O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

MERCADO PÚBLICO DE CAMOCIM - O CASO DAS PLACAS


Mercado Público de Camocim em reformas

Como se não bastasse a lentidão atual da reforma do Mercado Público de Camocim, provocando um verdadeiro caos à consumidores e comerciantes, ontem tive o desprazer de constatar um crime com relação à história deste equipamento público, construído na gestão do Interventor Gentil Barreira (1930-1934) e reformado, após um incêndio na administração do então Prefeito Setembrino Veras (1951-1954). Trata-se das placas que referenciavam estes fatos, que antigamente ficavam fixadas nas colunas que davam para o "mercado da carne", que com a reforma desapareceram do lugar, substituídas por lajotas frias e implacáveis, denunciando a falta de sensibilidade e conhecimento da história da cidade. Não podemos culpar pedreiros desavisados na execução de suas tarefas, mas, os idealizadores da obra, insensíveis ao registro histórico. Esse pequeno e grande detalhe, contudo, expressa um fenômeno negativo entre nós, que encara o passado como coisa velha, que atinge a muitos, inclusive gestores, fazendo com que suas ânsias de se perpetuarem, contraditoriamente, na própria história, apagam os vestígios daqueles outros que também assim pensaram. Alguém duvida que ao fim da dita reforma aparecerá uma placa? Doutra forma, a prática de se destruir placas, prédios, monumentos é quase uma tradição nefasta que grassa entre nós, relegando para o esquecimento a história das pessoas. Ora, isso vai de encontro ao que inicialmente intentava o Secretário de Desenvolvimento Sustentável, Francisco Barroso (Titico) em querer recuperar a história do cotidiano do mercado através das trajetórias de comerciantes, funcionários, dentre outros, há alguns anos atrás. Para isso entregamos ao mesmo um pequeno projeto utilizando os portões para este objetivo com o título "Mercado de Memórias" e nos colocando à disposição para ajudar nessa recuperação. Não sei se esse projeto aparacerá ao final da reforma, espero que sim, mas, o fato aqui relatado depõe contra essa ideia. Espero estar errado...

Foto: coisasdayla.blogspot.com




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