O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

sábado, 18 de fevereiro de 2017

OS INTENDENTES DE CAMOCIM NA PRIMEIRA REPÚBLICA

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Jornal O Cearense, ed, 178, 23/08/1891. Fortaleza-CE.


Os intendentes dentro da organização administrativa de um município é o corresponde ao que chamaríamos hoje de prefeitos. Mesmo com o advento da República, que acenava com um cenário mais democrático do que o período imperial, os intendentes continuaram a ser nomeados, no caso dos municípios, pelos Presidentes de Estado, hoje Governadores.
Dese modo, a nomeação dos intendentes era uma espécie de moeda política que mudava a cada eleição. Por outro lado, qualquer outro motivo poderia levar à sua destituição pelo poder concedente.
Não raro, os jornais traziam a publicação de exoneração e nomeação destes intendentes conforme os interesses políticos, na seção "Actos officiaes", cujas notas revelavam mais do escondiam sob as frases: "Foram dispensados por incompatibilidade os seguintes intendentes municipaes" e "Foram nomeados os intendentes municipaes".
Em agosto de 1891 por exemplo, relacionado ao município de Camocim, os "Actos Officiaes" do jornal "O Cearense", trazia a troca de intendente daquele ano:

              "Foram dispensados por incompatibilidade os                      seguintes intendentes municipaes:

              De Camocim, José Evangelista Barbosa,

              [...]Foram nomeados os intendentes municipaes:

              Do Camocim, Raymundo Thiers".

Uma certeza, porém, José Evangelista Barbosa e Raymundo Thiers estavam em lados opostos na nascente República brasileira.              

Fonte:Jornal O Cearense, ed, 178, 23/08/1891. Fortaleza-CE.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

PARLAMENTARES CAMOCINENSES. XI - SÉRGIO AGUIAR

Deputado Sérgio Aguiar. Fonte: al.ce.gov.br

 
Herdeiro de um capital político que remonta desde 1947 em Camocim, Sérgio de Araújo Lima Aguiar está no terceiro mandato como Deputado Estadual, obtendo as seguintes votações: Em 2006, quando foi candidato pelo PSB substituindo seu pai, Francisco Aguiar, foi sufragado por 47.607 eleitores. Em 2010, ainda pelo PSB, obteve 67.357 votos ampliando também sua área de votação. Nas últimas eleições para deputado estadual, Sérgio Aguiar atendendo orientação do grupo dos irmãos Ferreira Gomes, filiou-se ao PROS e atingiu a soma de 85.060 votos. Atualmente é filiado ao PDT.  Sérgio Aguiar nasceu em 31 de janeiro de 1971. É neto de Murilo Aguiar, deputado constituinte de 1947, e filho de Francisco Aguiar, ex-presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Foi vereador em Camocim aos 20 anos de idade e presidiu a Câmara Municipal (1993-1994). Em 1996 foi eleito prefeito e reeleito em 2000. No seu currículo político consta ainda a passagem como Assessor Parlamentar do Gabinete “do então Ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, em 2005”.  É casado com Mônica Aguiar, atual prefeita de Camocim e pai de quatro filhas. Até a legislatura anterior era da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, ocupou o cargo de Primeiro Secretário. É graduado Administração de Empresas, Economia e Direito, com mestrado em Gestão Pública e Modernização Administrativa pela Universidade Internacional de Lisboa. Sua atuação legislativa se destaca pela defesa do empreendedorismo e “representa os segmentos produtivos da economia como turismo, comércio e serviços”. Esta atuação tem repercutido no estado, sendo escolhido por três vezes entre os Melhores da Política e Administração Pública do Ceará.
Ideologicamente, o deputado Sérgio Aguiar se situa como de centro-esquerda e tem sua base eleitoral em vários municípios do Estado do Ceará, destacando-se Camocim, Barroquinha, Granja, Cruz, Uruoca, Forquilha, Ipu, Aracati, Pedra Branca, dentre outros. No final de novembro de 2016 disputou a Presidência da Assembleia Legislativa mas foi derrotado por seu colega de partido Zezinho Albuquerque (PDT). Completa hoje 46 anos de idade.

Fonte: al.ce.gov.br
Anuario do Ceará.2015.



sábado, 14 de janeiro de 2017

CAMOCIM TERRA DO SAL

Anúncio da firma "Alfredo Coelho". Camocim. 1940.
Fonte: Almanaque Laemmert.


O sal foi um dos produtos importantes da economia camocinense. A extração de sal remonta às primeiras incursões de navegantes em busca de riquezas, como os holandeses, franceses e posteriormente portugueses. A região do Rio da Cruz, Camocim ou Coreaú, como queiram, aparece na historiografia como tendo significativo potencial de exploração comercial.
Com o tempo, notadamente com a conjugação das atividades do porto e da ferrovia, o produto tomou impulso, responsável pela abertura de várias salinas e casas comercias exportadoras, como a que mostra o anúncio acima da firma comercial "Alfredo Coelho", publicado na edição de 1940 do Almanaque Laemmert, de circulação nacional.
Além do anúncio em destaque, o referido almanaque traz ainda a relação de outros comerciantes e suas respectivas salinas, como descrito abaixo:

"SAL (Exportadores de):
Aimorés, de Benício Santos.
"São Pedro", de Alfredo Coelho.
Ilha da Volta, de João Baptista da Ponte
João da Silva Ramos & Cia.
Poranga, de Massilon Saboya de Albuquerque
Salgadinho, de Manoel Pinto Soares Brandão (Herdeiros).
São Francisco, de Irmão Xavier e Cia. Ltda.
Trindade, de M. A. Morel Pinto".

Atualmente, a atividade salineira é muito diminuta, mas ainda resistem algumas salinas como o Sal Trindade, por exemplo.

Fonte: Almanaque Laemmert. 1940.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

PARLAMENTARES CAMOCINENSES. X - EDILSON VERAS COELHO FILHO


Fonte:Deputados Estaduais: 23ª. Legislatura 1991-1994. Fortaleza: INESP, 2006, p.179.

O ex-deputado Edilson Filho, como é mais conhecido em Camocim e região, concorreu a dois mandados para a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, nas eleições de 1990, onde ficou na suplência e 1994, quando foi eleito. Membro de importante família política no município, nasceu em 26.11.1963, filho de Edilson Veras Coelho e Maria Fátima Silva Coelho.
Em sua breve biografia no Memorial dos Deputados Estudais Pontes Neto da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, está escrito:

Administrador. Estudou os primeiros anos em Camocim, no Colégio 7 de Setembro, depois indo para o Colégio João Ramos (escola pública), onde fez a 7ª série. Em seguida, transferiu-se para Fortaleza, 1979, onde fez a 8ª série no Colégio Salesiano da Piedade, concluindo o 2° grau no Colégio Farias Brito. Em 1983, passou no vestibular da Universidade Federal do Ceará (UFC), para o curso de Administração. Nesse mesmo ano foi trabalhar na Imprensa Oficial do Ceará (IOCE), exercendo o cargo de Assessoria e Chefia de Almoxarifado. Devido às incompatibilidades de horário entre a Imprensa Oficial e a Universidade Federal, optou por transferir seu curso de Administração de Empresa para a Universidade de Fortaleza (UNIFOR), onde colou grau em 1989.
Em 1990, aos 26 anos, foi candidato a Deputado Estadual obtendo 12.320 votos, assumindo o mandato em setembro de 1992, quando foi candidato a vice-prefeito do município de Camocim na chapa com Manuel Siqueira, que veio a falecer na campanha, faltando doze dias para a eleição.
No ano de 1994, candidatou-se novamente a Deputado Estadual e foi eleito com 19.752 votos. Depois deste mandato, não foi mais candidato a cargos eletivos até então

Sua última função pública foi no cargo de Secretário de Desenvolvimento Sustentável do Município de Camocim em 2006.

Fonte:Deputados Estaduais: 23ª. Legislatura 1991-1994. Fortaleza: INESP, 2006, p.179.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

CAMOCIM NAS PÁGINAS DOS ANUÁRIOS

Matriz de Bom Jesus dos Navegantes. Camocim. 1953.
Se existe uma fonte que gosto de recorrer para pesquisar a história de Camocim são os anuários. O significado deste tipo de publicação é um registro de informações sobre os mais variados aspectos que envolvem uma comunidade como as ciências, artes, literaturas, profissões, economia, história, etc. Os anuários, notadamente no século XX eram publicações ansiosamente esperadas, posto que atualizava a população sobre o crescimento de sua cidade. Além de recuperar momentos históricos através das narrativas, quadros, tabelas e publicidade, as fotos evolução urbana das cidades. Na foto acima, percebe-se duas árvores (provavelmente mangubeiras) do lado oeste da Matriz de Bom Jesus dos Navegantes. Sabemos que
Praça Sete de Setembro. Camocim. 1953.
existem outras do lado oeste, mas, estas, só são possíveis de ser visualizadas a partir dessa foto. Ao lado, têm-se a vista da primeira praça  construída em Camocim - Praça Sete de Setembro, conhecida popularmente como Praça do Quadro, hoje, oficialmente denominada de Praça Francisco Fontenele Frota (Chico Panair). No texto do Anuário do Ceará 1953-1954, do qual estamos recuperando estas fotos, é interessante o conjunto de narrativas sobre a cidade:

1. "A cidade de Camocim nasceu com a vocação de ser a mais rica do Ceará, visto como a natureza dotou-a do mais franco e notável pôrto existente no litoral do nosso Estado" (p.59).

Rua Engenheiro Privat. Camocim.1953.
2. "Terra dantes e até então habitada por grande número de indígenas, Camocim passou a ser pequena aldeia, com casaria singela, de chão de barro batido, coberta de palhas, com paredame de tapume e habitada por gentes simples, com civilização e costumes praieiros". (p.60).

3. Murilo Aguiar, Alfredo Coelho, e outros chefes políticos, estão de fogos acêsos, defendendo os interesses da terra. 
E voltando as suas vistas para o passado, os filhos de Camocim se inspiram, hoje, no patriotismo dos seus mais ilustres rebentos, dentre os quais, Euclides Pinto Martins, herói nacional; dr. Raimundo Cela, pintor de fama continental [...] (p.61).

Detalhe da Casa de Pinto Marins
e Estação Ferroviária. Camocim.
1953,
Na época da edição deste anuário o prefeito era o "estimado Setembrino Fontenele Veras, rapaz culto, embora que modesto" e o texto faz algumas referências a sua gestão, concluindo que a "cidade progride a olhos vistos, com novos melhoramentos, como pavimentação de suas ruas, construções de avenidas, matadouro moderno e outras iniciativas de interesse coletivo. (p.61). Mesmo sendo uma escrita de intensa louvação é sempre bom sabermos como a cidade era mostrada pelos escritos de antigamente, além do que, as fotos impressas amareladas, com detalhes quase imperceptíveis, é sempre uma volta ao passado.

Fonte: Anuário do Ceará. 1953-1954. 
Disponível em:https://archive.org/stream/anuario19531954ce1#page/60/mode/2up/search/Camocim


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

PARLAMENTARES CAMOCINENSES. IX. FRANCISCO DE PAULA ROCHA AGUIAR

Fonte: Deputados Estaduais. 23ª Legislatura. 1991-1994/ – Fortaleza: INESP, 2007, p. 67.

Filho de Murilo Rocha Aguiar e Maria Stela Rocha Aguiar, nasceu a 04 de abril de 1947, em Fortaleza/CE. Fez seus estudos no Colégio São João, em Fortaleza/CE. Formado em Administração de Empresas. Com a morte do pai, Deputado Murilo Rocha Aguiar, em 1985, assumiu o seu legado político, inclusive sendo deputado constituinte como seu pai fora. No Memorial dos Deputados Estaduais Cearenses, sua biografia dar conta de uma extensa folha de serviços profissionais nas áreas de serviços público e privado, como mostramos abaixo: 

Gerente Administrativo-Financeiro do Grupo Financeiro Aplitec
 (1970-1973);
Gerente Administrativo-Financeiro do Grupo Sul América Seguros (1974-1977);
 Membro Administrativo da Cagece (1983-1984);
 Membro do Conselho Superior Administrativo da Cohab (1985); e
 Diretor de Operações da IOCE (1986).

Como Deputado Estadual exerceu cinco mandatos, destacando-se em várias funções. Segue-se um resumo de suas atividades legislativas.

1º Mandato: de 01.02.1987 a 31.01.1991.
Deputado Constituinte. Exerceu o cargo de 2º Secretário da Mesa Diretora no período de 1987- 1988
1988-1989 – Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação;
1989 – Líder do PMDB;
1989-1990 – Presidente da Redação de Leis;
Apresentou 23 emendas na elaboração da Constituição de 1989 e
Membro Titular da Comissão de Sondagens e Proposições na Constituinte de 1989.

2º Mandato: De  01.02.1991 a 31.01.1995
1991-1992 – vice-Presidente da Comissão de Orçamento e Finanças;
De 1993 a 1994 – Presidente da Assembléia;
De 08.10 a 31.12.1994 – Governador do Estado do Ceará, quando, como Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, o Governador Ciro Ferreira Gomes renunciou ao cargo para assumir o Ministério da Fazenda no Governo do Presidente Itamar Franco; e
De fevereiro a abril de 1995 – Líder do PSDB.

3º Mandato: de 01.02.1995 a 31.01.1999.
De 1995 a 1998 – Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação;
De 1995 a 1998 – vice-Presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público;
De 1997 a 1998 – Líder do PPS; e
Em 1998 participou da CPI das Carteiras de Estudantes e da CPI destinada a apurar irregularidades no pagamento dos benefícios dos aposentados rurais, ordenada pela Justiça. 

4º Mandato: de 01.02.1999 a 31.01.2003.
De 1999 a 2003 – Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação; e
Em 2002 – Membro Titular da CPI destinada a apurar fraudes contra beneficiários do seguro obrigatório - DPVAT; e Indicado pela Presidência da Casa para integrar, como Membro Titular, o Conselho de Ética Parlamentar. 5º Mandato: de 01.02.2003 a 31.01.2007.
De 2003 a 31.01.2007 – Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação;
De 2003 a 01.2007 – Membro Titular da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público;
De 2003 a 01.2007 – vice-Líder do Governo;
Em 2006 – Presidente da CPI do Desmonte para apurar a dilapidação do patrimônio público nas Prefeituras Municipais do Estado do Ceará.
Exerceu, como Governador do Estado do Ceará, a missão de assinar, juntamente com o Presidente da República, o contrato de financiamento do Prodetur, e o Contrato de Financiamento, com o Banco Mundial, do Projeto Sanear.

Por sua atividade parlamentar foi laureado com várias comendas e títulos, conforme relação abaixo:

Comendas/Medalhas/Títulos
01. Comendas: Diploma de Amigo da Marinha (1987); Outorga de Ordem Estadual do Mérito de Renascença do Piauí, no Grau de Grão-Mestre (1993); Diploma Especial Comemorativo dos 140 anos da Banda de Música da Polícia Militar do Ceará (1994).
02. Medalhas: Medalha do Mérito Policial Militar (1993); Machadinha Simbólica do Corpo de Bombeiros (1993); Medalha do Mérito Bombeiro Militar (1994).
03. Títulos: de Cidadão Honorário das seguintes cidades de Barroquinha, Bela Cruz, Chaval, Ipu e Uruoca. 

Em 2005 Francisco Aguiar teve seu nome aprovado pelo Legislativo Cearense para o Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará, onde exerce a função de Conselheiro, sendo presidente deste órgão entre 2006 a 2016.

Fontes:
Deputados Estaduais. 23ª Legislatura. Fortaleza: INESP, 2007.
http://www.tcm.ce.gov.br/tcm-site/composicao-atual/




sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

BENS PATRIMONIAIS DE CAMOCIM ESPERAM TOMBAMENTO

O pedido de tombamento da casa onde nasceu o aviador camocinense Pinto Martins foi indeferido e o Complexo Porto-Ferroviário ainda está na fase de instrução. Do mesmo modo, o processo que tornaria a Enseada dos Barcos em Patrimônio Imaterial dentro do Projeto Barcos Brasil, continua em compasso de espera.

Ruínas do parque ferroviário de Camocim. Fonte: Estações Ferroviárias do Ceará.
Interior da Biblioteca Pinto Martins. Fonte: facebook.


O processo de tombamento de bens materiais no Brasil, nos permitindo a redundância - é um processo muito lento. Por outro lado, há algumas dificuldades ou critérios usados pelo IPHAN, órgão do Governo Federal que cuida dessa política de preservação dos bens históricos do país, em reconhecer algo como importante para a nossa memória histórica. Exemplo disso foi o indeferimento do pedido de tombamento da casa onde nasceu o aviador Pinto Martins em 1979. Naquele momento, havia a tentativa de se construir uma memória pela passagem do I Centenário de Camocim que passava pelo esforço de se recuperar a história deste pioneiro da aviação no Brasil.
Tabela feita a partir de fonte do IPHAN.





Já o processo de tombamento do Complexo Ferro-Portuário de Camocim ainda está na fase de instrução segundo a atualização feita em 2015 (veja tabela ao lado). Da mesma forma, o processo que tornaria a nossa paisagem natural com os barcos em patrimônio imaterial continua em compasso de espera. Como se pode perceber na tabela, poucos são os bens tombados em nossa região, contribuindo ainda mais para o descaso em relação ao nosso patrimônio Material e Imaterial.
Paisagem natural. Camocim-CE. Fonte: IPHAN.