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Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

terça-feira, 12 de abril de 2016

ABRIL PINTO MARTINS - VI. TEMPESTADES


Destroços do Sampaio Correia I - Baía de Guantanamo-Cuba.
Fonte: Revista da Semana, RJ, 1923, nº10, p.22.
Feito o roteiro e dada a partida em 17 de agosto de 1922, os aventureiros do Sampaio Correia I começaram a ter os primeiros problemas, notadamente pela afoiteza em não levarem em conta as previsões metereológicas que apontavam tempestades na região. Naquele tempo, a metereologia ainda era uma ciência incipiente. Transcrevemos abaixo um breve resumo destes primeiros percalços no raid aéreo New York - Rio.


Neste mesmo dia, 17 de agosto,  o avião foi obrigado a pousar em Nanten, por causa de um forte temporal. Pernoitaram ali, e decolaram de manhã com destino a Southport,  onde chegaram dia 19/08.   Prosseguiram viagem e dia 20 chegaram em Charleston,  sem dificuldades. Reiniciaram a viagem e tiveram que pousar em West  Palm Beach devido a outro temporal. Partiram dia 21 às 11:00 horas e amerissaram em Nassau, onde pernoitaram,  seguindo de manhã com destino a Porto Príncipe no  Haiti. Neste trecho foram  surpreendidos por forte borrasca, perderam altitude e caíram no mar por volta das 20:00 horas, ao leste da ilha de Cuba, além do Cabo Maisi.

As coisas nesta noite ficaram pretas! Nossos aventureiros estavam em pleno Atlântico, escuridão total, riscos de tubarões e afogamento. Felizmente, não ficaram feridos na queda. O "Sampaio Corrêa" ainda flutuava e eles localizaram as pistolas sinalizadoras, encontradas com dificuldades no escuro. Assim os fogos de artifícios  iluminaram os céus do oceano, naquela noite, num desesperado pedido de socorro! Lamentavelmente, estes  sinais não foram vistos...  A situação tendia a complicar, pois no avião entrava água por buracos feito pela colisão com o mar. Foi neste clima de preocupação, que Pinto Martins com seus bons conhecimentos de náutica, lembrou-se que tinham uma lanterna grande, a qual achou numa parte do avião, ainda seca. O jovem intrépido  subiu no nariz da nave naufragando e passou a  fazer sinais luminosos de socorro. Não demorou muito, pois perto dali, a Canhoneira da Marinha Americana "Denver", viu os sinais luminosos e apitou, seguindo em socorro dos náufragos. Foram feitas tentativas, em vão, de rebocar o "Sampaio Corrêa" que acabou indo para o fundo do mar sob os olhares tristes de nossos aventureiros...
O próprio Pinto Martins deu a seguinte declaração ao Jornal do Brasil:
  "...sendo piores possíveis as condições atmosféricas, os aparelhos de altitude perderam a precisão. Reinava  forte cerração e quando acreditávamos estar muito acima do nível das águas, nela batemos com violência. Com a força do choque o aparelho furou e foi invadido pela água..."

Avião perdido. Os náufragos foram levados para a Base Naval de Guantânamo,  em Cuba.

Na próxima postagem, o prosseguimento da viagem!

Fonte:http://www.onordeste.com/onordeste/enciclopediaNordeste/index.php?titulo=Pinto+Martins&ltr=P&id_perso=470

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