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quinta-feira, 7 de setembro de 2023
segunda-feira, 4 de setembro de 2023
XIII SETEMBRO CAMOCIM. 02. ABERTURA DA SEMANA DA PÁTRIA.
sexta-feira, 1 de setembro de 2023
XIII SETEMBRO CAMOCIM. 2023. 01. O PREFEITO QUE NÃO ASSUMIU
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| Francisco Ottoni Coelho. Fonte: Memorial do Legislativo Camocinense. |
No universo político, há algum tempo atrás, nem sempre quem
vencia as eleições assumia o respectivo cargo para o qual fora eleito. Em Camocim,
situação semelhante ocorreu por ocasião das eleições municipais de 1936, no
contexto do Era Vargas que, por força da Revolução de 1930, desde este ano comandava o país de forma ditatorial, provisória e depois constitucional, com eleições
presidenciais marcadas para 1938. Contudo, como a historiografia registra, em
1937 foi dado um golpe de estado, dentro do golpe de estado de 1930 e instituído o Estado
Novo, e as eleições ficaram sem efeito, visto que, os parlamentos foram
extintos e os prefeitos passaram a ser nomeados pelo Governador do Estado.
Outrossim, antes de golpe de 1937, as
eleições de 1936 transcorreram normalmente e as campanhas políticas tomaram
conta do cotidiano dos municípios. Em Camocim, que naquela época pertencia a
25ª Zona Eleitoral, disputaram as eleições o Partido Social
Democrático (PSD), Partido Republicano Progressista (PRP), Liga Eleitoral Católica (LEC) e o Partido
Integralista.
Inclusive, nesta eleição, a oposição,
através do Partido Social Democrático (PSD), venceu a situação no pleito eleitoral, tendo à
frente o Sr. Francisco Ottoni Coelho. O PSD venceria os governistas em outros 22
municípios cearenses. Dos 1.294 votantes naquela eleição, o PSD recebeu 621, o PRP
608 e o Partido Integralista, 65 votos. Francisco Ottoni Coelho venceu as
eleições com a diferença de parcos 13 votos, mas não assumiu. Infelizmente, a fonte não revela os nomes dos outros candidatos derrotados,
Em 1936, o prefeito em exercício era João da Silva Ramos que, com o golpe de 1937 continuou no cargo como prefeito nomeado até 1944. Restaurada a normalidade democrática, Francisco Ottoni Coelho foi eleito novamente e comandou o Poder Executivo Camocinense entre 1948 a 1951, quando ocorreu o rompimento entre as famílias Coelho/Veras x Aguiar.
Fonte: Brasil. Tribunal Regional Eleitoral do Ceará.Primeiras eleições e acervo documental do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará/ Tribunal Regional Eleitoral do Ceará.Fortaleza, TRE-CE, 2007.290 p. il. (Série Memória Eleitoral da Justiça Eleitoral do Ceará;3).
quinta-feira, 31 de agosto de 2023
XIII SETEMBRO CAMOCIM. 2023
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| CARTAZ DO XIII SETEMBRO CAMOCIM. 2023. Foto: Alex Uchôa. |
segunda-feira, 31 de julho de 2023
DOIS IRMÃOS. UMA PRESIDÊNCIA. CÂMARA MUNICIPAL DE CAMOCIM
sexta-feira, 30 de junho de 2023
A POPULAÇÃO DE CAMOCIM E REGIÃO. CENSO 2022
POPULAÇÃO DE CAMOCIM CRESCEU 3,6% ENTRE 2010 E 2022; VEJA AS DEMAIS CIDADES DA REGIÃO
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| Camocim. Carnaval de 2020. Fonte: Arquivo do CPH. |
quinta-feira, 25 de maio de 2023
PREFEITOS DE CAMOCIM. ANTONIO MANOEL VERAS (1993-1996)
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| Antonio Manoel Fontenele Veras (N. 24/05/1942). Foto: Camocim Online. |
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| Material de divulgação da PPE: Os melhores Prefeitos do Ceará. 1996. Fonte: Arquivo do autor. |
terça-feira, 16 de maio de 2023
AS TRAGÉDIAS EM CAMOCIM... O INÍCIO DE UM ROMANCE.
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| Vista aérea de Camocim. 1941. Revista "O Cruzeiro". RJ. |
Há algum tempo rabisco um romance que começa com um triplo assassinato de um branco, uma índia e um escravizado. Na verdade, os corpos aparecem aqui em Camocim, mas são executados em outro lugar. A própria cidade é um personagem. Na sua primeira entrada no romance ela diz:
Eu sou um lugar que transmito paz. Não que desde os primórdios não aconteçam tragédias e pequenos incidentes e intrigas paroquiais como em qualquer outro local. Quando pressenti que minha história estava próxima a ser contada, quem sabe, numa bela trilogia (porque esta formatação sempre fascina leitores ávidos por histórias de aventura?), não desconfiava que começasse por um triplo assassinato. Será que o que imaginei para a posteridade vai se restringir a um conto ou romance policial? Por isso, propositadamente me interponho nesta narrativa canhestra acima e talvez sem muita inventividade. O narrador não sabe que interfiro desta forma, talvez somente quando a história vier a lume. Mas eu preciso dizer umas coisinhas antes que ele se dê conta. Embora estes fatos tenham realmente acontecido, é preciso dizer que eu tenho uma história anterior a estes fatos, para que os leitores não pensem que sou apenas um lugar que acolhe pescadores contadores de histórias de pescadores.
Mas, o que quero mesmo dizer – para aliviar um pouco a impressão que o narrador impingiu inicialmente – é que muito antes destes fatos, os homens se tomaram de amor por mim, outros, porém, nem tanto. O certo é que ainda hoje, apesar da idade ainda tenho meus encantos, cantados em verso e prosa, outros explorando e maculando minha beleza inicial. É uma pena que não tenham registrado o que tento dizer agora. As impressões sobre mim de outrora, ficaram restritas a pequenas passagens dos relatórios dos aventureiros do outro lado do mundo. “Tem pau-violeta que os locais chamam de Tatajuba”. “Tem boas áreas de salinas e âmbar”. Mas eu queria mesmo que eles se referissem à combinação de ambientes que eu tenho, descrevessem minhas paisagens exuberantes em toda sua beleza e variedade. Pero Coelho, o português vigilante do território conquistado perdeu uma ótima oportunidade de aqui fincar um forte. Pensando bem, foi melhor ele ter se desiludido com a rápida avaliação que fez do meu potencial de abrigo para as tropas. Os habitantes da terra tiveram um pouco mais de descanso para usufruir de mim. O próprio Vieira, visitador religioso do império luso só veio reconhecer minha silhueta quando estava nas alturas da Serra Grande: "Depois que se chega ao alto delas (Serra da Ibiapaba) pagam muito bem o trabalho da subida, mostrando aos olhos um dos mais formosos painéis que porventura pintou a natureza em outra parte do mundo, variando de montes, vales, rochedo e picos, bosques e campinas dilatadíssimas, e de longe do mar no extremo dos horizontes. Sobretudo, olhando do alto para o fundo das serras, estão se vendo as nuvens debaixo dos pés que, como é coisa tão parecida com o céu. Não só causam saudades, mas já parece que estão prometendo o mesmo que se vem buscar por estes desertos". Embora que digam que o velho religioso se embebedou com minha beleza praiana, apenas de cima ele me divisou para explicar a moldura que o mar proporciona no horizonte.
E mais não digo porque nada escrevi além disso...
Foto: Camocim. Vista aérea. 1941. Revista "O Cruzeiro".










