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Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

domingo, 7 de setembro de 2014

IV SC 02 - OS DESFILES DE 7 DE SETEMBRO EM CAMOCIM

Instituto São José. Desfile de 7 de setembro. Rua 24 de Maio. Sentido norte-sul.Entre as ruas da Independencia e Alcindo Rocha. Arquivo: ISJ.

Um professor pergunta-me sobre o sentido dos desfiles de 07 de setembro na atualidade, talvez pensando que no dia seguinte terá que passar toda a manhã sob um sol escaldante representando sua escola e cuidando de um pelotão de alunos ou mesmo do sentido de comemorar a independência do Brasil. Respondo-lhe que o culto às datas nacionais faz parte de uma tradição de toda nação, embora que, de acordo com a construção do processo histórico, elas vão perdendo e adquirindo novos sentidos. Da mesma forma, perguntei para o professor qual seria a repercussão de não se fazer um desfile de 07 de setembro. Com efeito, não se vai mais às ruas no dia da Independência do Brasil com o mesmo sentimento de outrora. Muito potencializada no governo ditatorial dos militares pós-64, a data tinha uma outra significância durante o período. Até os desfiles escolares eram à feição da disciplina militar. Hoje, vejo mais como uma apresentação das escolas com um tema gerador, diria mesmo um enredo, e seus projetos pedagógicos. Os significados simbólicos que remetem à data da nossa independência ficam em segundo plano. Nos anos 1970, quando eu desfilava, a Parada de 07 de setembro era um "acontecimento" na cidade. Desde cedo, os Sonoros Pinto Martins enchia a cidade com seu som a toda potência com hinos e marchas militares. Em cada escola, a concentração dos alunos e os últimos detalhes eram checados, afinal, apresentar-se bem poderia trazer para a escola o título de campeã do desfile. As rivalidades, por outro lado, faziam com que os alunos se compenetrassem na marcha, batendo forte o pé direito no calçamento quente no ritmo dos tambores. Mesmo sendo uma escola pública, o João Ramos rivalizava com a escola particular do Instituto São José e quase sempre perdia. No quesito elegância, o SESI era rival do CSU, ao desfilarem o colorido de suas agremiações representadas por times de futebol do estado e do país. Quadros vivos da nossa história iam às ruas em carros alegóricos. Quase sempre tinha um D. Pedro I num cavalo ou uma Princesa Isabel rodeada de escravos. Era assim os desfiles de outrora. O que não muda é a batida dos tambores que puxam os desfiles. Mas, se você quiser conferir os novos sentidos, saia de casa e observe. Para mim, qualquer que seja a motivação do presente, estou lá para ver e interpretar, além do que, de vez em quando aparece uma surpresa nos desfiles que escapam à organização, ou mesmo à ordem, palavra muito forte que frequentou os desfiles do passado.


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