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sexta-feira, 4 de setembro de 2026
XV SETEMBRO CAMOCIM. 147 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA.
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
MUNICÍPIO DOA TERRENO PARA CONSTRUÇÃO DE LOJA MAÇONICA PINTO MARTINS
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| Logomarca da Loja Maçonica Pinto Martins. Fonte: Blog da CPH. |
Em 31 de março de 2026, a Câmara Municpal de Camocim aprovou Projeto de Lei do Executivo Nº 24/2026 em que doa um terreno no Bairro Olinda para a construção da Loja Maçonica Euclydes Pinto Martins. Após a discussão da matéria, o projeto foi provado por unanimidade pelos vereadores.
Na ocasião, uma representação da Loja Maçonica Euclydes Martins (4894) , ligada ao Grande Oriente do Brasil, esteve presente ao plenário da Câmara, capitaneada pelo venerável Antonio Vandenvelde de Oliveira, que assegurou ao blog Camocim Pote de Histórias que os serviços de construção da loja ainda começara ainda este ano.

Representação da Loja Maçonica Euclydes Pinto Martins. Camocim-CE. 2026. Fonte: blog CPH.
A Loja Maçonica Euclydes Pinto Martins foi fundada em 19 de abril de 2025 e homenageia o aviador camocinense, heroi do voo pioneiro da travessia das Américas entre Nova Iorque e Rio de Janeiro em 1922-23. A referida loja funciona com 20 irmãos maçons, provisoriamente na Rua Dr. Raimundo Veras, 2001, Bairro Nossa Senhora de Fátima. Camocim-CE. CEP: 62400-000.
quinta-feira, 23 de julho de 2026
CORONEL LIBÓRIO GOMES DA SILVA - 103 ANOS
Praticamente passou despercebida em Camocim a data de nascimento de Libório Gomes da Silva, que nasceu a 22 de julho de 1923, na localidade de Tremendal, Distrito de Amarelas, Camocim-CE. Na sua trajetória de vida foi, dentre outras atividades, coronel da Polícia Militar do Ceará e deputado estadual por Camocim por dois mandatos (1970-1974. Suplente e 1974-1978, eleito).
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| Homenagem prestada ao Coronel Libório Gomes da Silva na Escola de 1ª Grau Monsenhor José Augusto da Silva. Camocim-CE. Fonte: Livro "De soldado a coronel", p. 43. |
Benfeitor da educação camocinense, contribuiu para a fundação da EMMTI Monsenhor José Augusto da Silva (Colégio Novo) e para o soerguimento do Instituto São José (1973-1976), além de ter sido um grande apoiador do Núcleo dos Estudantes de Camocim (NEC- Casa dos Estudantes), em Fortaleza, num tempo em que o município não tinha estrutura para o ensino médio e os jovens que podiam tinham que estudar na capital do estado.
Um resumo da sua intensa atividade na Polícia Militar e na Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, além das suas realizações ligadas ao Distrito de Amarelas, podem ser conferidas no livro "De Soldado a Coronel".
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| Inauguração da Escola Municipal Coronel Libório Gomes da Silva. 29/09/2003. Camocim-CE.Fonte: Galeria Fotográfica do Quartel da Polícia Militar de Camocim. |
Em Camocim, além da EMTIEF Coronel Libório, seu nome também é dado a Policlínica Cel. Libório Gomes da Silva e ao Quartel da Polícia Militar.
Coronel Libório Gomes da Silva, 103 anos de história!
Fontes impressas:
1. Instituto São José. 50 anos. Sobral-CE: Sográfica, 2000.
2. RODRIGUES, Maria das Graças. De soldado a coronel. Libório Gomes da Silva. Fortaleza-CE; INESP, 2003.
quinta-feira, 4 de junho de 2026
O NOVO RELÓGIO DA MATRIZ
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| Matriz de Bom Jesus dos Navegantes. Camocim-CE. Colorizada por IA. Fonte: Arquivo do CPH. |
A Igreja Matriz do Bom Jesus dos
Navegantes, em Camocim, constitui um dos mais importantes marcos históricos e religiosos
da cidade em sua vida centenária. Projetada inicialmente pelo engenheiro da
Estrada de Ferro de Sobral, Dr. José Privat — cujos restos mortais estão
sepultados na própria igreja. A Matriz teve sua construção consolidada em 1919,
durante a administração do Padre José Augusto da Silva, sendo abençoada por Dom
José Tupinambá da Frota, então bispo da Diocese de Sobral, à qual Camocim
pertencia. Embora
inaugurada em 1919, a torre da Matriz só recebeu seu “grande relógio” em 1953,
como consta no Livro de Tombo da Paróquia de Bom Jesus dos Navegantes. Segundo
o registro desta fonte, o equipamento chegou à cidade em 23 de maio daquele
ano, transportado pelo famoso navio “Aratanha”, como doação da tradicional
Família Morel, por iniciativa de Vicente Morel, em homenagem ao centenário de
nascimento de seu pai, José Severiano Morel, importante benfeitor da Igreja
local. Fabricado em São Paulo pela firma José Michelini & Filhos, o relógio
custou cinquenta mil cruzeiros, a moeda corrente da época. Antes
mesmo da chegada do relógio a Camocim, a Câmara Municipal providenciou o
agradecimento da oferta, como indica a Ata da Sessão Ordinária
de 22 de março de 1953.
Nela, o vereador Joaquim Pereira de
Brito requereu que se telegrafasse “ao senhor Vicente Morel agradecendo a
valiosa oferta de um relógio para a Igreja Matriz, o qual será instalado por
ocasião das comemorações do Centenário de nascimento de seu pai José Severiano
Morel". Para
a instalação do relógio, a Prefeitura de Camocim (cujo prefeito na época era o
Sr. Setembrino Veras) contratou o mecânico Nilton Muratori, de Fortaleza, para
realizar a montagem, que terminou a 8 de setembro. Sua inauguração ocorreu em 9
de setembro de 1953, em cerimônia solene marcada por discursos que exaltaram a
memória de José Severiano Morel,
e apresentaram o relógio como símbolo do progresso urbano da cidade. Ao longo das décadas, o relógio
tornou-se uma das referências mais conhecidas da paisagem urbana camocinense,
embora tenha enfrentado constantes problemas mecânicos, permanecendo
frequentemente atrasado ou parado, assim como, consertado algumas vezes pelo
Sebastiãozinho Relojoeiro, ou pelos mecânicos da Estrada de Ferro João
Evangelista de Sousa e Jairo Teixeira Bezerra, fatos lembrados com humor e
nostalgia pelos moradores mais antigos. Em 1976, a Matriz passou por
importante reforma em seu teto, graças à mobilização do Lions Club de Camocim,
que promoveu bingos e rifas para arrecadar recursos. A campanha reuniu doações
de comerciantes, empresários e instituições locais, permitindo arrecadar
quarenta e três mil cruzeiros, dos quais cinco mil foram destinados
especificamente ao conserto do relógio da igreja. Entre os prêmios ofertados
estavam máquina de costura Singer, geladeira Consul, rádio Semp, fogão Jangada,
bicicleta Monark, radiola Philips e até um garrote, evidenciando o forte
envolvimento da comunidade camocinense nas obras de preservação da Matriz. 2026. Cinquenta anos depois, num
momento em que um novo equipamento marcará o passar das horas em nossa cidade,
a história do relógio e da própria Igreja Matriz revela não apenas a
importância da religiosidade em Camocim, mas também o papel desempenhado pelas
famílias tradicionais, pelo poder público e pelas associações civis na
construção da memória urbana e cultural da cidade. Fontes. 2º Livro de Tombo da Paróquia de
Bom Jesus dos Navegantes. Camocim-CE, 1953, p. 148 a 149. 3º Livro de Tombo da Paróquia de Bom Jesus dos
Navegantes, p.35, Livro de Atas das Sessões
Ordinárias da Câmara Municipal de Camocim. 1953. Blog Camocim Pote de Histórias
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sexta-feira, 1 de maio de 2026
RECORDAÇÕES DO PRIMEIRO DE MAIO
Cartaz !º de Maio. Dia do TRabalhador. Fonte: https://www.aguiabranca.com.br/glossario/datas-comemorativas/trabalho
Até uma década atrás, o Primeiro de Maio em Camocim ainda me despertava para um dai intenso. Este dia começava antes do sol com as alvoradas anunciadas a foguetes, espocados das diversas direções aonde ficavam as sedes dos sindicatos classistas.
Eu acordava cedo para ver ouvir as vozes das ruas. Havia um certo tom celebrativo ou de protesto, mesmo quando a data já vestia algumas roupas políticas. Ainda assim, era bom espreitar como os grupos de plantão no poder, anunciavam suas verdades naquele dia.
Se desenterrássemos as bandeiras dos velhos líderes trabalhistas, veríamos que houve um tempo em que Camocim tinha uma "central sindical", aonde se discutiam e resolviam os problemas que ocorriam nos postos de trabalho que a cidade oferecia e que a data do Primeiro de Maio era marcada pelos bonitos desfiles que percorriam as sedes das associações e sindicatos, sobressaindo-se a beleza de suas flâmulas e bandeiras.
Como se sabe, o Primeiro de Maio nasceu de um histórico de lutas, das mãos calejadas que sentiram o peso de reivindicar melhores condições de trabalho o tempo todo, relembrando o fato e as apropriações dos "Oito Mártires de Chicago”, que varreu o mundo.
Mas o tempo, esse artesão paciente, transformou o Primeiro de Maio em algo menos alvoroçado, digamos assim. Veio o tempo dos desfiles protocolares retirando da turba o "grito dos excluídos". Virou, por um tempo, vitrine das administrações municipais em seu desfilar burocrático, controlado, sem que algo ou alguém destoasse da música tocada pela banda. Quando muito, a praça se torna uma arena de serviços prestados à população como dádiva (verifica-se a pressão arterial, corta-se cabelo, emitem-se documentos, joga-se bola aqui e ali). Os sindicatos, menos que os dedos da mão, por sua vez, enclausuram-se: uma reunião tímida neste, uma palestra qualquer naquele.
E assim, o Primeiro de Maio vai se descaracterizando, se tornando um feriado mesmo para o ócio doméstico, ou, como este de 2026, abertura de mais um feriadão para gáudio do trade turístico, ou não, se a procura não for boa.
Resta o apelo para a marca "Dia do Trabalhador". Aproveitou-se muito a data para se promover a nova febre em Camocim - correu-se muito à beira-mar. Sem alarde, a memória do "Dia do Trabalho", cansada de carregar tanto peso, resolvesse ressignificar um pouco sua própria luta.
quinta-feira, 19 de março de 2026
SPORT CLUB. A DATA CORRETA DO INCÊNDIO
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| Sport Club. Camocim-CE. Fonte: Ceará em Fotos. |
A escrita histórica é matéria de constante atualização. Muito do que escrevo neste blog é baseado em fontes secundárias e, vez por outra, uma fonte primária aparece tendo que realizarmos a devida atualização. é o caso do incêndio do Sport Club, cujas ruínas localizadas na Rua José de Alencar, ainda desafiam o tempo enquanto as autoridades não tomam outra decisão. Aliás, na mesma rua, um outro prédio - o da Cadeia Pública, em pleno centro da cidade, desde que foi desativada, sofre o mesmo descaso.
Na postagem de 12 de abril de 2012 (A HISTORIA DOS INCENDIOS EM CAMOCIM) socorremos nos escritos do memorialista Artur Queirós, que afirmava que o incêndio teria ocorrido em 1931, ele que fora testemunha ocular do fato:
Foi, portanto, no dealbar da fatídica manhã do ano de 1931, que acabou-se em chamas, o suntuoso SPORT CLUB, de histórica tradição, quando o povo espantado, saiu às ruas, ante o inusitado bimbalhar do sino da Igreja Matriz, anunciando a desdita.
Até outro dia, essa versão era tido como segura para a data do incêndio que "engoliu" a suntuosidade do clube onde o aviador camocinense Euclydes Pinto Martins e a tripulação do Sampaio Correia II foi recepcionada em 19 de dezembro de 1922. Embora Artur Queirós tenha antecipado o sinistro em dois anos, a percepção do incêndio pela população estava correta em sua mente. Mas, contra fatos não há argumentos, visto que o caso se deu "nas primeiras horas da madrugada" do dia 27 de setembro de 1933, a tempo do "Correspondente" do jornal A Ordem, editado em Sobral, enviar telegrama e a notícia sair na edição 1114 daquele dia. Transcrevemos a notícia telegráfica na íntegra, mantendo a grafia da época:
UM VIOLENTO INCÊNDIO DEVOROU O "SPORT CLUB" DE CAMOCIM
As primeiras horas madrugada hoje população cidade foi despertada toque alarme sinos igreja pt Primeiras noticias circularam davam lamentável nova ter sido incendiado suntuoso prédio "Sport Club" de Camocinense" um dos melhores edifícios cidade magnifico ponto recreio onde sociedade camocinense convivia em alegres festivas reuniões dansantes pt Estivemos local onde podemos constatar proporções incendio que irrompeu violentamente tendo ação do fogo destruido completamente os diversos salões forro soalho paredes internas que ruiam fragorosamente aos olhos atonitos multidão postada frente club pt Restam do edificio apenas paredes externas que alias ameaçam ruir pois apresentam grandes rachaduras pt Sport Club pertencia a viuva João Veras falecido ha meses aqui estava segurado na Companhia Internacional de Seguros por cincoenta contos pt Ignora se causa e autor sinistro não tendo policia comparecido local hora que estivemos local (5,50) restava intacta apenas cozinha cuja porta arrombada populares encontrou se interior mesma varios objetos sem grande valor como berço dois potes uma preguiçosa uma mesa redonda jantar um romance etc etc alguns moveis se achavam predio oram destruidos pt Ha pouco tempo proprietaria engeitara 35 contos pelo referido predio para nele ser instalada sede prefeitura local pt.
(O Correspondente)
Feito este reparo, a postagem anterior também dizia da minha pretensão de um dia escrever um livro denominado: "Cidade em Chamas - a história dos incêndios em Camocim", para quando a aposentadoria chegasse. Ela enfim chegou, mas ainda me falta a "chama" para escrevê-lo. Por outro lado, eu denunciava nesta postagem as "eternas promessas" dos governantes em dotar Camocim de um Corpo de Bombeiros. Finalmente, em 2025, treze anos depois, ele está aqui instalado para debelar os incêndios futuros.
Fontes: Jornal A Ordem. Sobral-CE. 27 de setembro de 1933. ed. 1114. Hemeroteca da Biblioteca Nacional. Envio ao blog: Eládio Pereira.
quarta-feira, 11 de março de 2026
VILAMAR DAMASCENO. ATUALIZANDO A SUA ESTADA EM CAMOCIM
Vilamar Damasceno.Fonte: canguleiro10.blogspot.com/2015/05/vilamar-damasceno-coletania.html
Em 2019 publicamos uma matéria sobre a passagem do cantor e violinista Vilamar Damasceno por Camocim, partir de algumas histórias que nos foram contadas. Como toda história tem sempre várias versões, recebo agora do leitor do blog, o Sr. Passos, novas revelações e correções que, segundo ele, são verdadeiras, posto que, foi testemunha ocular do fato.
Como eu acredito nos meus leitores, transcrevo abaixo as informações enviadas na íntegra:
Ontem, por acaso li no Portal/blog "CAMOCIM POTE E HISTÓRIA", sobre a apresentação de VILAMAR DAMASCENO , na cidade de Camocim.
Acompanhei de perto sua permanência na cidade. O ano foi em 1971, e não 1980. Eu tinha 13 anos na época, e eu era uma espécie de técnico de som do Serviço de alto-falante, "A VOZ DE CAMOCIM" que tinha seus estúdios de frente à praça da estação e era administrado pelo senhor Gerardo Lima Brito - que trabalhava no almoxarifado das oficinas da REFFSA e que atualmente encontra-se em ruínas.
Durante à permanência do Vilamar em Camocim, ele fez amizade com o senhor Gerardo Brito. Inclusive, se apresentou no serviço de alto-falante tocando e cantando.
Vilamar, também, apaixonou-se por uma das "garçonetes" do hotel onde estava hospedado. Acredito, que esse foi o motivo da longa permanência dele na cidade.
Nossos agradecimentos ao Sr. Passos pelo texto enviado.







