O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A HOSPITALIDADE POLÍTICA DE CAMOCIM

Pescadores de Camocim. Foto:http://coisasdavida.fotosblogue.com
Camocim sem dúvida é uma cidade hospitaleira. O receber bem, o acolhimento são virtudes que alimentam o contato humano. A pessoa que chega a essa cidade, com raríssimas exceções logo fica "enturmada" com os nativos, e sem demora, passa a fazer parte do cotidiano da cidade. Quando menos se espera, o sujeito já da opinião, é convidado par fazer parte dos clubes de serviço, dos trabalhos das igrejas, dos times de futebol, das mesas seletas dos bares, para entrar em nossa casa e, se houver oportunidade até casam com nossas filhas. Observando mais de perto essa relação interessante e às vezes interesseira, essa hospitalidade é extendida para a política. Não raro, o sujeito que é bom de papo ou se ligou aos líderes políticos ou exerceu bem sua profissão ou ramo de vida, é lembrado para entrar na política. Ás vezes fico me perguntando se isso é fruto de nosso cosmopolitismo, outrora facilitado pelos contatos via porto ou ferrovia, ou se é um comodismo que faz com que nós deixamos para os outros a tarefa de nos governar. A esta altura quero dizer também que aqui não vai nenhuma dose de xenofobia, pois acredito que o lugar da pessoa é o lugar onde ela "se demora", não tendo, portanto, nada contra quem é "de fora". Se o sujeito se deu bem aqui é porque teve méritos para tal ou então está incluso numa das situações que colocamos acima. Deste modo, voltei os olhos para a política e vi vários exemplos de que nós camocinenses exercemos também o que denominei de hospitalidade política. Desde os primeiros tempos isso se configurou quando o patriarca da Família Veras, Zeferino Ferreira  de Veras (várias vezes Intendente, ainda no século XIX) aqui se instala vindo da região deTamboril-CE. Posteriormente, Alfredo Othon Coelho migra do Ipu-CE, para se estabelecer comercialmente. A Família Aguiar é oriunda de Massapê-CE. Mais recentemente, nos anos 1930, um dos maiores prefeitos nomeados pela Revolução de 1930, foi Gentil Barreira, sobralense. Na sua gestão foram erguidos o Mercado Público, o prédio da antiga Prefeitura e a Agência dos Correios e Telégrafos. Nos anos de 1971 e 1972, o municípo experimentou uma trégua na política e lançou uma chapa única onde o escolhido foi Dr. José Maria Primo de Carvalho, pernambucano, como todos sabem. Desfeito o acordo, os "fundo mole", ainda lançariam o Dr. Aristóbulo, também pernambucano, que veio a perder a eleição para João Pascoal de Melo, da facção "cara preta".  Nas eleições de 1992, o virtual candidato eleito seria Manoel Siqueira (não lembro de que município era), vitimado antes das eleições em acidente automobilístico, matéria de uma postagem anterior. No legislativo, também temos vários exemplos de vereadores e de Presidentes da Casa do Povo que não são camocinenses, como Otávio de Santana, Antonio Mingueira Braga (que também foi vice-prefeito), Marcos Antonio Monteiro Freitas e Benedito Soares Pereira. Na atual conjuntura política, se Padre Manoelzinho e Léo da Carne forem eleitos, teremos um ubajarense e um maranguapense no comando da hospitaleira Camocim.

Acrescentando informações do leitor Fábio em comentário enviado referindo-se à postagem:
Boa noite.
"... Zeferino Ferreira de Veras nasceu na Fazenda Sobradinho na época termo de Granja, não veio de Tamboril, mas sim de Viçosa onde foi morar com o pai Sr. José Benedito de Carvalho. Lá constituiram uma firma comercial, ele, Zeferino, também exerceu diversas funções públicas na cidade. No início da década de 70 do sec. XIX mudou-se para Camocim, mais precisamente para a fazenda hoje denominada, Buriti dos Veras. foi realmente o primeiro Veras a exercer uma função pública em Camocim.

Meu dizer: Apesar de não dizer a fonte, acredito que o leitor Fábio tenha razão. Parece que eu fiz confusão com o nome de Antônio Zeferino Veras, o mesmo nome que subustituiu o da rua 03 de outubro. Obrigado pela colaboração, Fábio.

4 comentários:

  1. Boa noite.
    Acrescentando, Zeferino Ferreira de Veras nasceu na fazenda sobradinho na época termo de granja, não veio de tamboriu, mas sim de viçosa onde foi morar com o pai Sr. José Benedito de Carvalho. Lá constituiram uma firma comercial, ele, Zeferino, também exerceu diversas funções publicas na cidade, no inicio da decada de 70 do sec XIX mudou-se para camocim, mais precisamente para a fazenda hoje denominada, Buriti dos veras. foi realmente o primeiro veras a exercer uma função publica em camocim.

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  2. Tens razão Fábio, mas teve um outro Zeferino (Antonio) que veio de Tamboril, mais próximo dos atuais Veras da cidade e acho que fiz confusão. Peço-lhe permissão para utilizar seu comentário para atualizar a postagem,

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  3. Esse Antonio Zeferino Veras nasceu na fazenda Buriti dos veras, e é filho de Zeferino Ferreira de Veras, sendo irmão de Thomaz Zeferino Veras, Leonilia Zeferino veras, mãe de Alfredo Coelho, Pedro Zeferino Veras, pai de Joaquim Rocha Veras, entre outros. ele foi morar um tempo em tamboril para cuidar de uma fazenda de propriedade sua nesse municipio. Essa propriedade, se não me engano, pertence hoje ao espólio de Alfredo coelho.

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  4. Zeferino Ferreira Veras era casado com Francisca Fortuna Pessoa e tiveram 10 filhos: Thomaz, Leonilha, José, Pedro, Amélia, Antônio, Augusta, Raimunda, Chiquinha e Francisca. Todos com sobrenome Zeferino Veras. O Antônio teve 4 filhos, um deles foi José Maria Veras que se casou com Francisca Fontenele Veras que gerou a maioria dos Veras que estão em Camocim.

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