O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

CAMOCINENSE É NOME DE RUA EM FORTALEZA

Prof. José Artur de Carvalho. Fonte: www.ceara.pro.br 

Professor José Arthur de Carvalho, nascido em Camocim é nome de rua em Fortaleza desde 1994, conforme Projeto de Lei nº 150/94 de autoria do vereador Mardônio Albuquerque.














Nestes termos, a Câmara Municipal de Fortaleza decretou:

Art. 1º. Fica denominada Professor José Arthur de Carvalho, uma rua de Fortaleza.
Art. 2º. Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.
Sala das Sessões das Comissões Permanentes da Câmara Municipal de Fortaleza em 23 de junho de 1994.

Idalmir Feitosa - Presidente.

Na justificativa. o autor da proposição,vereador Mardônio Albuquerque escreveu:

JOSÉ ARTHUR DE CARVALHO, nasceu em Camocim em 16 de fevereiro de 1921, neto do farmacêutico JOAQUIM ARTHUR DE CARVALHO, autor/descobridor da fórmula "GOTAS ARTHUR DE CARVALHO" e filho do prático de farmácia  JOAQUIM ARTHUR DE CARVALHO FILHO. Após ter concluído seu curso primário em Camocim, transferiu-se para Fortaleza, aqui, prosseguiu seus estudos do Colégio Cearense e no Liceu do Ceará, graduando-se em Farmácia, no ano de 1945. pela então Faculdade de Farmácia e Odontologia do Ceará. Foi Presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Ceará, do Conselho Regional de Farmácia e da Sociedade Henrique Jorge. Faleceu a 25 de novembro de 1993, deixando uma descendência de nove filhos, seis genros, três noras, vinte e três netos e uma bisneta.

Portanto, se você mora nessa rua em Fortaleza e é camocinense, agora sabe que o homenageado é seu conterrâneo.

Fonte:
http://cmfor.virtuaserver.com.br:8080/sapl/sapl_documentos/norma_juridica/1438_texto_integral. Acessado em 28/10/2015.



terça-feira, 20 de outubro de 2015

A ESCRAVIDÃO EM CAMOCIM

Jornal O Libertador. Fortaleza-CE, 25/03/1884, p.1


Falar de escravidão em Camocim atualmente pode soar como algo exótico. Mas, a história existe para dirimir dúvidas, desconstruir mitos, proporcionar a reflexão dos fatos. Dito isto, seria até incompreensível se aqui também não tivesse tido o recurso do expediente da escravidão, visto que utilizada por mais de três séculos em nosso país. Por outro lado, a historiografia sobre o mundo do trabalho vem recuperando as histórias de escravidão em áreas portuárias. Com efeito, desde o Brasil Colônia, passando pelo Império que os negros são utilizados como mão-de-obra em nossos portos. No Brasil republicano isso não mudou muito e os negros estão presentes no cotidiano e nos conflitos nos portos brasileiros. É essa historiografia que afirma que o estado do Ceará partiu na frente para abolir a escravidão, marcando a data de 25 de março de 1884 como ícone, hoje feriado estadual. Dentre os jornais da época, O Libertador fazia campanha aberta a favor do abolicionismo noticiando as ações de libertações e alforria. Ficaram célebres os chamados "Quadro da Luz. A escravidão é um roubo", com as relações de escravos libertos em cada município. É esta fonte que nos permite afirmar que em Camocim houve escravidão sim, e que, por dedução, o trabalho no porto era um dos locais de sua prática, como no resto do Brasil. No Quadro da Luz de 25 de março de 1884, o mesmo grafa o número de 413 escravos libertos em 31 de janeiro de 1884, portanto, antes da data magna de libertação dos escravos no Ceará. A quem pertenciam esses escravos e o que faziam merece uma pesquisa mais aprofundada. O fato é que eles existiram e aparecem em documentos outros, como o primeiro Código de Posturas da Villa de Camocim, datado de 1883, onde o legislador coloca as proibições e demonstra o lugar social dos escravos. É esta história silenciada por muito tempo que explica ainda hoje a invisibilidade dos negros e sua história e as diversas formas de preconceito. Voltaremos ao assunto.




quinta-feira, 8 de outubro de 2015

FERIADO LITERÁRIO EM CAMOCIM



Cartaz do Feriado Literário. Criação: Luis Carlos Lima

No intuito de disponibilizar algo diferente nesse feriadão de outrubro em nossa cidade, estamos promovendo algo diferente. Trata-se do Feriado Literário onde você pode adquirir livros alguns livros organizados por nós e outro colegas do Curso de História da UVA e do Grupo Outra História da cidade de Ipu. São livros que contam algo a mais sobre a História do Ceará. Portanto, nesta segunda-feira, dia 12, a partir das 11h vá ao Bar do Grijalba, adquira seus livros autografados e bata um papo conosco. Maiores informações sobre os livros estão nas fichas técnicas abaixo:

CIDADES VISÍVEIS

Livro organizado pelo Prof. Carlos Augusto, "Cidades Visíveis" traz textos dos alunos do Curso de Especialização em História do Ceará da UVA e propõe uma reflexão sobre a história local de vários municípios do Ceará, inclusive Camocim, a partir das questões relativas à cultura popular, ao patrimônio, à religiosidade e á memória destes lugares.
Ficha Técnica:
Cidades Visíveis
Tamanho: 15cm x 21cm
Ano de publicação: 2013.
Páginas: 121.
Editora: Expressão Gráfica

HISTÓRIAS DO CEARÁ

"Histórias do Ceará" é um livro organizado pelo Prof. Carlos Augusto e Prof. Agenor S. S. Júnior. Trata-se de textos frutos de pesquisas dos alunos e professores do PARFOR/UVA que contribuem, principalmente, para a historiografia da escravidão no Ceará, trazendo novos elementos para o entendimento desse tempo, através das histórias da presença de negros em municípios como Meruoca, Santana do Acaraú, Marco, Forquilha, Pacujá, Graça, dentre outros.

Ficha Técnica:
Histórias do Ceará.
Tamanho: 15 cm x 21cm
Ano de Publicação: 2013
Páginas: 342.
Editora: Expressão Gráfica


NAS TRILHAS DO SERTÃO. VOL. 1
            Organizado por historiadores do Grupo Outra História, da cidade de Ipu, o Prof. Carlos Augusto participa da coletânea com o artigo: "Sermões, bandeiras e enxadas: os religiosos e trabalhadores na formação do Círculo Operário do Ipu (1932-1946) em co-autoria com o historiador Francisco Petrônio Peres Lima.

Ficha Técnica:
Nas Trilhas do Sertão: escritos de cultura e política nos interiores do Ceará. Vol. 1
Tamanho: 16 cm x 23cm
Ano de Publicação: 2014
Páginas: 160.
Editora: Sertão Cult

NAS TRILHAS DO SERTÃO. VOL. 2

Organizado por historiadores do Grupo Outra História, da cidade de Ipu, o Prof. Carlos Augusto participa da coletânea com o artigo: "Experiências culturais dos trabalhadores urbanos da zona noroeste do estado do Ceará. 1900-1970".

Ficha Técnica:
Nas Trilhas do Sertão: escritos de cultura e política nos interiores do Ceará. Vol. 2
Tamanho: 16 cm x 23cm
Ano de Publicação: 2014
Páginas: 160.
Editora: Sertão Cult