O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

terça-feira, 15 de março de 2011

A CHEGADA DO CALÇAMENTO

À medida que os aglomerados urbanos vão crescendo, os problemas e as demandas vão aumentando. A antiga vila quer ter foros de cidade, a cidade quer infraestrutura básica - a energia elétrica, a escola, o posto de saúde, o mercado público, a água encanada, dentre outros serviços. Quando me entendi no mundo descobri onde habitava: uma casinha no final da Rua General Tibúrcio, sentido praia-sertão, defronte do sítio do Seu Zé Guilherme, pai do Vavá. Ao lado dela um "munturo" (a carroça do lixo ainda não passava por lá), e o areal dominava a via pública dificultando o trânsito dos poucos carros de então. Hoje, a rua chama-se de General Tibúrcio Cavalcante, que não é o mesmo da denominação inicial, fato já denunciado por mim à Câmara Municipal, mas, ninguém fez nada. Posteriormente morei na Rua Riachuelo e 24 de Maio, e a areia continuava presente para atestar a incapacidade dos administradores ou a falta de verbas para pavimentar a cidade. É isso: a pavimentação é outro serviço que serve e servia como moeda de troca eleitoral. Votem em mim que eu faço o calçamento dessa rua. Este preâmbulo é para dizer que sempre haverão demandas numa cidade e que o administrador deve prestar atenção nelas, no sentido de bem aplicar os impostos pagos pelos cidadãos que moram na cidade. Desta forma, a primeira rua de Camocim a ser pavimentada com pedra tosca foi a atual Rua Dr. João Thomé, antes Rua do Comércio, o centro da cidade de então, proporcionado pelas atividades do porto e da ferrovia. A foto mostra o flagrante de crianças diante do cavalete disciplinador, brincando na rua, agora calçada, mas, delimintando fronteiras ("Não Passe!). Representa também a prova de que a adminstração da época estava trabalhando para melhor dotar a cidade dos serviços básicos.

Foto: arquivo do blog.

2 comentários:

  1. Seu relato me fez lembrar do ano de 1966 quando ainda morava na rua Riachuelo.
    O seu Zé Guilherme tinha uma bodega na esquina e logo após a bodega tinha a casa do seu "Sãoser" (era assim a pronúncia), cujos filhos posteriormente tornaram-se meus amigos, dado que por coincidência fomos vizinhos em Fortaleza durante algum tempo.
    Minha casa ficava proxima de uma grande árvore, creio que era castanhola.

    Velhos tempos...belos dias...

    Fco. Souza

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  2. Fco.
    Tambem fui vizinho do Seu Zé Guilherme na Rua Riachuelo. A imagem que ficou na minha lembrança era o grande cacimbão no quintal da casa dele onde toda a vizinhança se abastecia d'água.

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