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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

PARLAMENTARES CAMOCINENSES. X - EDILSON VERAS COELHO FILHO


Fonte:Deputados Estaduais: 23ª. Legislatura 1991-1994. Fortaleza: INESP, 2006, p.179.

O ex-deputado Edilson Filho, como é mais conhecido em Camocim e região, concorreu a dois mandados para a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, nas eleições de 1990, onde ficou na suplência e 1994, quando foi eleito. Membro de importante família política no município, nasceu em 26.11.1963, filho de Edilson Veras Coelho e Maria Fátima Silva Coelho.
Em sua breve biografia no Memorial dos Deputados Estudais Pontes Neto da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, está escrito:

Administrador. Estudou os primeiros anos em Camocim, no Colégio 7 de Setembro, depois indo para o Colégio João Ramos (escola pública), onde fez a 7ª série. Em seguida, transferiu-se para Fortaleza, 1979, onde fez a 8ª série no Colégio Salesiano da Piedade, concluindo o 2° grau no Colégio Farias Brito. Em 1983, passou no vestibular da Universidade Federal do Ceará (UFC), para o curso de Administração. Nesse mesmo ano foi trabalhar na Imprensa Oficial do Ceará (IOCE), exercendo o cargo de Assessoria e Chefia de Almoxarifado. Devido às incompatibilidades de horário entre a Imprensa Oficial e a Universidade Federal, optou por transferir seu curso de Administração de Empresa para a Universidade de Fortaleza (UNIFOR), onde colou grau em 1989.
Em 1990, aos 26 anos, foi candidato a Deputado Estadual obtendo 12.320 votos, assumindo o mandato em setembro de 1992, quando foi candidato a vice-prefeito do município de Camocim na chapa com Manuel Siqueira, que veio a falecer na campanha, faltando doze dias para a eleição.
No ano de 1994, candidatou-se novamente a Deputado Estadual e foi eleito com 19.752 votos. Depois deste mandato, não foi mais candidato a cargos eletivos até então

Sua última função pública foi no cargo de Secretário de Desenvolvimento Sustentável do Município de Camocim em 2006.

Fonte:Deputados Estaduais: 23ª. Legislatura 1991-1994. Fortaleza: INESP, 2006, p.179.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

CAMOCIM NAS PÁGINAS DOS ANUÁRIOS

Matriz de Bom Jesus dos Navegantes. Camocim. 1953.
Se existe uma fonte que gosto de recorrer para pesquisar a história de Camocim são os anuários. O significado deste tipo de publicação é um registro de informações sobre os mais variados aspectos que envolvem uma comunidade como as ciências, artes, literaturas, profissões, economia, história, etc. Os anuários, notadamente no século XX eram publicações ansiosamente esperadas, posto que atualizava a população sobre o crescimento de sua cidade. Além de recuperar momentos históricos através das narrativas, quadros, tabelas e publicidade, as fotos evolução urbana das cidades. Na foto acima, percebe-se duas árvores (provavelmente mangubeiras) do lado oeste da Matriz de Bom Jesus dos Navegantes. Sabemos que
Praça Sete de Setembro. Camocim. 1953.
existem outras do lado oeste, mas, estas, só são possíveis de ser visualizadas a partir dessa foto. Ao lado, têm-se a vista da primeira praça  construída em Camocim - Praça Sete de Setembro, conhecida popularmente como Praça do Quadro, hoje, oficialmente denominada de Praça Francisco Fontenele Frota (Chico Panair). No texto do Anuário do Ceará 1953-1954, do qual estamos recuperando estas fotos, é interessante o conjunto de narrativas sobre a cidade:

1. "A cidade de Camocim nasceu com a vocação de ser a mais rica do Ceará, visto como a natureza dotou-a do mais franco e notável pôrto existente no litoral do nosso Estado" (p.59).

Rua Engenheiro Privat. Camocim.1953.
2. "Terra dantes e até então habitada por grande número de indígenas, Camocim passou a ser pequena aldeia, com casaria singela, de chão de barro batido, coberta de palhas, com paredame de tapume e habitada por gentes simples, com civilização e costumes praieiros". (p.60).

3. Murilo Aguiar, Alfredo Coelho, e outros chefes políticos, estão de fogos acêsos, defendendo os interesses da terra. 
E voltando as suas vistas para o passado, os filhos de Camocim se inspiram, hoje, no patriotismo dos seus mais ilustres rebentos, dentre os quais, Euclides Pinto Martins, herói nacional; dr. Raimundo Cela, pintor de fama continental [...] (p.61).

Detalhe da Casa de Pinto Marins
e Estação Ferroviária. Camocim.
1953,
Na época da edição deste anuário o prefeito era o "estimado Setembrino Fontenele Veras, rapaz culto, embora que modesto" e o texto faz algumas referências a sua gestão, concluindo que a "cidade progride a olhos vistos, com novos melhoramentos, como pavimentação de suas ruas, construções de avenidas, matadouro moderno e outras iniciativas de interesse coletivo. (p.61). Mesmo sendo uma escrita de intensa louvação é sempre bom sabermos como a cidade era mostrada pelos escritos de antigamente, além do que, as fotos impressas amareladas, com detalhes quase imperceptíveis, é sempre uma volta ao passado.

Fonte: Anuário do Ceará. 1953-1954. 
Disponível em:https://archive.org/stream/anuario19531954ce1#page/60/mode/2up/search/Camocim


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

PARLAMENTARES CAMOCINENSES. IX. FRANCISCO DE PAULA ROCHA AGUIAR

Fonte: Deputados Estaduais. 23ª Legislatura. 1991-1994/ – Fortaleza: INESP, 2007, p. 67.

Filho de Murilo Rocha Aguiar e Maria Stela Rocha Aguiar, nasceu a 04 de abril de 1947, em Fortaleza/CE. Fez seus estudos no Colégio São João, em Fortaleza/CE. Formado em Administração de Empresas. Com a morte do pai, Deputado Murilo Rocha Aguiar, em 1985, assumiu o seu legado político, inclusive sendo deputado constituinte como seu pai fora. No Memorial dos Deputados Estaduais Cearenses, sua biografia dar conta de uma extensa folha de serviços profissionais nas áreas de serviços público e privado, como mostramos abaixo: 

Gerente Administrativo-Financeiro do Grupo Financeiro Aplitec
 (1970-1973);
Gerente Administrativo-Financeiro do Grupo Sul América Seguros (1974-1977);
 Membro Administrativo da Cagece (1983-1984);
 Membro do Conselho Superior Administrativo da Cohab (1985); e
 Diretor de Operações da IOCE (1986).

Como Deputado Estadual exerceu cinco mandatos, destacando-se em várias funções. Segue-se um resumo de suas atividades legislativas.

1º Mandato: de 01.02.1987 a 31.01.1991.
Deputado Constituinte. Exerceu o cargo de 2º Secretário da Mesa Diretora no período de 1987- 1988
1988-1989 – Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação;
1989 – Líder do PMDB;
1989-1990 – Presidente da Redação de Leis;
Apresentou 23 emendas na elaboração da Constituição de 1989 e
Membro Titular da Comissão de Sondagens e Proposições na Constituinte de 1989.

2º Mandato: De  01.02.1991 a 31.01.1995
1991-1992 – vice-Presidente da Comissão de Orçamento e Finanças;
De 1993 a 1994 – Presidente da Assembléia;
De 08.10 a 31.12.1994 – Governador do Estado do Ceará, quando, como Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, o Governador Ciro Ferreira Gomes renunciou ao cargo para assumir o Ministério da Fazenda no Governo do Presidente Itamar Franco; e
De fevereiro a abril de 1995 – Líder do PSDB.

3º Mandato: de 01.02.1995 a 31.01.1999.
De 1995 a 1998 – Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação;
De 1995 a 1998 – vice-Presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público;
De 1997 a 1998 – Líder do PPS; e
Em 1998 participou da CPI das Carteiras de Estudantes e da CPI destinada a apurar irregularidades no pagamento dos benefícios dos aposentados rurais, ordenada pela Justiça. 

4º Mandato: de 01.02.1999 a 31.01.2003.
De 1999 a 2003 – Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação; e
Em 2002 – Membro Titular da CPI destinada a apurar fraudes contra beneficiários do seguro obrigatório - DPVAT; e Indicado pela Presidência da Casa para integrar, como Membro Titular, o Conselho de Ética Parlamentar. 

5º Mandato: de 01.02.2003 a 31.01.2007.
De 2003 a 31.01.2007 – Presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação;
De 2003 a 01.2007 – Membro Titular da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público;
De 2003 a 01.2007 – vice-Líder do Governo;
Em 2006 – Presidente da CPI do Desmonte para apurar a dilapidação do patrimônio público nas Prefeituras Municipais do Estado do Ceará.
Exerceu, como Governador do Estado do Ceará, a missão de assinar, juntamente com o Presidente da República, o contrato de financiamento do Prodetur, e o Contrato de Financiamento, com o Banco Mundial, do Projeto Sanear.

Por sua atividade parlamentar foi laureado com várias comendas e títulos, conforme relação abaixo:

Comendas/Medalhas/Títulos
01. Comendas: Diploma de Amigo da Marinha (1987); Outorga de Ordem Estadual do Mérito de Renascença do Piauí, no Grau de Grão-Mestre (1993); Diploma Especial Comemorativo dos 140 anos da Banda de Música da Polícia Militar do Ceará (1994).
02. Medalhas: Medalha do Mérito Policial Militar (1993); Machadinha Simbólica do Corpo de Bombeiros (1993); Medalha do Mérito Bombeiro Militar (1994).
03. Títulos: de Cidadão Honorário das seguintes cidades de Barroquinha, Bela Cruz, Chaval, Ipu e Uruoca. 

Em 2005 Francisco Aguiar teve seu nome aprovado pelo Legislativo Cearense para o Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará, onde exerce a função de Conselheiro, sendo presidente deste órgão entre 2006 a 2016.

Fontes:
Deputados Estaduais. 23ª Legislatura. Fortaleza: INESP, 2007.
http://www.tcm.ce.gov.br/tcm-site/composicao-atual/




sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

BENS PATRIMONIAIS DE CAMOCIM ESPERAM TOMBAMENTO

O pedido de tombamento da casa onde nasceu o aviador camocinense Pinto Martins foi indeferido e o Complexo Porto-Ferroviário ainda está na fase de instrução. Do mesmo modo, o processo que tornaria a Enseada dos Barcos em Patrimônio Imaterial dentro do Projeto Barcos Brasil, continua em compasso de espera.

Ruínas do parque ferroviário de Camocim. Fonte: Estações Ferroviárias do Ceará.
Interior da Biblioteca Pinto Martins. Fonte: facebook.


O processo de tombamento de bens materiais no Brasil, nos permitindo a redundância - é um processo muito lento. Por outro lado, há algumas dificuldades ou critérios usados pelo IPHAN, órgão do Governo Federal que cuida dessa política de preservação dos bens históricos do país, em reconhecer algo como importante para a nossa memória histórica. Exemplo disso foi o indeferimento do pedido de tombamento da casa onde nasceu o aviador Pinto Martins em 1979. Naquele momento, havia a tentativa de se construir uma memória pela passagem do I Centenário de Camocim que passava pelo esforço de se recuperar a história deste pioneiro da aviação no Brasil.
Tabela feita a partir de fonte do IPHAN.





Já o processo de tombamento do Complexo Ferro-Portuário de Camocim ainda está na fase de instrução segundo a atualização feita em 2015 (veja tabela ao lado). Da mesma forma, o processo que tornaria a nossa paisagem natural com os barcos em patrimônio imaterial continua em compasso de espera. Como se pode perceber na tabela, poucos são os bens tombados em nossa região, contribuindo ainda mais para o descaso em relação ao nosso patrimônio Material e Imaterial.
Paisagem natural. Camocim-CE. Fonte: IPHAN.


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

PARLAMENTARES DE CAMOCIM. VIII. ONOFRE MUNIZ GOMES DE LIMA

Gal.Onofre Muniz Gomes de Lima.
Fonte: www.7bib.eb.mil.br
Neste trabalho de recuperação biográfica dos parlamentares camocinenses observamos que a maioria deles começavam numa carreira militar e depois adentravam na política. Deste modo, isso explica uma certa tradição militarista em Camocim, sendo sede de batalhão da Polícia Militar do Ceará, tendo representação do Exército - Tiro de Guerra 10 001 e da Marinha do Brasil com a Capitania dos Portos. Com o General Onofre Muniz Gomes de Lima não foi diferente. Ele nasceu em Camocim, no 17 de abril de 1891, filho de Luís Gomes de Lima e Elisa Moniz Gomes de Lima. No seu resumo biográfico temos

Fez os preparatórios no Colégio Militar do Rio de Janeiro e Escola Militar de Porto Alegre, cursando em seguida a Escola de Artilharia e Engenharia de Realengo. Fez brilhante carreira militar, culminando com o posto de General. Foi Delegado Substituto da Comissão de Limite e Caracterização da Fronteira Brasil-Uruguai e adido militar do nosso governo no México. 

Foi também Comandante da 10ª Região Militar sediada em Fortaleza. Na política, candidatou-se ao Governo do Ceará nas eleições de 1947, mas foi derrotado pelo Desembargador Faustino de Albuquerque que tinha se iniciado na magistratura sendo juiz em Camocim.  Foi eleito Senador (1951/1959), na legenda da coligação formada pelo Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Social Progressista (PSP) tendo desempenhado importantes funções, inclusive a presidência da Comissão de Segurança Nacional, em nossa principal casa legislativa.
Morreu em 23 de abril de 1969.


FONTES: CISNEIROS, A. Parlamentares; GIRÃO, R. Ceará; MIN. GUERRA. Almanaque; SENADO. Relação; http://www.generals.dk/general/Lima/Onofre_Muniz_Gomes_de/Brazil.html acesso em 10 de julho de 2008.
NOBRE, F. Silva. 1001 Cearenses Notáveis-F. Silva Nobre.

 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A EDUCAÇÃO EM CAMOCIM - INSTITUTO RUY BARBOSA

Anúncio do Instituto Ruy Barbosa no jornal A Razão. 08 de maio de 1927. Camocim-CE. 
Nas primeiras décadas do século XX ainda não havia um sistema escolar que desse conta da demanda por educação, por outro lado, isso ainda não era um direito de todos. Deste modo, o acesso à escolas era restrito praticamente aos filhos de pais bem aquinhoados que pudessem pagar um ensino particular.
Por outro lado, a mulher também sofria restrições nesta área, sendo que a permissão era apenas para as chamadas "primeiras letras" ou cursos para a formação para a boa condução do lar: corte e costura, bordados, pintura, etc. Em Camocim houve até uma escola específica para as mulheres: a Escola Joana D'Arc que funcionou no local onde funcionou a antiga Agência do SESI.
Aos rapazes, várias escolas particulares funcionaram em Camocim, que além de uma instrução primária e secundária, ofereciam uma formação na área comercial e contábil, habilitando-os para trabalharem nas casas comerciais.
Exemplo deste tipo de educandário foi o Instituto Ruy Barbosa, dirigido pelo Dr. Targino Filho que além de ensinar as matérias de "Portuguez, Francês, Inglez, Geografia, História Nacional, Educação Cívica e Sciencias Naturaes", oferecia ainda um "Curso especial de Escripturação Mercantil e Dactylographia (Remington)". Conforme o anúncio estampado no jornal A Razão, (1927) a referida escola situava-se na Rua da Estação.
Em 1930-31 funcionou uma escola semelhante, tendo como mestre-escola o jornalista e professor Francisco Theodoro Rodrigues (Chico Teodoro), também fundador do Partido Comunista Brasileiro em Camocim, denominada Collegio 5 de Julho cujos alunos, em sua maioria, era filho de operários, conforme matéria já postada neste blog (A EDUCAÇÃO EM CAMOCIM - O COLLEGIO 5 DE JULHO, de 10 de novembro de 2011).


Fonte: Jornal "A Razão", 08 de maio de 1927. Camocim-CE, p.04.
Jornal “O Operário”, Anno IV, 18 de janeiro de 1931, Nº. 75. Camocim-CE, p. 2.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

CAMOCIM X MASSAPÊ. AS DISPUTAS NA POLÍTICA



Sede da antiga Assembleia Legislativa do Estado do Ceará. 1930.
Atualmente Museu do Ceará.
Fonte:Jornal O Nordeste,


Após o período de redemocratização, a chamada zona norte do Estado do Ceará foi pródiga em oferecer representantes ao parlamento estadual. Após a Assembleia Constituinte de 1947, os municípios de Granja, Camocim, Coreaú, Massapê, Sobral, Santana do Acaraú, Acaraú, Itapipoca, Crateús, Ipueiras, Ipu, Reriutaba,São Benedito, Ubajara, dentre outros, tiveram deputados que militavam nestes municípios ou eram originários destes, em várias legislaturas. Neste ano de 2016, em que dois deputados representantes desta região, Sérgio Aguiar (Camocim) e Zezinho Albuquerque (Massapê) disputam a presidência da Mesa Diretora da Assembleia do Estado do Ceará é interessante lançarmos um olhar para o passado, mais especificamente para a  Legislatura de 1959-1962. Sabemos que numa eleição deste tipo, as articulações políticas se sobrepõem aos laços familiares, filiações políticas ou mesmo a origem geográfica. Numa eleição hipotética, se no caso em tela fosse adotado o critério de origem familiar, os Aguiar estariam em vantagem, pois contavam com os deputados: José Firmo de Aguiar, Murilo Rocha AguiarLiberado Moacyr de Aguiar, Manoel Vilebaldo Frota de Aguiar, e Raimundo Elísio Frota Aguiar, além de Francisco Aniceto Rocha, cunhado de Murilo Aguiar.
No entanto, se o critério fosse a origem geográfica, Massapê teria o presidente, visto que José Firmo de Aguiar, José Pontes Neto, Antônio de Melo Arruda, Aurimar Pontes, Francisco Vasconcelos de Arruda e Francisco Vilmar Pontes, nasceram nesta cidade.
Os critérios atuais são outros. Agora é esperar qual será o veredicto.

Abaixo, um pequeno resumo de cada um destes deputados de outrora:

ANTÔNIO DE MELO ARRUDA
PSD PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO Filho de João Arruda e Laura de Mello Arruda. Nasceu a 29.03.1913, em Massapê/CE, e faleceu a 25.05.1984, em Fortaleza/CE.

AURIMAR PONTES
PTB PARTIDO TRABALHISTA BRASILEIRO Filho do Coronel João Pontes (Deputado à Constituinte de 1935) e de Maria Haury Araújo Pontes. Nasceu em 07.02.1922, em Massapê/CE. Faleceu a 28.03.2006, em Massapê/CE.

FRANCISCO ANICETO ROCHA
PSP PARTIDO SOCIAL PROGRESSISTA Filho de Antônio da Rocha Carvalho (Deputado Constituinte de 1947) e de Edwirges Angelim Rocha. Nasceu na localidade denominada de Riachão, antigo Distrito de Granja, hoje Uruoca. Faleceu em 15.04.2002.

FRANCISCO VASCONCELOS DE ARRUDA
PSP PARTIDO SOCIAL PROGRESSISTA Nasceu em Massapê a 27.03.1910, filho de Ricardo José de Arruda e Teodora Carminda Vasconcelos de Arruda. Faleceu em 1972, vítima de Acidente Vascular Cerebral.

FRANCISCO VILMAR PONTES
PSP PARTIDO SOCIAL PROGRESSISTA Filho do Coronel João Pontes (Deputado à constituinte de 1935) e Maria Haury Araújo Pontes. Nasceu a 20.10.1921, em Massapê/CE. Faleceu em 11.07.2004.

JOSÉ FIRMO DE AGUIAR
PRT PARTIDO REPUBLICANO TRABALHISTA Nasceu a 11.05.1913 em Massapê/CE, filho de José Firmo de Aguiar e Francisca Dionízia de Aguiar. Faleceu a 11.11.1982.

JOSÉ PONTES NETO
PSP PARTIDO SOCIAL PROGRESSISTA Filho do Coronel João Pontes (Deputado à constituinte de 1935) e de Maria Haury Araújo Pontes. Nasceu a 01.12.1915, em Massapê/CE, e faleceu a 20.06.1994, em Quixeramobim/CE.

MURILO ROCHA AGUIAR
PSD PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO Nasceu em Camocim a 25.11.1914. Filho de Vicente de Paula Aguiar e Iracema Rocha Aguiar. Faleceu em Fortaleza a 1°.03.1985.

SUPLENTES

LIBERATO MOACYR DE AGUIAR
UDN UNIÃO DEMOCRÁTICA NACIONAL Nasceu a 05.06.1917 em Fortaleza/CE. Filho de Francisco da Silveira Aguiar (Deputado Constituinte de 1947) e Zulmira Sedrim Aguiar. Faleceu a 18.03.2002.

MANOEL VILEBALDO FROTA AGUIAR
UDN UNIÃO DEMOCRÁTICA NACIONAL Nasceu na cidade de Palma, atual Coreaú, a 12.12.1895. Filho de Francisco Felinto Aguiar e Rosa Frota Aguiar. Faleceu a 13.05.1966.

RAIMUNDO ELÍSIO FROTA AGUIAR
PSD
PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO Nasceu na localidade de Palma, atual Coreaú/CE, a 21.10.1894. Filho de Francisco Felinto Frota Aguiar e Rosa Frota Aguiar. Faleceu em Fortaleza a 31.05.1990

Fonte: 
Deputados Estaduais: 15ª legislatura 1959-1962/ Assembléia Legislativa do Estado do Ceará. – 2. ed. – Fortaleza: INESP, 2006.


terça-feira, 29 de novembro de 2016

PARLAMENTARES DE CAMOCIM. VII. HAROLDO SANFORD


Fonte:Deputados estaduais : 19ª legislatura 1975 – 1978. Fortaleza: INESP, 2000, p.89.

Minha lembrança de Sr. Haroldo Sanford Barros advém dos cartazes das campanhas políticas para Deputado Federal nos anos 1970 e 1980 quando era apoiado pelo grupo político do deputado estadual Murilo Rocha Aguiar. Nasceu em Camocim (CE) no dia 11 de setembro de 1925, filho do camocinense Antônio Fernando Barros e da sobralense Susana Sanford Barros, sendo chefe político por muito tempo na região de Meruoca-CE. Seguiu carreira militar, ingressando em 1947 na Academia Militar das Agulhas Negras, depois na Escola de Artilharia Anti-Aérea em 1950, e, finalmente  na Escola de Aperfeiçoamento de Comando de Oficiais em 1957.
Na política, disputou as eleições para a Assembléia Legislativa do Ceará pelo PTN (Partido Trabalhista Nacional) no pleito de novembro de 1962. Eleito, tomou posse em fevereiro de 1963. Após o golpe de 1964, filia-se na Aliança Renovadora Nacional (Arena). Seguindo seus o dados biográficos
No pleito de novembro de 1966 foi reeleito deputado estadual na legenda da Arena, sendo empossado em fevereiro de 1967. Foi novamente eleito deputado estadual para as legislaturas de 1971 a 1975 e de 1975 a 1979, sempre na legenda da Arena. Nos trabalhos legislativos, foi primeiro-vice-presidente da mesa diretora da Assembléia por duas vezes e membro de diversas comissões técnicas ao longo de seus mandatos.
No pleito de novembro de 1978, disputou uma vaga para a Câmara dos Deputados. Eleito, tomou posse em fevereiro do ano seguinte. Com o fim do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), agremiação que sucedeu a Arena no apoio ao governo.
[...] Reeleito deputado federal no pleito de novembro de 1982, tomou posse em fevereiro de 1983. [...] No Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985 em conseqüência da não-aprovação da emenda Dante de Oliveira, votou em Paulo Maluf. [...] Ainda em 1985, Sanford chegou a anunciar sua filiação ao PMDB, porém terminou por filiar-se ao Partido da Frente Liberal (PFL). Sua estada no PFL foi curta e no pleito de novembro de 1986 já estava filiado ao PMDB, no qual disputou a reeleição, obtendo apenas uma suplência. [...] No pleito de outubro de 1994 tentou voltar à Câmara, desta vez na legenda do Partido Progressista Reformador (PPR), mas só obteve uma suplência. Em outubro de 1998, foi mais uma vez derrotado na disputa de um mandato de deputado federal, agora na legenda do Partido Progressista Brasileiro (PPB). Teve quatro filhos.


FONTE: Deputados estaduais : 19ª Legislatura 1975 – 1978 / Assembléia Legislativa do Estado do Ceará. Memorial Deputado Pontes Neto. – Fortaleza: INESP, 2000.
http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/sanford-haroldo

PORTO DE CAMOCIM - A CONSTRUÇÃO DO CAIS


Solenidade de lançamento da pedra fundamental do Cais do Porto de Camocim.
Setembro de 1959. Fonte: AVAP. FGV/CPDOC.

Desde os tempos imperiais que o Porto de Camocim é objeto de discussão nos jornais e relatórios governamentais. Situações como o alfandegamento, as dragagens e aparelhamento do mesmo são constantes neste papéis. No entanto, a execução de tais obras se arrastaram com o tempo, merecendo apenas paliativos. Para termos uma ideia dessa morosidade, desde os anos 1930 que estas melhorias eram prometidas pelos sucessivos governos federais, visto que a obra seria de responsabilidade da União. Da Ditadura Vargas ficaram os estudos de viabilidade e algumas tentativas de dragagem. Com a vinda do candidato à Presidente da República Juscelino Kubitschek as promessas foram renovadas. Com efeito, já no final de seu governo foi lançada a pedra fundamental da construção do Cais do Porto como mostram as fotografias (inéditas no blog) do Acervo de Alzira Vargas do Amaral Peixoto, filha de Getúlio Vargas e esposa do então Ministro de Viação e Obras Públicas, Ernani do Amaral Peixoto. Em 1959, o então ministro fez uma visita ao Ceará onde inaugurou obras, lançou outras, almoçou com trabalhadores e beijou crianças. No Ceará, ele esteve em Fortaleza, inaugurando melhorias no Porto do Mucuripe e em Camocim, onde foi recebido com muita festa, como podemos perceber da multidão que comparece ao cais com representações escolares, de trabalhadores e da sociedade civil organizada, além de políticos, como o deputado estadual Murilo Rocha Aguiar (foto abaixo, em primeiro plano, o quinto da esquerda para a direita, careca, de terno preto).

Ministro da Obras e Viação Pública, Ernani Peixoto do Amaral (primeiro da esquerda para a direita, de óculos e terno branco). Solenidade de lançamento da pedra fundamental do Cais do Porto de Camocim. Setembro de 1959. Fonte: AVAP. FVG/CPDOC.

Apesar de ter começado em 1959, as obras do Cais do Porto de Camocim  em 1961 se arrastavam "tartarugamente", como assinalou o jornalista Fernando Pessoa no jornal A Noite em junho daquele ano. Segundo o articulista, o então candidato à presidente Jânio Quadros, prometera de cima de um "jeep" do Padre Palhano em Sobral, "incentivar as obras do Porto de Camocim", por conhecer a "necessidade  de atender a esses melhoramentos, por tratar-se de um porto bem abrigado e de significação para toda a zona norte, não só do Estado do Ceará como do Piauí". Palavras jogadas ao vento! Com efeito, somente ao final deste ano, quando o Ministro da Viação e Obras Públicas era Virgílio Távora, guindado à esta condição quando do governo parlamentarista do Primeiro Ministro Tancredo Neves foi que as obras do Porto de Camocim e Mucuripe tiveram alguma aceleração. Voltaremos ao assunto!

Fontes:
Acervo Alzira Vargas do Amaral Peixoto. FGV/CPDOC.
Jornal A Noite. ed. 15751, 10 de junho de 1961, p.4.


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

PARLAMENTARES DE CAMOCIM. VI - SETEMBRINO FONTENELE VERAS




Fonte: Deputados Estaduais: 14ª Legislatura 1955-1958. 2ª. Ed. – Fortaleza: INESP, 2006, p.139.

A figura de Setembrino Veras composta de seu óculos escuros e seu jipe 55 (ou seria 51?) era indefectível para os camocinenses. Apesar de ter sido deputado estadual, a memória de seus mandatos como vereador, vice-prefeito e prefeito de dois mandatos (1951-54 e 1967-71) ainda aparece nas conversas dos mais velhos em Camocim. Na cena política de Camocim, Setembrino Veras foi uma espécie de divisor ideológico quando do rompimento político de Murilo Aguiar e Alfredo Othon Coelho, como nos disse o Sr. Orion Menezes:


Aí o Murilo Aguiar disse: “vou lançar um candidato, o Vaqueiro da Esperança, Setembrino Veras”. Ele estava lá nas Amarelas, no terreno dele lá, ele vivia mais no interior. (...) O Murilo Aguiar lançou a candidatura dele, quando foi no outro dia o Setembrino entrou aqui no carro, foi foguete, às sete horas da noite. Vaqueiro da Esperança, botaram o apelido dele, aí o Setembrino ganhou a prefeitura, aí meteu o pau no outro candidato, ajeitou a cidade, aí começou a intriga do Alfredo Coelho com o Murilo Aguiar. Foi o rompimento. 
Quando prefeito, Setembrino ficou conhecido pelo rigor na fiscalização da venda da carne e do peixe, ter construído o Curro Municipal (matadouro), a balustrada margeando o Rio Coreaú e a reforma do Mercado Público após um incêndio, dentre outras importantes de einfraestrutura.
Na sua página do memorial dos deputados estaduais do Ceará está escrito:

Nasceu em Camocim/CE a 06.02.1918. Filho de José Zeferino Veras e Rosa Fontenele Veras. Faleceu a 23.12.1998. Agrimensor. Iniciou os estudos em sua cidade natal, concluindo a formação de cadete no Colégio Militar de Fortaleza. Freqüentou a Escola Militar de Realengo, entretanto, não chegou a terminar seus estudos por motivo de doença. Retornando a Camocim, passou a exercer as atividades de agrimensor. Ingressou na política, sendo eleito Vereador de Camocim, chegando posteriormente a Prefeito, em dois mandatos, e Vice-Prefeito. Eleito Deputado Estadual na legislatura de 1955.

Fontes: Deputados Estaduais: 14ª Legislatura 1955-1958. 2ª. Ed. – Fortaleza: INESP, 2006, p.139-40.
Blog Camocim Pote de Histórias.


sábado, 26 de novembro de 2016

PARLAMENTARES DE CAMOCIM V - LIBÓRIO GOMES DA SILVA


Fonte:Deputados estaduais : 19ª legislatura 1975 –1978  Fortaleza: INESP, 2000, p.116.
A localidade de Tremedal, Distrito de Amarelas, Camocim-CE foi o berço de Libório Gomes da Silva. No dia 22 de julho de 1923, um domingo, Amâncio Gomes da Silva e Ana Augusta Pessoa da Silva viram nascer um menino que se tornou homem e nunca esqueceu  sua terra natal. Tornou-se militar e político. No memorial dos deputados estaduais cearenses, o seu resumo biográfico nos diz: 

Militar. Fez seus primeiros estudos na Escola Profa. Madalena de Castro e no Externato Santa Tereza de sua cidade natal, concluindo o 2o grau na Escola Prof. André Pessoa. Militar por formação e vocação, ingressou na carreira militar como soldado, em 1941 chegando à patente de Coronel, por merecimento, em 1966.
Sua trajetória dentro da PM foi de invulgar brilhantismo. Delegado Especial em Aquiraz, Baturité, Coreaú e Itapajé de 1946 a 1950; Tesoureiro Geral da Polícia Militar de 1954 a 1959; Assessor da Secretaria da Fazenda do Estado nas Administrações dos Generais Edson Ramalho e Assis Bezerra; Chefe da Casa Militar
do Governo do Estado, de 1966 a 1970; Superintendente da FUNCEME – Fundação Cearense de Meteorologia, de 1979 a 1982.

Sua atuação política foi expressiva e extremamente profícua, e muitas as realizações e benefícios que carreou para o município de Camocim, que representou dignamente no Parlamento Estadual.Foi Deputado Estadual nas legislaturas de 1971/74 e 1975/78. No período de 1973 a 1975 foi 2o Secretário da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará.Entre suas realizações, podemos destacar a construção e implantação das seguintes obras:
Casa de Parto Ana Augusta Pessoa da Silva, no Distrito de Amarelas;
Galpão Comunitário no povoado de Tapuiu, no Distrito de Amarelas;
Creche Francisco de Souza Araújo, no lugar Montevidéu, mantendo 40 crianças, permanentemente;
Igreja Católica, no Distrito de Amarelas;
Posto Telefônico, no Distrito de Amarelas;
Extensão da Rede de Alta Tensão de Fortaleza a Camocim, beneficiando as cidades localizadas no percurso, inclusive o município de Sobral. Este Projeto contrariou pareceres da CHESF (Companhia Hidroelétrica do Vale do São Francisco) e SUDENE
(Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), que opinavam contrariamente, sob a alegativa de que a energia de Paulo Afonso não poderia se estender além de Fortaleza. A argumentação técnica do Engo. Alberto Tavares da Silva – Diretor da
CENORTE (Companhia de Eletrificação do Nordeste), autor do projeto, provou que o referido sistema energético poderia se estender a Camocim, e até Parnaíba, dependendo de vontade política dos governantes da época;
Estação telefônica automática;
Doação de 304 lotes de terra ao Instituto São José, destinados à venda em favor dos pobres;
Doação de uma quadra de terra ao Estado do Ceará, para a construção da Escola de 1º Grau Monsenhor José Augusto da Silva, no Governo Adauto Bezerra.

Libório Gomes da Silva faleceu em 25 de novembro de 2002. Em seu registro autobiográfico intitulado "De soldado a coronel: narração biográfica de Libório Gomes da Silva " está registrado:

Em 1970, Libório foi convidado para suceder a candidatura do deputado estadual Murilo Rocha Aguiar, líder em Camocim. Ele contou com o apoio e incentivo do prefeito Setembrino Veras, seu grande amigo e, nesse instante, deu inicio a sua carreira politica. Contando com o grande apoio de Murilo Aguiar, que escreveu varias cartas para amigos e lideranças politicas em Camocim, iniciou seus primeiros passos em direção da sua candidatura. Muito respeitado em virtude do seu comportamento íntegro, recebeu apoio de outros municípios e outras lideranças que contribuíram significativamente para sua eleição. Eleito terceiro suplente em 30/12/1970, sem proventos do cargo, continuou a trabalhar em prol do povo de Camocim. Fortalecido pelo o Governador César Cals de Oliveira Filho, candidatou-se a deputado e elegeu-se, cumprindo na integra o mandato de 1974 a 1978, assumindo a mesa diretora da Assembleia Legislativa, como segundo secretário. Concluindo o ultimo mandato que lhe foi concedido, em razão da cota politica de Murilo Aguiar para candidatar-se a deputado estadual, Libório, numa demonstração de fidelidade politica, abriu mão da candidatura em prol do amigo, demonstrando, desse modo, seu caráter, sua dignidade e seu desprendimento politico.

Atualmente em Camocim pode-se perceber a sua fortuna nomenclatural em vários lugares, como:
Policlínica Coronel Libório Gomes da Silva (D.O.E. Lei Nº 14.549, de 21 de dezembro de 2009).
Escola de Ensino Fundamental Libório Gomes da Silva
Quartel da PM Coronel Libório Gomes da Silva


Fontes: 
Deputados estaduais : 19a legislatura 1975 –1978 / Assembléia Legislativa do Estado do Ceará.Memorial Deputado Pontes Neto. – Fortaleza: INESP, 2000, p.116.
Diário Oficial do Estado do Ceará. Lei Nº 14.549, de 21 de dezembro de 2009.
Rodrigues, Maria das Graças Gomes.De soldado a coronel: narração biográfica de
Libório Gomes da Silva ;2. ed. – Fortaleza: INESP, 2009.


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

PARLAMENTARES DE CAMOCIM IV - MURILO ROCHA AGUIAR

Fonte: Deputados Estaduais: 16ª legislatura, 1963-1966. Fortaleza: INESP, 2006. p.161.


Quando Murilo Rocha Aguiar tomou assento na Assembleia Constituinte de 1947 já era o terceiro político do clã dos Aguiar a ter uma cadeira naquela casa legislativa. Na Legislatura de 1947, seu sogro, o Coronel Antonio de Carvalho Rocha (Tonico Rocha), pai de sua esposa Maria Stela Rocha Aguiar, também era deputado constituinte. Murilo Aguiar foi o segundo filho do casal Vicente de Paula Aguiar e Iracema Rocha Aguiar e quando nasceu em Camocim, havia quatro meses que tinha irrompido a Primeira Guerra Mundial. No seu percurso de estudos, realizou os estudos primários em Camocim. Depois estudou em Fortaleza no Colégio Castelo Branco e, posteriormente ingressou no Seminário em Sobral onde continuou os estudos secundários, até 1928. 
Ainda muito jovem, "dedicou-se ao comércio, estabelecendo-se em 1931 em Reriutaba (antiga Santa Cruz), de onde se transferiu em 1932 para Camocim, ali constituindo a firma individual Murilo Aguiar, uma das mais importantes do norte do Estado, tornando-se, ao mesmo tempo, figura de prol da sociedade, no seio da qual desfruta de arraigadas simpatias e de todo o conceito".
Devido a sua desenvoltura exerceu vários cargos na comunidade camocinense como diretor da Associação dos Retalhistas, Presidente da Associação Comercial e do Banco Auxiliar Agrícola, Camocim Clube, dentre outros. Fundou a Voz de Camocim
Depois da experiência como deputado entre 1947-1950 onde foi membro da Comissão de Indústria e Comércio e Segundo Secretário em 1950, foi prefeito de Camocim entre 1954-1957.
Posteriormente retornou à Assembleia Legislativa como deputado eleito nas legislaturas de 1958, 1962, 1966 e 1982. Nesta última legislatura aconteceu o infausto que causou sua morte: 
Quando da renovação da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa em 1985, apresentaram-se à disputa dois candidatos: Murilo Aguiar e Castelo de Castro. O primeiro, apoiado pelo Governador do Estado, Gonzaga Mota, enquanto Castelo de Castro recebia o beneplácito da oposição e do Presidente da Casa, Aquiles Peres Mota. A previsão do resultado de empate favorecia o mais velho, no caso Murilo Aguiar. A votação decorreu em clima dos mais tumultuados na história do Legislativo Cearense. Quase no final da apuração, o Presidente concluiu pela anulação de um voto favorável a Murilo Aguiar, determinando a vitória de Castelo de Castro. Não suportando o impacto do resultado, viu-se acometido de infarto do miocárdio, falecendo logo após atendimento hospitalar. Como homenagem dos deputados, foi dado o seu nome ao Auditório da Assembleia Legislativa do Ceará. Como homenagem dos deputados, foi dado o seu nome ao Auditório da Assembleia Legislativa do Ceará. Murilo Aguiar faleceu, em Fortaleza, a 1° de março de 1985, antes de concluir seu mandato.

Trinta e um anos depois os jornais cearenses trazem os bastidores de mais uma disputa pela Presidência da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Ceará que envolve um membro da Família Aguiar, desta vez, um dos netos de Murilo, Sérgio Aguiar (PDT), atual primeiro secretário que, com o atual presidente Zezinho Albuquerque, também do PDT, próxima quinta-feira, 01 de dezembro de 2016. Que tudo ocorra dentro da tradição 



Fontes:Deputados Estaduais: 16ª legislatura, 1963-1966. Fortaleza: INESP, 2006. p.161.
Jornal O Estado, 24/11/2016.