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Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

OS TIPOS HUMANOS DO CAMOCIM DE OUTRORA

Capa do livro "Adolescência na Selva". Fonte: arquivo do blog.
Há três postagens anteriores trouxemos uma referência da obra "Adolescência na Selva", do camocinense Souza Lima que nos inspirou a escrever sobre os tipos humanos que habitam nossa cidade, com a promessa de relatar os tipos que ele pontua ao seu tempo, início do século XX. 

Portanto, vamos a eles: o primeiro é o "Cabra da Caatinga", descrito como "um homem já velho, aparentando mais de cinqüenta anos, moreno, como o apelido indicava, magro, quase alto, vestindo sempre uma calça brim listrado, ordinário, das fábricas do Maranhão.." (p.22). Segundo o autor sua profissão era caçador, se especializando na venda da carne de veado. Após vender , suas encomendas, metia a cara na cachaça e saía a cambalear pela cidade. O autor relembra uma fala do caçador: "Êta danado!... Eu sou o Cabra da Caatinga!... Tô bêbo cuma raposa... Se eu num acabá cum a cachaça, ela acaba comigo... mas, antes de morrer, muito veado vai caí diante da minha lazarina..." (p.23).

Outro personagem descrito no livro é o Cipriano, "caboclo forte, espadaúdo, fronte larga, olhar ligeiro de celerado, desordeiro, perverso, valente, êle surgiu na minha terra, vindo do sertão adusto, creio que das bandas da Serra Grande ou da Meruoca, por volta de 1910" (p.76). Cipriano era o que chamamos hoje de pistoleiro, sempre a serviço de algum coronel. O autor dá a entender de que ele veio para Camocim fazer algum despacho para o outro mundo. De tanto fazer arruaça era marcado  pela polícia. 

Outra pessoa muito citada em crônicas do livro é o comerciante Chico Ricardo, que não chega a ganhar um texto específico, mas, aparece em várias passagens das histórias narradas, quase sempre se referindo ao autor comprando bananas "que o Chico Ricardo vendia dez por um vintém, a fim de não perdê-las todas". (p.35). Em postagens posteriores, traremos outros tipos mostrados por Souza Lima. 




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