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Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

terça-feira, 26 de abril de 2016

ABRIL PINTO MARTINS XIV - A POESIA CAMOCINENSE



Diretoria do Sport Club. 1917. Fonte Revista Fon-Fon. RJ.


Muitas foram as poesias oferecidas a Pinto Martins antes mesmo de sua chegada ao Brasil, quase sempre laudatórias, realçando a façanha aeronáutica que ligaria Nova Iorque ao Rio de Janeiro. Os poetas de Camocim não se fizerem de rogado. No periódico Camocim-Jornal de 19 de dezembro de 1922, que fez a cobertura das festividades em homenagem a Pinto Martins e sua comitiva no Sport Club, trouxe o soneto  "Saudação" do poeta e jornalista Raul Rocha, que transcrevemos abaixo:


SAUDAÇÃO

O nosso Camocim prepara-se garboso
Para vos receber, festivo e delrante. 
Cavatinando o mar seu hymno triunphante

Saúda-vos também - alegre e magestoso! 

No firmamento o sol mostrou-se mais radioso,

A terra se tornou jardim mais odorante;
E a luz unida à flor, num halo deslumbrante;
Vos vem glorificar com o povo jubiloso!

Dos lábios virginaes harpejos de harmonia
Sahem rouxinoleando em doce orchestração
Vibrando a marselheza que n'alma psalmodia 

Na augusta cathedral de nosso coração

Rimbalha festival o sino da alegria
Como se musicasse a nossa SAUDAÇÃO!

Ruínas do Sport Club. Fonte: Arquivo do blog.

Por outro lado, designado oficialmente para oferecer um poema ao aviador camocinense, o cidadão Pedro Morel assim se referiu ao ilustre conterrâneo, poema este recolhido por Eduardo Campos, no livro Pouso da Águia.

Vinde até nós, condores que do espaço
Baixais, após fendê-lo heroicamente,
Vinde, que o nosso coração fremente
Quer vos cingir n'um fraternal abraço.

Águias, que pelo Azul, serenamente... 

(obs:a obra não revela totalmente, o segundo quarteto)

Vinde até nós, intrépidos voadores,
Do ar e do empíreo azul dominadores
Receber nossas justas orações!

E agora um "hurrah" que atravesse os povos
Aos nossos bravos hóspedes, aos novos
Aos novos Montgolfiers, novos Gusmões!



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