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Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

segunda-feira, 20 de março de 2017

OS LENÇÓIS CAMOCINENSES. GEOGRAFIA E HISTÓRIA

Lençóis Camocinenses.  2016. Foto: Banco de Dados. SETUR.CE.
Aspecto dos Lençóis Maranhenses. Fonte: IBGE.
Atlas Geográfico das Zonas Costeiras e Oceânicas do Brasil.Rio de Janeiro. 2011.


Observemos as fotos acima. Existem semelhanças? Fisiogeograficamente são dunas que avançam na vegetação costeira. A foto no plano superior é do nosso litoral de Camocim. A de cima deste texto é um trecho dos internacionalmente conhecidos "Lençóis Maranhenses". A pergunta que fica é por que não se explora devidamente este conjunto de dunas do lado de cá e do lado de lá do Rio Coreaú como os "Lençóis Camocinenses". A "Ilha do Amor" que, geograficamente nem ilha é se consolidou como tal e, por que não se começa uma campanha para o desenvolvimento turístico do maior do litoral do Ceará como a marca "Lencóis Camocinenses"? Ou existe alguma restrição por participarmos da famosa "Rota das Emoções" no sentido de não se concorrer com os Lençóis Maranhenses? Enquanto isso, Jericoacoara abocanha Tatajuba, Laguinho da Torta, Lago Grande nos seus pacotes turísticos como se dela fosse. 
Não advogamos o batismo de nada, como alguém que olha para uma paisagem e a denomina. Se quiserem uma justificativa histórica, o historiador Carlos Pereira Studart em sua "Contribuição para a Ethnologia Brasileira. As Tribus Indígenas do Ceará" ao falar da localização dos Tremembés entre o Maranhão e Ceará, falava genericamente desta região como "praias de Lençóes", (Revista do Instituto do Ceará, 1926:46).
Portanto, do lado de cá ou de lá, temos os nossos "lençóis" também, com lagoas e paredões de dunas e vegetação característica que enchem os olhos dos pobre mortais.

Fonte: 


STUDART, Carlos Pereira Studart, Contribuição para a Ethnologia Brasileira. As Tribus Indígenas do Ceará. Revista do Instituto do Ceará, 1926.














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