O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A FAMÍLIA MOREL DE CAMOCIM

Diploma da Irmandade da Terra Santa
A Família Morel em Camocim sempre foi uma referência católica. Desde as primeiras décadas do século XX que os integrantes desta família participaram das principais instituições religiosas e educacionais da cidade, como o Prof. Pedro Morel. Acode-me agora uma cena das Irmãs Morel, com dona Raimundinha à frente chegando juntas à Igreja Matriz, filhas de Maria que eram a colaborar no rito da missa. Anteriormente, os homens dessa família sempre tiveram seus nomes ligados à Igreja Católica de Camocim, participando de suas entidades ou doando seus bens para as obras sociais da igreja. Todos sabem que o Instituto São José hoje não seria o que era sem a pronta determinação dessa família em fazer suas doações iniciais e fundamentais. Mesmo agora, soube-se que um dos últimos integrantes dessa família deixou em testamento vultosa soma para ser empregada em obras na referida escola. Não á toa, a Praça da Matriz tem o nome do patriarca da família Sr. José Severiano Morel que, pelo seu fervor católico chegou a ser integrante da Irmandade da Terra Santa de Jerusalém conforme atesta o diploma acima, outorgado em 18 de outubro de 1921 pelo representante do Sumo Pontífice no Brasil. A Irmandade da Terra Santa é o órgão oficial instituído pela Igreja, responsável pela manutenção e divulgação dos chamados Lugares Santos. Voltando às Irmãs Morel elas eram a cara dos eventos religiosos católicos em Camocim estando presentes à todos, constituindo por assim dizer uma marca católica em nossa cidade. Foram morrendo e a última delas foi levada por uma parente para morar do Rio Grande do Norte. Camocim, portanto, não tem mais essa referência secular baseada na dedicação religiosa como foram os integrantes da Família Morel. Fica o registro!

Obs: Diploma cedido gentilmente pelo Prof. Paulo José.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O PROGRAMA IRAPUAN LIMA EM CAMOCIM

Irapuan Lima, Irapuentes e Caloura. Foto: fortalezanobre.blogspot.com 

Dentre as muitas histórias que ouvi durante este mês de férias que gozei em Camocim, a que passo a relatar aconteceu no antigo Balneário Sport Club, quando da vinda da caravana do Programa Irapuan Lima à nossa cidade. Para quem não é desse tempo, antigamente os programas de auditórios da televisão eram muito mais atraentes e autênticos. O Irapuan Lima conseguia este misto com muita dose de humor, oferecendo prêmios aos vencedores do show de calouros e um frango para aqueles que eram "gongados", além de apresentar os grandes artistas de sucesso da época em passagem pela capital. Conta-se até que nosso amigo Itamar Araújo quando morava em Fortaleza, no intuito de "filar" uma refeição foi lá, não para vencer nada, mas, para ganhar o tal frango pois no domingo seguinte (o programa era aos sábados) não tinha nada para comer em casa. Inscreveu-se, fez lá sua patomina, foi gongado e recebeu o tal frango. Porém, ao sair do auditório do programa o contra-regra lhe subtraiu o pretenso almoço domingueiro. Ele não sabia que o frango era um só e que servia para todos os "cantores" reprovados pelo júri. Insucesso do nosso amigo à parte, o que queremos enfatizar é que Camocim sempre foi terra de grandes talentos em todas as áreas culturais e num ano qualquer na década de 1980 (ninguém sabe precisar) trouxeram a caravana do referido programa para Camocim. Só agora, no entanto, sei que nosso Maestro Miguel da Banda Lyra naquele ano atacou de cantor interpretando um clássico de Martinho da Vila que ele não lembra bem qual foi; que um dos jurados era Evanmar Moreira, que naquela época ainda não desistira do sonho de ser astro da música pop nacional (quem não lembra daqueles versos: "No dia em que você partiu eu fiquei  triste a chorar", ou "Cara, tô gamado nessa mina, cara, essa mina me fascina". Mas, o grande vencedor daquela tarde ou noite memorável, não sabemos, foi o indefectível Macleodes (ex-funcionário da Coelce, aposentado) cantando a música "Artigo 26" do cantor cearense Ednardo. Foi o que me contaram os personagens citados. 

Detalhe: esse é por minha conta: teve um tempo que o cast das Irapuetes tinha uma camocinense, sobrinha ou prima do Adauto Medeiros.Quem lembra do nome dela?

Fontes orais: Evanmar Moreira, Maestro Miguel, Macleodes.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

CRONICAS DO CAMOCIM ANTIGO



Rua Engenheiro Privat, onde se localizava o Hotel São José. Foto: camocimnet.com.br
O ano era 1958. Camocim era destino de levas de retirantes que fugiam da grande seca. O Sr. João Miguel com suas duas filhas adolescentes Maria e Tereza, frutos do primeiro casamento e outros dois menores da sua companheira de então chegam à cidade, oriundos do Piauí tentando driblar a fome. Tereza prefere ficar com a família de Sr.Moreira no KM-08. João Miguel arruma uma tosca morada de roça lá para as bandas do São Brás (onde hoje fica a COHAB) e arranja emprego na Estrada de Ferro de Sobral, roçando as margens da ferrovia. Maria vai trabalhar na casa da Família Menescal (Chico Panair). Hoje, aos 70 anos, Maria é uma senhora marcada pelo trabalho doméstico, que cuida da sua casa e de quem chega nela, realizando os afazeres próprios de uma dona de casa. As lembranças do trabalho árduo em casas de família e em hotéis daquele tempo se confundem com o cansaço de mais um dia de lida, varrendo, lavando, cozinhando. Exímia costureira, já não cose mais. Com mais nitidez, lembra a faina cotidiana que era trabalhar no Hotel São José, de propriedade do Sr.Orlando, funcionário da Alfândega e Dona Carmelita, a esposa e cozinheira. Dezoito quartos tinha o hotel que ficava na Rua da Estação (Rua Engenheiro Privat). Ganhava 250 cruzeiros por mês. O Hotel São José era frequentado pela oficialidade dos navios ancorados no porto, aviadores de carreira, famílias em férias. Folga somente aos domingos quando o movimento era pequeno. Na retina de Maria, o burburinho das tardes-noites da Praça da Estação. Maria não é um personagem e esse texto não é um conto, mas a crônica de vida de minha mãe, saudosa a lembrar de tempos duros e bons com um sorriso no canto da boca.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

BALAUSTRE- CARTÃO-POSTAL DE CAMOCIM


Ontem. Construção da Balaustrada de Camocim. Anos 1920. Arquivo: Aroldo Viana
Hoje. Detalhe da balaustrada. Foto: panoramio.com

Em março de 2011 escrevemos uma espécie de cronologia da construção da balaustrada que margeia o nosso Rio da Cruz (como gostava de escrever o saudoso escritor camocinense Carlos Cardeal), também chamado de Rio Camocim ou, como quer a designação oficial, Rio Coreaú.
 Hoje, ao passear na orla não nos damos conta que esse quebra mar é quase centenário. Várias gestões, desde 1920, o alteram e remodelam. Contudo,somente no final dos anos 1980 que o mesmo vem se constituindo como nosso cartão postal, sendo apresentado em cartazes e outras peças publicitárias, estilizado em chamadas de eventos culturais como o carnaval. Aliás, de uns tempos para cá, sempre no período momino, a balaustrada recebe uma mão de tinta (menos no ano passado), com cores variadas, bem ao estilo da festa. Por outro lado, é visível o desgaste do mesmo face às intempéries e a falta de manutenção aliada à depredação dos vândalos. Fica a dica para a nova administração cuidar um pouco mais desse nosso cartão-postal, quem sabe até realizar uma reforma digna de sua história quase secular.
 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

OS CARNAVAIS DE CAMOCIM

Jornal Tribuna do Ceará. Fevereiro de 1979.
Imagine um desfile de blocos, uma batalha de confetes em plena praça pública, bailes para adultos e crianças nos principais clubes da cidade, escolha de Rei Momo e Rainha do Carnaval, banho de mar à fantasia, bloco dos sujos, etc. Imaginou? Pois é, este tipo de carnaval já existiu e Camocim sempre se destacou como um dos principais destinos carnavalescos do Ceará. Faltando um pouco mais de um mês para o período momino, destacamos hoje o "Carnaval Centenário" de Camocim ocorrido em 1979 na gestão do então Prefeito Edilson Veras Coelho, como mostra matéria ao lado publicada no jornal Tribuna do Ceará. A festa daquela época foi denominada de "CAMOCIM CEM ANOS DE SOL", organizada pela Secretaria de Turismo do Município tendo á frente o hoje "idoso vaidoso" Sr. Osmundo Campos. Sabemos que os tempos são outros e os carnavais idem, no entanto esperamos que a postagem baseada na matéria jornalística acima, sirva não apenas como pura recordação nostálgica, mas como inspiração de alguma forma para os gestores dessa festa nacional que se avizinha no nosso município. 

Fonte: Tribuna do Ceará. Arquivo particular de Gláucio Lima.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A POLITICA CAMOCINENSE

Ex- Prefeito Edilson Veras Coelho e Deputado Estadual Sérgio Aguiar. Foto: Denildo Menezes.


Dizem que uma foto vale mais do que mil palavras. No entanto, sem as palavras nenhuma imagem teria sentido. Desta forma deixo aos internautas a faculdade de interpretar a foto acima, posto que reveladora da atual cena política de Camocim. Fica o desafio. Prometo (e não é promessa de "político") que publicarei os vossos comentários em forma de atualização da postagem.

Agradecendo as primeiras colaborações,vejamos os comentários de Gouveia Neto, Francisco Rocha e Cristiano:


  • Acredito que o Ex-Prefeito esteja dizendo o seguinte:
    - Deputado, quando eu era Prefeito, vossa excelência era um garoto deste tamanho aquí, óh! E, nossas famílias, pra não dizer inimigas, eram adversárias. Vocês os cara-pretas e nós, os fundo-moles!
  • Quem diria...! Vemos nessa foto uma cena muito interessante. Sentados à mesma mesa, ombro a ombro e hoje amigos, trocando ideias e quem sabe o mais novo ouvindo conselhos do mais velho.
    É a dinâmica da política que consegue unir aqueles que, em um passado recente da história de Camocim, já foram personagens de grandes batalhas políticas em lados opostos. Será que essa “dinâmica” vai agir ainda e trazer também para o “lado” de Sérgio, aquele que hoje é seu principal adversário? Só o tempo dirá.
    ..



    Na política tudo é possível ! Como tudo acontece no sub mundo da esperteza , quando duas figuras como essas se encontram , coisas boas eles não estão tramando. Protagonistas de várias gerações de mandatários de uma terra que é conhecida como a TERRA DO JÁ TEVE. Quando criança, cresci numa Camocim com economia vigorosa . Salinas , estação ferroviária movimentada, navios que faziam fila para atracar, polo regional de comercio , grande quantidade de mercadorias embarcavam e desembarcavam todos os dias nos navios e trens . Depois que estas duas famílias , Aguiar e Coelhos se alternaram na prefeitura começou tudo desmoronar. Os Coelhos , sempre desunidos e briguentos entre si,ficaram na mer... , os Aguiar , espertos , se uniram e hoje estão milionários , basta ver o patrimônio deles em Fortaleza , cidade onde sempre moraram , parece até que eles odeiam Camocim, só aparecem lá em época de eleição, e quando ganham levam a reca toda, isto é , a parentada toda pra mamar nas tetas da prefeitura, quando perdem , volta todo mundo pra seu habitat natural que é Fortaleza, gastar o que ganharam em quatro anos. E o povo ó ! Cego e ignorante continua votando neles há 50 anos. è o velho ditado , cada povo tem o governante que merecem.

    1. CAMOCIM POTE DE HISTÓRIAS em 9 de janeiro de 2013.21;16.
    2. Gatopirado2013. Agradeço sua colaboração e respeito seu ponto de vista. No entanto, a liguagem usada não se coaduna com a linha editorial do blog. Refaça seu comentário e teremos o maior prazer em publicá-lo.