O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

SOLDADINHOS DESDE CRIANÇA!

A nossa tradição “verde-oliva” se construiu desde o início do século passado com a iniciativa de Júlio Cícero Monteiro, jornalista, intelectual e vereador local, em fundar o Tiro de Guerra Infantil. Dentro da tradição espartana, portanto, desde jovens, as crianças camocinenses teriam a oportunidade de “servir a pátria”. Diz-se na matéria jornalística sobre o surgimento de tal agremiação, inaugurada em 1º de janeiro de 1912, que a mesma,

... vem constituir-se mais uma nota de destaque a esta cidade, incontestavelmente uma das mais florescentes do Estado. Assim sendo é justo que todos os srs.paes de família acolham-na de braços abertos, mandando seus filhinhos-rebentos de esperança da Pátria se aliarem as suas fileiras.

Isto, sobre ser de grande importância para os pequenos, porque já se habilitam ao manejo das armas vão se encaminhando no verdadeiro civismo, é de alta significação para a Pátria, porquanto no dia em que todo brasileiro souber desparar(sic) conscientemente uma arma de fogo qualquer, teremos integralisada a paz e, portanto, assegurada a estabilidade e o progresso das ubertosas plagas descobertas por Cabral.[1]


O mesmo jornal, na página seguinte noticiaria a inauguração do Tiro Infantil:


Ao acto de inauguração que se efectuou no Paço da Municipalidade ao meio dia, compareceram, além de muitos cavalheiros, os srs. coronel Severiano José de Carvalho, Intendente Municipal e Julio Cícero Monteiro, presidente da Câmara havendo por essa occasião um demorado exercício de marcha ao mando do distincto moço Aldezirio Neves, reservista de primeira classe do exercito, que de bom grado acceitou o convite para instructor da novel agremiação. [2]


Essa tradição, portanto, corrobora a presença em nossa cidade do Tiro de Guerra (que já foi de número 250, hoje 10001), de também já ter sido estudada para a instalação de um Batalhão do Exército Brasileiro (posteriormente sediado em Crateús), além de ter vários de seus filhos chegado aos mais altos postos desta força armada. Hoje a presença militar em Camocim se faz pela sede do 3ª Companhia do 3º Batalhão da Polícia Militar, do Tiro de Guerra 10.001 e da representação da Marinha do Brasil com a Capitania dos Portos.

Foto: Site Uol


[1]A Palavra. Actualidade”. Camocim, 6 de janeiro de 1912, Anno VIII, nº 15, p.1. Camocim-CE.

[2] A Palavra. “O Tiro”. Camocim, 6 de janeiro de 1912, Anno VIII, nº 15, p.2. Camocim-CE.

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