quarta-feira, 25 de setembro de 2019

O ATELIÊ DE RAIMUNDO CELA EM CAMOCIM. (IX SC 2019. 12)

Casa que abrigou o ateliê de Raimundo Cela. Rua General Tibúrcio. Camocim-CE. 2019. Foto: arquivo do blog.


Quem passa pela Rua General Tibúrcio, entre as ruas Santos Dumont e 24 de Maio, mal sabe que aqueles casarões já abrigaram a casa e o ateliê do renomado artista plástico cearense Raimundo Cela. Nascido em Sobral em 19 de julho de 1890, já aos quatro anos, a família se transferiu para Camocim, por causa da profissão do pai, o espanhol José Maria Cela Mosquera, ele era mecânico e veio trabalhar na estrada de ferro. A mãe era professora sobralense Maria Carolina Brandão Cela, que garantiu o ensinamento das primeiras letras ao futuro artista.
Segundo estudiosos da vida e obra de Raimundo Cela, a transferência da família foi duplamente benéfica para todos: "No novo meio, Camocim, no qual Cela passou a viver, no aspecto climático, físico e humano, ambiente onde Cela completaria sua infância e adolescência, diferente do anterior, deve ter tocado a sensibilidade, aberta à vida, de Raimundo Brandão Cela. Em Sobral, o calor era agressivo, o horizonte geologicamente fechado. Em Camocim, o clima ameno e suavizado pela brisa e perfume marinho. [...] As praias bonitas com seus recantos e ilhas, os barcos insinuando viagens longínquas, sonhos, desejos e o porto tentando com seu movimento de chegada e saída dos barcos. O horizonte abria-se pra tudo. O caminho se fazia. se mostrava para todos os lados. Camocim aconteceu na sua vida". (FIRMEZA, Nilo de Brito. (Estrigas). Raimundo Cela. A arte e o tempo. In: Raimundo Cela. 1890-1954. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 2004, p. 16-7).

Praia de Camocim. 1933. Raimundo Cela


Raimundo Cela sai de Camocim para estudar em Fortaleza e, posteriormente, Rio de Janeiro, onde se torna engenheiro geográfico. De lá vai para a Europa em 1920 para aprimorar seus dotes artísticos na França e Espanha. Com problemas de saúde retorna ao Brasil em 1922 e o local mais aprazível para cuidar da sua saúde foi Camocim:
"Preferiu ir para Camocim onde tinha a família perto. Lá, Cela, com a qualificação de engenheiro, assumiu a direção da usina que gerava energia elétrica para a cidade". (Idem, p-28).
A tal usina era a Companhia de Força e Luz de Camocim - CFLC, que fica na esquina da rua General Tibúrcio com 24 de Maio. Afora os trabalhos da usina, Raimundo Cela dedicou-se à sua obra em seu ateliê que ficava atrás dela. Fora dos meios artísticos, pensaram até que ele tinha morrido. Foi redescoberto por Otacílio de Azevedo que esteve em Camocim em 1933 e se maravilhou com o resultado de dez anos de atividade do pintor em Camocim.
Casou-se em Camocim em 1934 aos 44 anos, com a amazonense Eunice Medeiros, de 21. Mudou-se novamente para Fortaleza em 1938 com a família. Em 1945 muda-se novamente para o Rio de Janeiro onde veio a falecer em 1954.
Portanto, quando você estiver comendo espetinhos no Aurélio, saiba que naquele local, este grande nome das artes no Brasil, ali viveu na sua infância e adolescência, com certeza brincou naquele quintal, cresceu e pintou boa parte de sua obra.

Fonte:FIRMEZA, Nilo de Brito. (Estrigas). Raimundo Cela. A arte e o tempo. In: Raimundo Cela. 1890-1954. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 2004




sábado, 21 de setembro de 2019

AS ÁRVORES DE CAMOCIM. MONGUBEIRAS. (IX SC 2019. 11)

A monguba é uma bela árvore tropical, de caule frondoso e copa arredondada, capaz de alcançar 18 metros de altura. Nas florestas tropicais podemos encontrá-la em ambientes brejosos, ou à margem de rios e lagos, o nome científico “aquatica” provém desta característica. Apresenta folhas grandes e palmadas, dividas em 6 a 9 folíolos verdes e brilhantes. As flores são muito bonitas e perfumadas, com longos estames de extremidade rosada e base amarela. Os frutos grandes e compridos, semelhantes ao cacau, contém paina sedosa e branca que envolve as sementes. As sementes da monguba podem ser consumidas torradas, fritas ou assadas, e até trituradas como um sucedâneo do café ou chocolate, e diz-se que são muito saborosas.
Mongubeira na Rua Humaitá. Camocim- CE. Fonte: google maps. 2012.
Afora uma castanholeira centenária que existia no pátio das oficinas da Estrada de Ferro, creio que as mongubeiras em Camocim foram as primeiras espécies a serem plantadas na zona urbana de Camocim. Existiam várias, mas o tempo e o homem quase acabaram com elas. Tenho a impressão que elas demarcavam pontos do perímetro urbano face às suas localizações no traçado antigo da cidade. Atualmente, restam alguns exemplares desta árvore frondosa, da família das malváceas, localizados na Rua da Independência, ao lado do Mercado Público; na Rua José de Alencar, próximo à Caixa Econômica Federal; no lado oeste da Igreja Matriz resta uma e outra na Rua Humaitá, próximo ao Bar do Grijalba. 
Esta tem uma história singular. Localizada defronte de uma residência, o dono da casa um dia achou por bem sacrificar a velha árvore. Mandou fazer uma poda rigorosíssima, deixando praticante o tronco, sem folhas. Não se dando por satisfeito, pois notara que a árvore reagia colocando alguns brotos de fora, tratou de atear fogo na base de uma fenda existente no tronco. Vendo a "arrumação" do sujeito, a turma que estava bebendo no Bar do Grijalba correu lá e impediu o desastre total, entre ameaças ao incendiário, inclusive acionar o IBAMA. Apagaram o fogo e hoje ela ainda resiste como símbolo da persistência, enverdecendo e fazendo sua função de purificar o ar naquela rua.
Falando um pouco mais sobre as monguberias: "As mongubas são árvores de excelente efeito decorativo, amplamente utilizadas na arborização urbana e rural. As plantas jovens envasadas são excelentes para ambientes internos bem iluminados. Os países asiáticos são importantes produtores e exportadores da planta nesta forma. Ela é disposta nos ambientes de acordo com o feng shui e a ela é atribuída reputação de atrair dinheiro e prosperidade. É conhecida como money tree ou árvore-do-dinheiro. Geralmente são vendidas plantas com três ou mais caules trançados para que formem apenas um tronco de aspecto decorativo".

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

MARIA DA PENHA É CIDADÃ DE CAMOCIM. (IX SC 2019. 10)

Sra. Maria da Penha Maia Fernandes, símbolo da "Lei Maria da Penha" recebendo livros de história de Camocim de nossa autoria das mãos da Prefeita Municipal Mônica Aguiar. Fonte: PMC.


Realizou-se ontem na Escola Profissionalizante de Camocim, solenidade bastante concorrida com a presença da Sra. Maria da Penha Maia Fernandes, símbolo da Lei Maria da Penha, que relatou a todos sua história de vida que emocionou a todos, cuja luta inspirou a elaboração da lei contra a violência doméstica. Na ocasião, ela recebeu o título de Cidadã Camocinense, fruto de projeto de autoria do vereador Kléber Trévia Veras. Ainda na oportunidade, o cordelista Tião Simpatia recitou para a plateia o cordel "Lei Maria da Penha". Várias autoridades dos poderes executivo, legislativo e judiciário usaram da palavra para homenagear a palestrante.
A vinda da Sra. Maria da Penha deveu-se a um esforço de organização do blog Camocim Online e sua rede de parceiros. Ao final, para a nova cidadã camocinense foi ofertado dois livros de nossa autoria, "Historiando Camocim" (nosso livro didático) e "Entre o Porto e a Estação", para que a mesma conheça um pouco mais da história de nossa terra.



quarta-feira, 18 de setembro de 2019

A BANDA LYRA DE CAMOCIM. (IX SC 2019. 09)

Alguns integrantes da Banda Lira de Camocim. 2001. Fonte: Revista Seleções.


Uma das instituições centenárias de Camocim é a Banda de Música Municipal que hoje tem o sugestivo nome de Banda Lyra Camocinense, hoje regida pelo músico João Miguel Arcanjo (Maestro Miguel). Segundo alguns documentos, antes de 1920 houve uma banda chamada Harmonia Camocinense que teve seus instrumentos vendidos para o Círculo Católico de Sobral, como informa o fundador da Lyra Camocinense, o maestro Luís de Moraes. Num resumo de sua vida em Camocim, publicado em 1925, o referido maestro escreve:
"Achando-se Camocim sem uma banda de música resolvi ensinar meninos, o que comecei a por em pratica no mez de abril de 1920. No dia 7 de agosto daquele mesmo anno consegui inaugurar uma nova banda de musica sob denominação de LYRA CAMOCINENSE com o numero de 13 musicos, sendo 2 antigos e 11 novos, ensinados por mim, a custo de muito sacrifício".
Neste registro, informa-se ainda que a LYRA CAMOCINENSE tocou na festa em homenagem à Pinto Martins em 1922, quando o mesmo passou por Camocim durante o voo pioneiro New York-Rio de Janeiro.
Dentre tantas formações, destacamos hoje o septeto de sopro da Banda Lyra Camocinense captado pelo fotógrafo da famosa Revista Seleções Bruno Veiga no ano de 2001
Destaque-se em primeiro plano, o Sr. Antônio Pereira da Silva, o nosso Mestre Cazumbi e sua tuba, amante da música e do futebol. Mestre Cazumbi nos deixou em 15 de setembro de 2014, completando cinco anos de ausência física entre nós. Quem são os outros músicos? Segundo o Maestro Miguel que na época da foto já era o regente da banda são Dácio Filho, Antônio de Souza, Francisco das CHagas (Chaguinha), Everson Abreu, Everaldo e Franscisco ds Chagas (Bolinha).
Que no ano do centenário da Banda Lyra Camocinense que ocorrerá no próximo ano, o velho maestro seja lembrado.

Fonte: MORAES, Luís. Resumo histórico da vida de Luís de Moraes desde sua chegada a cidade de Camocim. 1907-1924. Typ. Correio da Semana. Sobral-CE. 1925, p. 7.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

SESI CAMOCIM. UM ESPAÇO DE LAZER E SOCIABILIDADE. (IX SC 2019. 08).


Quadra de Esportes do SESI. Camocim-CE. 1981. Fonte: camocim online.
Se ainda estivesse de pé, o Serviço Social da Indústria - SESI. Agência de Camocim, teria completado 49 anos de existência no último dia 10 de setembro. Como sabemos, no ano de 2010 a agência e a sede social do SESI foram a leilão, posto que já haviam sido fechadas há alguns anos atrás, deixando a população camocinense órfã dos serviços que prestava na área social, educacional e cultural.
O auge das atividades do SESI em Camocim deu-se quando da presença do setor pesqueiro em nosso município com firmas especializadas na pesca da lagosta, principalmente. Crianças, jovens e adultos tiveram no SESI um espaço de formação escolar, esportiva e cultural dentro dos vários programas e eventos que todos lembram de bom grado.
Infelizmente, a falta de visão dos detentores do poder político e econômico não souberam dar àquele espaço um destino digno da sua história.Hoje é um lugar que não serve para outra coisa, senão, a especulação imobiliária.
Para fazer jus à história, em 10 de setembro de 1970 foi sancionada a Lei Municipal Nº 283 pelo Prefeito Municipal de Camocim, Setembrino Fontenele Véras, que autorizou a fazer a doação ao Serviço Social da Indústria (SESI), Departamento Regional do Ceará, um terreno para a construção de uma Praça de Esportes e outras edificações, no prazo de um ano, situado entre as ruas Humaitá e Paissandu.

Fonte: Câmara Municipal de Camocim


sexta-feira, 13 de setembro de 2019

JK EM CAMOCIM. (IX SC 2019. 07).




Juscelino Kubitschek e João Goulart em campanha. Camocim. 1955. Fonte: Acervo Elda Aguiar.

Ontem foi aniversário de nascimento de Juscelino Kubitschek, o famoso JK, conhecido também como "Presidente Bossa Nova" e que construiu Brasília. JK em suas andanças pelo Brasil à época da campanha presidencial esteve em Camocim com o candidato à vice-presidente, João Goulart. Antes de adentrarmos neste assunto, um pouco da biografia de JK: 

Nascido em 12 de setembro de 1902, Juscelino Kubitschek era filho de um caixeiro-viajante, João César de Oliveira e de uma professora, Júlia Kubitschek. Foi seminarista e telegrafista. Formou-se médico pela Universidade Federal de Belo Horizonte. De volta à Minas Gerais, casou-se com Sara Lemos em 1931. Foi nomeado capitão-médico da polícia mineira, chefiando o hospital de sangue de Passa Quatro, onde se destaca como cirurgião durante a revolução 1932.
Iniciou sua vida política em 1934, como chefe de gabinete de Benedito Valadares que, na época, era interventor federal em Minas Gerais. Elegeu-se deputado federal no mesmo ano, mas perdeu o mandato com o Estado Novo de Getúlio Vargas. Entre 1940 e 1945 foi prefeito de Belo Horizonte. Em 1946 foi eleito deputado federal e governador de Minas Gerais em 1950. Cinco anos depois se tornou presidente da República pelo voto direto.
Com um Plano de Metas que continha 31 objetivos, promoveu uma época de desenvolvimento. Construiu as usinas de Três Marias e Furnas. Construiu diversas rodovias para a integração do interior ao litoral como a ligação entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte; além da Belém-Brasília, Belo Horizonte-Brasília e a Brasília-Acre.
Sua prioridade, entretanto, era a construção de Brasília e a transferência da capital do país para o interior, inaugurando-a  em 21 de abril de 1960. Foi cassado pelo governo militar e teve seus direitos políticos suspensos por dez anos. Viveu seu exílio nos Estados Unidos e na França. Ao voltar ao Brasil com a anistia, dedicou-se a escrever e em 1975 tornou-se membro da Academia Mineira de Letras.
Em 22 de agosto de 1976, Juscelino Kubitschek morreu em acidente automobilístico perto da cidade de Resende, no Rio de Janeiro, quando viajava para São Paulo.

JK em Camocim. Agosto de 1955. Fonte: Arquivo Elda Aguiar.

A passagem de JK e João Goulart em Camocim deu-se em 3 de agosto de 1955. Na época foi feito o registro dessa passagem no 2º Livro de Tombo da Paróquia de Bom Jesus dos Navegantes. Vejamos o teor:

3 de Agosto

            Ás 9 horas da manhã do dia 3 de Agosto chegou a esta cidade em avião de sua propriedade o Sr. Juscelino Kubitschek a título de propaganda de sua candidatura a Presidente da República. Era seguido de uma luzida comitiva, constituída de homens de maior projeção no paiz, o Sr. João Goulart, candidato a Vice-Presidente da República, o Sr. Parsifal Barroso, senador pelo Ceará e os deputados federaes: Sr. Francisco Menezes Pimentel, o Sr. José Martins Rodrigues e Sr. Carlos Jereissati. Após um concorrido comício na Praça da Estação, onde ou ouvintes ficaram empolgados pela palavra fluente e fácil do Sr. Juscelino e Sr. João Goulart e de demais oradores, efetuou-se em casa do Prefeito local, Murilo Aguiar um animado lanche, assediado por um avultado número de pessoas. Em seguida, depois das saudações de estilo, o Sr. Juscelino e caravana partiram para Viçosa, onde o aguardavam grandes festejos.

O incentivo de JK à indústria automobilística acabou por desmontar tempos depois a malha ferroviária brasileira e desativar ramais ferroviários como o de Camocim no período ditatorial de 1964-1985.


Fonte: 2º Livro de Tombo da Paróquia de Bom Jesus dos Navegantes.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

CAMOCIM E SEU POTE DE HISTÓRIAS. (IX SC 2019. 06)

Capa do Livro Camocim É Um Pote de Histórias. Edições UVA. 2018. Fonte: arquivo do blog.

Para quem não sabe, um grupo de professores de Camocim estão cursando a Licenciatura de HISTÓRIA do Programa PARFOR do Governo Federal, ofertado pela UVA em parceria com a Prefeitura Municipal de Camocim. Pois bem, estes professores/alunos já estão no último semestre do curso. Apesar de todas as dificuldades, esta turma tem o que mostrar à comunidade acadêmica e à sociedade camocinense. Não apenas o conhecimento adquirido no cotidiano escolar das disciplinas e das atividades extracurriculares. A turma de História/PARFOR/UVA/CAMOCIM apresentará um produto fruto do seu amadurecimento intelectual - UM LIVRO. Portanto, sexta-feira, 13 de setembro de 2019, estaremos lançando a obra "Praticas Pedagógicas Inovadoras. PARFOR/UVA. CAMOCIM É UM POTE DE HISTÓRIAS", a partir das 19h, no Memorial do Legislativo Camocinense. Na oportunidade 19 escolas do município estarão recebendo a obra da mão dos professores/alunos/autores.
A obra referida foi organizada pelos professores Carlos Augusto P. dos Santos e Raimundo Nonato Rodrigues de Souza e publicada pela Edições UVA no ano de 2018.
O livro é fruto de textos anteriormente publicados no blog Camocim Pote de Histórias, referente ao município de Camocim. A segunda parte, consta de textos de alunos do Curso de Especialização em História do Ceará, da UVA, analisando os textos  publicados no blog, realizando uma interessante troca de saberes entre os estudantes dos dois cursos.

OS 07 DE SETEMBRO DE OUTRORA EM CAMOCIM. (IX SC 2019. 05)

Palanque Oficial de 07 de Setembro. Camocim-CE. Final da década de 1970. Fonte: Capitania dos Portos. Agência de Camocim.


Palanque, autoridades, palhas de coqueiro. Esta foto, provavelmente de uma solenidade de comemoração de 07 de setembro na década de 1970, reúne autoridades civis e militares. Da esquerda para direita em primeiro plano temos: Cel. Alfredo Othon Coelho, líder político por décadas da UDN, PFL, enfim, do grupo político em Camocim alcunhado de "Fundo Mole", arqui-inimigos da Família Aguiar, os chamados "Cara Pretas"; depois, uma figura conhecidíssima de todos camocinenses, Arnaldo Magalhães Carvalho, conhecido como "Arnaldão" ou "Nanau" para os íntimos, parecendo fazer o mestre de cerimônias no evento. Arnaldo, durante muitos anos foi massagista oficial da Seleção Camocinense de Futebol e, posteriormente, de Futsal, além de ser funcionário público. No centro, o representante da Marinha do Brasil, provavelmente o Capitão dos Portos. Ao seu lado, Edilson Veras Coelho, filho de Alfredo Othon Coelho e prefeito de Camocim entre 1977 a 1982 e, finalmente, Antonio Mingueira Braga, tenente da Polícia Militar e na época, vereador, sendo Presidente da Câmara Municipal de Camocim nesta gestão, entre os anos de 1977 a 1979. 
Nesta época, ressalte-se, o palanque parece que era mesmo destinado somente às autoridades.