O Blog:

Amigos e conterrâneos camocinenses, a gente só dar o que tem. Quando pensamos editar um blog, este foi o pensamento: doar todo nosso esforço na construção de uma ferramenta como esta para a divulgação pura e simples da nossa história. Contudo, essa é uma oportunidade de todos participarem desta empreitada, seja comentando, sugerindo, corrigindo e, efetivamente, participando dessa grande viagem que a História nos proporciona. Que nosso "POTE" nunca encha e sacie a todos!!!

domingo, 15 de maio de 2011

A HISTÓRIA DO HINO A CAMOCIM


O blog dispõe hoje, matéria organizada por este blogueiro a sair em livro prometido por políticos camocinenses. Trata-se de reunir a letra do HINO A CAMOCIM e a sua explicação, dada pelo próprio autor, Professor Francisco Valmir Rocha. Enquanto o livro não vem, dispomos aos leitores a identificação musical de nossa terra, principalmente para aqueles camocinenses dispersos pelo mundo.





Letra e música: Prof. Francisco Valmir Rocha.


Vejo ao longe ondear o oceano

Em cachões de espumas p’ros céus.

Camocim, entre as ondas boiando,

Vai cantando louvores a Deus.

Estribilho

Quem viu tuas praias de alvura sem par

Pede a Deus te conserve formosa,

Sempre airosa, “Princesa do mar”!

Quem viu tuas velas vogando ao luar

Tem vontade de sempre te amar,

Sempre, sempre, “Rainha do mar”!


Verdes mares bravios do norte

A lutar nesse eterno fragor,

Como vós nosso povo é tão forte,

Tão feroz, pertinaz, lutador.


Deus não queira que a luz radiante

Se me apague dos céus sem que eu veja

Teus coqueiros gentis, ondulantes;

Sem que junto de ti eu esteja.

EXPLICAÇÃO DADA PELO AUTOR

O Hino de Camocim é uma exaltação a esta moldura de oceano ainda inexplorado e selvagem em que se engasta a cidade. Já ali nas proximidades da Estação Ferroviária, ao fresco da praia, você já sente o cheiro de maresia e vê ao longe as ondas encarneiradas do mar. Foram aquelas franjas brancas do oceano que se vislumbram na entrada da barra que sempre me atraíram a vista e me encantaram.

Depois, como se estivessem cavalgando sobre elas, as canoas de velas multicores foram para mim “o Camocim entre as ondas boiando”. Velas de vários formatos, de bastardos, de canoas, velas pequenas e frágeis manejadas por garotos, filhos de pescador, lembram-me sempre a coragem deste povo “forte e lutador”. De fato, quem viu as demonstrações de patriotismo e amor à terra desta gente no tempo do desmanche das oficinas, em que ela saía a ocupar as edificações das ditas oficinas para não deixa-las sair daqui, só pode vê-lo como um povo “forte e lutador”.

De resto, foi o meu amor a esta cidade de, (muito embora não tenha nascido aqui), que me fez criar raiz neste torrão e escolhê-la como a minha cidade a que me fez adorar “as velas vogando ao luar”, mansamente, obscuramente, velejadas pelo povo simples, talvez em busca dos caranguejos dos mangues do outro lado.

Por último, os coqueiros sempre verdes de esperança, que aqui nasceram como por encanto, a acenar para quem chega e quem sai, foram sempre marcantes e que eles sejam a última miragem “antes que a luz se me apague dos céus.”

A MÚSICA E A LETRA - O hino foi composto em 16 de setembro de 1964 quando se preparava o aniversário da cidade daquele ano. A música despontou em mim, dando colorido e exaltação às primeiras palavras do poema, que nascia também. De sorte que letra e música surgiram num mesmo ímpeto de exaltação à terra. Elas se casam. A música vívida e marcial vem justamente levar mais alto a empolgação por esta terrinha que Deus plantou à beira do oceano – o meu Camocim, o nosso Camocim. [1]


[1] “O Literário”. Ano III, edição 20. Março de 2002. Camocim-CE, p. 2.

Foto: guiadeonibus.com.br

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