O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

FAROL DO TRAPIÁ - O FAROL DE CAMOCIM

Marinheiros fazendo manutenção no Farol do Trapiá. Camocim-CE. 

As primeiras referências do farol de Camocim chegaram a mim como Farol do Trapiá lendo a obra do escritor imortal Carlos Cardeal no romance "Terra e Mar". Depois, num trabalho da faculdade no final dos anos 1980, uma colega camocinense me apresentou uma foto do referido farol que me ficou na lembrança. Mais recentemente, algumas pessoas nas redes sociais fizeram referência ao atual farol como uma construção sem nenhum atrativo arquitetônico, fazendo comparação com um antigo farol erguido na praia do mesmo nome. Independente da importância maior que um farol tem para os navegantes, para nossos irmãos pescadores que é sinalizar a entrada da nossa barra, fui atrás de fotos da antiga construção e acionei o acervo da Marinha do Brasil através do meu irmão Suboficial(HN)Luís Carlos Pereira dos Santos. O resultado será mostrado nesta e futuras postagens. Na foto, observamos marinheiros fazendo serviço de manutenção no farol tendo ao lado uma construção sólida de uma casa, provavelmente para morada do faroleiro





FONTE: Marinha do Brasil. CAMR-Centro de Sinalização Náutica Almirante Moraes Rego.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

O PATRIMÔNIO DE CAMOCIM EM 1890





Mercado Público de Camocim. Fonte: arquivo do blog.
Patrimônio é o que se tem, o que se herda, o que se preserva e também o que se perde! Embora o texto não verse sobre a moderna noção de patrimônio, notadamente sobre sua classificação em material e imaterial e a consequente sensibilização de preservarmos os bens materiais de um povo, de um município, gostaríamos de discutir um pouco sobre o que seria isso no tempo. Quando Camocim não passava de um pequeno burgo, emancipado recentemente de Granja, o patrimônio informado pelo Intendente ao Presidente da Província do Ceará em 1890, resumia-se a:
Seis quartos no Mercado Público desta cidade, construído de tijolo e barro no valor de 300$000 cada um; 
 Uma cacimba pública em frente ao Mercado construída de alvenaria ordinária no valor de 50$000; 
 Um curral de madeira para recolhimento de gado destinados ao consumo público no valor de 150$000;  
Um cemitério construído de tijolo e cal no valor de 1:500$000; Um açude na povoação da Barroquinha, neste município, construído de barro no valor de 2:000,000.
Camocim, 4 de setembro de 1890.
O Secretário da Intendência
José Carneiro de Araújo. 
Esse era o nosso patrimônio, no valor exato de 4:000$000 (quatro contos de réis). Mais do que uma curiosidade histórica, vale fazer um alerta para a questão do registro nos arquivos municipais: quase nada temos sobre os tempos pretéritos e o que se tem está se acabando pela voracidade do tempo e o descuido com os documentos, além do que esta responsabilidade é do poder público. Se eu não tivesse feito esse registro quando da publicação do livro A Casa do Povo em 2008, ficaria difícil, por exemplo, algum setor da Prefeitura Municipal localizar algo sobre o Mercado Público de Camocim no 1º Livro de Officios Expedidos.
Fonte:  1º Livro de Officios Expedidos.
SANTOS, Carlos Augusto P. dos. A Casa do Povo. História do legislativo Camocinense, 2008.