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Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

DRAGAGEM DO PORTO DE CAMOCIM


A volta do canto da sereia. Esperava antes, mas, finalmente o novo Secretário Nacional dos Portos, Leônidas Cristino, disse recentemente à políticos sobralenses a disposição daquela pasta de revitalizar os portos de Camocim e Parnaíba.

Continue lendo a postagem e veja como o Jornal "O Povo" se reportou à questão:

Porto de Camocim
Recuperação do Porto de Camocim é a maior aspiração das populações do noroeste do Ceará, abrangidas pelos vale do Acarau e do Camocim. Outrora, aquele ancoradouro, favorecido por condições naturais, desempenhou um papel importante no comércio de cabotagem concorrendo para a prosperidade de criadores e agricultores da referida faixa sob sua influência. A estagnação das atividades econômicas ali é, com motivo justo, atribuída a falta de dragagem do porto. Por esse motivo, é imprescendível a dragagem do ancoradouro para o progresso de Camocim. Na página 28 deste caderno vai publicada uma interessante reportagem de Eginard Costa, abordando este assunto.

Se você leu até o fim o release da matéria, acredite é tudo verdade, mas você caiu numa pegadinha. A verdade fica por conta da constatação do eterno problema da acessibilidade ao nosso porto - a falta de dragagem. A pegadinha fica por conta de que o texto é mais velho do que uma pessoa que ora lê esta postagem tenha 36 anos. Isto mesmo, o texto do jornal "O Povo", tão velho e tão atual ao mesmo tempo é de 8 de junho de 1974. Esperemos, portanto, que depois dos melhoramentos do Terminal Pesqueiro que hoje é o Porto de Camocim, o novo secretário com status de ministro, cearense ali do Coreaú, possa cumprir a promessa de revitalizar esse importnte equipamento para a região.

Foto: Vapor "Camocim" ancorado no porto. Arquivo do blog.

Fonte: O POVO, 3º caderno, 8 de junho de 1974. Fortaleza-Ceará. Arquivo: Biblioteca Menezes Pimentel. Recolhido por: Alênio Carlos Noronha Alencar)

4 comentários:

  1. Na metade da postagem eu saquei logo que se tratava de uma reprise.

    A cada dia que passa Camocim fica mais distante de ter os navios de volta, não só por falta da dragagem, isso é o de menos, mas principalmente por falta de demanda para importação e exportação de cargas.

    Fco. Souza

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  2. È isso mesmo, Francisco, mas, acredito que a demanda seria o mais fácil se realmente se quizesse reativar o porto. Isso contudo, demandaria uma vontade política, pois, as condicionantes para tal temos, se priorizassem o transporte marítimo e ferroviário para escoamento dos produtos industriais e extrativismo mineral que a região cearense e estados vizinhos possuem...

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  3. Analisando à distância meu caro Professor Carlos Augusto, infelismente não vejo potencial na região que comporte uma ferrovia e um porto.

    Talvez uma ferrovia ligando o sul do Piauí e oeste da Bahia para escoamento da soja produzida naquela região...

    Um terminal petrolífero em Camocim para receber combustíveis e abastecer toda a região...

    Um moinho de trigo em Camocim para receber trigo e abastecer a região...

    Uma ZPE em Camocim para incentivar empresas exportadoras e importadoras de produtos manufaturados a usar o porto de Camocim para que não fique apenas um porto de granéis...

    Uma operadora turística de grande porte para receber Cruzeiros e dar suporte nas visitas que os turistas fariam de Jeri aos Lençóis Maranhenses...

    A vontade política só existe quando há viabilidade econômica do projeto, pois caso seja economicamente inviável a obra é taxada de elefante branco e leva o investimento para o ralo, inexoravelmente.

    Portanto, porto e ferrovia só seriam viáveis se fossem incrementados concomitantemente mecanismos que os tornassem auto sustentáveis.

    Lembrando que tais investimentos necessitaria de um aporte muito grande de recursos e para tanto a corrente deveria estar bastante azeitada para que nenhum elo fosse quebrado.

    Gostaria muito de aprofundar essa discussão e aprender mais sobre as potencialidades dessa região.

    Abraço!!

    Fco. Souza

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  4. Professor, sou fã do apaixonante trabalho desenvolvido pelo senhor. Parabéns pelo excelente blog e seus interessantes textos.
    Não discuto a viabilidade econômica do "binômio" ferrovia/porto, para a exploração das demandas, inexistentes, de qualquer uma das atividades acima relacionadas pelo Sr. Francisco Souza.
    Existem dois fatos determinantes que me levam a crer, desprovido do pessimismo a que já fui taxado, que esta época próspera e romântica dos transportes camocinenses ficou em um passado saudoso e glorioso.
    Primeiramente, se se analisar a carta náutica Nº 600 da Marinha do Brasil, que mapeia o litoral de Fortaleza a Camocim, pode-se verificar, nitidamente, que as profundidades marítimas no litoral cearense se caracterizam por um alargamento da faixa de pouca profundidade à partir do Pecém, rumo ao Piauí, possuindo cêrca de 20 quilômetros à altura de Camocim. Dragar somente o pôrto ou a foz do rio não seria suficiente.
    Além de que, os barcos utilizados atualmente para o transporte de carga possuem dimensões (e proporcional calado) completamente diferentes dos que eram utilizados na navegação de cabotagem em tempos idos. O "Camocim", que aparece na ilustração do post, devia deslocar entre 10.000/15.000 toneladas e possuir calado de quatro/cinco metros, no máximo. Cargueiros como o "Amazonas", navio petroleiro que abastece o Ceará e vizinhanças, através do terminal do Mucuripe, desloca 120.000 toneladas e cala 9 metros. A era dos pequenos navios a muito se acabou.
    O estuário do rio Coreaú é lindíssimo e possui vocações inexploradas e totalmente ignoradas pela enorme maioria, em estado latente, apenas aguardando que pessoas de visão e de ação as aproveite.
    O transporte de cargas, certamente não é uma delas.

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