O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

CAMOCIM NAS PÁGINAS DOS ANUÁRIOS. HÁ 45 ANOS ATRÁS!

Rua Senador Jaguaribe (atual José Maria Veras). Camocim-CE. Fonte: IBGE.


Imaginemos um visitante que chegasse à Camocim há 45 anos atrás, no ano de 1972. Encontraria uma cidade pacata, quase sem nenhum sinal de violência urbana, ruas calmas e quase desertas a depender da hora. No entanto, ao interpelar algum morador saberia que o pároco local era o Monsenhor Inácio Nogueira Magalhães. com seu jeito rígido de comandar as ovelhas do Senhor. Se entrasse na seara política, iria saber que o município experimentava algo novo no exercício do Poder Executivo: é que o Prefeito José Maria Primo de Carvalho, um médico pernambucano, que por aqui se instalou, pôs termo a uma histórica disputa política entre as tradicionais famílias dos Coelho e dos Aguiar. Ele conseguira que os partidos Fundo Mole e Cara Preta se unissem em torno do seu nome para governar o município. Saberia também que a população não chegava aos 36 mil habitantes (35.805 hab.) e os eleitores eram um pouco mais do que 13 mil eleitores (13.091).
Se a intenção do nosso visitante fosse realizar alguma atividade econômica, iria saber que as nossos principais produtos eram o pescado, o sal marinho e cera de carnaúba. No entanto, ele poderia encontrar o algodão, a mamona, a mandioca e a castanha do caju e a fibra do tucum como produtos complementares. 
No entanto, se o nosso visitante esticasse sua estada na cidade e fosse mais curioso, iria perceber que o nosso porto já dava sinais de aterramento que já estava prejudicando o comércio com os demais portos do país e, especialmente, os da Amazônia, além da ferrovia que já estava em fase terminal.

Do ponto de vista histórico, ele acabaria sabendo que Camocim foi o caminho natural para os piratas estrangeiros. especialmente franceses, conquistadores e jesuítas portugueses que subiam para a Serra da Ibiapaba em busca de riquezas e outros interesses. A crônica histórica menciona, Pero Coelho de Souza, Martim Soares Moreno, Padre Antonio Vieira, só para citar estes, como viajantes que um dia pisaram esta terra.
E se ele perguntasse quem tinha sido Pinto Martins, que dava nome à Praça do Mercado, alguém diria: - Nasceu ali naquela casa do outro lado da rua e fez um voo histórico há 50 anos atrás ligando Nova Iorque ao Rio de Janeiro.

Fonte: Para o recorte acima: Anuário do Ceará. 1972. 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

I CENTENÁRIO DO TG 10 001 EM CAMOCIM. HOMENAGEM AOS ATIRADORES

Ainda como parte das comemorações do I Centenário do TG 10 001 de Camocim, o blog enfatiza hoje a mensagem aos atiradores lida em Sessão Solene no último dia 03 de julho na Câmara Municipal de Camocim. Na oportunidade foi homenageado o Sr. Francisco Laurindo de Menezes como um dos atiradores mais velhos do nosso município.

TG 10 001 de Camocim. Turma Centenário. 2017. Foto: Wanderson Lima.
 homenagem AOS ATIRaDORES

Todo ano os jovens brasileiros são convocados aa serem matriculados no serviço militar obrigatório de acordo com a Lei do Serviço Militar (LSM). Ao serem inscritos, recebem a denominação de “ATIRADORES”, cuja designação é oriunda das “primeiras sociedades de Tiro ao Alvo do Brasil, com finalidades militares e de formação da reserva para o Exército, e que foram embrionárias dos atuais TG”.
Se fôssemos colher depoimentos dos milhares de jovens que passaram pelo nosso TG 213, 250 e 10 001, certamente a grande maioria deles teriam boas lembranças deste tempo de convívio social, do exercício da disciplina militar, do serviço à comunidade local e do aprendizado em geral.
Deste modo, os Tiros de Guerra “permitem de uma forma criativa, inteligente e econômica proporcionar a milhares de jovens brasileiros, principalmente os que residem em cidades do interior do país, a oportunidade de atenderem a Lei e prestarem o Serviço Militar Inicial. Mais que o caráter obrigatório da Lei, essa modalidade de Serviço Militar, configura um direito do cidadão em poder dar sua contribuição, para à defesa da Pátria, conciliando sua vida cotidiana, com rotinas como trabalho, estudo e convívio familiar”.    
Neste sentido, como já vimos nas mensagens anteriores, em Camocim, esta tradição verde-oliva remonta ao Tiro Infantil de 1912 quando pela iniciativa do vereador e jornalista Júlio Cícero Monteiro, as crianças camocinenses e, posteriormente, os jovens tiveram oportunidade de serem atiradores e poderem ter contato com os melhores quadros do Exército Brasileiro, aprendendo com as “instruções e bons exemplos de trabalho comunitário, campanhas cívico-sociais, defesa civil, o desenvolvimento de atributos da área afetiva, a prática diária de virtudes militares, conciliado com as instruções de atitudes contrárias e de combate aos vícios, podendo configurar em poderoso instrumento de formação e desenvolvimento do caráter do jovem cidadão”.
O TG 10 001, neste sentido, não é apenas uma instituição militar. Ele e o conjunto de seus atiradores são também aspectos da nossa paisagem citadina, às vezes acordando a cidade com seus exercícios matutinos em nossas ruas, embalados com seus coros de bom humor e guerra, ou desfilando garbosamente nos desfiles oficiais      
Vida longa, portanto, aos instrutores e atiradores que fazem parte da história secular do Tiro de Guerra de Camocim 10 001.
 
Tiro de Guerra 213 de Camocim em frente à Estação Ferroviária. 1928. Fonte: O Malho. RJ.


quarta-feira, 5 de julho de 2017

I CENTENÁRIO DO TG 10 001 EM CAMOCIM. HOMENAGEM AOS DIRETORES.


Na solenidade do I Centenário do TG 10 001, realizada no dia 03 de julho de 2017 pela Câmara Municipal de Camocim, foram homenageados vários Diretores do TG, cargo que cabe ao Prefeito Municipal na parceria com o Exército Brasileiro. Abaixo transcrevemos o texto lido:

Vereador Marcos Coelho entregando comenda ao Sr. Edilson Coelho, ex-prefeiro e ex-diretor do TG. Camocim. 2017. Foto: Marcos Coelho.

Tiro de Guerra 213 de Camocim. 1928. Fonte: Revista O Malho. Rio de Janeiro.

homenagem AOS DIRETORES do tg
A parceria da Prefeitura Municipal com o Exército Brasileiro é que viabiliza a existência do TG 10 001.   Deste modo, ao Prefeito Municipal cabe o cargo de Diretor do TG. Neste sentido, o Diretor do TG tem a responsabilidade da manutenção do TG através dos convênios celebrados ao longo do tempo. O apoio, portanto, da Prefeitura se dá tanto com relação à moradia para o instrutor, quanto à dotação de recursos financeiros para sua manutenção.   Em contrapartida, a “vantagem dos municípios que possuem sede de Tiro de Guerra é poderem contar com um eventual apoio, mediante autorização do Exército, nos casos de calamidades públicas, catástrofes (podendo ser ou não por causas naturais) e outras perturbações que justifiquem o emprego de tropas federais na região, conforme Lei Complementar 97(Emprego das Forças Armadas), além de atividades de colaboração com a Defesa Civil”.
[...] A se considerar o ano de 1917 como o da fundação do Tiro de Guerra em nosso município, foram diretores do TG  01 intendente e 28 prefeitos, conforme a lista abaixo:

01 - 1917 – Tasso Augusto Napoleão (Intendente)

PREFEITOS
01 -1919 - Pe. José Augusto da Silva.
02- 1920 - Tenente Coronel José Vitorino de Meneses
03- 1921 - Moisés Cavalcante Rocha
04- 1923 - Francisco Nelson Pessoa Chaves
05- 1927 - Thomaz Zeferino Veras
06- 1930 - Dr. Gentil Barreira
07- 1935 - João da Silva Ramos
08- 1944 - Tenente João Batista de Souza Brandão
09- 1945 - Horácio Pessoa (março a junho)
10- 1945 - Antonio Alcindo Rocha - (jul. a out.)
11- 1945 - Antonio de Albuquerque Souza (nov)
12- 1945-  Francisco Othon Coelho (dez.)
13- 1946 - Tenente Luís Marques de Souza
14- 1947 - José Pinheiro Pessoa
15- 1948 - Francisco Othon Coelho
16- 1951 a 1954 / 1967 a 1970 - Setembrino Fontenele Veras
17- 1955 - Murilo Rocha Aguiar
18- 1959 - Carlos Trévia
19- 1963 - João Batista Rocha Aguiar
20- 1971 - Dr. José Maria Primo de Carvalho
21- 1973 - João Pascoal de Melo
22- 1977 - Edilson Veras Coelho
23- 1983 - Ana Maria Beviláqua Moreira Veras
24- 1989 - Murilo Rocha Aguiar Filho
25- 1993 - Antonio Manoel Fontenele Veras
26- 1997 a 2004- Sérgio Aguiar Lima Aguiar
27- 2005 a 2012- Francisco Maciel de Oliveira
28-2013 aos dias atuais- Mônica Gomes Aguiar.



 Podemos perceber, portanto, que a existência de um Tiro de Guerra é fruto de uma parceria, parceria esta “ mais que vantajosa para os três entes, (Exército, Poder Executivo Municipal e Cidadão) ” e que tem se mostrado no decorrer do tempo, em nosso caso, um século, “instrumento de educação e civilidade nos mais distantes rincões do território nacional, sendo que os TG passaram a ser conhecidos pela Sociedade Brasileira como verdadeiras “ESCOLAS DE CIVISMO E CIDADANIA”.

Fonte:

terça-feira, 4 de julho de 2017

I CENTENÁRIO DO TIRO DE GUERRA 10 001 EM CAMOCIM

Tiro de Guerra 213, Camocim. 1928. Fonte: Revista O Malho. RJ
Atiradores do TG 10 001 em Sessão Solene alusiva ao seu I Centenário na Câmara Municipal de Camocim. 2017. Fonte: Marcelo Marques.

Realizou-se ontem, dia 03/07/2017, Sessão Solene na Câmara Municipal de Camocim, alusiva ao Centenário do Tiro de Guerra 10 001. Na oportunidade foram lidas mensagens ao Tiro de Guerra, Aos Diretores do TG (prefeitos e ex-prefeitos) e Atiradores. Abaixo transcrevemos a "Homenagem ao Tiro de Guerra.

HOMENAGEM AO TIRO DE GUERRA
Sobre o conceito do que seria um Tiro de Guerra (TG), poderíamos dizer que é “ uma experiência bem sucedida entre o Exército Brasileiro e a Sociedade Brasileira, representados pelo poder público municipal e os milhares de cidadãos brasileiros que ingressam nas fileiras do Exército anualmente. Essa parceria perene e edificante, juridicamente celebrada por intermédio de convênios, está enraizada na história e formação do povo brasileiro por mais de 110 anos e tem profundas ramificações na sociedade em que é inserida”.
Essa experiência em nosso município é também mais do que centenária. Esta semente foi plantada por um vereador da Câmara Municipal de Camocim no distante ano de 1912, quando por sua iniciativa, fundou o Tiro de Guerra Infantil. Deste modo, as relações entre o poder legislativo e a instituição militar são longínquas, trazendo para a juventude, a oportunidade de servir a pátria e realizar o alistamento militar obrigatório. Um ano depois, em 1913, a revista O Malho destacava em fotografia uma formação do então Tiro de Guerra 213 que era associado à Confederação de Tiro Brasileiro. Posteriormente foi renumerado para Tiro de Guerra 250 e finalmente, 10 001.
Temos, portanto, em nossa cidade uma tradição verde-oliva secular que despertou vários de nossos jovens a seguirem em suas fileiras e desenvolverem carreira militar no Exército, como:

Cleto Potiguara Veras (General);
Haroldo Sanford Barros (Coronel reformado);
Heraldo Sanford Barros (Segundo Tenente);
Júlio Veras (General);
Murilo Veras Fontenele (General);
Oliver Carneiro Ramos (General);
Onofre Muniz Gomes de Lima (General);
Tércio Veras (Segundo Tenente) e Bibiano Pessoa Chaves (Segundo Tenente), só para citar estes.

O Tiro de Guerra de Camocim, portanto é uma instituição militar ligada ao Comando da 10ª Região Militar, (o mais antigo) que prepara jovens para a reserva de 2ª categoria do Exército. Por outro lado, destina-se  também a atender a instrução e possibilitar a colaboração do serviço militar inicial, por parte dos jovens em Camocim, colaborando para fixar esses jovens em sua sede e reduzir o êxodo rural, tornando o TG um polo difusor do civismo, da cidadania e do patriotismo, preparando munícipes esclarecidos sobre os problemas locais, interessados nas aspirações e realizações de sua comunidade e integrados na realidade nacional, visando à formação de futuros líderes comunitários e, preparando o reservista a desempenhar tarefas limitadas, na paz e na guerra, nos quadros de defesa territorial e interna, ação comunitária e defesa civil.
 Fontes:
MONTEIRO, Tóbis de Melo. Camocim Centenário. 1879-1979.


terça-feira, 27 de junho de 2017

A PROCISSÃO DE SÃO PEDRO EM CAMOCIM NA LITERATURA


Cartaz da Festa de São Pedro em Camocim. 2017. Fonte: Prefeitura Municipal de Camocim.


Já publicamos aqui no blog outras matérias sobre a Igreja de São Pedro e a nossa procissão marítima, uma das mais belas do estado neste aspecto. Hoje, véspera de mais uma Procissão Marítima de São Pedro, recorremos à pena do insuperável Carlos Cardeal que pontua em várias partes do seu romance "O Terra e Mar" momentos dessa festa que tão bem caracteriza a religiosidade e cotidiano do nosso povo. Vejamos como ele descreveu o roteiro da procissão nos idos da década de 1960:

Eu trouxe aqui o roteiro de toda a procissão. - Disse o padre exibindo o um mapa. - Sairá o santo da igreja às três horas da tarde, seguindo pela rua Vinte Quatro de Maio até o início do bairro da Brasília, de lá, seguirá para a praia dos Coqueiros onde terá início a procissão marítima. Essa primeira parte da procissão será de carro, pois o percurso é muito grande. [...] Quanto ao itinerário da procissão marítima - continuava o padre - ficará por conta do piloto do Filgueiras III que formando caracóis, irá até próximo às margens da ilha, vindo a lançar âncoras próximo à pedra do melro, onde terá início a procissão à pé, seguiremos até a Colônia dos Pescadores, e lá, entraremos na rua do [...] Terra e Mar. Depois entraremos novamente na rua Vinte e Quatro de Maio e seguiremos para a igreja, onde o nosso vigário dará a festa por encerrada.

Como podemos perceber, a antiga procissão descrita por Carlos Cardeal era muito mais longa, tanto por terra, quanto por mar.

Fonte:ARAÚJO, Carlos Cardeal. O Terra e Mar. Fortaleza: Grafica VT Ltda, p.89-90.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

INTENDENTES E PREFEITOS DE CAMOCIM



Prefeitura Municipal de Camocim. Anos 1950. Fonte: IBGEce34414.
            A administração dos municípios brasileiros passaram por vários momentos. No Brasil Colônia, o poder executivo, legislativo e judiciário era exercido pela Câmara Municipal, inspirado no modelo português, que tinha a incumbência de coletar impostos, regular o exercício das profissões e do comércio, além de preservar o patrimônio público. O Presidente da Câmara, portanto, chefiava a administração pública.
            No Brasil Império, a autonomia das Câmaras Municipais foi diminuída com a centralização administração pública como um todo. A legislatura foi fixada em quatro anos e, o Presidente da Câmara, eleito entre os vereadores mais votados, passou a ter obrigações comparáveis as do prefeito, atualmente, além das funções de vereador.
Na República, as Câmaras Municipais são dissolvidas. Foram criados então, os Conselhos de Intendência, com responsabilidade exclusiva de gerir o poder executivo. O poder legislativo continuou com as Câmaras Municipais quando as mesmas foram recompostas. No entanto, muitas vezes, o Intendente era a mesma pessoa que presidia a Câmara, daí a confusão dos termos e funções. Os intendentes eram nomeados pelo Presidente de Estado, cargo equivalente ao de Governador, atualmente. Na documentação oficial pode se ter vários intendentes num mesmo ano ou legislatura, visto que, a permanência dos mesmos nos cargos, estava condicionada às alterações da política estadual ou federal, como podemos observar na lista abaixo dos intendentes de Camocim.
No início do século XX, em 1905 foi instituída a Intendência Municipal e a figura do Intendente Geral. A diferença é que a partir de então: Não mais há a coincidência entre os dois cargos, o de intendente e o de presidente da Câmara. No entanto, ao mesmo tempo em que os membros da câmara municipal – e, portanto, indiretamente o presidente da Câmara - são eleitos pelo povo, o intendente geral continua a ser apontado pelo presidente de cada estado”.
Nesse sentido, embora a contagem dos prefeitos de Camocim comece a partir de 1919 com o Padre José Augusto da Silva, até 1930 os comandantes do poder executivo eram oficialmente chamados de “Intendente Geral”.
Com a Revolução de 1930, criou-se, finalmente, a figura do Prefeito e da Prefeitura Municipal, atribuindo-se as funções do Poder Executivo. Esse período em Camocim começa com a nomeação do Prefeito Gentil Barreira, como interventor, posto que, somente a partir da Constituição de 1934, os prefeitos seriam escolhidos pelo povo. No entanto, a partir de 1937 a 1945, quando da Ditadura Vargas, o cargo de prefeito “voltou a ser preenchido por apontamento dos governos federal ou estadual”.
Na lista abaixo temos os nomes de intendentes, presidentes de Câmara e prefeitos do município de Camocim. Na categoria Intendentes, a mesma ainda se acha incompleta, com alguns vazios temporais, visto que, a mesma foi feita a partir de documentos esparsos e notícias de jornais.
INTENDENTES
1883 – Diogo José de Souza
1887 – Leonel Dias da Fonseca
1888 – Serafim Manoel de Freitas
1889 – Luís Gomes de Lima
1890 – Francisco Freire Napoleão
1890 – Francisco José BernardoTeixeira (até nov.)
1891 - José Evangelista Barbosa
1891 – Quariguazil Barreto (mai.)
1891 - Raymundo Thiers (ago.)
1901 - 1902 –  Dr. João Thomé de Saboia e Silva
1903 – Joaquim Inacio Pessoa
1903 – Zeferino Ferreira de Véras
1904 - Zeferino Ferreira de Véras
1909 - Zeferino Ferreira de Véras
1912 - Severiano José de Carvalho (jan.)
1912 – Zeferino Ferreira de Véras
1914 – Francisco Louzada
1917 – Tasso Augusto Napoleão

PREFEITOS
01 -1919 - Pe. José Augusto da Silva.
02- 1920 - Tenente Coronel José Vitorino de Meneses
03- 1921 - Moisés Cavalcante Rocha
04- 1923 - Francisco Nelson Pessoa Chaves
05- 1927 - Thomaz Zeferino Veras
06- 1930 - Dr. Gentil Barreira
07- 1935 - João da Silva Ramos
08- 1944 - Tenente João Batista de Souza Brandão
09- 1945 - Horácio Pessoa (março a junho)
10- 1945 - Antonio Alcindo Rocha - (jul. a out.)
11- 1945 - Antonio de Albuquerque Souza (nov)
12- 1945-  Francisco Othon Coelho (dez.)
13- 1946 - Tenente Luís Marques de Souza
14- 1947 - José Pinheiro Pessoa
15- 1948 - Francisco Othon Coelho
16- 1951 - Setembrino Fontenele Veras
17- 1955 - Murilo Rocha Aguiar
18- 1959 - Carlos Trévia
19- 1963 - João Batista Rocha Aguiar
20- 1967 - Setembrino Fontenele Veras
21- 1971 - Dr. José Maria Primo de Carvalho
22- 1973 - João Pascoal de Melo
23- 1977 - Edilson Veras Coelho
24- 1983 - Ana Maria Beviláqua Moreira Veras
25- 1989 - Murilo Rocha Aguiar Filho
26- 1993 - Antonio Manoel Fontenele Veras
27- 1997 - Sérgio Aguiar Lima Aguiar
28- 2001 - Sérgio Aguiar Lima Aguiar
29- 2005 - Francisco Maciel de Oliveira
30- 2009 - Francisco Maciel de Oliveira
31-2013- Mônica Gomes Aguiar
32-2017 - Mônica Gomes Aguiar

Legenda:

INTENDENTES – Conforme aparecem na documentação pesquisada.

PREFEITOS (ou Intendente Geral) – Nomeados pelos Presidentes de Estado

PREFEITOS INTERVENTORES – PERIODO DA ERA VARGAS
PREFEITOS ELEITOS

quarta-feira, 14 de junho de 2017

A CACIMBA DO CUPIM - CAMOCIM. A MAIOR DO MUNDO?

Não sei se é a maior cacimba do mundo. Mas, se acreditarmos no leitor e colaborador do blog Francisco Rocha Pereira, a Cacimba do Cupim é insuperável neste aspecto. Para sabermos mais sobre a história da mesma, leiamos o texto abaixo enviado para nossa redação:


Cacimba do Cupim
Cacimba do Cupim. 2017. Cupim- Camocim. Foto: Francisco Rocha Pereira
Eu quero ver alguém me mostrar outra cacimba maior que essa. Para mim, até que me provem o contrário, ela é a maior que existe! Foi cavada no ano de 1955, à custa do seu proprietário, o Sr. João Paulo dos Santos, na localidade de Cupim – Camocim. De dimensões gigantescas que, causou, e até hoje causa grande admiração, espanto e tem gente que até sente medo ao se aproximar. Assim virou atração porque nunca se viu outra igual.
Com diâmetro interno de 3,85m (três metros e oitenta e oitenta e cinco centímetros), cavada com picareta à força braçal humana. Toda empedrada com argamassa à base de cal trazido da cidade de Granja em costa de jumentos e tijolos fabricados em uma olaria na própria baixa do Cupim, cujo barreiro onde foi tirado o barro, ficou conhecido como Barreiro do Odilon, por ficar próximo à casa que morava o saudoso Odilon Marques dos Reis (Odilon Bala), que me corrijam seus parentes.
Hoje vale a pena relembrar a façanha do Sr. João Paulo pelo empreendimento naqueles anos de dificuldade e a bravura dos trabalhadores, liderados pelo grande e inesquecível mestre de obras, Luís Tavares dos Santos, ainda hoje elogiado pelos que lhe conheceram, por sua inteligência, capacidade e capricho no que fazia.
Contam os mais velhos que eram muitos homens trabalhando com quatro gangorras puxando barro ou descendo material para vencer a demanda. Pois, na escavação a tabatinga desabava aterrando o que havia sido feito. O serviço dos gangorreiros era retirar esse material em caixões de madeira amarrados com cordas e logo depois fazendo o inverso, devolvendo o barro para encher o grande abismo causado pelo desabamento.
Hoje os moradores utilizam água do poço profundo da Escola João Paulo dos Santos situada há poucos metros. E o cacimbão de maior circunferência do mundo, mesmo que desativado e semiabandonado ainda serve de atração e memória da infância de muitos moradores contemporâneos da abundância de suas águas que por muitos anos matou a sede do povo e dos animais do Cupim e daquelas redondezas.