domingo, 16 de outubro de 2016

AOS PROFESSORES DE CAMOCIM COM CARINHO


O poema abaixo é dedicado ao professor. Como ensinar é também um ato poético publicamos mais um poema da lavra do poeta camocinense João Batista Nascimento, membro da Academia Camocinense de Ciência, Artes e Letras.
Prof. Raimundo, personagem de Chico Anysio.
Fonte: mensagens com amor.

O DIA DO PROFESSOR


E ASSIM JÁ DIZIA PLATÃO
A FORMAÇÃO DO CIDADÃO
DEPENDE DE UM PROFESSOR
ESSE MESTRE DA SABEDORIA
QUE NOS ENSINA NO DIA A DIA
COM DEDICAÇÃO E AMOR

PRA TUDO O QUE FAZEMOS
E TUDO O QUE APRENDEMOS
PRECISAMOS DE UM DOCENTE
A SUA VALORIZAÇÃO
É O FUTURO DE UMA NAÇÃO
PARA O PROGRESSO EMINENTE

PRA DEFINIR UM PROFESSOR
ELE É O EDUCADOR
DA SUA VIDA E SEU DESTINO
MOSTRA O CONHECIMENTO
É ELE O INSTRUMENTO
PARA O PROGRESSO DO ENSINO

NA EDUCAÇÃO INFANTIL
COM SEU JEITINHO SUTIL
AO ENSINO FUNDAMENTAL
NO MÉDIO E SUPERIOR
PÓS, MESTRADO E DOUTOR.
À EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

É NECESSÁRIO UM MENTOR
NA FIGURA DE UM PROFESSOR
PARA TODA EXPLICAÇÃO
NO INTERIOR OU NA CIDADE
NO CEJA OU FACULDADE
O EDUCADOR É A SOLUÇÃO

O PROFESSOR REPRESENTA
AQUILO QUE NOS SUSTENTA
A FOME NO APRENDIZADO
AO PEGAR NUMA CANETA
FAZER AS PRIMEIRAS LETRAS
NOS DEIXA EMOCIONADO

EM NOSSA RESIDÊNCIA
ADQUIRIMOS EXPERIÊNCIA
DESDE O NOSSO NASCIMENTO
OS PRIMEIROS PROFESSORES
SÃO OS NOSSOS GENITORES
ENSINAM-NOS A TODO O MOMENTO

O PROFESSOR ENSINA O BEM
MAS EXISTE TAMBÉM
O QUE ENSINA A MALDADE
ELE TAMBÉM É UM MENTOR
DO ERRO TAMBÉM É DOUTOR
UM MAL PARA A HUMANIDADE

AGORA DEVEMOS PERCEBER
QUE TUDO PARA APRENDER
É PRECISO UM PROFESSOR
UM PROFISSIONAL IMPORTANTE
MALTRATADO A TODO INSTANTE
POR TODO ADMINISTRADOR

MUITO MAL REMUNERADO
O NOME DESQUALIFICADO
DENTRE AS OUTRAS PROFISSÕES
SEM CONDIÇÕES PARA EXERCER
SUA PROFISSÃO PARA CRESCER
SÃO LIMITADAS AS FUNÇÕES

OS GRANDES ADMINISTRADORES
ESQUECEM OS BENFEITORES
DA SUA CHEGADA AO SUCESSO
UM DELES É O PROFESSOR
FOI ELE QUE ENSINOU
SUA JORNADA AO PROGRESSO

HOJE HOMENAGEAMOS
A TODOS CONCLAMAMOS
NUMA SÓ VOZ POTENTE
O QUE SERIA DO SABER
SE NÃO EXISTISSE O DEVER
DE TODO CORPO DOCENTE?

AUTOR: JOABNASCIMENTO
DATA: 08/10/16
Recanto das Letras: JOABNASCIMENTO
Blog: joaobnascimento55.blogspot.com
Twitter:@ljoaobatista


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

CAMOCIM NOS CARTÕES TELEFÔNICOS

O ato de colecionar é próprio do ser humano. Dependendo do tempo colecionamos sempre algo de valor comercial ou sentimental. Hoje revirando o grande baú da internet me deparo com um item que fez parte da febre do colecionismo no Brasil dos anos 1990 que ganhou até nome próprio: a TELECARTOFILIA. Antes, por volta de 1976, a Itália já usava um tipo de cartão telefônico semelhante ao que usamos durante tanto tempo em uso simultâneo ou substituindo a velha "ficha telefônica".

Margens do Rio Coreaú. Camocim.
Fonte: http://produto.mercadolivre.com.br

Voltemos pois, para o cartão acima que ilustra essa postagem. Afora a reminiscência de que um dia colecionamos as mais diversas séries e os mais variados temas figurados nos cartões telefônicos, organizados em álbuns específicos, trocando os repetidos, etc., a imagem 30 sobre Camocim não poderia ser mais emblemática: o amanhecer (ou seria entardecer) no Rio Coreaú; a maré enchendo (ou seria secando); a aurora ou o lusco-fusco (a fotografia não ajudou muito neste momento) destacando e descortinando o Outro Lado do Rio Coreaú com suas dunas e mangues; um homem pedalando sua bicicleta quase dentro d'água, parecendo posar para o fotógrafo. Quem seria ele? Quando a foto e o cartão foram feitos?
A febre do colecionismo passou. Hoje são outros objetos em evidência, mas, quem quiser adquirir este cartão, único disponível no Mercado Livre, o mesmo se encontra à venda por um vendedor de Londrina, no Paraná. Custa R$ 1,00 mais frete. Quem se habilita a comprar esta relíquia?  Quem comprar, favor entrar em contato com o blog que registraremos.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

CAMOCIM PARAÍSO SEM FIM

Fonte inesgotável de inspiração, nosso paraíso continua a desafiar escritores e poetas. O texto abaixo é prova disso e nos fornece mais uma página de simplicidade e poesia que enaltece nossa bela Camocim.

by João Batista do Nascimento
Recanto das Letras: JOABNASCIMENTO
Blog: joaobnascimento55.blogspot.com
Twitter: @ljoaobatista

Fonte: joaobnascimento55.blogspot.com
CERTO DIA ESTAVA EU A PENSAR ASSIM: 
SERÁ QUE EXISTE UM LUGAR MAIS LINDO DO QUE O MEU AMADO CAMOCIM? 
TERRA DE PRAIAS PERFEITAS, 
AONDE O MAR CHEGA TRAZENDO A RECEITA, 
QUE SUAS ÁGUAS SALGADAS VENHAM NOS ACARICIAR; 
EM NOSSO CORPO FICA A NOS BEIJAR, 
DEIXANDO NA PELE SEU GOSTO DE SAL, 
PRAZER COMO ESSE NÃO HÁ OUTRO IGUAL; 
SUAS DUNAS QUE BRILHAM SOB O SOL ESCALDANTE, 
NOS COBRE COM SUAS AREIAS QUENTES BRILHANTES, 
NOS FAZ PARECER À MILANESA, 
UM PRATO GOSTOSO EM NOSSA MESA, 
SUA ARQUITETURA CHEIA DE NOBREZA,
FAZ UMA COMBINAÇÃO PERFEITA COM A MÃE NATUREZA, 
SEUS MANGUES GERANDO VIDA PRA SOBREVIVÊNCIA,
 E PRO ECOSSISTEMA ÉS UMA GRANDE POTÊNCIA, 
FARTURA PROS POBRES E TODAS AS ADJACÊNCIAS; 
MARISCOS SABOROSOS PRA GENTE SABOREAR, 
PRATOS DELICIOSOS PRA NOS SACIAR, 
SUAS NOITES COMBINAM COM A LUA E O MAR,
QUE TANTO NOS CONVIDAM PRA NAMORAR, 
MOMENTOS INESQUECÍVEIS SEMPRE À BEIRA MAR. 
SEU POVO TÃO SINGELO, COM SORRISOS NO ROSTO,
NÃO EXALAM A TRISTEZA E ATÉ MESMO OS DESGOSTOS, 
DEIXADOS PELA VIDA E PELO SOFRIMENTO, 
DA FALTA DE RIQUEZA, TORTURAS E LAMENTOS, 
TE ABRAÇAM COM ENTUSIASMOS, 
TE ACOLHEM SEM MARASMOS, 
NO MÍNIMO TE DÃO UMA REDE PRA DEITAR, 
SEM PENA E MESQUINHEZ, VÃO TE ALIMENTAR, 
BAIÃO COM FARINHA NÃO PODEM FALTAR. 
POVO ALEGRE, FELIZ E FESTEIRO, 
TRABALHA ARDUAMENTE PRA GANHAR SEU DINHEIRO, 
NO FIM DE SEMANA UM FORRÓ IR DANÇAR, 
TOMAR UMA CACHAÇA E TAMBÉM NAMORAR, 
AGARRAR AS CABOCLAS DO RISO FACEIRO, 
BALANÇO NAS ANCAS E REBOLADO BREJEIRO. 
A PESCA DO PEIXE E DO CARANGUEJO, 
LHES DÃO O SUSTENTO E SACIAM SEUS DESEJOS. 
É ASSIM QUE VIVE O POVO DAQUI, 
EXEMPLOS DE VIDA PRA GENTE SEGUIR. 
AMO AMAR ESSE LUGAR, 
QUE BOM, EU VOLTEI PRA SEMPRE FICAR, 
E ASSIM TODO DIA PODER TE NAMORAR, 
DIZER VEEMENTE, 
COM A CERTEZA NA MENTE, 
AQUI É O MEU LUGAR.



AUTOR: JOABNASCIMENTO
DATA: 01/09/15

sábado, 8 de outubro de 2016

VI SETEMBRO CAMOCIM - XXIV. A PESCA ARTESANAL EM MACEIÓ-CAMOCIM

Maceió é uma vila de pescadores de Camocim. Ultimamente observa-se uma diminuição da pesca artesanal. A matéria abaixo elenca os problemas que acarretam essa diminuição e traça um perfil desta brava vila de pescadores em  nosso município.


by Leiliane do Nascimento Sousa
Aluna do Curso de História PARFOR/UVA/Camocim







Praia do Maceió. 2016. Camocim-CE.
Foto: Leiliane Sousa.
A Praia do Maceió era conhecida como a vila de pescadores, onde a principal fonte de recursos para as famílias da comunidade e o único fator econômico era a pesca artesanal. Conforme foi se implantando melhorias na infraestrutura da região como, por exemplo, a construção de uma estrada asfaltada, ocorreram mudanças socioeconômicas, principalmente a crescente presença do turismo, melhorando assim o acesso e abrindo caminhos para as descobertas de belezas naturais, tornando a pequena vila em um ponto turístico da cidade. 
Hoje a vila passou a ser conhecida internacionalmente como Praia do Maceió, despertando interesses e trazendo investidores estrangeiros para comunidade.
A vila que vivia apenas da pesca artesanal passou a desenvolver uma nova atividade econômica: o turismo. Com isso. a mesma foi sendo desvalorizada por alguns moradores, e pelos filhos dos pescadores, sendo que muitos preferem valorizar o que o turismo tem a oferecer do que preservar a cultura e a memória da comunidade. Os traços da pesca encontrados hoje na localidade, são cultivados pelos poucos pescadores existentes, como: canoas expostas, pequenas pesqueiras que são usadas para guardar alguns dos materiais utilizados na pesca (redes, a vela da canoa, motores, e caixas para armazenar gelos e pescados) as mesmas são construídas de materiais próprios da região.
A pesca artesanal foi diminuindo sua produção desde 1988, cerca de 70% junto ao trabalho dos pescadores. Sendo que a praia do Maceió, foi uma das praias que mais produziu pescados da região. Porém hoje a realidade é outra, pois os moradores locais estão se adequando a uma realidade imposta pelo o setor econômico desenvolvido pelo turismo, deixando de lado a prática da pesca artesanal tão valorizada e sinônimo de fartura e equilíbrio cultural.

Segundo o Sr. Sebastião Ferreira de Sousa, pescador e nativo da comunidade, desde 1995 houve mudanças na condição de vida dos moradores. Hoje, cada morador tem uma qualidade de vida bem melhor, mas por outro lado surge uma grande preocupação: alguns dos nativos não querem mais preservar a cultura e a memória do lugar. “É motivo de tristeza ver que alguns dos nativos, não querem mais cultivar a pesca artesanal”.
O desejo do Sr. Sebastião e de alguns moradores é que a situação da comunidade continue melhorando, mas que os nativos não abandonem e nem deixem acabar a pesca artesanal. E que ela permaneça e seja valorizada por todos que vivem na comunidade, representando a cultura e a memória da Praia do Maceió.

VI SETEMBRO CAMOCIM . XXIII. A FLAMENGA DOS FERREIRAS

A história de um lugar é a história das pessoas desse lugar. Deste modo, são elas que possuem a memória de suas origens. A matéria abaixo discorre sobre a comunidade de Flamenga dos Ferreiras. na zona rural de Camocim.

by Antonia Irla Mendes de Brito
Aluna do Curso de História PARFOR/UVA/Camocim.

Escola, posto de saúde e fábrica de doce na comunidade de Flamenga dos Ferreiras. 2016
Camocim-CE. Foto: Irla Brito.
                                                     
            Manuel Ferreira da Silva nasceu em 1895 em Camocim, no distrito conhecido como Guriú. Em 1915 foi embora para Belém do Pará, onde casou com uma mulher muito importante da cidade e que era filha do prefeito, a senhora Maria Luísa, por volta de 1923. Junto com sua esposa, e seu irmão José Ferreira da Silva resolveram voltar para Camocim, onde decidiram comprar algumas braças de terras, como na época era conhecida, terras que ainda não havia ninguém por lá, e que tinha um valor muito inferior em comparação com o de hoje, pois a mesma se encontrava a alguns quilômetros da cidade. Anos depois nasceram seus filhos e com o passar dos anos foram amadurecendo e construindo suas famílias, que por sua vez foram se estabelecendo sobre as terras de seus antepassados, onde hoje se encontra a quarta geração da Família Ferreira.
            José Ferreira da Silva que era um dos herdeiros doou uma parte da terra para construir a Escola Manuel Ferreira da Silva, fundada em 13 de março de 1989 nome dado em homenagem ao patriarca da família, que na época havia falecido. Vale ressaltar que em 1980 além da Família Ferreira já habitavam também a Família Mota. Em 1991 foi alcançado um grande sonho de todos que ali habitavam,  a tão sonhada energia elétrica. Daí em diante a comunidade já não era mais considerada como um matagal e sim como Flamenga dos Ferreiras que desta forma ficou conhecida e respeitada por todos, nosso  lugarzinho na zona rural de Camocim que hoje é habitada por cerca de 300 (trezentas) pessoas.


Fonte oral: Rosa Amaral Ferreira, 68 anos, aposentada. Entrevista realizada na comunidade de Flamenga dos Ferreiras por Antonio Irla Mendes de Brito

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

VI SETEMBRO CAMOCIM - XXII. O CAFUNDÓ DE DONA BELA

Sabe aquele lugar que se confunde com um morador e vice-versa quanto à sua denominação? Este é o caso de Dona Bela, moradora da localidade de Cafundó, na zona rural de Camocim-CE. Com o tempo e as atividades exercidas por ela, como rezadeira, parteira, dona de um time de futebol e praticante do candomblé, o lugar acabou sendo chamado de Cafundó da Dona Bela por sua presença constante nestas práticas A matéria abaixo destaca esta personagem de 85 anos de idade que sente hoje o peso da idade e se tornou evangélica. 

by Darciane Costa dos Santos 
Aluna do Curso de História PARFOR/UVA/Camocim


Dona Bela, 15.09.2016. Camocim-CE
Foto: Darciane Costa dos Santos
Izabel Alexandre da Costa Rodrigues, popularmente conhecida na região onde mora como Dona Bela, tem 85 anos, mora na zona rural de Camocim, na comunidade do Mororó, há 8 Km da sede. Teve vinte e sete filhos e atualmente tem apenas nove.
Dona Bela nasceu e cresceu na Comunidade do Cafundó, localizada na zona rural de Camocim, onde desenvolveu sua trajetória de vida. Ainda muito jovem começou a ser parteira e dona de terreiro de umbanda, adquirindo fama de macumbeira, como se chama na região, fama esta que a tornou uma pessoa bastante conhecida na sua localidade e vizinhanças.
Na comunidade do Cafundó só tinha ela de parteira. Perguntamos quem a ensinou e ela afirmou que ninguém. Ela relata que resolveu ser parteira por conta da necessidade, pois, nessa época na década de 1950 o acesso aos médicos era difícil para as pessoas que moravam no interior . Ela relata que quando as mulheres estavam sentindo as dores do parto, alguém ia chamá-la, poderia ser a hora que fosse. Para se deslocar ela usava como meio de transporte um cavalo. Dona Bela conta com entusiasmo de suas aventuras e que levou várias quedas de cavalo durante as viagens e quando o parto era perto de sua casa ela ia a pé.
Ao perguntarmos se ela lembrava quantos partos fez ao longo de sua vida, a mesma sorriu... e gentilmente respondeu que não teria como saber ao certo a quantidade exata, mais relata ter sido mais de duzentos partos. Perguntamos se acontecia de alguns bebês morrerem durante o parto, ela disse que sim, pois, os partos eram demorados e às vezes as crianças passavam do tempo de nascer. Relatou também que a procura para ela realizar os partos era constante, por ser muito conhecida. Além das pessoas de sua localidade,outras pessoas de lugares vizinhos sempre iam lhe requisitar para trazer os bebês ao mundo.

Além de parteira como já dissemos acima, ela também era macumbeira o que a tornou bastante conhecida não só apenas no interior mais também em várias cidades levando ao conhecimento de muitos a localidade do Cafundó. Outro fator que contribuiu para isso, foi o fato de que próximo de sua casa ter um campo de futebol onde sempre aconteciam vários campeonatos e por ela se destacar como dona do time do Cafundó e torcedora mais atuante. Atualmente Dona Bela mora com um de seus filhos mais novos na comunidade do Mororó. Por conta da influência do mesmo, Dona Bela se tornou evangélica e afirma com convicção que ainda é parteira, uma profissão que está desaparecendo.
Ela traz consigo boas lembranças de vida e muitas histórias para contar sobre o local onde ela passou sua vida - o Cafundó... Por isso muitos falam no Cafundó da Dona Bela.