O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

ABECEDARIUS CAMOCINENSIS - IVAN PEREIRA DE CARVALHO

Em postagem anterior enfocamos a figura do Monsenhor Inácio Nogueira Magalhães. Outro padre que teve seu centenário esquecido foi IVAN PEREIRA DE CARVALHO. Mesmo saindo da vida sacerdotal, teve uma trajetória muito importante no clero regional. Mas, foi na educação que seu nome fez história na vida de milhares camocinenses. Lembro-me dele já no finalzinho de sua carreira como educador (era diretor, na época), quando fiz a antiga 8ª Série no Colégio Estadual Padre Anchieta, que hoje leva seu nome. Abaixo, uma biografia do Professor Ivan, escrita por R. B. Sotero:

IVAN PEREIRA DE CARVALHO, filho de Luciano Pereira da Luz e Amélia de Carvalho Pereira, nasceu em Camocim-Ceará (Rua 24 de maio – Praça da Matriz), aos oito (08) dias do mês de novembro de mil novecentos e nove (1909). Filho primogênito do casal, terminou seus estudos primários em Camocim (1919- Grupo Escolar, 1921 – Escola da Francy Fialho, 1921 - Escola Dr. Hermes Paraíba, 1922 e 1923 – Escola Pedro Morel). Em 1924 ingressou no Seminário da Prainha, em Fortaleza, onde cursou o segundo e o terceiro anos ginasiais. Em 1925, foi transferido para o Seminário de Sobral onde cursou o quarto e quinto ano ginasiais. Terminado o primeiro grau, voltou a estudar em Fortaleza em 1927, onde cursou o primeiro e o segundo anos de Filosofia no Seminário da Prainha. Nos anos de 1929, 30, 31, 32 e 33, cursou Teologia Moral e Dogmática. Em 03 de dezembro de 1933, recebeu as Ordens de Presbítero das mãos de D. José Tupinambá da Frota, na Igreja Catedral da cidade de Sobral.-CE. Em 1934, aos 26 anos, foi nomeado vigário e assumiu a Paróquia de Palmas, hoje Coreaú, onde permaneceu como Ministro da Igreja até janeiro de 1942, quando mudou-se para Sobral para exercer as funções de vice-diretor e vice-prefeito de disciplina do Colégio Sobarlense a convite do Bispo de Sobral, D. José Tupinambá e do diretor do Colégio Sobralense, Monsenhor Aloizio Pinto. Neste período, Padre Ivan fez uma viagem à Europa, por ocasião da peregrinação do Ano Santo em 1950, no Navio de Guerra Pedro II, cedido pelo então Presidente Getúlio Vargas. Em sua peregrinação, conheceu as cidades de Nápoles, Roma, onde visitou a Basílica de São Pedro, percorreu Assis, Turim, Veneza, Paris, Lisboa, dentre outras e retornou para Fortaleza em junho de 1950.
De volta a Sobral ainda permaneceu até julho de 1955, quando recebeu do então Prefeito de Camocim, Murilo Rocha Aguiar, o convite para criar o Ginásio Padre Anchieta, em Camocim, onde ficou exercendo a função de Padre Coadjutor da Paróquia de Camocim, e em 9 de junho de 1955, Padre Ivan fundou o referido ginásio, até passar a ser encampado pelo Governo do Estado do Ceará com a denominação de Ginásio Estadual Padre Anchieta em 1963. No dia 1º de março de 1966, Monsenhor André Camurça, então Secretário de Educação, criou junto ao Ginásio, o Curso Normal Pedagógico e recebeu a denominação de Colégio Estadual Padre Anchieta, que foi premiado com a dedicação do Professor Ivan, mestre, diretor e orientador, onde exerceu o cargo de Diretor até 1982, humanizando e formando professores, que hoje é um marco para a história das gerações presentes e futuras de Camocim.
No decorrer da formação histórica da Educação de Camocim, mais precisamente em julho de 1968, Padre Ivan decidiu renunciar aos votos religiosos fazendo o pedido de dispensa dos votos à Santa Sé e ainda movido pelo amor, resolveu desposar Terezinha Lira, moça prendada, de família tradicional de Camocim, que lhe deu cinco (05) filhos: Ivânia, Jeovane, Francisco, Luciano e Juliana.

Fonte: O Literário, Ano I, volume 2, edição 10, junho de 1999. Camocim-CE, p.1.



segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

CONTANDO HISTÓRIAS DE CAMOCIM PARA ANA RUTH.


Rua 24 de Maio. Fonte: camocimnet.com.br

Aproveito a caminhada vespertina até a casa de minha mãe para contar alguma coisa da história da cidade para a caçula Ana Ruth. Na ida, exatamente neste cruzamento (foto) da Rua 24 de Maio com General Tibúrcio, falo para ela que a casa entre a antiga "Usina" e o Ceja João Ramos foi uma central telefônica, daquele tempo em que precisávamos da telefonista para completar a ligação com outra pessoa. Diante do muro da RFFSA ela me indaga sobre o terreno e eu explico que ali era o antigo pátio de manobras dos trens. Na volta, já à noitinha, no trecho que se denominava Rua do Egito, digo para ela que antes do calçamento passar por ali as calçadas eram muito altas e de tamanho variados, como ela podia conferir pela "barra" nas fachadas das casas. Diante da "Usina",  explico-lhe o significado da sigla CFLC - Companhia de Força de Luz de Camocim, que vendia energia aos moradores produzidas por motores a óleo diesel. Falo-lhe da mancha de óleo que vazava para a calçada e dos tombos dos incautos, além das minhas travessuras com amigos em jogar pedras no prédio para testar a nossa pontaria, por uma pequena abertura logo abaixo daquela sigla. Sigo dizendo que o muro da então Escola de 1º Grau João da Silva Ramos era bem menor que hoje, com um gradeado por onde comprávamos nossas merendas na hora do "recreio". Ela, no entanto não pergunta a razão do agora muro alto. Prosseguimos na caminhada e lhe falo agora já na Praça do Hospital que ali fora antigamente um parquinho infantil. Dou-lhe detalhes do antigo muro, dos brinquedos... Ela nem desconfia das razões do abandono da atual Praça "Zequinha" Ximenes. Atravessamos a Praça da Matriz e lhe digo como a mesma era até meados dos anos 1980. Esperamos o sinal abrir na confluência com a Rua José de Alencar e tento lhe dizer como era a Casa do Sr. Edson Tavares, transformada em galpão onde hoje abriga o Armazém Paraíba. A esta altura, Ana Ruth desvia a atenção da "aula" para as vitrenes da Casa Nova, desisto então de lhe falar sobre a Empresa Rápido Mossoró, do Sonoro Pinto Martins. Esperamos outro sinal abrir, mas não divido com ela minha desolação ao ver que uma das últimas fachadas com o registro "1917" desapareceu para sempre da história da Praça Pinto Martins, numa recente reforma de uma padaria, não por culpa dos padeiros, é claro. A monotonia da nossa caminhada é quebrada, no entanto, com a efusividade da Fernanda que proclama em alto e bom som as felicitações de Natal e Ano Novo para mim e a Margareth, enquanto sai no seu rebolado caracterísitico em sua caminhada noturna... Prosseguimos. Passo mudo pelas ruínas da antiga Agência do SESI e só volto a falar quando Ana Ruth pergunta o que era a "Sede da São Vicente". Tento dar uma explicação mais fácil, enquanto vejo a porta aberta. Reparo para dentro e me deparo com um jovem, por coincidência, neto daquele que deu nome à praça que fica ao lado do hospital dando uma aula de matemática para um grupo de pessoas. É o Neto, filho do Assis e da Gina Trévia. Na primeira fila, o Meio-Quilo atento. Não perco a deixa e proclamo: Meio-Quilo estudando? - A humanidade está salva! Todo mundo ri e eu me ofereço para colaborar com uma aulinha de história qualquer dia desses. Mal sabiam eles que eu acabava de ministrar uma.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O ESQUECIMENTO DO PADRE DE CAMOCIM

Por mais de uma vez, cultivava o estranho hábito de ir à Igreja Matriz de Bom Jesus dos Navegantes só para conferir o esquecimento desta instituição àquele que devotou toda sua vida. Pois bem, nos dias 31 de julho e 13 de dezembro (quando coincidia ter missa nesses dias) lá estava eu torcendo que alguém fizesse uma menção ao nascimento ou à morte de Monsenhor Inácio Nogueira Magalhães, este filho de Granja que tomou Camocim como berço. Ano passado, apesar dos esforços do amigo Francisco Olivar (Vavá), o centenário de nascimento do velho sacerdote passou em brancas nuvens. Ele tencionava publicar uma obra sobre a vida do Monsenhor, mas, não encontrou guarida. A homenagem ficou apenas no blog Camocim Online. No último dia 13 de dezembro não pude ir à Camocim conferir o esquecimento ou a lembrança do pároco que dedicou mais de 40 anos ao rebanho católico de Camocim. Aqui registro a lembrança no momento em que leio um trabalho sobre Maçonaria em Ubajara da historiadora Adelena Soares Sousa e o nome dele está grafado como primeiro vigário daquele município serrano. Abaixo, pequenos traços biográficos da postagem do dia 31 de julho de 2010 publicada no Camocim Online:
Monsenhor Inácio na benção de inauguração do antigo BEC.
Monsenhor Inácio nasceu no dia 31 de julho de 1910, em Granja. Filho de José Silvestre Magalhães e Etelvina Nogueira Magalhães, Ingressou no Seminário Menor de sobral no dia 08/02/1924. Cursou a seguir, o Seminário Maior em Fortaleza-ce, e recebeu a ordenação sacerdotal das mãos de D. José Tupinambá da Frota, no dia 13/12/1933. Em 1934, exerceu o magistério no Seminário de Sobral. No período de 1935 a 1939 , trabalhou como vigário de Ubajara, de onde se transferiu para Camocim, assumindo a Paróquia de Bom Jesus dos Navegantes. Iria completar 50 anos defendendo o ministério no dia 13/12/1982, quando, após uma crise mais aguda foi transportado para Fortaleza-CE e morreu no hospital de Itapajé.

Foto: Camocim Online.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

99 ANOS DO VOO DE PINTO MARTINS


HÁ EXATOS 99 ANOS, PINTO MARTINS POUSAVA EM CAMOCIM


Segundo informações do Professor Paulo, jovem Historiador, e colaborador do blog, há exatamente 99 anos atrás, no dia 19 de Dezembro de 1922, às 12:35, pousava em Camocim, o ilustre filho da Cidade. Costumamos lembrar do aviador Euclydes Pinto Martins (ao lado, em foto raríssima) sempre no dia 15 de Abril, dia do seu aniversário, porém, o que marcou realmente para essa cidade foi o dia em que o Sampaio Correia II amerissou em Camocim tripulado com nosso conterrâneo como co-piloto e navegador e mais quatro americanos. No dia em que Pinto Martins voltou à Camocim, depois de 30 anos fora da terra onde nasceu, foi recepcionado por aproximadamente 3 mil pessoas na praia. O prefeito da época decretou feriado municipal. Para receber Pinto Martins foi feita uma comissão exclusiva para os preparativos daquele que seria, na História de Camocim, um marco, afinal, tratava-se do primeiro vôo ligando Nova Iorque-Rio de Janeiro (1922 a 1923). A comissão, segundo a ata feita no Sport Club transcreve os seguintes membros: Tobias Navarro (Pinto Martins ficou hospedado em sua casa na Rua 24 de maio ao lado direito da Delegacia da Policia Civil), Faustino de Albuquerque (Juiz de Direito em Camocim e ganhou a eleição para governador do Ceará 1947), Dr. Atualpa Barbosa Lima (Médico da Cidade, operador e jornalista), Antonio Fernando Barros e José Carlos Veras (comerciantes). "Espero até o fim de 2012 está publicando meu livro Euclydes Pinto Martins Vida, Memória e Suicídio?", disse ao blog, o Professor Paulo. O livro, segundo ele, virá com fotos inéditas, farta documentação e entrevistas com pessoas que viram Pinto Martins em Camocim, como a Senhora Cora Navarro, que mesmo com 99 anos, lembra os festejos que foram feitos na época. O Professor Paulo esclarece ainda que, quem tiver fotos, jornais, revistas, e que queira ajudar em sua pesquisa, basta entrar em contato pelo Tel: (88) 9425-3715 ou pelo email: paulorosset@hotmail.com. 
Postado por Tadeu Nogueira às 12:28h

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

MULHERES DE CAMOCIM - À BARRINHA, IN MEMORIAN

A notícia da partida da amiga Barrinha para o outro plano motivou mais esta postagem relacionada com a reportagem da Revista Manchete. Nela, Barrinha (Maria José) é apresentada como mulher empreendedora daquela época, proprietária do Restaurante Xangô, local bucólico que infelizmente não existe mais. Atualmente geria sua confecção sendo bastante requisitada. Da amiga Barrinha, sua marca indelével para mim sempre será seu sorriso fácil e farto. Parecia nunca estar triste 

domingo, 11 de dezembro de 2011

CAMOCIM DAS MULHERES - III

FOTO 2

FOTO 1
Fechando a série de postagens sobre a histórica reportagem da Revista Manchete de 1987: "Camocim - a cidade das mulheres", focalizaremos hoje, mulheres comuns e incógnitas que não estavam diretamente ligadas ao staff da então Prefeita Ana Maria Veras, e que não sabemos exatamente o que aconteceu com elas, onde estão e o que fazem. Na época da reportagem registrou-se a presença de Helena Batista,(FOTO 1)
FOTO3
então jovem de 17 anos, integrante da Banda Municipal de Camocim, "que é adorada por seus companheiros e até protegida pelos mesmos nas excursões a cidades vizinhas". Ainda no campo cultural, destacava-se Erivanda de Sousa (foto 2), "outro talento musical que aos 14 anos já foi premiada como cantora e compositora num disputado festival". O festival é claro, refere-se ao Festival de Música em Camocim, evento extinto na atual administração. Aparecendo sem créditos de nome, a reportagem exibe uma mulher a exibir um grande pargo, (Foto 2) com a seguinte legenda: "As mulheres estão em todas, inclusive na pesca, uma das fortes atividades econômicas da região. Uma força que já naõ é só dos homens".
Acreditamos ter explorado bastante a reportagem e, quem souber algo sobre essas mulheres retratadas nesta postagem, favor enviar comentários para o blog.

Fonte: Revista Manchete, Nº 1813, Rio de Janeiro, 1987, p.64-69.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

PESCADORES DE CAMOCIM DESAPARECIDOS

Na campanha inicada pelo blog CAMOCIM ONLINE, reproduzimos no CAMOCIM POTE DE HISTÓRIA, o sofrimento das famílias dos pescadores e de como a comunidade pode ajudá-las neste momento de dor.
Hoje estão completando 26 dias desde que os pescadores Zé Ivan, Chico Eudes e os irmãos Ivan e Gílson Torres, desapareceram em alto-mar, a bordo do bote "Bruno". De lá para cá, muitas buscas foram feitas a partir da Marinha e até do helicóptero da PM. Mas nada, absolutamente, nada, nem ninguém, foi encontrado até agora. Uma parte triste dessa história, contada pelas próprias famílias, foi a falta de apoio da Colônia e do Sindicato dos Pescadores, assim como, de forma inicial, da Prefeitura de Camocim, que só após ter seu nome exposto na mídia em relação à própria inércia, é que foi procurar os familiares. Segundo informações, pasmem, alegaram que não sabiam do fato. 
O desaparecimento dos pescadores foi noticiado, em primeira mão,  em 28 de novembro, pelo Blog Camocim Online. Logo em seguida, fomos contactados por diversas emissoras de TVs e portais de internet em busca de mais informações. Toda a mídia do estado veio então cobrir o fato. Na última segunda-feira (05), uma equipe da TV Jangadeiro, através do Cinegrafista J. F. Araújo e o Repórter Ricardo Lima, esteve em Camocim produzindo uma reportagem  sobre a falta de pistas, a aflição das famílias e o que pode ter ocorrido com o bote "Bruno". 
Com o tempo, além da saudade e da dor, veio fome, e por isso, uma campanha está em andamento para arrecadar alimentos para as quatro famílias. As pessoas estão doando alimentos, levando até o único posto de arrecadação existente, o Restaurante O Fortim. A campanha vai durar até  às 16h amanhã (sexta), quando será feita a entrega do que já foi arrecadado, aos familiares dos pescadores. Até o momento é impressionante o número de pessoas humildes, sem posses, que têm levado sua doação. Esses parece que se vêem na situação dessas famílias e, talvez, por isso, a vontade de ajudar seja maior. Da mesma forma, algumas empresas, comprometidas com o social, estão fazendo sua parte, mesmo porque, independentemente da quantidade que está sendo doada, o que importa é a solidariedade.  Veja a Reportagem em vídeo AQUI. E saiba como ajudar AQUI
Postado por Tadeu Nogueira às 08:38h
 
Fone: Camocim Online.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O CAMOCIM DAS MULHERES - II

Estou espirrando no momento em que faço este post. Não que esteja resfriado, mas, abrir a Revista Manchete Nº 1813, de 17/01/1987, é sentir a poeira do tempo nas narinas e quem sabe alguns fungos. Porém, me falta a máscara providencial. Sem máscaras, no entanto, são os depoimentos das mulheres retratadas na reportagem. Hoje, vamos ressaltar aquelas mulheres briosas que já se foram: 

1. Rosângela Alencar: "Para Rosângela Alencar, analista clínica e representante da LBA, seu marido Edmar, artista plástico, representa à perfeição a mente aberta dos varões de Camocim: "Ele é a mãe da casa, troca fraldas, dá mamadeira, faz comida. Essa tradição da cidade está merecendo uma tese de mestrado, pois não ocorre em nenhum outro local da região". 
Lá vou eu: Edmar ainda tinha tempo de pintar e compor canções.
 2. Beatriz Pessoa Navarro Veras: "Como decana das mulheres atuantes de Camocim, D. Beatriz Pessoa Navarro Veras, 73 anos, artista plástica premiada, orgulha-se de haver sido pioneira de um Movimento de Independência Feminina, há várias décadas. Ela foi a primeira empresária do município, com uma firma de bordados que vende para o Centro-Sul do país, e afirma jamais haver sentido qualquer discriminação por parte dos empresários masculinos. "A amplitude de nossos horizontes, com todas essas praias e ilhas, talvez tenha feito nossos homens verem mais além" 
Lá vou eu:  Este movimento feminista e a tese de D. Beatriz pode ser a deixa para a pesquisa de mestrado que Rosângela Alencar reivindicava.

3. D. Filomena: Legenda da foto: "Comerciante e diretora do Sesi, Filomena é um dos exemplos do dinamismo das mulheres de Camocim. Mas ela, como as outras, credita aos homens um papel importante para que o sexo frágil ganhasse presença na região".
Lá vou eu: No pouco tempo que convivi com D. Filomena, ela foi a grande "mãezona" de centenas de jovens atletas que frequentavam o SESI (cuja extinção ainda provoca grandes estragos na juventude camocinense), comandando a instituição e dando lições de vida diariamente.

Fonte: Revista Manchete Nº 1813, de 17/01/1987, p:64-8.