quarta-feira, 15 de agosto de 2012

OS PREFEITOS DE CAMOCIM - I

Desde 1919 que se tem a figura do prefeito na administração pública em Camocim. Também foram chamados de intendentes e interventores, de acordo com o período político. Desde então, já se passaram 30 gestões em 93 anos de história administrativa. Nas eleições de 2012, votaremos na 27ª pessoa para ocupar o cargo máximo da administração municipal. Durante este período, alguns ocuparam o cargo por mais de uma vez: Francisco Othon Coelho (1945- nomeado e 1948 - eleito), Setembrino Fontenele Veras (Eleito em 1950 e 1966), Sérgio de Araújo Lima Aguiar (Eleito e reeleito em 1996 e 2000) e Francisco Maciel de Oliveira (Chico Vaulino. Eleito e reeleito em 2004 e 2008). Vale ressaltar que de 1930 a 1947 os prefeitos foram nomeados pela Ditadura Vargas. Somente no ano de 1945 tivemos quatro prefeitos e em 1970 teve-se uma candidatura única onde foi eleito o Dr. José Maria Primo de Carvalho. Até agora, somente uma mulher ocupou o cargo, entre 1983 a 1988, Ana Maria Beviláqua Moreira Veras. Segue abaixo a lista completa de todos os prefeitos de Camocim:
Atualizando: Nas eleições de 2012 foi eleita para prefeito de Camocim Mônica Gomes Aguiar, a segunda mulher a administrar o município para o período 2013 a 2016. Foi reeleita em 2016 para a gestão 2017-2020.
Foto: Antigo Prédio da Prefeitura Municipal de Camocim. Ano de 1954. Recepção á Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima. Administração Setembrino Veras.Arquivo do Blog.

01 -1919 - Pe. José Augusto da Silva.
02- 1920 - Tte. Cel. José Vitorino de Meneses
03- 1921 - Moisés Cavalcante Rocha
04- 1923 - Francisco Nelson Pessoa Chaves
05- 1927 - Thomaz Zeferino Veras
06- 1930 - Dr. Gentil Barreira
07- 1935 - João da Silva Ramos
08- 1944 - Tte. João Batista de Souza Brandão
09- 1945 - Horácio Pessoa (março a junho)
10- 1945 - Antonio Alcindo Rocha - (julho a outubro)
11- 1945 - Antonio de Albuquerque Souza (novembro)
12- 1945-  Francisco Othon Coelho (dezembro)
13- 1946 - Tte. Luís Marques de Souza
14- 1947 - José Pinheiro Pessoa
15- 1948 - Francisco Othon Coelho
16- 1951 - Setembrino Fontenele Veras
17- 1955 - Murilo Rocha Aguiar
18- 1959 - Carlos Trévia
19- 1963 - João Batista Rocha Aguiar
20- 1967 - Setembrino Fontenele Veras
21- 1971 - Dr. José Maria Primo de Carvalho
22- 1973 - João Pascoal de Melo
23- 1977 - Edilson Veras Coelho
24- 1983 - Ana Maria Beviláqua Moreira Veras
25- 1989 - Murilo Rocha Aguiar Filho
26- 1993 - Antonio Manoel Fontenele Veras
27- 1997 - Sérgio Aguiar Lima Aguiar
28- 2001 - Sérgio Aguiar Lima Aguiar
29- 2005 - Francisco Maciel de Oliveira (Chico Vaulino)
30- 2009 - Francisco Maciel de Oliveira (Chico Vaulino)
31- 2013 - Mônica Gomes Aguiar
32-2017 - Mônica Gomes Aguiar
33- 2021 - Maria Elizabete Magalhães (Betinha)

Fonte: Lista preparada por Arthur Queirós e completada pelo blogueiro.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

NOSSO OBRIGADO AOS PAIS DE CAMOCIM

Sr. "Augusto Dentista". Foto: Arquivo do blog.
O que são as datas diante da importância dos pais? Nada! Contudo, é uma oportunidade para além do apelo comercial de agradecermos aos autores dos nossos dias. Esta postagem antes de tudo, é um chamamento para que aproveitemos o tempo para dedicar mais atenção aos nossos pais. Vocês, filhos, que ainda tem um para abraçar, beijar, conversar, passear, não deixem isso para depois. Faça dele seu melhor e maior amigo. E o melhor pai quase sempre é o da gente, não é mesmo! Portanto, em nome do meu velho pai que já não está entre nós, quero parabenizar a todos os pais camocinenses que fazem do seu dia-a-dia a tarefa sagrada  de criar seus filhos, dotando-os do necessário para seu crescimento e evolução.
Tomando como exemplo o meu pai, homem de poucas letras, mas, que tinha uma visão de futuro, apostou todo seu esforço de trabalho na formação dos filhos. Nos tornamos professores, funcionários públicos, todos encaminhados na vida. Embora não tenha formado nenhum cirurgião dentista (seu sonho!) penso que ele partiu satisfeito com as nossas conquistas. Ironia do destino, fui aprovado para o Curso de Odontologia da UFC - Campus Sobral na última chamada do ENEM. Feito as contas do tempo a dispender e dos prós e dos contras de uma decisão de fazer um curso de natureza integral aos 47 anos, optei por não cursar e possibilitar a oportunidade de uma pessoa mais jovem realizar seu sonho e quem sabe de seu pai também. Com isso, Seu Augusto, posso pelo menos um dia dizer que a oportunidade de realizar o seu veio um pouco tarde, mas, o que me consola é que sei que o senhor também concordaria com minha decisão. 
Requiescat in pace!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

FATOS DA POLÍTICA DE CAMOCIM-CE - A MORTE DO DEPUTADO MURILO AGUIAR

Era 1º de março de 1985. Encontrava-me na cidade de Itapipoca fazendo um estágio no então ITERCE (Instituto de Terras do Ceará), hoje IDACE. A tarde transcorria modorrenta quando pegando uma fresca no quintal do escritório da repartição, peguei o meu portátil e aleatoriamente, sintonizei uma rádio de Fortaleza, que subitamente entrou com um repórter ao vivo transmitindo as eleições para a renovação da Mesa Diretora da Assembleia. Legislativa. Qual não foi minha surpresa ao ouvir que o então Deputado Murilo Aguiar disputava aquela eleição. Tratei de chamar os outros colegas para informar o acontecimento e assistir comigo aquele evento. Alguns já me parabenizavam pelo fato do conterrâneo ilustre estar chegando ao cargo máximo do legislativo. Pensei em como os camocinenses acompanhavam aquela transmissão, visto que era difícil sintonizar as rádios da capital. Murilo Aguiar era um político quase mitológico que povoava o imaginário de boa parte da população camocinense, endeusado por seus correligionários e odiado por adversários. Com a disputa acirrada, minha torcida aumentava a cada voto, mas, logo instalou-se uma confusão que o repórter não sabia definir bem, com a retirada do deputado para um hospital da cidade. Depois viria a notícia fatídica de sua morte. Conforme uma publicação póstuma da Assembleia Legislativa se lê:

Quando da renovação da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa em 1985, apresentaram-se à disputa dois candidatos: Murilo Aguiar e Castelo de Castro. O primeiro, apoiado pelo Governador do Estado, Gonzaga Mota, enquanto Castelo de Castro recebia o beneplácito da oposição e do Presidente da Casa, Aquiles Peres Mota. A previsão do resultado de empate favorecia o mais velho, no caso Murilo Aguiar. A votação decorreu em clima dos mais tumultuados na história do Legislativo Cearense. Quase no final da apuração, o Presidente concluiu pela anulação de um voto favorável a Murilo Aguiar, determinando a vitória de Castelo de Castro. Não suportando o impacto do resultado , viu-se acometido de infarto do miocárdio, falecendo logo após atendimento hospitalar.
Como homenagem dos deputados, foi dado o seu nome ao Auditório da Assembléia Legislativa do Ceará.

Na transmissão radiofônica ainda pude ouvir que o voto anulado em questão tinha sido o do próprio Deputado Murilo Aguiar, o que teria contribuído ainda mais para o infarto do mesmo e até para a tentativa de revide físico contra o Presidente da Casa, Aquiles Peres Mota, por parte de alguns de seus filhos presentes. Para mim ficou a imagem de um homem que morrera em pleno exercício de sua vocação, não se evocando aqui nem qualidades nem defeitos, mas, simplesmente exercendo seu ofício.


Fonte: Ceará. Assembléia Legislativa do Estado. Memorial. Deputado Pontes Neto.Deputados Estaduais: 15a legislatura 1959-1962/ Assembléia Legislativa do Estado do Ceará. – 2. ed. – Fortaleza: INESP, 2006, p.160.


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

ASSOCIATIVISMO EM CAMOCIM: A MUTUALIDADE CAMOCINENSE

Jornal "O Rebate". Sobral-CE.1908. Arquivo: NEDHIS. Curso de História da UVA.

Desde o início do século XX e mesmo antes, que nossos antepassados se agremiavam com o intuito de melhor viverem. As associações mutuais, beneficentes, religiosas, esportivas, literárias, sindicais, político-partidárias, dentre outras, são exemplo disso e apareceram no cenário citadino obedecendo as transformações sociais que a nascente república trouxera. Deste modo, jornais e outros documentos por nós pesquisados traçam ao longo do tempo os diversos matizes que essas associações tiveram. Hoje trazemos à tona a MUTUALIDADE CAMOCINENSE que, como o próprio nome indica, tinha no mutualismo sua finalidade maior. Nas associações deste tipo o pecúlio por morte e/ou invalidez era um dos seus principais produtos. O associado contribuía com uma quantia mensal ao longo de sua vida, sendo resgatada por quem de direito, numa das situações descritas acima. O fragmento do jornal "O Rebate", de 1908, mostra a quitação de um pecúlio devido à viúva de Vicente Ferreira Capote, falecido a 15 de agosto de 1908., que contribuiu durante cinco anos na referida associação. Treze dias depois o jornal informava a quantia paga à Dona Thereza Amélia Capote: 1:374$000 (um conto trezentos e setenta e quatro mil réis). Como podemos perceber este tipo de associação é predecessora das atuais seguradoras.

terça-feira, 31 de julho de 2012

O DESCASO DA DOCUMENTAÇÃO DE CAMOCIM

Documentação queimada nos fundos da Casa Coelho. Foto: Paulo José.
Igreja de Bom Jesus dos Navegantes. Foto: Arquivo do Blog.
Parte da história de um município está nos documentos, sejam eles das mais variadas espécies e tipos. Desde a documentação oficial (aliás, muito mal acondicionada num lugar que chamam de arquivo) à privada revelam muito das realizações do ser humano em determinado lugar. Por outro lado, como não temos ainda a cultura de guardar estes registros e por não termos um lugar apropriado para isso, um ARQUIVO PÚBLICO, um MUSEU, ou outro semelhante, muito dessa documentação vem se perdendo pela ação do tempo, sendo queimada e até transferida para outros locais. Recentemente, pela ação do Prof. Paulo José e outros, juntamente com alunos, salvaram alguma coisa da documentação da antiga CASA COELHO, após de muito dessa massa documental ter sido quimada (foto). Hoje, essa documentação e alguns objetos da referida casa estão na Escola Profissionalizante de Camocim, a espera de uma ação de conservação e catalogação. Por outro lado, o mesmo professor nos informa que os Livros de Tombo da Paróquia de Bom Jesus dos Navegantes, pelo menos os mais antigos estão sendo transferidos para a Diocese de Tianguá. Por se tratar de documentação eclesiástica a mesma na está sujeita à recente Lei da Informação aprovada pela Presidente Dilma, contudo, dificultará sobremaneira a pesquisa dos interessados. Ainda por causa das razões elencadas acima, o Prof. Benedito Genésio Ferreira, detentor de boa parte da documentação do SPH - Serviço de Promoção Humana, a doou ao Núcleo de Estudos e Documentação Histórica -NEDHIS, onde está sendo trabalhada, catalogada e já rendeu até uma monografia no Curso de História da UVA. Há evidente um descaso do poder público, aliás, responsável por toda a documentação oficial. Contudo, penso também que nós historiadores da cidade ainda não temos a maturidade e a vontade necessária para lutarmos para a salvaguarda  dessas documentações e espaços de história e memória.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A HOSPITALIDADE POLÍTICA DE CAMOCIM

Pescadores de Camocim. Foto:http://coisasdavida.fotosblogue.com
Camocim sem dúvida é uma cidade hospitaleira. O receber bem, o acolhimento são virtudes que alimentam o contato humano. A pessoa que chega a essa cidade, com raríssimas exceções logo fica "enturmada" com os nativos, e sem demora, passa a fazer parte do cotidiano da cidade. Quando menos se espera, o sujeito já da opinião, é convidado par fazer parte dos clubes de serviço, dos trabalhos das igrejas, dos times de futebol, das mesas seletas dos bares, para entrar em nossa casa e, se houver oportunidade até casam com nossas filhas. Observando mais de perto essa relação interessante e às vezes interesseira, essa hospitalidade é extendida para a política. Não raro, o sujeito que é bom de papo ou se ligou aos líderes políticos ou exerceu bem sua profissão ou ramo de vida, é lembrado para entrar na política. Ás vezes fico me perguntando se isso é fruto de nosso cosmopolitismo, outrora facilitado pelos contatos via porto ou ferrovia, ou se é um comodismo que faz com que nós deixamos para os outros a tarefa de nos governar. A esta altura quero dizer também que aqui não vai nenhuma dose de xenofobia, pois acredito que o lugar da pessoa é o lugar onde ela "se demora", não tendo, portanto, nada contra quem é "de fora". Se o sujeito se deu bem aqui é porque teve méritos para tal ou então está incluso numa das situações que colocamos acima. Deste modo, voltei os olhos para a política e vi vários exemplos de que nós camocinenses exercemos também o que denominei de hospitalidade política. Desde os primeiros tempos isso se configurou quando o patriarca da Família Veras, Zeferino Ferreira  de Veras (várias vezes Intendente, ainda no século XIX) aqui se instala vindo da região deTamboril-CE. Posteriormente, Alfredo Othon Coelho migra do Ipu-CE, para se estabelecer comercialmente. A Família Aguiar é oriunda de Massapê-CE. Mais recentemente, nos anos 1930, um dos maiores prefeitos nomeados pela Revolução de 1930, foi Gentil Barreira, político ligado à zona norte, mas nascido em Solonópole-CE. Na sua gestão foram erguidos o Mercado Público, o prédio da antiga Prefeitura e a Agência dos Correios e Telégrafos. Nos anos de 1971 e 1972, o municípo experimentou uma trégua na política e lançou uma chapa única onde o escolhido foi Dr. José Maria Primo de Carvalho, pernambucano, como todos sabem. Desfeito o acordo, os "fundo mole", ainda lançariam o Dr. Aristóbulo, também pernambucano, que veio a perder a eleição para João Pascoal de Melo, da facção "cara preta".  Nas eleições de 1992, o virtual candidato eleito seria Manoel Siqueira (não lembro de que município era), vitimado antes das eleições em acidente automobilístico, matéria de uma postagem anterior. No legislativo, também temos vários exemplos de vereadores e de Presidentes da Casa do Povo que não são camocinenses, como Otávio de Santana, Antonio Mingueira Braga (que também foi vice-prefeito), Marcos Antonio Monteiro Freitas e Benedito Soares Pereira. Na atual conjuntura política, se Padre Manoelzinho e Léo da Carne forem eleitos, teremos um ubajarense e um maranguapense no comando da hospitaleira Camocim.

Acrescentando informações do leitor Fábio em comentário enviado referindo-se à postagem:
Boa noite.
"... Zeferino Ferreira de Veras nasceu na Fazenda Sobradinho na época termo de Granja, não veio de Tamboril, mas sim de Viçosa onde foi morar com o pai Sr. José Benedito de Carvalho. Lá constituiram uma firma comercial, ele, Zeferino, também exerceu diversas funções públicas na cidade. No início da década de 70 do sec. XIX mudou-se para Camocim, mais precisamente para a fazenda hoje denominada, Buriti dos Veras. foi realmente o primeiro Veras a exercer uma função pública em Camocim.

Meu dizer: Apesar de não dizer a fonte, acredito que o leitor Fábio tenha razão. Parece que eu fiz confusão com o nome de Antônio Zeferino Veras, o mesmo nome que subustituiu o da rua 03 de outubro. Obrigado pela colaboração, Fábio.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A EDUCAÇÃO EM CAMOCIM - ESCOLA PEDRO APÓSTOLO

Rua 24 de Maio com Igreja de São Pedro ao fundo. Arquivo UVA/NEDHIS,
Em 2012 completarão 70 anos da Festa de São Pedro em Camocim. Como já dissemos em postagens anteriores, a Igreja de São Pedro foi erguida com o objetivo de afastar os fiéis de outras crenças, como o comunismo, além de dotar a região da praia da assistência religiosa e social, que segundo o pároco da época era um local de muita prostituição e pecado. Ao final dos anos 1960 o Serviço de Promoção Humana-SPH através de suas atividades no campo da educação contribuiu, segundo a historiadora Vera Lúcia Silva, para a conquista de "novos adeptos". (p.54). Na Igreja de São Pedro, especificamente e, depois na Casa de São Pedro, funcionou a Escola Pedro Apóstolo (foto abaixo), a primeira escola em um bairro de Camocim, conforme afirmação da historiadora acima referida:
"É interessante frisar que em 1968 o SPH, como foi afirmado anteriormente, em parceira com o SESI, com o Centro Social Evangélico de Camocim – CSEC, com a Colônia dos Pescadores e com a Conferência de São Vicente de Paula, fundou a primeira escola, que nós conhecemos hoje como escola de Ensino Fundamental I, em um bairro periférico de Camocim, a Escola Pedro Apóstolo – EPA. Com a ampliação da entidade, em 1968, é instalada uma secretaria, situada à entrada da Igreja de São Pedro, para realizar a matrícula de novos alunos".
Saliente-se o caráter ecumênico da iniciativa que proporcionou a muitas crianças da época terem acesso às primeiras letras e hoje terem se tornado homens e mulheres atuantes em nossa sociedade, mostrando que quando se quer fazer, é possível submeter as paixões e ideologias para segundo plano. As fotografias abaixo devem mexer com as memórias de quem se utilizou dos espaços da Escola Pedro Apóstolo. Ao tempo em que registramos mais um fragmento da história da nossa educação, que os professores de hoje procurem estudar um pouco da ação de seus colegas que 40 anos atrás eram verdadeiros titãs na tarefa de dar um pouco do que sabiam aos pequenos de nossa cidade, onde formação e pós-graduações era algo impensável. 


SPH-EPA.Alunos defronte da Casa de São Pedro. . Arquivo UVA/NEDHIS.1972.

SPH-EPA. Alunos da Escola Pedro Apóstolo. 1972. Arquivo UVA/NEDHIS.



domingo, 24 de junho de 2012

O RELÓGIO DA MATRIZ DE CAMOCIM

Igreja Matriz de Bom Jesus dos Navegantes. Camocim-CE

Domingo é dia de ir à missa! Aproveitando o dia e estando longe da  Igreja Matriz de Bom Jesus dos Navegantes, vamos ao menos brindar nossos leitores com algumas curiosidades históricas de nossa Capela Mor, como se dizia antigamente.Como todos já devem saber, nossa Matriz foi planejada pelo então engenheiro chefe da Estrada de Ferro de Sobral, Dr. José Privat que, aqui falecendo, teve seus restos mortais enterrados na Matriz, até então um costume da época. Depois de uma primeira construção frustada no final do século XIX, eis que em 1919, na gestão do Padre José Augusto da Silva, que liderou a construção da igreja, a mesma foi abençoada pelo Bispo de Sobral, Dom José Tupinambá da Frota. Na época a Paróquia de Camocim pertencia à Diocese de Sobral. Quando garoto, estudante  da Escola de 1º Grau João da Silva Ramos, sempre me intrigava o fato do Relógio da Matriz nunca dar a hora certa. Ainda tive a petulância de perguntar ao meu vizinho, o Sr. Sebastiãozinho Relojoeiro o motivo de tal "prego", que explicou que algumas vezes tinha consertado o "senhor do tempo", mas que sempre voltava a "atrasar" e "parar". Inaugurada em 1919, o relógio em questão só passou a servir de referência do tempo para os camocinenses em 1953. È o que nos diz a Ata da Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Camocim de 22 de março de 1953. Nela, o "vereador Joaquim Pereira de Brito requer que se telegrafe ao senhor Vicente Morel agradecendo a valiosa oferta de um relógio para a Igreja Matriz, o qual será instalado por ocasião das comemorações do Centenário de nascimento de seu pai José Severiano Morel".

A Família Morel, como sabemos foi uma das mais influentes e colaboradoras da obra católica em Camocim, principalmente na doação de bens materiais para a cosntrução do Instituto São José. Bom domingo a todos!

 

Fonte:http://brasil.rotasturisticas.com/visit.php?q1=Yes&regid=645&lista=23188