, A. Parlamentares; GIRÃO, R. Ceará; MIN. GUERRA. Almanaque; SENADO. Relação; http://www.generals.dk/general/Lima/Onofre_Muniz_Gomes_de/Brazil.html acesso em 10 de julho de 2008.
NOBRE, F. Silva. 1001 Cearenses Notáveis-F. Silva Nobre.

 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A EDUCAÇÃO EM CAMOCIM - INSTITUTO RUY BARBOSA

Anúncio do Instituto Ruy Barbosa no jornal A Razão. 08 de maio de 1927. Camocim-CE. 
Nas primeiras décadas do século XX ainda não havia um sistema escolar que desse conta da demanda por educação, por outro lado, isso ainda não era um direito de todos. Deste modo, o acesso à escolas era restrito praticamente aos filhos de pais bem aquinhoados que pudessem pagar um ensino particular.
Por outro lado, a mulher também sofria restrições nesta área, sendo que a permissão era apenas para as chamadas "primeiras letras" ou cursos para a formação para a boa condução do lar: corte e costura, bordados, pintura, etc. Em Camocim houve até uma escola específica para as mulheres: a Escola Joana D'Arc que funcionou no local onde funcionou a antiga Agência do SESI.
Aos rapazes, várias escolas particulares funcionaram em Camocim, que além de uma instrução primária e secundária, ofereciam uma formação na área comercial e contábil, habilitando-os para trabalharem nas casas comerciais.
Exemplo deste tipo de educandário foi o Instituto Ruy Barbosa, dirigido pelo Dr. Targino Filho que além de ensinar as matérias de "Portuguez, Francês, Inglez, Geografia, História Nacional, Educação Cívica e Sciencias Naturaes", oferecia ainda um "Curso especial de Escripturação Mercantil e Dactylographia (Remington)". Conforme o anúncio estampado no jornal A Razão, (1927) a referida escola situava-se na Rua da Estação.
Em 1930-31 funcionou uma escola semelhante, tendo como mestre-escola o jornalista e professor Francisco Theodoro Rodrigues (Chico Teodoro), também fundador do Partido Comunista Brasileiro em Camocim, denominada Collegio 5 de Julho cujos alunos, em sua maioria, era filho de operários, conforme matéria já postada neste blog (A EDUCAÇÃO EM CAMOCIM - O COLLEGIO 5 DE JULHO, de 10 de novembro de 2011).


Fonte: Jornal "A Razão", 08 de maio de 1927. Camocim-CE, p.04.
Jornal “O Operário”, Anno IV, 18 de janeiro de 1931, Nº. 75. Camocim-CE, p. 2.