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Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

terça-feira, 5 de abril de 2016

ABRIL PINTO MARTINS - III. O INÍCIO DA AVENTURA

Cartaz em homenagem ao raid Nova York - Rio, publicado na Revista O Malho, RJ, 1923, nº 1066, p.21.


O cartaz acima além de representar alegoricamente as duas nações unidas no feito aeronáutico comandado pelos aviadores Walter Hinton e Pinto Martins, traz em sua composição o espírito de cooperação que experimentavam Estados Unidos e Brasil, muito antes de se falar da tal política de boa vizinhança.
A legenda celebrativa da imagem nos diz: " - Salve , Walter Hinton! Salve, Pinto Martins! Vós unistes pelo ar as patrias mais representativas do continente americano - Os Estados Unidos e o Brasil. Em nome da Pátria Brasileira - Salve heróes! Salve denodados pioneiros da futura Civilisação do mundo! 
A saudação esconde os problemas enfrentados pelos aviadores em sua aventura, por um lado, mas, por outro, enaltece a coragem dos mesmos, irmanados no desejo geopolítico dos fatores positivos da jornada.
Os jornais da época acompanhavam avidamente estas aventuras aéreas. Não foi diferente com a ligação Nova York - Rio de Janeiro. Nas próximas postagens vamos trazer estes acontecimentos, inclusive os problemas enfrentados pela tripulação do Sampaio Correia I (SC I). Por enquanto fiquemos com o relato da partida:
A partida de Nova York verificou-se no dia 17 de agosto. Seriam quasi tres horas da tarde. No ceu muito azul, inteiramente livre de nuvens, o disco solar couruscava. A doca de North River, deante da rua 86, parecia um formigueiro humano. Mais de um milhão de pessôas havia se agglomerado de encontro ao caes, com os olhos fixos no grandioso passaro meccanico. O hydro-avião "Sampaio Correia", pintado de novo, ostentava nos flancos as bandeiras consstelladas das duas grandes republicas irmãs. Ás 15 horas, cantadas uma por uma nos relogios da cidade, o possante motor começou a roncar soturnamente. Com quatro ou cinco manobras habeis, o apparelho movia-se, evoluia entre as embarcações apinhadas de gente, procurava a parte mais ampla e livre do rio.
Houve, então, o prodigio. Erguendo-se daquelle milhão de almas em desatino, dez, talvez cem milhões de vivas atroaram os ares. [...] O apparelho lançou-se de manso, primeiro rente com a água, depois esboçou-se no espaço em ascensão rápida, uma curva harmoniosa e triunphante, dirigindo-se para o sudeste, para os lados do mar, onde a amplidão pare mais ampla... 

(Fonte: Revista da Semana, RJ, 1923, nº 09, p,22-3).




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