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Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

sábado, 23 de janeiro de 2016

CAMOCIM NA ROTA DOS RAIDS AÉREOS. O CASO DO AVIADOR ESPANHOL JUAN POMBO


Detalhe do desastre aéreo de Juan Pombo em Camocim. 1935.

Camocim não é apenas o berço do aviador Pinto Martins. No tempo em que a aviação era para os aventureiros, a cidade era um ponto de abastecimento de pequenas e médias aeronaves e roteiro dos grandes raids-aéreos de então. Os camocinenses das primeiras décadas do século XX presenciaram a passagem de vários aviadores e seus aviões, assim como de alguns desastres, como o que aconteceu com um dos pioneiros da aviação espanhola Juan Ignacio Pombo que àquela época fazia o raid Espanha-México. 
No plano inicial de voo, na época considerado ousado, o piloto espanhol "começou sua incrível incursão Santander-México, servindo o seguinte calendário:Santander voou para Burgos, Madrid, Sevilha, Agadir, Ifni, Cabo Juby, Villa Cisneros, Port-Etienne, Saint Louis (Senegal) e Bathurst (British Gâmbia). A 20 de maio de 1935, em 0:18 h Pombo decolou em seu avião "Santander" Bathurst (Gâmbia britânico) através do Atlântico para Natal (Brasil), em 18 horas e 15 minutos, 696 litros de gasolina e peso de 1,500 kg. Ele chegou em Natal para 18:05 horas, com 17 litros, tendo viajado 3,160 km, com a maior distância por uma aeronave leve sobre o mar.
Em seguida, Juan Ignacio Pombo parou em Belém do Pará (Brasil) e teve que fazer um pouso de emergência no aeroporto de Camocim, Ceará (Brasil) para perder tubo de gasolina e motor de passo. Após correção, ele tentou decolar, mas uma roda de engrenagem de pouso da aeronave entrou em colapso e derrubou praticamente sendo destruído. Pombo sofreu pequenas escoriações nas pernas. Foi fornecido com o material que permitiu a roda necessária para reconstruir o avião, doado pela British Klemm. Totalmente dispostos a aeronave, Pombo começou sua viagem para Paramaribo (Guiana Inglesa), Port of Spain (Trinidad) e Maracay (Venezuela). [...] continuou sua turnê com uma escala em San Salvador, Guatemala, Veracruz, Acapulco, Balbuena e, finalmente, cumprir o desembarque na Cidade do México em 16 de setembro de 1935. Ele tinha viajado 15,970 km em 76 horas e 5 minutos de vôo. Ele tornou-se o primeiro aviador espanhol na história que se juntou ao ar dois países. A colônia espanhola no México e do próprio governo mexicano receberam e o trataram como um herói. O avião "Santander" foi doado para a Cidade do México.


Em 2015 foi comemorado os 80 anos da façanha do aviador espanhol. Na época, a Revista da Semana publicou a foto do desastre que reproduzimos acima. Detalhe para a mata que margeava nosso então Campo de Pouso.





Fonte: Revista da Semana. Rio de Janeiro, 15 de junho de 1935. p.10.
Fonte: cuandovenezuelaestababiengobernada.blogspot.com.br

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