O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

terça-feira, 19 de abril de 2011

OS TREMEMBÉS DE CAMOCIM - SÉRIE MAPAS

O mapa de hoje traz o nosso rio grafado como Rio da Crúz, mas, também faz uma referência aos Tremembés, índios que habitaram essa região denominada, como já vimos, Costa Leste-Oeste. Os índios, como se sabe, foram sendo dizimados após o contato com os brancos a ponto de hoje sua existência ser lembrada com uma data - 19 de abril. Mas voltando à nossa história, é senso comum se dizer que essa região litorânea experimentou um intenso comércio com os primeiros aventureiros e exploradores estrangeiros, sendo Camocim uma zona de passagem para o Maranhão, onde esse comércio era mais efetivo, afora os relatos de guerra entre as tribos nativas, com os colonizadores e ondas de migração indígena advindas da guerra da restauração pernambucana. Vejamos o que nos diz importante estudo sobre a região:

"Nunes (1975, p.43) chama atenção para o comércio “clandestino” de Camocim a Tutóia, tendo o Parnaíba como centro e os indígenas do litoral como “principais promotores”, “[...] associados a índios do interior”. Além de madeira de melhor qualidade, havia também como atrativo para o resgate efetuado entre piratas e indígenas, o âmbar-gris, que era bastante comum e facilmente encontrado nas praias do litoral setentrional e que, conforme Gandavo (1980) afirmava na segunda metade do século XVI, enriquecia muitas pessoas com sua coleta. Madeira, âmbar-gris, macacos, papagaios, pimenta, algodão: Eis alguns dos primeiros produtos comercializados pelos indígenas que viviam na Costa Leste-Oeste, já nos séculos XVI e XVII. Não eram o ouro do Caribe, nem a prata do Peru, nem as especiarias das Índias, mas para piratas que não tinham como enfrentar os monopólios comerciais de portugueses e espanhóis, pelo menos nos primeiros cinqüenta anos do século XVI, eram importantes fontes de capitalização, inclusive para os cofres reais que, por vezes, autorizavam as investidas dos entrelopos. Diante de tudo o que foi exposto, é possível inferir uma continuidade espacial há cerca de quatrocentos anos, entre as terras que ficam hoje localizadas entre os atuais municípios de Camocim (Ceará) e Luís Correia (Piauí), não só em relação à proximidade e características ecológicas, mas também no tocante às referências históricas."

Mapa 4. “Província dos Taramembez de Guerra” (ALBERNAZ, [ca 1629])
Fonte: Capítulo 3 .Histórias do Pescador, dos Cacos e dos Antigos Cronistas. In:www.ufpi.gov.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário