O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

AUGUSTO DENTISTA

Se vivo estivesse ele completaria hoje 67 anos. Viveu intensamente, no entanto seus 62 anos. A simplicidade e a humildade marcaram sua trajetória de vida. Filho de agricultores no vizinho estado do Piauí, desde cedo teve que conviver com as agruras do meio. Em 1958, o adolescente Augusto teve que emigrar para o Maranhão para escapar da seca. Na volta, percebeu que devia buscar outros rumos para além da agricultura. Daí, pediu permissão ao pai para aprender o ofício de "arrancar dentes" com um irmão dele por parte de pai. Aprendeu às duras penas, posto que o meio-irmão quase sempre o tratava com rispidez e desdém. Seguro de que poderia seguir "carreira-solo", comprou os "ferros" com o dinheiro de uma safra agrícola (ele saiu da roça, mas a roça nunca saiu dele, dizia sempre minha mãe). Montado numa bicicleta, resolveu percorrer os interiores de Camocim na região do Boqueirão, Cangalhas e adjacências, exercendo o ofício de protético. Em 1967 resolveu se estabelecer em Camocim e, mais uma vez teve que sair praticamente do Piauí só com a roupa do corpo, posto que os familiares da primeira família de seu pai deserdaram os filhos da segunda mulher. Prosperou na profissão e solidificou seu nome, num tempo em que odontólogos eram raros por aqui. Construiu uma família com 08 filhos.(Três mulheres e cinco homens) Pensando numa aposentadoria, acabou se tornando salineiro e depois portuário. Terminou a vida exercendo também um mandato de vereador (três legislaturas seguidas) sonho que acalentava desde criança, mas que só se tornou realidade quando formou todos os filhos academicamente. Se tivesse ganho na loteria Camocim teria um grande colégio, seu último desejo irrealizado. Asim era o Sr. Augusto Pereira dos Santos - o Augusto Dentista, que se vivo fosse hoje, mataria um porco, chamaria os amigos e contaria histórias hilárias de sua vida. Não dá mais para escrever, as lágrimas não deixam... Minha singela homenagem, da minha mãe, dos meus irmãos, noras, genros e netos para o homem que foi e é um exemplo para nós todos.

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