O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

CAMOCIM NAS PÁGINAS DOS ANUÁRIOS

Matriz de Bom Jesus dos Navegantes. Camocim. 1953.
Se existe uma fonte que gosto de recorrer para pesquisar a história de Camocim são os anuários. O significado deste tipo de publicação é um registro de informações sobre os mais variados aspectos que envolvem uma comunidade como as ciências, artes, literaturas, profissões, economia, história, etc. Os anuários, notadamente no século XX eram publicações ansiosamente esperadas, posto que atualizava a população sobre o crescimento de sua cidade. Além de recuperar momentos históricos através das narrativas, quadros, tabelas e publicidade, as fotos evolução urbana das cidades. Na foto acima, percebe-se duas árvores (provavelmente mangubeiras) do lado oeste da Matriz de Bom Jesus dos Navegantes. Sabemos que
Praça Sete de Setembro. Camocim. 1953.
existem outras do lado oeste, mas, estas, só são possíveis de ser visualizadas a partir dessa foto. Ao lado, têm-se a vista da primeira praça  construída em Camocim - Praça Sete de Setembro, conhecida popularmente como Praça do Quadro, hoje, oficialmente denominada de Praça Francisco Fontenele Frota (Chico Panair). No texto do Anuário do Ceará 1953-1954, do qual estamos recuperando estas fotos, é interessante o conjunto de narrativas sobre a cidade:

1. "A cidade de Camocim nasceu com a vocação de ser a mais rica do Ceará, visto como a natureza dotou-a do mais franco e notável pôrto existente no litoral do nosso Estado" (p.59).

Rua Engenheiro Privat. Camocim.1953.
2. "Terra dantes e até então habitada por grande número de indígenas, Camocim passou a ser pequena aldeia, com casaria singela, de chão de barro batido, coberta de palhas, com paredame de tapume e habitada por gentes simples, com civilização e costumes praieiros". (p.60).

3. Murilo Aguiar, Alfredo Coelho, e outros chefes políticos, estão de fogos acêsos, defendendo os interesses da terra. 
E voltando as suas vistas para o passado, os filhos de Camocim se inspiram, hoje, no patriotismo dos seus mais ilustres rebentos, dentre os quais, Euclides Pinto Martins, herói nacional; dr. Raimundo Cela, pintor de fama continental [...] (p.61).

Detalhe da Casa de Pinto Marins
e Estação Ferroviária. Camocim.
1953,
Na época da edição deste anuário o prefeito era o "estimado Setembrino Fontenele Veras, rapaz culto, embora que modesto" e o texto faz algumas referências a sua gestão, concluindo que a "cidade progride a olhos vistos, com novos melhoramentos, como pavimentação de suas ruas, construções de avenidas, matadouro moderno e outras iniciativas de interesse coletivo. (p.61). Mesmo sendo uma escrita de intensa louvação é sempre bom sabermos como a cidade era mostrada pelos escritos de antigamente, além do que, as fotos impressas amareladas, com detalhes quase imperceptíveis, é sempre uma volta ao passado.

Fonte: Anuário do Ceará. 1953-1954. 
Disponível em:https://archive.org/stream/anuario19531954ce1#page/60/mode/2up/search/Camocim


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