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Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

V SC - 01. NOTÍCIAS DE CAMOCIM EM 1900. JORNAL O TUPY

O Tupy. Anno 1. Camocim-CE, 14 de agosto de 1900. Nº 3. 

Já sabemos que Camocim foi uma cidade com uma imprensa fértil. Infelizmente, pouco restou dessas folhas de outrora, noticiosas,literárias, satíricas, humorísticas e partidárias. Muitas não passaram do primeiro número, mas, representaram um período em que as ideias precisavam ser escritas e defendidas através dos jornais diários, semanais, quinzenais ou mesmo mensais. Nesta postagem vamos destacar o jornal O Tupy, mas precisamente o único número preservado na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional, de 14 de agosto de 1900Anno 1, nº 3, que tinha como redatores Américo Pinto e Benedicto Moreira. Nas quatro páginas, uma pequena amostra do que acontecia naquele ano. Na primeira página, o editorial já denunciava as precariedades que passava nosso porto, através do título Nossa Barra. O editorialista chamava a atenção para os encalhes dos navios devido "a inepcia de um dos nossos praticos que não tem conhecimento algum dos canaes, visto que nunca os praticou", e pedia o afastamento do mesmo. Ainda na primeira página um artigo sobre a seca que assolava o município, denunciando o flagelo e pedindo a proteção divina para o povo cearense (Infeliz Terra). Na página 2, uma poesia (Logogripho)  e um conto (Nossa Mãe, de Benedicto Moreira) dão um toque literário, além de fazer referência ao próximo número que seria em homenagem aos 78 anos de nossa Independência. Na terceira página encontra-se a continuação da página anterior e duas pequenas peças literárias: Ao Romper da Aurora, de F. M. Carneiro e Resolução assinada por alguém com o pseudônimo de Cauby. Na quarta e última página temos uma seção de charadas e uma matéria,  intitulada de  A Bengala, ensinando como usá-la em código, "offerecido aos namoradores". Exemplo: "Encostal-a ao queixo: preciso falar-te. Bater com ella na mão: Gosto muito de ti." Para arrematar, uma propaganda da Mercearia Carioca numa historieta humorística onde dois homens discutem sobre quem vende mais barato em Camocim. Era assim os jornais de outrora!

Fonte: Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.

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