O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

OS CARNAVAIS DE OUTRORA EM CAMOCIM - PARTE II

Carnaval de Camocim. 1929. Fonte: O Malho. RJ.


Carnaval não é somente a folia liberada e supostamente democrática. A festa carnavalesca também é uma prática social da divisão de classes. Rememorando os antigos carnavais de Camocim, nosso amigo Euclides Negreiros nos diz que no centro da cidade e somente nele “[...] tinha os corsos, carro aberto, sentado em cima da capota, passava pelas calçadas jogando serpentinas e confetes, mas só no centro,[...] onde morava o pessoal da sociedade, aí no centro, os ricos e hoje trafegam todo mundo... era tudo dividido”.
  
Já na periferia "a rua ficava repleta de papangus, em frente ao depósito de cachaça do ‘seu’ Sebastião. Mas, eram apenas papangus, alegres e esmolambados em suas fantasias baratas do carnaval irreverente do povão." 

Independente do local, festa é que não faltava e parece não faltar ainda. Na foto acima, um flash de uma espécie de carro alegórico com moças e rapazes em trajes mominos posando para um fotógrafo à beira mar com os mangues e a Ilha do Amor ao fundo.

Fontes: Revista O Malho,Rio de Janeiro, ed.1399, p.72. 
Sr.Euclides Negreiros, aposentado da Marinha do Brasil, 90 anos, 2007. Camocim-CE. Entrevista dada ao autor.
 TRÉVIA, José Maria S. Uma janela para o passado. Contos. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora Ltda. 2007, p.12.

Um comentário:

  1. Dos carnavais do saudosismo só resta a história ainda preservada por um blog como este. Atualmente, embora a sociedade mais abastada não se misture com a ralé, as divisões de classes estão por conta dos que podem e dos que não podem brincar. E por falar em 'folia democrática', o espaço mais democrático que já presenciei é exatamente na Pracinha do Amor de Camocim no Carnaval do Mela-mela. Pois lá vemos todo mundo melando todo mundo, sem distinção, numa folia só. Depois de sujo de goma, maizena ou espuma não se distingue o gari do juiz nem do empresário ou de um religioso que por ventura esteja por lá.

    ResponderExcluir