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Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

sábado, 16 de junho de 2012

FATOS DA POLITICA DE CAMOCIM - A MORTE DE MANOEL SIQUEIRA

Quando outubro de 2012 chegar e com ele as eleições, farão 20 vinte anos da morte trágica de Manoel  César Siqueira, vítima de acidente automobilístico em plena campanha eleitoral, ele, que fazia parte da então ala dos "Fundo Moles" em Camocim. Sua morte trouxe grande comoção no município por também envolver sua esposa (Dona Anita), seu filho  (Nilton César), seu segurança Elieser e o motorista Beto, quando voltavam de um comício da zona rural (Lagoa Comprida). Gerente de uma firma de pesca local na época, a Empesca, pouco a pouco a figura de Manoel Siqueira foi se consolidando na comunidade como uma pessoa que atendia aos mais carentes e "matava" a fome dos mais pobres, com doação das cabeças de peixe beneficiadas pela tal firma. Tal fato, foi usado pelos adversários na campanha eleitoral que chamavam os partidários dele de "cabeça de piramutaba", uma alusão ao peixe "doado" por ele. A menos de um mês das eleições de 1992, sua morte provocou um fato inusitado na política, visto que, com as cédulas eleitorais já prontas, não foi possível alterar pelo substituto na chapa, o então empresário Antônio Manoel Veras, que acabou ganhando as eleições, derrotando o apático candidato dos "Cara Pretas", Murilo Cãmara. Como disse, a cidade se envolveu em comoção, fato este sabiamente capitalizado politicamente pelos Coelhos-Veras que na época eram aliados, reforçando ainda mais o slogan político de Manoel César Siqueira que era "A Força do Trabalho". Abaixo a transcrição das primeiras estrofes dos repentistas e poetas populares Lucas Evangelista e Damião Libório, escritas em setembro de 1992, que transformaram em cordel a tragicidade da morte do político em questão:
Setembro em noventa e dois
Pra Camocim foi tristonho
Esta cidade perdeu
O mais belíssimo sonho
Que em vez de uma esperança
Um pesadelo medonho

Quem é bom já nasceu feito
Seja cordeiro ou herói
Mas o espírito do mal
No céu não há que apóie
Pega o espírito do bem
Em um minuto destrói.

Sabemos que a política
É emanada da riqueza
Manoel César Siqueira
Um rico sem avareza
Os pobres já lhe chamavam
Siqueira pai da pobreza.
(...)
MANOEL SIQUEIRA partiu
pela morte foi tragado
Mesmo sem ele o Partido
Inda foi recuperado
ANTONIO MANOEL foi eleito
Por ter lhe memoriado.

Fonte: Cordel: A morte trágica de Manoel Siqueira.p. 01 e 08. Autores: Lucas Evangelista e Damião Libório. Documento gentilmente cedido pelo Prof. Paulo José, do arquivo pessoal da Família Morel.

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