O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O CONTRABANDO EM CAMOCIM - PARTE 3

Nas postagens anteriores nos referimos à constituição de uma CPI contra o Contrabando do Café e Cera de Carnaúba no Ceará em 1959, assim como o pedido de prisão do contrabandista "Milton Cachorrinho" em 1964. Leitor do blog pede que fôssemos mais fundo na questão e procurasse mostrar o envolvimento de políticos com a prática ilícita do contrabando. Ele queria nomes, mas, a prudência me faz pautar pelo que disponho de prova factual, no caso a imprensa, que, por seus motivos não faz alusão aos nomes dos envolvidos, apenas supondo, visto que o caso estava em investigação na esfera policial. Na postagem de hoje, o ano é 1963 e refere-se a uma pequena apreensão de caixas de uísque escocês na Praia de Mundaú, litoral oeste.
 Contudo, a matéria sugere outras nuances do caso, como a denúncia do jornalista Roberto Antunes que diz que o contrabando "envolve o Legislativo e elementos da própria Polícia, que estariam compactuando com os contrabandistas". O Governador da época Virgílio Távora pede rigor na apuração da denúncia do jornalista e a Assembleia Legislativa  cria uma comissão de deputados para  se dirigir a Camocim, Chaval, Granja e Acaraú "para fazer investigações sobre a participação dos deputados" A matéria traz ainda a posição do Capitão dos Portos do Ceará, que cobra uma maior participação da Capitania local no combate ao tráfico de mercadorias. A matéria acima fecha de forma lacônica: "Vai o café, volta a jóia, o uísque, a sandália japonesa, o perfume, os tecidos finos, aparelhos domésticos e até automóveis - em saquinhos com a rubrica do IBC (Cofee of Brazil)". Na próxima postagem traremos a repercussão do contraando em textos literários de renomados autores do Brasil.

Fonte: Jornal "O Povo". Fortaleza-CE. 25 de julho de 1963, p.2. Biblioteca Pública Menezes Pimentel.

Um comentário:

  1. Os políticos da época todos eram , segundo a voz do povo protagonistas do contra bando de café , eles tinham influência na cidade , controlavam boa parte das repartições públicas e tudo corria bem para eles , até que chegou um coletor abusado e corajoso que resolveu enfrentá-los. Sei o nome do Coletor , é meu amigo pessoal e ainda é vivo , mas não quero citar o nome.
    A coisa funcionava lá , assim , chegava e saía mercadoria contrabandeada , quando o coletor agia , todo o resto bloqueava,. Na época , o único meio de comunicação rápido era o telégrafo , o coletor ia até os correios para chamar a polícia federal junto com agentes federais da receita m as o telegrafista , correligiionário do político se recusava mandar a mensagem. Aí um belo dia chegou outro coletor , o abusado e que não prevaricava , ía até a granja e passava o telegrama pelo telégrafo para a polícia federal pedindo reforço , quando a polícia chegava , era um deus nos acuda . Muita mercadoria apreendida

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