sábado, 4 de junho de 2016

O TUBARÃO "MONSTRO" DE CAMOCIM. HISTÓRIA DE PESCADOR?


Fonte: www.mundodosanimais.pt
            A notícia correu célere, como acontece em toda cidade pequena. Lá para as bandas das Barreiras, pescadores arpoaram um cação de tamanho incomum.  - O bicho dá mais de uma tonelada! Foi preciso mais de 20 homens para puxarem o bicho para a praia! Vixe Maria é o fim das eras! Ele veio para comer a devassidão que acontece nesse lugar - disse uma carola mais impertinente! Enfim, uma verdadeira multidão enfrentou a areia quente que ia da Praticagem até ao local do ocorrido. Daquele dia até a Festa de São José era só o que se falava. Como muitos acreditavam ter sido um sinal dos tempos, boa parte da carcaça do tubarão branco ficou na praia para deleite dos urubus e outros animais carnívoros. Por outro lado, a muqueca correu solta na beira da praia servindo de refeição nas casas dos pescadores que participaram da caça e das poucas biroscas da beira mar como tiragosto da famosa cachaça "Piojota" da Viçosa do Ceará. Um viajante da capital que passava pela cidade, ciente do caso e sabedor das propriedades do óleo de fígado de tubarão, arrematou o mesmo, cujo peso atingiu oitenta e cinco quilos.
            Esse relato poderia ser o começo de uma crônica que retratasse mais uma "história de pescador", dentre tantas outras que se ouve destes homens bravos que costumam aliar o fantástico às suas aventuras e suas lidas diárias para conseguir o pescado necessário para suas sobrevivências. No entanto, o fato acima foi publicado em jornal de grande circulação nacional - A Noite, do Rio de Janeiro, em 17 de março de 1939 - naqueles espaços destinados aos informes das sucursais em forma de pequenas notas em meio ao noticiário e publicidade. A pequena manchete apela um pouco para o sensacionalismo: "Arpoado um tubarão monstro". O texto, no entanto,  não corresponde ao apelo da manchete: "Na praia de Camocim foi arpoado um tubarão monstro, cujo fígado pesava 85 quilos. O local onde foi fisgado o colossal monstro marinho esteve repleto de curiosos". 

Fonte: Jornal "A Noite". 17/03/1939.
nº 9824, p.11, Rio de Janeiro-RJ.

            Tivesse a matéria rendido uma reportagem com alguma pesquisa adicional , o caso poderia ter um outro sentido, visto que é natural tubarões deste tamanho, especialmente, da espécie tubarão branco ou tubarão baleia. O fato de ter sido pescado em Camocim pode ser explicado devido aos movimentos migratórios destes animais. Por algum motivo, o tal tubarão desgarrou e errou o caminho entrando no Rio Coreaú. A matéria não se refere a tal espécie, mas o tubarão branco (Carcharodon carcharias) "pesa 1,3 tonelada em média, mas alguns podem atingir até cinco metros de comprimento. Estudos recentes mostraram que ele também é um migrador de capacidades extraordinárias. Em 2005, uma equipe internacional de pesquisadores publicou na revista 'Science' o tempo recorde marcado por um tubarão branco fêmea na travessia de ida e volta do oceano Índico. 'Nicole' percorreu mais de 20 mil quilômetros em pouco menos de nove meses".
            E se o tamanho do fígado causa admiração, vale dizer que nos tubarões ele  "pode representar até 28% do peso total do corpo e constitui uma enorme reserva de energia. Para neutralizar o peso do animal na água, um fígado de tubarão branco de 456 kg, contendo 400 litros de óleo, pode fornecer até 50 kg de empuxo".
            Portanto, essa não é uma história de pescador como as que o Bodó conta lá na Mercearia da Nazaré!

Fonte: Jornal "A Noite". 17/03/1939. nº 9824, p.11, Rio de Janeiro-RJ. 
Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/07/grande-tubarao-branco-acumula-gordura-antes-de-migrar.html


quinta-feira, 2 de junho de 2016

TERATOLOGIA ANIMAL - A ABERRAÇÃO DE CAMOCIM

Jornal "A Manhã". Quarta-feira, 08 de março de 1950. nº 2632, p.10. Rio de Janeiro-RJ.

O estudo da teratologia vai da Medicina ao Direito. Trocando em miúdos, quando nos deparamos com espécimes animais com feições humanas ou vice-versa, a teratologia se preocupará com as deformações congênitas que transformaram estas criaturas em "monstros". Por outro lado, quando estamos diante de uma decisão judicial que "contraria a lógica, o bom senso e até mesmo - em certos casos - a moralidade, na medida em que é possível conviver com o imoral e que inviabiliza as relações sociais", estaremos diante de uma "decisão teratológica" no campo jurídico. Sou do tempo em que qualquer anormalidade física em animais e humanos, neste sentido apontado acima era "castigo de Deus". Lembro-me que um parente nosso no Piauí nasceu com alguns pelos pubianos já crescidos - foi um Deus nos acuda com as diversas interpretações dadas ao caso, que não vem ao caso agora contar.
Todo este preâmbulo é para contextualizar uma pequena nota publicada no jornal A Manhã do Rio de Janeiro em 08 de março de 1950, dando conta do nascimento de um suíno com características de homem, elefante e macaco em Camocim. Se o leitor quiser visualizar várias destas criaturas, basta acessar o Youtube e verá casos em todo o mundo. Segundo ainda a nota, o dono do animal, quis eliminar todo o resto da prole suína, por entender que o fenômeno seria "um castigo do céu contra os crimes morais que avassalam o mundo..."
Para futuras pesquisas, resta saber quem seria este proprietário, como a cidade recebeu a notícia, qual a repercussão do caso, dentre outras perguntas.


Fonte: http://juris-web.blogspot.com.br/2013/04/teratologico-no-sentido-juridico.html
Fonte: Jornal "A Manhã". Quarta-feira, 08 de março de 1950. nº 2632, p.10. Rio de Janeiro-RJ

quinta-feira, 19 de maio de 2016

OS PRÉDIOS DE CAMOCIM - A AGÊNCIA DOS CORREIOS

Agência dos Correios e Telégrafos de Camocim. 2012. Fonte: https://www.google.com.br/maps.


Em 1891, o agente dos Correios de Camocim ainda estava ligado à administração da Estrada de Ferro. No referido ano, foi nomeado para o exercício do cargo o Sr. Manoel Pinto Soares Brandão, conforme informa o jornal Estado do Ceará na edição 273, de 14 de julho de 1891, página 02. Somente no chamado "governo revolucionário de 1930" é que a atual agência foi construída como mostra uma pequena placa na sua fachada ainda preservada que diz: "Edifício construído pelo Governo Provisório. 1932".
No entanto, poucos sabem que as agências dos Correios foram construídas em todo o Brasil a partir de modelos padronizados, daí, algumas terem semelhanças arquitetônicas. No ano de 1933, a Revista Vida Doméstica apresenta estes modelos. A de Camocim é do:
"Typo n.I padronisado - construído para as agências de Baturité, Camocim, Crato, Iguatu, Juazeiro (Ceará); Areias, Guarabira, Itabaiana, Pagtos, Souza (Parahyba do Norte); São Lourenço (Minas); Vassouras (E. do Rio); São Borja (R.G. do Sul); Garanhuns, Pesqueira, Petrolina (Pernambuco)" conforme mostra a figura abaixo. 
Embora tenha existido os modelos padronizados, podemos perceber entre o modelo apresentado na revista para estas cidades e a Agência de Camocim, algumas diferenças na fachada, sobretudo, no número de janelas, em que pese que as mesmas possam ter sido eliminadas em reformas posteriores.
Contudo, fica o registro!


Agência dos Correios e Telegráfos Typo I. Fonte: Revista Vida Doméstica. nº 189, p.43, 1933.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

OS PRÉDIOS DE CAMOCIM - A MESA DE RENDAS ALFANDEGADA

Prédio da antiga Mesa de Rendas de Camocim. Foto: José Airton Rocha.

Este é um prédio que não existe mais em Camocim, apenas a fachada dele resiste ao tempo, assim como o Hotel da Ambrozina ao lado. Foi sede de banco e da famosa Mercearia Serrote  de propriedade da família Maia. 
Mesa de Rendas de Camocim. Rua Engenheiro Privat. 1935.
Fonte: Revista Vida Doméstica, nº 212, p.18.

Em tempos mais recuados, vamos encontrar em nossas pesquisas o mesmo prédio sendo sede de uma repartição pública, no caso a Mesa de Rendas Alfandegada, espécie de órgão fiscalizador semelhante ao que se conhece hoje como Receita Federal. Camocim, à época em que foto foi tirada, 1935, e publicada na revista Vida Doméstica, era uma das poucas cidades do interior cearense a ter a presença de um órgão desta natureza, justificada, naturalmente, pelo volume de transações comerciais que aqui se davam por conta das atividades oriundas do Porto de Camocim e da Estrada de Ferro de Sobral.










quinta-feira, 5 de maio de 2016

QUEM FOI ENGENHEIRO PRIVAT, NOME DE RUA EM CAMOCIM?


Engenheiro José Privat. Óleo de Descartes Gadelha.
 Fonte: A Estrada de Ferro de Sobral. André Frota de Oliveira.
A cronologia marca hoje, 05 de maio, a data da morte do engenheiro Dr. José Privat em Camocim no ano de 1882, advinda das complicações médicas resultante de uma queda de cavalo. Mas, quem foi este homem, além da sua atuação na Estrada de Ferro de Baturité e Sobral,  autor da planta da Igreja Matriz de Bom Jesus dos Navegantes em Camocim, na qual se encontra seus restos mortais? Afora, como se conta em alguns escritos, dele ser um "autêntico cavalheiro, de trato ameno e distinto, estimado e admirado por todos que o conheciam, incapaz de uma palavra áspera contra quem quer que fosse", distinto por seu "talento e ilustração incomum", o que se pode dizer da sua atuação como engenheiro nas ferrovias cearenses?(OLIVEIRA, André Frota de. A Estrada de Ferro de Sobral, 1994, pag. 82).
O Dr. José Privat está incluso, portanto, na conjuntura das grandes secas nordestinas e atuou fortemente na concepção da salvação dos flagelados pelo trabalho nas grandes obras abertas pelo governo. Como os sertanejos não estavam acostumados com o ritmo e a natureza destas obras, vários conflitos se observaram na construção das ferrovias de Barturité e Sobral, nos portos de Acaraú e Camocim e nos açudes de Acarape e Quixadá
Antes de vir para Camocim o Dr José Privat trabalhou na Estrada de Ferro de Baturité, onde os efeitos da disciplina nos acampamentos de trabalhadores ganharam as páginas dos jornais. A atuação dos engenheiros na organização do trabalho chegava às raias do autoritarismo a ponto do jornal Echo do Povo denunciar:

Cada engenheiro é um Suserano da linha, que trata o público e especialmente os trabalhadores e empregados, como escravos, sendo obrigados a levantarem-se quando passam, chapéus na mão, e olhos cravados no chão, em sinal de obediência absoluta. 9 (Echo do Povo de 7/08/1879, BPGMP).

Neste sistema de disciplina e controle no e para o trabalho, o Dr. José Privat teve destacada participação na elaboração de um plano de trabalho, como assinala o historiador Tyrone Apolo Cândido.

No sentido de constituir uma ordem de trabalho para o “bom andamento das obras”, José Privat, engenheiro da via-férrea de Baturité, redigiu um plano para as obras da estrada de ferro: um verdadeiro código disciplinar feito para nortear o trabalho dos retirantes. O seu plano falava no emprego de 2.400 operários, divididos em oito grupos 4 de 300 homens. “Cada grupo terá um administrador e um apontador-escrevente e será subdividido em 5 turmas de 60 homens cada um, dirigido por um feitor”. Da obediência e harmonia no trato para com administradores, apontadores e feitores dependeria o bom andamento dos trabalhos. Seriam eles que fariam, na lida diária, a distribuição das rações aos retirantes. Mas para garantir a ordem, o engenheiro Privat propunha ainda a criação de uma “polícia de cada abarracamento”, composta por dez homens de confiança “tirados entre os trabalhadores”. (Entre a migração e o trabalho: retirantes e trabalhadores de ofício em obras de socorro público (Ceará - 1877-1919. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011, p.4-5).


Rua Engenheiro Privat. Camocim.
Fonte: Arquivo do blog
A fortuna memorialística em torno do seu nome está restrita à Rua Engenheiro Privat em Camocim e ao lugarejo Privat situado à margem da via férrea que dista 9 km de Granja, onde em 1926 foi inaugurada uma pequena estação denominada Dr. José Privat.

Estação Dr. Privat. Privat. Granja-CE.
Fonte:http://www.estacoesferroviarias.com.br/ce_sobral/doutor.htm
























quarta-feira, 4 de maio de 2016

BELEZAS DE CAMOCIM - LAGO DO BOQUEIRÃO

Foto: dacadeirinhadearruar.blogspot.com

Camocim é um município onde a natureza é especial mesmo! Afora o maior litoral do estado do Ceará (62km) com praias exuberantes e desertas, ainda é banhada por lagos de leste a oeste como o Lago das Cangalhas, Lago Seco, Lago Grande e Lago do Boqueirão, objeto desta postagem. Mas, como era o Lago do Boqueirão há quase 90 anos atrás? O Ministério da Viação e Obras Públicas em seu relatório de 1927, assim o descrevia:

LAGO  DO BOQUEIRÃO

Este vasto reservatorio de agua doce, barrado espontaneamente e ha longos annos pelas dunas do municipio de Camocim, no Ceará, e cuja circumferencia mede cerca de 8 leguas, esteve quase a perder-se na ultima invernada por falta de um sangradouro que evitasse o transbordamento imminente por sobre o fragil material da barragem natural. Tratando-se de um verdadeiro açude que nada custou aos cofres publicos e cuja utilidade já se tem feito sentir permanente, a Inspectoria providenciou sobre a abertura do necessario sangradouro, que foi projectado e aberto entre 6 e 31 de dezembro, com o dispendio de 54:499$500. A soleira tem 6m, 90 de largura e os taludes são de 2 metros de altura por 1 de base, com cerca de 800 metros de extensão.

Estaria hoje o Lago do Boqueirão com seu sangradouro ainda em condições de suportar uma boa invernada?

Obs: Manteve-se a grafia da época.

Fonte: Relatório do Ministério da Viação e Obras Públicas. 1927, p.364-65. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.


sábado, 30 de abril de 2016

ABRIL PINTO MARTINS XVII - EM MEMÓRIA DO NOME



Inauguração do busto de Pinto Martins. Camocim. 1979. Fonte: blog camocimonline.

Encerrando a série ABRIL PINTO MARTINS, a sensação é de que muito ainda faltou para ser mostrado, mas, virão outros abris. Passado a efusão de homenagens, todo mundo volta para sua vida particular. Nesse sentido, não iremos aqui reprisar os eventos mais importantes na vida de Pinto Martins a partir de então: seu trabalho de pesquisa para a exploração de petróleo no Brasil e sua morte. De alguma forma já o fizemos neste espaço (A morte de Pinto Martins, nº 2, Terça-feira, 2 de setembro de 2012; O Petróleo em Camocim, Sexta-feira, 30 de março de 2012; O Herói Esquecido, 21 de fevereiro de 2011, dentre outros).

Estátua de Pinto Martins. Camocim. Fonte:cearaem fotos.

Hoje vamos enfocar o que ficou da fortuna memorialística em torno da figura do aviador Euclides Pinto Martins. Em Camocim, além da atual Praça Pinto Martins, Aeroporto, Rádio Pinto Martins e Biblioteca Municipal, já existiram a Escola Euclides Pinto Martins, nos anos 1940 por conta da Cruzada Nacional da Educação, que objetivava erradicar o analfabetismo, além do Sonoro Pinto Martins, uma antiga amplificadora e o Grupo de Teatro Amador Pinto Martins. Em forma de monumento,o busto inaugurado no Centenário de Camocim foi parar na Academia Camocinense de Ciências, Artes e Letras. Depois, ergueu-se uma estátua que ainda hoje está na Praça Pinto Martins e depois colocaram um avião da FAB para se comemorar o centenário do voo de Santos Dumont.


Visita ao Túmulo de Pinto Martins. Rio de Janeiro. 1926. Fonte: Revista da Semana.

Em Fortaleza, tem-se um pequeno memorial no Aeroporto Internacional Pinto Martins.
Em Salvador, Bahia, Natal, RN, há ruas Pinto Martins. No Rio de Janeiro, além da capital, vários municípios homenagearam o aviador camocinense.
Outro ponto que se tornou turístico no Rio de Janeiro é o roteiro dos aviadores no Cemitério São João Batista, onde Pinto Martins foi sepultado.
Túmulo de Pinto Martins. Rio de Janeiro. Cemitério São João Batista. 2011. Foto: Alênio  Carlos,

Breve retornaremos com mais curiosidades sobre o homem Pinto Martins.   


sexta-feira, 29 de abril de 2016

ABRIL PINTO MARTINS XVI - NO RIO DE JANEIRO, A APOTEOSE.

Vista aérea da recepção à Pinto Martins e Walter Hinton. Rio de Janeiro. 1923.
Fonte: Revista Fon Fon. nº07, p.31, 1913, Rio de Janeiro.
Ao centro Presidente Arthur Bernardes, tendo à esquerda Pinto Marins e à direita Walter Hinton.
 Fonte:  Revista O Malho 1066, p.27. 1923. Rio de Janeiro
Praticamente todos os veículos de comunicação da época deram destaque à chegada dos aviadores aventureiros que, finalmente, completavam o raid aéreo Nova Iorque-Rio de Janeiro. Naquele 08 de fevereiro de 1923 ainda estava aberta a Exposição Nacional que comemorara o Centenário da Independência em setembro de 1922. A profusão de imagens e textos (em prosa e versos) ofertados a Pinto Martins e Walter Hinton revelam bem a importância que ainda foi dada ao evento, com a presença do Presidente da República Artur Bernardes e outras autoridades da República. A partir de então, sucederam-se homenagens as mais diversas da elite carioca e paulista e de instituições da sociedade civil. A Aviação Naval, por exemplo, promoveu um almoço para os aviadores na Ilha das Enxadas. A Colônia Americana também os recepcionou com almoço no Palace Hotel. Neste mesmo local o Aero Cub Brasileiro ofereceu um banquete onde Pinto Martins foi recebido por Santos Dumont. A Associação Comercial do Rio de Janeiro promoveu um chá dançante no Club dos Diários. O Club Portuguez, o Centro Beneficente Gago Coutinho e Sacadura Cabral e o Centro Maçônico realizaram sessões solenes. A Associação dos Empregados do Comércio de São Paulo, entregaram medalhas a Pinto Martins e Walter Hinton no campo de Indianápolis. Enfim... foram muitas as homenagens.

Recepção à Pinto Martins e Walter Hinton. Rio de Janeiro. 1923.
Fonte: Revista
 Fon Fon. nº07, p.29, 1923, Rio de Janeiro

Na foto acima percebe-se três momentos do acolhimento festivo aos tripulantes do Sampaio Correia II, desembarcados na Baía de Guanabara. De cima para baixo temos: Pinto Martins sendo flagrado antes do desembarque; tripulantes do hidroavião se deixando fotografar com o Presidente do Aero-Club Brasileiro o senador Sampaio Correia e abaixo a "colossal massa popular que, premindo-se no recinto da Exposição, aguardava a chegada dos aviadores".
A Revista O Malho, por fim saudou aos aviadores que superaram o roteiro acidentado de cerca de 6.000 milhas náuticas :
- Glória ao aviador patrício, ao nosso extraordinário Pinto Martins! Glória ao aviador "yankee" Walter Hinton - os heróes do maior feito aéreo do  mundo! 

Fonte: Revista Fon Fon,  nº07, p.29-31, 1923, Rio de Janeiro,
            Revista O Malho 1066, p.27. 1923. Rio de Janeiro