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Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

RAIMUNDO CELA EM CAMOCIM - PARTE I

Fonte: www.youtube.com
Após falarmos um pouco sobre a arte de Raimundo Cela, vamos nos deter um pouco sobre as estadas e moradas do artista plástico em Camocim, tendo como referência bibliográfica a mesma obra das postagens anteriores. Como já se disse, chegando em Camocim com quatro anos de idade (1894), Raimundo Cela teve em nossa cidade o contato com as primeiras letras tendo como professora a própria mãe, Maria Carolina Brandão Cela. Infância e começo da adolescência, Raimundo Cela usufruiu das amenidades climáticas que Camocim proporcionava. Como nos diz Estrigas, seu biógrafo: 

"O horizonte abria-se até a linha onde o oceano se confundia com o céu. As praias bonitas, os barcos insinuando viagens longínquas, sonhos, desejos e o porto tentando com o seu movimento na chegada e saída de barcos. O horizonte abria-se para tudo. O caminho se fazia, se mostrava por todos os lados. Camocim aconteceu na sua vida".

Foi, portanto, em Camocim, que o menino Raimundo se "entendeu" no mundo. Aos dezesseis anos (1906) o jovem dá seu primeiro salto e vai morar em Fortaleza. Não se tem muitos registros de sua passagem pela capital, mas, ao completar o curso no Liceu (1910), aos vinte anos viaja para o Rio de Janeiro para cursar a Escola Nacional de Belas Artes para dar vazão à sua vocação artística, além de engenharia, para se tornar apto a gerir os negócios da família.  No Rio de Janeiro, se destaca como aluno dos dois cursos superiores e em 1917, ganha um prêmio para cursar artes na França com o trabalho O último diálogo de Sócrates, que só o fará em 1920, por conta da Primeira Guerra Mundial. Como diz seu biógrafo: "No rumo certo. no tempo certo, o cearense Raimundo Brandão Cela, filho de Sobral, adotado por Camocim, partia para o 'coração do mundo' em sua primeira experiência internacional".

Em sua estada na Europa, quando estava em sua melhor forma artística, com bom desempenho no curso de gravura, "a ponto de ser chamado de mestre", problemas de saúde abreviaram a estada de Raimundo Cela na Europa e seu reconhecimento internacional, "pouco antes de completar três anos na Europa, a voltar para o Brasil, ao Ceará, a Camocim".

Na próxima postagem enfocaremos a segunda estada do artista em nossa cidade.

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