Mostrando postagens com marcador Cultura e Patrimônio de Camocim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cultura e Patrimônio de Camocim. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de junho de 2026

O NOVO RELÓGIO DA MATRIZ

 

Matriz de Bom Jesus dos Navegantes. Camocim-CE. Colorizada por IA. Fonte: Arquivo do CPH.


A Igreja Matriz do Bom Jesus dos Navegantes, em Camocim, constitui um dos mais importantes marcos históricos e religiosos da cidade em sua vida centenária. Projetada inicialmente pelo engenheiro da Estrada de Ferro de Sobral, Dr. José Privat — cujos restos mortais estão sepultados na própria igreja. A Matriz teve sua construção consolidada em 1919, durante a administração do Padre José Augusto da Silva, sendo abençoada por Dom José Tupinambá da Frota, então bispo da Diocese de Sobral, à qual Camocim pertencia.

Embora inaugurada em 1919, a torre da Matriz só recebeu seu “grande relógio” em 1953, como consta no Livro de Tombo da Paróquia de Bom Jesus dos Navegantes. Segundo o registro desta fonte, o equipamento chegou à cidade em 23 de maio daquele ano, transportado pelo famoso navio “Aratanha”, como doação da tradicional Família Morel, por iniciativa de Vicente Morel, em homenagem ao centenário de nascimento de seu pai, José Severiano Morel, importante benfeitor da Igreja local. Fabricado em São Paulo pela firma José Michelini & Filhos, o relógio custou cinquenta mil cruzeiros, a moeda corrente da época.

Antes mesmo da chegada do relógio a Camocim, a Câmara Municipal providenciou o agradecimento da oferta, como indica a Ata da Sessão Ordinária de 22 de março de 1953. Nela, o vereador Joaquim Pereira de Brito requereu que se telegrafasse “ao senhor Vicente Morel agradecendo a valiosa oferta de um relógio para a Igreja Matriz, o qual será instalado por ocasião das comemorações do Centenário de nascimento de seu pai José Severiano Morel".

Para a instalação do relógio, a Prefeitura de Camocim (cujo prefeito na época era o Sr. Setembrino Veras) contratou o mecânico Nilton Muratori, de Fortaleza, para realizar a montagem, que terminou a 8 de setembro. Sua inauguração ocorreu em 9 de setembro de 1953, em cerimônia solene marcada por discursos que exaltaram a memória de José Severiano Morel, e apresentaram o relógio como símbolo do progresso urbano da cidade.

Ao longo das décadas, o relógio tornou-se uma das referências mais conhecidas da paisagem urbana camocinense, embora tenha enfrentado constantes problemas mecânicos, permanecendo frequentemente atrasado ou parado, assim como, consertado algumas vezes pelo Sebastiãozinho Relojoeiro, ou pelos mecânicos da Estrada de Ferro João Evangelista de Sousa e Jairo Teixeira Bezerra, fatos lembrados com humor e nostalgia pelos moradores mais antigos.


Em 1976, a Matriz passou por importante reforma em seu teto, graças à mobilização do Lions Club de Camocim, que promoveu bingos e rifas para arrecadar recursos. A campanha reuniu doações de comerciantes, empresários e instituições locais, permitindo arrecadar quarenta e três mil cruzeiros, dos quais cinco mil foram destinados especificamente ao conserto do relógio da igreja. Entre os prêmios ofertados estavam máquina de costura Singer, geladeira Consul, rádio Semp, fogão Jangada, bicicleta Monark, radiola Philips e até um garrote, evidenciando o forte envolvimento da comunidade camocinense nas obras de preservação da Matriz.

2026. Cinquenta anos depois, num momento em que um novo equipamento marcará o passar das horas em nossa cidade, a história do relógio e da própria Igreja Matriz revela não apenas a importância da religiosidade em Camocim, mas também o papel desempenhado pelas famílias tradicionais, pelo poder público e pelas associações civis na construção da memória urbana e cultural da cidade.


Fontes.

2º Livro de Tombo da Paróquia de Bom Jesus dos Navegantes. Camocim-CE, 1953, p. 148 a 149.

3º Livro de Tombo da Paróquia de Bom Jesus dos Navegantes, p.35, 

Livro de Atas das Sessões Ordinárias da Câmara Municipal de Camocim. 1953.

Blog Camocim Pote de Histórias   

 

      

quinta-feira, 19 de março de 2026

SPORT CLUB. A DATA CORRETA DO INCÊNDIO

 



Sport Club. Camocim-CE. Fonte: Ceará em Fotos.

A escrita histórica é matéria de constante atualização. Muito do que escrevo neste blog é baseado em fontes secundárias e, vez por outra, uma fonte primária aparece tendo que realizarmos a devida atualização. é o caso do incêndio do Sport Club, cujas ruínas localizadas na Rua José de Alencar, ainda desafiam o tempo enquanto as autoridades não tomam outra decisão. Aliás, na mesma rua, um outro prédio - o da Cadeia Pública, em pleno centro da cidade, desde que foi desativada, sofre o mesmo descaso.

Na postagem de 12 de abril de 2012 (A HISTORIA DOS INCENDIOS EM CAMOCIM) socorremos nos escritos do memorialista Artur Queirós, que afirmava que o incêndio teria ocorrido em 1931, ele que fora testemunha ocular do fato: 

Foi, portanto, no dealbar da fatídica manhã do ano de 1931, que acabou-se em chamas, o suntuoso SPORT CLUB, de histórica tradição, quando o povo espantado, saiu às ruas, ante o inusitado bimbalhar do sino da Igreja Matriz, anunciando a desdita. 

    Até outro dia, essa versão era tido como segura para a data do incêndio que "engoliu" a suntuosidade do clube onde o aviador camocinense Euclydes Pinto Martins e a tripulação do Sampaio Correia II foi recepcionada em 19 de dezembro de 1922. Embora Artur Queirós tenha antecipado o sinistro em dois anos, a percepção do incêndio pela população estava correta em sua mente. Mas, contra fatos não há argumentos, visto que o caso se deu "nas primeiras horas da madrugada" do dia 27 de setembro de 1933, a tempo do "Correspondente" do jornal A Ordem, editado em Sobral, enviar telegrama e a notícia sair na edição 1114 daquele dia. Transcrevemos a notícia telegráfica na íntegra, mantendo a grafia da época:

UM VIOLENTO INCÊNDIO DEVOROU O "SPORT CLUB" DE CAMOCIM

As primeiras horas madrugada hoje população cidade foi despertada toque alarme sinos igreja pt Primeiras noticias circularam davam lamentável nova ter sido incendiado suntuoso prédio "Sport  Club" de Camocinense" um dos melhores  edifícios cidade magnifico ponto recreio onde sociedade camocinense convivia em alegres festivas reuniões dansantes pt Estivemos local onde podemos constatar proporções incendio que irrompeu violentamente tendo ação do fogo destruido completamente os diversos salões forro soalho paredes internas que ruiam fragorosamente aos olhos atonitos multidão postada frente club pt Restam do edificio apenas paredes externas que alias ameaçam ruir pois apresentam grandes rachaduras pt Sport Club pertencia a viuva João Veras falecido ha meses aqui estava segurado na Companhia Internacional de Seguros por cincoenta contos pt Ignora se causa e autor sinistro não tendo policia comparecido local hora que estivemos local (5,50) restava intacta apenas cozinha cuja porta arrombada populares encontrou se interior mesma varios objetos sem grande valor como berço dois potes uma preguiçosa uma mesa redonda jantar um romance etc etc alguns moveis se achavam predio oram destruidos pt Ha pouco tempo proprietaria engeitara 35 contos pelo referido predio para nele ser instalada sede prefeitura local pt.

(O Correspondente)

    Feito este reparo, a postagem anterior também dizia da minha pretensão de um dia escrever um livro denominado: "Cidade em Chamas - a história dos incêndios em Camocim", para quando a aposentadoria chegasse. Ela enfim chegou, mas ainda me falta a "chama" para escrevê-lo. Por outro lado, eu denunciava nesta postagem as "eternas promessas" dos governantes em dotar Camocim de um Corpo de Bombeiros. Finalmente, em 2025, treze anos depois, ele está aqui instalado para debelar os incêndios futuros.


Fontes: Jornal A Ordem. Sobral-CE. 27 de setembro de 1933. ed. 1114. Hemeroteca da Biblioteca Nacional. Envio ao blog: Eládio Pereira.


quarta-feira, 11 de março de 2026

VILAMAR DAMASCENO. ATUALIZANDO A SUA ESTADA EM CAMOCIM

 

Vilamar Damasceno.Fonte: canguleiro10.blogspot.com/2015/05/vilamar-damasceno-coletania.html


    Em 2019 publicamos uma matéria sobre a passagem do cantor e violinista Vilamar Damasceno por Camocim, partir de algumas histórias que nos foram contadas. Como toda história tem sempre várias versões, recebo agora do leitor do blog, o Sr. Passos, novas revelações e correções que, segundo ele, são verdadeiras, posto que, foi testemunha ocular do fato. 

    Como eu acredito nos meus leitores, transcrevo abaixo as informações enviadas na íntegra: 

    Ontem, por acaso li no Portal/blog "CAMOCIM POTE E HISTÓRIA", sobre a apresentação de VILAMAR DAMASCENO , na cidade de Camocim.

     Acompanhei de perto sua permanência na cidade. O ano foi em 1971, e não 1980. Eu tinha 13 anos na época, e eu era uma espécie de técnico de som do Serviço de alto-falante, "A VOZ DE CAMOCIM" que tinha seus estúdios de frente à praça  da estação e era administrado pelo senhor Gerardo Lima Brito - que trabalhava no almoxarifado das oficinas da REFFSA e que atualmente encontra-se em ruínas.

     Durante à permanência do Vilamar em Camocim, ele fez amizade com o senhor Gerardo Brito. Inclusive, se apresentou no serviço de alto-falante tocando e cantando.

    Vilamar, também, apaixonou-se por uma das "garçonetes" do hotel onde estava hospedado. Acredito, que esse foi o motivo da longa permanência dele na cidade.

        Nossos agradecimentos ao Sr. Passos pelo texto enviado.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

A FESTA DE SÃO SEBASTIÃO EM AMARELAS. CAMOCIM. 2026


Capela de São Sebastião. Amarelas. Anos 1970. Fonte: Acervo do Sr. Osmundo Rodrigues Campos.



            Amarelas foi guindado a condição de distrito em 03 de julho de 1963, (Lei Estadual Nº 6.397 de 03/97/1963) quando o governador do Estado do Ceará era Virgílio Távora. Portanto, a primeira esta do padroeiro, São Sebastião, deve ter acontecido em janeiro de 1964. Caso este fato venha a ser confirmado nos documentos eclesiásticos da Paróquia de Bom Jesus dos Navegantes , estaremos vivendo em 2026, 62 anos desta festa religiosa.
            No que as fontes históricas e outras informações nos permitem afirmar, do ponto de vista da administração pública, na gestão do prefeito Edilson Veras Coelho (1977-1982), várias obras foram planejadas para o distrito e algumas executadas neste período:

01. Encampação e recuperação da Escola São Sebastião;
02. Recuperação da Estrada de Rodagem do trecho: KM 21 da CE-020 (Pau Ferrado) para a sede do distrito numa extensão de 10kms;
03. Colocação de um televisor público;
04. Levantamento topográfico da Praça da Matriz para a construção de um passeio;
05. Recuperação do serviço de abastecimento de água e instalação de um chafariz;
06. Reativação do posto de saúde;
07. Conservação das Estrada vicinais do Distrito;
08. Dotação de linha de ônibus diária, para  Camocim e Chaval e vice-versa;
09. Implantação de uma biblioteca escolar (padrão MEC).


            Hoje, além do novenário em honra ao mártir São Sebastião, uma extensa programação social foi elaborada para celebrar os festejos de janeiro de 2026 como a Vaquejada no Parque Encontro dos Amigos, que se realizou nos dias  17 a 18. Ainda no dia 18, aconteceu a 7ª Corrida de São Sebastião em Amarelas, campeonato de futebol, dentre outras atividades lúdicas. 
    Uma outra atividade importante para a comunidade será a Audiência Pública na EEF São Sebastião, em Amarelas, sobre a Revisão do Plano Diretor, que acontecerá no dia 22 de janeiro (quinta-feira).



 Fontes: 
1. Foto da Capela. Acervo do Sr. Osmundo Campos.
2. Relação das obras da Administração Edilson Veras Coelho, 1981, p.03. Acervo do Sr. Osmundo Campos.


    

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

O PRIMEIRO HINO MUNICIPAL DE CAMOCIM. 1909

    


Vista aérea de Camocim. 1945. Colorizada por IA. Acervo: Francisco Olivar  

    O hino de um município, como sabemos, é um dos símbolos de sua identidade. Geralmente traduz em sua letra e música, a cultura e os valores locais. Executado quase sempre em cerimônias oficiais, evoca formas de respeito e reverência ao país e ao próprio município, preserva aspectos culturais e fortalece as noções de progresso e ordem, além de remeter aos processos históricos daquele lugar.

    A maioria dos camocinenses conhecem o HINO DO MUNICÍPIO DE CAMOCIM, de autoria (letra e música) do Prof. Francisco Valmir Rocha, obra composta em 16 de setembro de 1964, quando o município se preparava para os festejos daquele ano. Segundo o próprio autor: "A música despontou em mim, dando colorido e exaltação às primeiras palavras do poema, que nascia também. De sorte que letra e música surgiram num mesmo ímpeto de exaltação à terra. Elas se casam. A música vívida e marcial vem justamente levar mais alto a empolgação por esta terrinha que Deus plantou à beira do oceano – o meu Camocim, o nosso Camocim. (ROCHA, Francisco Valmir. O Hino de Camocim.  “O Literário”. Ano III, edição 20. Março de 2002. Camocim-CE, p. 2).

    Daí por diante, ficou difícil não se emocionar quando se entoa: "Quem viu tuas praias de alvura sem par/ Pede a Deus te conserve formosa; Sempre airosa. 'princesa do mar'/Quem viu tuas velas vogando ao luar/Tem vontade de sempre te amar/ Sempre, sempre 'Rainha do Mar'/"  (Hino do Município de Camocim).

    Mas, se um hino é parte simbólica constituinte de um município, e Camocim tem este estatuto desde 29 de setembro de 1879, e o atual hino é de 1964, não se teria uma composição anterior a esta? É o que nos esclarece a obra do historiador Renato Braga em seu Dicionário Geográfico e Histórico do Ceará, p. 216-217. Pois é, Camocim teve sim um HINO MUNICIPAL oficializado pela Câmara Municipal de Camocim, através da Lei nº 51 de 4 de julho de 1909. À época o prefeito era Tomaz Zeferino Veras. Segue a letra. Mantivemos a ortografia original: 


HINO MUNICIPAL


Nosso canto que os mêdos desterra

Entoemos vibrante e vivaz,

Ou feroces nos transes de guerra,

Ou benignos no seio da paz.


 Nós, que além do porvir caminhamos

 Confiantes, galhardos, louçãos,

 Nossas vozes contentes ergamos

 No ardoroso concêrto de irmãos.


  De uma extensa, infindável cadeia,

  Simples elo, imantado fuzil,

  Somos parte integrante na teia

  Dêste imenso colosso – o Brasil.


  Sempre há meio de a Pátria ser útil

  Que extremosa em seus braços nos cerra,

  Ou da paz no azul manto inconsútil

  Ou nos campos sangrenta da guerra.


De uma extensa, infindável cadeia, etc...


Porfiando em qual mais idolatre-a

Não devemos contudo esquecer,

Que se honroso é viver pela pátria

Mais honroso é por ela morrer.


 De uma extensa, infindável cadeia, etc...


  Pelotões! Bravas hostes formemos

  Quando às armas a Pátria bradar,

  E aguerridas colunas cerremos

  A seus brios com fé sustentar.


   De uma extensa, infindável cadeia, etc...


   Pela paz em que todos se irmanam,

  De áureas leis o mais vasto sucesso,

   Nossos votos ergamos, que emanam

   Da paz – ordem, da ordem – progresso.

    

     De uma extensa, infindável cadeia, etc.


JOSÉ FORTUNATO BRANDÃO.


      Quanto ao autor do hino, José Fortunato Brandão, não obtivemos maiores informações e nem a sua partitura musical. 

    No que diz respeito ao texto, o interessante é que em nenhum momento o autor se refere a Camocim, propriamente, no entanto, pode-se perceber uma forte influência da poesia lírica patriótica, típica dos hinos cívicos brasileiros, com bastante intensidade emocional, imagens amplas, simbólicas e heroicas, próprias do vocabulário do início do século XX, com acentuado tom antigo e erudito. Deste modo, o nosso HINO MUNICIPAL de 1909 se aproxima do parnasianismo, do romantismo cívico no contexto de pós-proclamação da república, apelando para a identidade nacional.


Nota: Quero agradecer a indicação bibliográfica do historiador granjense Everton Oliveira para a realização desta postagem.




quarta-feira, 1 de outubro de 2025

CALENDÁRIO HISTÓRICO DE CAMOCIM. MÊS DE OUTUBRO

Igrejinha de São Francisco. Camocim-CE. Arquivo do CPH.

    Neste mês de outubro destacamos algumas datas importantes para o nosso município, dentre elas a da benção e inauguração da Igrejinha de São Francisco, demolida e posteriormente reerguida. Hoje é a Matriz da Paróquia de São Francisco em nossa cidade. Outubro também marca o aniversário de nascimento do nosso querido escritor Carlos Cardeal de Araújo.

04 de outubro de 1965 - Benção e inauguração da Igrejinha de São Francisco pelo Monsenhor Inácio Nogueira Magalhães, por delegação de Dom Walfrido Teixeira Vieira, no Bairro Brasília. (Fonte: Livro de Tombo da Paróquia de Bom Jesus dos Navegantes. Camocim-CE).

09 de outubro de 1972 - Sanção da Lei Municipal Nº 313 de 09 de outubro de 1972 pelo Prefeito Municipal de Camocim, José Maria Primo de Carvalho, que cria a BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL “PINTO MARTINS”. 

30 de outubro de 1980 – Declaração de utilidade pública para fins de desapropriação do terreno onde foi construído o Hotel Municipal. Decreto Executivo Nº 59, de 30 de outubro de 1980. Prefeito Edílson Veras Coelho.

Escritor Carlos Cardeal. Fonte: Arquivo do CPH.

31 de outubro de 1955. Nasceu em Viçosa do Ceará, na localidade de Passagem da Onça, o escritor Carlos Cardeal de Araújo, autor dos romances “O Terra e Mar” e “Ida e Volta”. Membro da Academia Camocinense de Ciências Artes e Letras - ACCAL



Fotos: Blog Camocim Pote de Histórias.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

XIV SETEMBRO CAMOCIM. AS ESCOLAS DE ANTIGAMENTE. V

 

Relação de escolas. Camocim. 1960

    Há uma década que Camocim comemora resultados satisfatórios no sistema de qualificação e avaliação da educação no Estado do Ceará. O Brasil, por sua vez, através do Ministério da Educação, adota alguns critérios, avaliatórios e metodológicos, deste sistema, para o desenvolvimentos de programas educacionais. Apesar da melhoria dos índices há ainda um grande caminho a percorrer e existe quem questione estes programas.
    Contudo, para o início de tudo é preciso sempre dar o primeiro passo. Se hoje comemora-se a conquista das "Escolas Nota Dez", do "ensino integral", dentre outras pautas, faz-se mister lembrarmos das dificuldades de antigamente, onde, ir para a escola era um privilégio de poucos e o Estado era pouco presente nas comunidades interioranas. 
    Se hoje temos uma Escola Profissionalizante, (e uma outra prometida) duas outras escolas de Ensino Integral (CEPI e Monsenhor José Augusto), e suas extensões na zona rural, um CEJA e um Centro de Idiomas, na década de 1960, eram apenas três pequenas escolas, das quais poucos tem lembrança.
    Para conhecimento de todos, revela a fonte dos almanaques de então. Em Camocim, no ano de 1960, registrava-se três escolas dependentes da Secretaria de Educação do Estado:
1. Escola Cabral - Nível pré-primário e primário, situada a Rua Humaitá, 1651;
2. Escola Dr. Raul de GoesNível primário, situada a Rua Dr. João Thomé, s/n. (Provavelmente na Associação Comercial;
3. Escola Egito - Rua 24 de Maio, 293. Bairro Egito (Rua do Egito).
    Se você estudou numa destas escolas ou teve um parente que aprendeu as primeiras letras numa delas, se manifeste.

Fonte: Almanaque do Estado do Ceará. 1960, p.35.
    
    
    
     

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

XIV SETEMBRO CAMOCIM. DISTRITO DE GURIÚ. IV

    

Vista aérea do Distrito do Guriú. Camocim-CE. 2027. Fonte: Facebook Guriú-Camocim-Ceará

    Em 2017 publicamos aqui um interessante histórico sobre o distrito de Guriú, localidade anteriormente chamada de Morro do Jangadeiro, Morro do Guriú e Guriuzinho, o primeiro a ser elevado a esta categoria pela municipalidade camocinense. 

    Criado ainda no século XIX, em 11 de fevereiro de 1890, a localidade hoje se destaca como um interessante e promissor destino turístico, com a instalação de pousadas e hotéis, na foz do Rio Guriú, oferecendo atrações diversas como a observação de cavalos-marinhos, trilhas pelo Mangue Sego, além da prática do kitesurf.

   Hoje iremos destacar algumas curiosidades históricas, como por exemplo: Qual a origem da palavra GURIÚ? Diz-se referir-se ao canto de um pássaro, a coruja do mato, existente por lá, cujo som aproximado é "guriú". E quais os primeiros habitantes? A Família Marques, cujo patriarca Caboclinho Marques, foi o primeiro comerciante daquela região, além de Quinca Carvalho, que era seu cunhado. 

    Fala-se também que, do Rio Grande do Norte, um estado importante na produção de sal, veio juntamente com outros trabalhadores, o senhor Solão ou Solano, com a intenção de explorar uma salina. No entanto, a grande abundância de caranguejo "sié" inviabilizou a empreitada, posto que este crustáceo furava as paredes da salina e estragava os cristalizadores. Vendo seus esforços de explorar a salina infrutíferos, Solano "abandonou o local com destino ignorado, deixando entretanto", além das benfeitorias (casa, catavento, etc), "vários trabalhadores que com ele vieram, entre eles:  Chico Carneiro, Adolfo, Chico Nicolau, Gulino (pai do Abencio)".

    Algumas localidades do Distrito de Guriú:  Baixa Grande, Lago Grande, Córrego Grande, Canoa, Tucuns, Baixo, Lagoa das Pedras, Pedra Branca, Baixio, dentre outros. 

    O Padroeiro do distrito de Guriú é Santo Antonio, cuja capela é a mais antiga do município. Em 1977 a "igreja foi reconstruída, houve a festa de Santo Antonio com a presença do Bispo e monsenhor Inácio. Uma tradição do lugar é o Almoço dos Cachorros, "em homenagem a São Lázaro, promovido pela esposa do João Barros".

    Este relato só foi possível graças as anotações manuscritas feitas  pelo Sr. Osmundo Rodrigues Campos em 04/11/1979, portanto, há 46 anos, numa entrevista realizada com os moradores locais José Ferreira da Cruz (Zé Cruz) e João Ferreira da Cruz


    

Fontes:

Texto: "Guriú". Osmundo Campos.

Foto: https://www.facebook.com/photo/?fbid=1946380215379048&set=guri%C3%BA-para%C3%ADso-sem-fim


    

  

sábado, 10 de agosto de 2024

FAROL DO TRAPIÁ - A ORIGEM

Farol do Trapiá. Camocim. Foto: Nilson Filho (Sobralonline).

    Chegamos na temporada dos ventos. Cada vez mais Camocim se insere num destino para os esportes náuticos que tem o vento como motor. E a Praia do Farol é o ponto que agrega todos os desportistas, turistas e as condições para a prática esportiva.

    Mas, e o Farol? Ah, o nosso Farol do Trapiá enquanto balizador dos rumos terrestres para os navegantes não existe mais. Ou melhor, não como era, não como foi  inaugurado há 129 anos. O último farol foi demolido em 24 de janeiro de 2024 e no local se instalou um "farol temporário, até a construção de um novo farol no local."

Antigo Farol do Trapiá. Fonte:  Marinha do Brasil. CAMR-Centro de Sinalização Náutica Almirante Moraes Rego.

    Para os navegantes da história, trago informações sobre o PRIMEIRO FAROL, direto da redação do jornal camocinense FOLHA DO LITTORAL, de 1918, quando se comemorou os 23 anos de existência do equipamento. Mantivemos a escrita da época:

O pharol de nossa barra que serve de mira aos navegantes está situado na ponta do “Trapiá”, na seguinte posição: latitude 2º 51'30" Sul e longitude 40º 42' 50" a Oeste do meridiano de Greenwich, na Inglaterra. É de luz branca, fixa, com lampejos de 30 em 30 segundos. , o Dioptrico de 5ª ordem. Visível a 12 milhas. 

Está acima do solo 10m.50. Acima da préa-mar 13 m.80. Tem a forma de uma colunna de ferro. 

Foi inaugurado no dia 15 de Novembro de 1895. Foram seus primeiros pharoleiros Constantino Lourenço Gomes (que exonerou-se por motivo de doença dose annos depois) e Joaquim Jacob Ramalho, segundo e terceiro pharoleiros respectivamente. Exerceram os cargos ainda de 2º pharoleiro as seguintes pessoas: Francisco de Paula Correia de Mello, Raymundo Gomes de Oliveira Filho e José Olympio dos Santos. O 3º pharoleiro Joaquim Jacob Ramalho, foi ha dois anos removido para o Aracaty. sendo substituído por Claudionor Moreira do Carmo.

Completaram-se ante-hontem, 23 annos que foi inaugurado o pharól da barra de Camocim. 

    Aguardemos, portanto, não somente os ventos, mas um novo farol, já que não preservaram os antigos.


Fontes para o texto: Camocim Online e Folha do Littoral, 1918.

Fontes das imagens: Marinha do Brasil e  Nilson Filho/Sobral Online

quarta-feira, 17 de julho de 2024

PATRIMONIOS DE CAMOCIM... MAIS DESTRUÍDOS DO QUE PERSERVADOS

Casa demolida na Rua Alcindo Rocha. Camocim. 2024. Foto: Marcelo Marques.


    Reza a lenda que nós só damos aquilo que temos. 

    Eu, por meu turno,  já perdi a esperança de querer influenciar (para usar o verbo da moda) as consciências das pessoas de que a preservação da nossa história é algo importante para a construção da nossa identidade e que pode até se lucrar com isso. Talvez, educando as crianças desde tenra idade em casa e na escola, elas possam no futuro conservar o que se está construindo no presente. Toda vez que se bota abaixo um patrimônio de pedra e cal, alguns lastimam, outros aplaudem. Isto é da compreensão de cada um.

    A instituição de uma política pública de feição preservacionista quem o pode fazer é o Estado, intervindo, inclusive nos interesses privados. 

    Em Camocim, o poder público tem até uma lei aprovada neste sentido. Mas, não adianta legislar sem ter o aparato jurídico para executar a lei, implementar as condições para definir áreas e patrimônios a serem tombados. Deste modo, os herdeiros destes patrimônios sentem-se a vontade para demolir seus velhos casarões, no sentido de varrê-los da face da terra e incorporá-los como novos espaços no mercado imobiliário. 

    Há uma outra questão a ser resolvida: o quê e quem determina algo como histórico? Será que somente as duas casas demolidas na rua Alcindo Rocha recentemente, por terem algum resquício arquitetônico eram patrimônios históricos? Ninguém chorou pelas demais, casas simples, quando o quarteirão era eminentemente residencial e se tornou comercial.

    Vivemos, portanto, a era preconizada lá atrás por Caetano Veloso da "força da grana que ergue e destrói coisas belas".

    Mas, como nem tudo está perdido, um fio de esperança permanece em ações como a do proprietário de uma casa da rua José Maria Veras (outrora Senador Jaguaribe). No trecho entre Dr. João Thomé e José de Alencar, quando 99% dos antigos prédios foram abaixo, ele reforma sua fachada nos moldes da antiga residência do deputado Murilo Aguiar.

Casa na Rua José Maria Veras. Camocim. 2024. Foto: Arquivo o blog.


    Não foi preciso nenhuma lei dizer para ele como proceder. 

    Nós só damos aquilo que temos.


quinta-feira, 27 de junho de 2024

A SECA, A CHUVA E O SAPO - A escrita do mestre Artur Queirós

 

Artur Queirós. Foto: Camocim Online.



    Uma das múltiplas habilidades do memorialista camocinense Artur Queirós era a de ser correspondente para vários jornais do Ceará. Sempre sonhei em ter acesso a este material jornalístico como fonte histórica. Imagino que deve ter algo desse período no seu sobrado, mas não se tem acesso ao seu imenso acervo.
    Nas minhas peregrinações pelo mundo virtual, me deparei com uma notícia da seca de 1958 enviada por Artur Queirós. E uma raridade, uma pérola do jornalismo e da capacidade escritural do nosso correspondente. Numa simples nota, ele consegue aliar a riqueza de detalhes com a concisão jornalística com laivos literários, sem deixar de informar. Vamos a notícia:

0 FLAGELO DA SECA. Levas de pedintes nas ruas da cidade
CAMOCIM. (Por Artur QUEIROZ). É dolorosamente triste ver-se o dia todo, levas de pedintes perambulando pelas ruas da cidade, implorando a caridade pública, procurando subsistir à inclemência da seca. Não chove e o camponês já desenganou-se. Desesperados pela situação deplorável, ameaçam a todo instante invasão em casas comerciais, inspirados pelo clássico axioma: A Fome é Ruim Conselheiro.
O curioso é que o inverno retardou, mas, como a esperança é a última que morre, o dia 1º do março marcou, desde as primeiras horas da madrugada, na opinião de todos, o início de um inverno arrojado. Com fortes trovoadas começou a abundante chuva logo pela madrugada, que perdurou pelo dia todo. Muita chuva, chuva grossa, chuva fina, a intervalos. Dia silente, escuro, com os pardos horizontes carregados. -E choveu com abundância, diariamente, até o dia 6. Sapos euforicamente cantando toda a noite nas lagoas, chão molhado, encharcado. Alegria geral, e legume nascendo exuberantemente viçoso. Durou pouco a odisseia. Do dia 7 para cá, nada de chuva: tempo limpo, vezes outras, na maioria, intensamente nublado, mas chover que é bom, não chove. O camponês desesperou, o sapo calou e sumiu o legume e o espectro da miséria se identifica em toda face marcado pelo estigma da devastadora seca, numa conjuntura cm que a média classe e a pobre já subsistia com ingente esforço, ante a dificuldade de ganhos, ganhos mirrados, e a perene ascensão vertiginosa da espiral dos preços das utilidades.
Restam agora, portanto, os socorros da administrativa federal, em sufrágio desta lamentável situação. Consta que será eficiente e breve, pois a conjuntura não tolera a mínima delonga. Que venha logo, portanto, as providencias salvadoras do poder Central.

    Espero que este exemplo de escrita, diante de tanta baboseira que se escreve atualmente nos canais de "imprensa" nas redes sociais, sem falar das barbaridades cometidas contra a língua pátria, possa inspirar quem se aventura neste campo.

Fonte: Jornal "O Unitário", 02 de abril de 1958, p. 3
Foto: CAMOCIM ONLINE

quarta-feira, 22 de maio de 2024

HISTÓRIA RELIGIOSA DE CAMOCIM - Célia Santos/Gabriel Araújo/Jane Élida Silva

    



Capa do livro História Religiosa de Camocim. 2024. Fonte: Editora Sertão Cult.

    História Religiosa de Camocim é uma coletânea de três textos acadêmicos, escritos por historiadores locais como trabalhos de conclusão do Curso de História da Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA, que versam sobre aspectos da religião católica e batista em nosso município. 

    No primeiro trabalho, Maria Célia Pereira dos Santos procura desvendar os mistérios envoltos a uma cidade atrelada a manifestos religiosos, de uma cidade germinada pela influência da Igreja Católica, através da análise da escrita do Primeiro Livro de Tombo da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Navegantes, instituída em 1883 na cidade de Camocim, emancipada politicamente em 1879. Neste sentido, analisa a obra religiosa a partir da edificação de sua antiga capela, em 1880, e sua retomada em 1905, elencando os passos articulados à concepção de cidade, que se fazia acontecer na época, sob a base da religião católica. No segundo trabalho, Gabriel Belchior de Araújo, continua na seara da Igreja Católica Movido analisando as ações e benefícios do Serviço de Promoção Humana em Camocim, como instituição inovadora e extensiva em prol de uma educação libertadora e preservação da dignidade humana, informando sobre as importantes ações que melhoraram e socorreram muitos camocinenses, de diferentes idades, dos males da pobreza e da marginalização social nos anos 60 a 70 do século XX. Finalizando, o terceiro trabalho de Jane Élida Costa Silva, lança luzes sobre a chegada da ação missionária da Primeira Igreja Batista em Camocim entre os anos de 1984 a 1989, assim como discorre sobre os problemas enfrentados pelas primeiras missionárias, tanto de logística, como de resistência de conservadorismo católico e de outras denominações evangélicas. A religiosidade em Camocim não se resumem a este trabalho, mas o primeiro passo foi dado para que outras iniciativas possam dar conta da diversidade religiosa em nosso município.

    O livro História Religiosa de Camocim integra a Série História Camocinense, gestada dentro do Coletivo de Historiadores de Camocim. Foi financiada pelo convenio entre Prefeitura Municipal de Camocim e Ministério da Cultura, via Lei Paulo Gustavo. O lançamento oficial do e-book ocorrerá no dia 7 de junho de 2024 na Academia Camocinense de Ciências Artes e Letras (ACCAL). 

terça-feira, 21 de maio de 2024

FILHOS DA TERRA. Raimundo Nonato de Carvalho (Naldo)


   

Capa do livro  "Filhos da Terra". Autor: Naldo. 2024. Fonte: Editora Sertão Cult.


 "Filhos da Terra" é o livro de estreia de Raimundo Arnaldo de Carvalho, mais conhecido em Camocim como Naldo, famoso cantor e compositor local, descoberto nos tempos dos festivais de música de Camocim e no Ceará, além de animar o povo com suas músicas nos ritos católicos. Naldo também é professor nas disciplinas de Ensino Religioso e Arte Educação no Ensino Fundamental e Médio, bem como Língua Portuguesa no ensino Fundamental por mais de 25 anos. 

    Em "Filhos da Terra", Naldo faz através do soneto, uma singela e forte homenagem ao que ele chama de “personagens marcantes de nossa cidade, que com o maior prazer tentarei expressar com o máximo de cuidado e zelo. Esse pessoal, de fato, marcou época, alegrando o povo de seu tempo, para esta cidade, contribuindo muito para o crescimento cultural de Camocim. Aqui se misturam alegria e nostalgia de um período que deixou marcas no tempo histórico do nosso povo.” 

    Mas, os personagens são tantos que, com certeza, Naldo ficará com a incumbência de elaborar mais livros para dar conta da diversidade do nosso povo.

    "Filhos da Terra" faz parte da "Série História Camocinense" e sua edição foi possível graças ao convenio entre Prefeitura Municipal de Camocim e Ministério da Cultura, através da Lei Paulo Gustavo e pode ser baixado gratuitamente através do endereço: https://camocim.ce.gov.br/livros/.

O lançamento oficial do e-book de "Filhos da Terra" será no dia 07/06/2024 na Academia Camocinense de Ciências Artes e Letras (ACCAL).

segunda-feira, 20 de maio de 2024

METAMORFOSE LITERÁRIA. INÁCIO SANTOS

 

Capa do livro "Metamorfose Literária" - Inácio Santos. 2024. Fonte: Editora Sertão Cult.

    "Metamorfose Literária" é o segundo livro de Francisco Inácio dos Santos, radialista, poeta, escritor, cronista e compositor camocinense. Militante das letras em nosso município, Inácio Santos é titular da cadeira número 26 da Academia Camocinense de Ciências Artes e Letras (ACCAL). 

    Nesta obra, dividida em duas partes: Versos em Profusão e Crônicas, Inácio Santos destila a sua melhor verve literária, que o fez um dos principais cronistas e poetas de nossa cidade. 

    A primeira parte é constituída de poemas, em sua grande maioria sonetos, seara na qual Inácio Santos se tornou especialista. Na segunda parte, Inácio nos brinda com outro gênero textual – a crônica, que alia brilhantemente “pitada de humor, mas também de saudade, a viajar num passado nostálgico, conhecer alguns causos e se entrelaçar poeticamente com personagens que podem ser identificados ao nosso redor e, talvez, em nós mesmos".

    O livro "Metamorfose Literária" faz parte da Série História Camocinense e foi custeada pelo convenio Prefeitura Municipal de Camocim e Ministério da Cultura, através da Lei Paulo Gustavo. A obra em epígrafe pode ser baixada para download gratuitamente no endereço: https://camocim.ce.gov.br/livros/.

    No dia 7 de junho de 2024 haverá o lançamento oficial do e-book de Metamorfose Literária na Academia Camocinense de Ciências Artes e Letras (ACCAL). 

Serviço:

Livro: Metamorfose Literária

Autor: Inácio Santos

Ano: 2024

Páginas: 130

Editora: Sertão Cult


    

    


domingo, 19 de maio de 2024

SÉRIE HISTÓRIA CAMOCINENSE. NOVOS TÍTULOS

   

Selo da Série História Camocinense. 2022. Arquivo do CPH.

     Lançada no ano de 2022, a Série História Camocinense, se juntou a outras obras que, por sua vez, ganharam espaço no site oficial da Prefeitura Municipal de Camocim para que atingisse um maior público. Naquele momento os livros a ter o selo da série foram: “CAMOCIM RESPIRAVA ESSE AR DE MÚSICA (Sílvio Paz Pessoa/Carlos Augusto Pereira dos Santos); AS CANTORIAS NAS ONDAS DO RÁDIO AM DE CAMOCIM (Maely Alves de Mesquita); MIOLO DE POTE (Carlos Augusto Pereira dos Santos) e DEPOIS DA MEIA NOITE. LENDAS E MITOS QUE NARRAM O COTIDIANO DE CAMOCIM (Edcarlos da Silva Araújo), cuja produção, financiada integralmente pela Prefeitura Municipal de Camocim, foi distribuída a todos os professores que participaram da Jornada Pedagógica de 2022. 

Agora, em 2024, mais quatro obras no formato e-book acrescerão a Série História Camocinense, atualizando o espaço do site da Prefeitura destinado á série. Os livros se dividem entre literatura (poesia) e história local, que desta vez oram financiados com recursos da Lei Paulo Gustavo em convenio com a Prefeitura Municipal de Camocim.

Os novos livros são: Metamorfose Literária (Inácio Santos); Filhos da Terra (Raimundo Arnaldo de Carvalho); História Religiosa de Camocim (Maria Célia Pereira dos Santos, Gabriel Belchior e Jane Elida Costa e Silva) e Camocim de Porto e Alma (Carlos Augusto Pereira dos Santos).

Em 07 de junho de 2024, acontecerá o lançamento oficial destes livros na Academia Camocinense de Ciências Artes e Letras (ACCAL).

quinta-feira, 25 de abril de 2024

PINTO MARTINS POUSA EM FORTALEZA...

Cartaz da mostra NEGRAS LUTAS, LUTAS NEGRAS. 25 a 28 de abril. Cinema do Dragão. Fortaleza-CE.


Atenção senhores conterrâneos que moram em Fortaleza e camocinenses em geral que estiverem passando pela capital alencarina. No próximo dia 27 de abril, sábado que vem, Pinto Martins estará pousando em Fortaleza.
Se em 1922 ele não pode aterrisar seu Sampaio Correia II no solo fortalezense, frustando milhares de cearenses que queria ver os intrépidos aviadores do voo Nova Iorque-Rio de Janeiro, neste sábado, 27 de abril, mês de Pinto Martins, ele estará sendo apresentado através do filme "EUCLYDES", em grande parte filmado em Camocim. Segue o texto de divulgação:
O evento é uma parceria da produtora VIRA LATA com o MAC- CE, em que o Cinema do Dragão realiza mostra de filmes sobre processos de libertação dos povos negros, tomando como ponto de partida os 140 anos da abolição no Ceará e integra o programa comemorativo pelos 25 anos do CDMAC.
Serão 3 dias de evento, exibindo na sala 2, 15 obras brasileiras. Entre elas, videoperformances, videoartes, longas-metragens e uma obra em fase de produção.
O filme EUCLYDES, dirigido pelo Rafael Machado e produzido pela Viralata, conta a história de Euclydes Pinto Martins, herói cearense da aviação, criador da rota aérea Rio-Nova York e pioneiro do petróleo em terras brasileiras, será exibido no sábado, dia 27/04 às 18:30, na sala 2.
Se você é de Fortaleza-CE ou tem a oportunidade de ir até o Cinema do Dragão, toda a programação da mostra é gratuita, mediante retirada de ingresso 1h antes do início de cada sessão.

Fonte: Divulgação