O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

III SC 14 - ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA DERRUBA PRÉDIOS HISTÓRICOS EM CAMOCIM




Empresa de Algodão Ltda. Fonte: arquivo do blog.
Primeiro foi a casa do comerciante João da Silva Ramos. Depois na mesma rua, a antiga Casa da Cultura, esquina com a Rádio União. E assim vai: uma casa aqui outra ali no entorno do primeiro núcleo histórico de Camocim e pouco a pouco os exemplares arquitetônicos do início do século XX, vão tombando em favor da especulação imobiliária. Desta vez, o antigo Hotel da Ambrosina e a Mercearia Serrote (que outrora foi sede de um banco) estão vindo abaixo. Tal qual o ”Mato Grosso e o Joca” da música, por alguns minutos fiquei a testemunhar um operário com sua marreta, pôr tijolos ao chão. 
Já falei em alguns outros espaços e neste blog, sobre a importância de se preservar estes monumentos. O Município tem meios para isso e não precisa ficar esperando a ação do IPHAN. Em Camocim, enquanto prédios, só temos a Estação Ferroviária tombada pela patrimônio estadual e mesmo assim já foram feitas  intervenções internas que beiram o ridículo. No próprio Código de Posturas e no Plano Diretor existem a possibilidade de se criar um conselho municipal onde pessoas de conhecimento sobre a questão podem definir áreas a serem preservadas. Qual a motivação de não se fazer isso? Talvez seja a falta da tal “vontade política”, ou mesmo desinformação. Outro dia conversando com a arquiteta Silvana Valente ela me falou de sua luta junto aos gestores quando fez parte da administração municipal, para que esse conselho fosse efetivado.  Preservar não é engessar o espaço; é dar-lhe um novo uso recuperando a história passada. Fico imaginando o quanto não seria interessante se este entorno pudesse ser apropriado para se criar equipamentos de cultura, entretenimento e lazer. A Empresa de Algodão (foto) poderia ser um cine-teatro, os armazéns em volta poderiam se transformar em restaurante-escola, um museu. A Casa dos Engenheiros que já é a sede da Academia Camocinense de Artes e Letras (ACCAL), poderia incorporar um Café Literário e uma livraria, enfim, equipamentos que dinamizariam a vida cultural da cidade em consonância com a atividade turística. Ideias não faltam... o que falta é esta tal vontade! São nossos sonhos... enquanto não podemos ter outra coisa!

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