sábado, 10 de junho de 2017

A EDUCAÇÃO EM CAMOCIM - PRIMEIRA DÉCADA DO SÉC. XX

Relação de Escolas de Camocim. Fonte: Annuario Almanack Laemmert. p.268.

No início do século XX, o acesso à educação no Brasil ainda era muito limitado para o conjunto da população. Talvez por isso, pouco era também o número de escolas e professores. Não muito distante deste tempo, até por volta dos anos 1970, era corriqueiro primeiro se estudar numa "escola", que funcionava na casa do professor (a), onde se aprendia o "alfabeto" e só depois se ingressava numa escola propriamente dita.
 No município de Camocim, os dados de 1909, mostra essa realidade. Existiam naquela época algumas escolas particulares e municipais de instrução primária, como por exemplo:

"ESCOLAS PARTICULARES:
Instrucção Primaria
Sexo masculino
Professor: Francisco Menescal Carneiro. nocturna.
Mixtas:
Angela Ferreira Colyer
D. Eustachia Aragão
D. Francelina de Castro Fialho
D. Urbina Gondim Barbosa

ESCOLAS MUNICIPAES
Instrucção Primaria
Instituto Municipal Camociense
Professor: Raul Rocha"

Existiam ainda escolas nas povoações de Almas, Barroquinha, Guriú e Araras, que eram fiscalizadas pelo Presidente da Câmara, àquela epóca, Poder Executivo. Além da instrução primária, havia ainda outras escolas públicas, destinadas aos sexos feminino, masculino e mistas:

"Escolas publicas:
Sexo masculino:D. Maria Carolina Brandão Cela.
Sexo feminino: D. Heraclia Theodora de Sá Callado.

Ainda segundo o documento analisado, existia uma escola particular como o nome:

"COLLEGIO JOSÉ DE ALENCAR
Director: José Telles de Sousa".

O Conselho Escolar do município era formado por:

"Severiano José de Carvalho - presidente
Julio Cícero Monteiro
José Joaquim de Oliveira Praxedes
Antonio Sampaio Torres
José Maximiano Brasil".









sábado, 3 de junho de 2017

CAMOCIM NOS LIVROS VII - A EXPEDIÇÃO DE PERO COELHO À IBIAPABA


Capa do livro  História do Brasil (1500-1627).de Frei Vicente Salvador. Fonte: http://www.fundar.org.br
Prosseguindo na tarefa de mostrar Camocim nos livros, desta vez trazemos para o conhecimento de todos a primeira obra de história escrita por um brasileiro. Trata-se de História do Brasil. 1500-1627, de Frei Vicente Salvador, nascido na Bahia. A referida obra data do início do século XVII, mas só foi publicada em fins do século XIX. Pelo recorte temporal da obra, logicamente a mesma se refere aos "acontecimentos relativos à formação do Brasil desde a descoberta, em 1500, até o governo de Diogo Luís de Oliveira, em 1627. As figuras eminentes do tempo e os fatos ocorridos são descritos com graça, humor e simplicidade".
E Camocim não poderia estar fora destes acontecimentos, notadamente relacionados ao período do Ceará Colonial. Com riqueza de detalhes o autor narra os eventos que marcaram a retomada pelos portugueses da Serra da Ibiapaba aos franceses, no que resultou numa guerra sangrenta, no capítulo, 38º: – Da entrada que fez Pero Coelho de Sousa da Paraíba com licença do governador à Serra de Boapaba. O capítulo começa narrando os preparativos da expedição até chegar ao ponto de partida para a subida da serra, a barra do Camocim. Vejamos este trecho da obra: 


O mesmo fizeram depois os da outra aldeia à imitação destoutros, e foram todos marchando até o Ceará, onde, depois de alguns dias de descanso por causa da gente miúda, tornaram a marchar até um outeiro a que depois chamaram dos Cocos, porque uns sete ou oito que plantaram à tornada os viram nascidos com muito viço. E dali foram à enseada grande do âmbar e à mata do pau de cores, que chamam iburá-quatiara, depois ao Camoci, que é a barra da Serra da Boapaba, para a qual marcharam o seguinte dia, véspera de São Sebastião, 19 de janeiro de 1604, antemanhã. (p.292, Grifo nosso).


O mérito da obra do autor baiano só foi reconhecido tempos depois, através do  historiador cearense Capistrano de Abreu, "o principal responsável por tornar conhecida a História do Brasil, de Frei Vicente do Salvador, o primeiro livro a oferecer interpretação sistemática da “história do Brasil”. Escrito parte na metrópole, parte na colônia, o manuscrito ficou ignorado no Brasil, mas não inteiramente em Portugal, onde circularam algumas cópias.
Algumas passagens dessa obra tornaram-se antológicas e, provavelmente, foi o que mais entusiasmou Capistrano de Abreu e estudiosos como Manoel Bomfim, José Honório Rodrigues e Francisco Iglésias. Pautados pelo desejo de dar um fim às narrativas de exaltação à colonização portuguesa (e protagonizadas apenas pelas elites tradicionais), eles identificaram nessas passagens “sementes” de um pensamento nativista, ou mesmo, como chegaram a sugerir Bomfim e Iglésias, as primeiras manifestações de “nacionalismo” já no século XVII". (Biblioteca Básica do Brasil).

Fontes:
 www.estante,virtual.com.br
 http://www.fundar.org.br

sábado, 27 de maio de 2017

ONDE ESTÃO OS PEIXES DE CAMOCIM?

Vir a Camocim e não comer um peixe de "respeito" é a mesma coisa que ir à Roma e não ver o Papa.
Pois bem, hoje, depois de duas idas ao Mercado Público não consegui comprar um peixinho da minha predileção para o almoço. Tive que recorrer à velha e boa carne de gado para o repasto de logo mais. Chegando em casa ao mexer no arquivo, deparo-me com o Anuário do Ceará de 1953-1954. Além das ostras, caranguejos, biquaras, curucas, sardinhas, espadas e tubarão, tínhamos uma variedade de peixes mais nobres, com a quantidade, o valor total e o preço médio de cada espécie, conforme a tabela abaixo:

Anuário do Ceará. Produção de pescado. 1953-1954, p.108-109.
Evidentemente, que nos anos 1950 nosso mar era mais piscoso. Hoje, encontrar um bom coró, o peixe que nos identifica na cultura popular, ou o insuperável cangulo é quase tarefa de gincana. Agora, como disse o meu peixeiro: "Vamos apelar prá amanhã e torcer para o vento colaborar e o pessoal trazer peixe de canoa".

Fonte: UCHÔA, Waldery. Anuário do Ceará. 1953-1954.


quarta-feira, 17 de maio de 2017

CAMOCIM NAS TESES ACADÊMICAS III - TURISMO

Folha de rosto da Tese de Doutorado
 de  Lenilton Francisdo de Assis. USP. 2012.
Continuando a série CAMOCIM NAS TESES ACADÊMICAS, apresentamos hoje nessa postagem a Tese de Doutorado de Lenilton Francisco de Assis, ex-professor do Curso de Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú - (UVA),  que trata da atração do espaço camocinense  para o turismo residencia. O trabalho foi defendido em 2012 na Universidade de São Paulo (USP). Para além do fenômeno turístico, o professor analisa as políticas de incentivo ao turismo, sua implementação no município, e suas potencialidades como destino turístico, assim como os problemas enfrentados à época da pesquisa. Abaixo, reproduzimos o resumo da obra. Colocamos também o contato do professor caso algum internauta queira mais detalhes sobre a referida tese.

RESUMO

O aumento da mobilidade tem incorporado novos usos às segundas residências que tornam ultrapassadas antigas polêmicas conceituais como a indefinição entre domicílios de lazer e alojamentos turísticos. Hoje, elas tanto abrigam o veranista local que desfruta do lazer de final de semana, quanto o turista residencial que adquire nova moradia em outro país, onde se comporta como turista e imigrante. Com o incremento das viagens, múltiplos territórios (materiais e simbólicos) são acionados entre as primeiras e as segundas residências, produzindo novas dinâmicas espaciais que resultam na multiterritorialidade. Lógicas distintas de territorialização, endógena e exógena, passam a conviver e a se confrontar nos espaços apropriados por esses domicílios que têm o seu boom atrelado à crescente fusão do turismo com o setor imobiliário. Tomando como referência essas transformações em curso no Nordeste brasileiro, a pesquisa busca enfocar os velhos e novos usos das segundas residências em Camocim/CE, visando entender se suas diferentes lógicas de territorialização promovem a solidariedade ou a segregação socioespacial. A partir de uma abordagem qualitativa, o estudo analisa como as praias das Barreiras, Maceió e Tatajuba se convertem, em Camocim, em múltiplos territórios de convivência e de conflitos entre nativos e visitantes.

Palavras-chave: turismo; segunda residência; território; turismo residencial; setor imobiliário; multiterritorialidade.

Fonte: ASSIS, Lenilton Francisco de. Entre o turismo e o imobiliário: velhos e novos usos das segundas residências sob o enfoque da multiterritorialidade - Camocim/CE. 2012. 278 f. Tese (Doutorado em Geografia Humana). Departamento de Geografia, Universidade de São Paulo, 2012. E-mail: lenilton@yahoo.com

sexta-feira, 28 de abril de 2017

CAMOCIM NAS TESES ACADÊMICAS II - DANOS AMBIENTAIS


Área urbana consolidada em Camocim, margem oeste do Rio Coreaú. Foto: Carolina Braga Dias.

Nesta série, destacaremos como nosso município é tomado como objeto de estudo acadêmico. Nesta postagem trazemos para  o conhecimento de nossos leitores a Tese de Doutorado de Carolina Braga Dias, apresentada  ao  Curso   Doutorado   em Ciências Marinhas Tropicais da Universidade Federal do Ceará, (UFC), em Ciências Marinhas Tropicais,  orientada pelo Prof. Dr. Jáder Onofre de Morais, defendida e aprovada em 28 de agosto de 2015.

Em seu resumo a autora destaca que o objetivo principal da pesquisa  "foi traçar elos entre os aspectos legais e o conhecimento técnico-científico dos sistemas ambientais, tendo como cenário o Município de Camocim – CE. O foco foram os danos ambientais em Áreas de Preservação Permanente, com destaque para as apurações na esfera administrativa e cível, considerando os percalços típicos da análise processual, reconhecendo falhas e propondo ajustes e diretrizes. [...] Por fim, a tese apresentou uma discussão sobre os pontos fortes e as fragilidades da atuação administrativa na proteção do meio ambiente do Estado do Ceará. Nesse exercício, percebeu-se que as decisões, judiciais e administrativas, tendem a ser mais medíocres quanto menos se conhece os ambientes afetados. Comprovadamente, a reparação in natura é a melhor opção".

Lendo a tese, pinçamos uma citação de que a autora faz uso da nossa tese de doutorado:

"Uma série de melhoramentos chega com o trem: o telégrafo, a mesa de rendas, fábricas de cigarro, sabão e beneficiamento de algodão, posto médico, farmácia, construção da Igreja Matriz, elevação da vila em cidade (1889), cinemas, jornais, dentre outros. A própria ferrovia também toma iniciativas, inserindo muitos jovens na aprendizagem de diversos ofícios em suas oficinas e fundando escolas formais em vários pontos do trajeto da estrada. [...] A ferrovia ofereceu em momentos de pico, quase 300 empregos diretos entre funcionários de manutenção de trens e pessoal burocrático. O movimento da ferrovia quase sempre foi superavitário, sobretudo no período de arrendamento para a firma Sabóia, Albuquerque & Cia., de 1898 a 1910". [...] (SANTOS, 2008).

sexta-feira, 21 de abril de 2017

RELIGIOSOS DE CAMOCIM - PADRE BRITO

Pe. Antônio de Lima Brito. Fonte: http://www.arquisp.org.br/regiaoipiranga/clero/antonio-de-lima-brito


Uma pesquisa leva a outra. Recolhendo testemunhos para um trabalho que ora desenvolvo no campo da biografia, descobrimos que quando jovem, o nosso Padre Brito foi dono do "Aratanha Bar". Em 1959, quando partiu para São Paulo sonhando ser marinheiro, passou o bar para dois jovens camocinenses: Dedim Trévia e José Vaulino. Este comércio posteriormente passou a chamar-se Avenida Bar.
Em São Paulo, o jovem Antonio Lima Brito filho de Maria Zenith Lima Brito e Sebastião da Silva Brito acabou descobrindo a vocação sacerdotal.  “Nascido em 3 de abril 1941, em Camocim, no litoral cearense, Antônio é o oitavo filho de uma família de 14 irmãos. Partiu para São Paulo em 20 de setembro de 1959.  [...] Aos 23 anos, em 8 de março de 1963 padre Brito ingressou no Seminário dos Religiosos de Nossa Senhora de Sion. [...] Dezesseis anos após deixar a cidade natal, Antônio da Lima Brito voltou à Camocim para receber a ordenação sacerdotal conferida pelo Bispo de Tianguá, Dom Timóteo”. Nesta época assistimos essa solenidade religiosa,
Em 1997 a Câmara Municipal de São Paulo outorgou-lhe o título de cidadão paulistano pelo trabalho social desenvolvido na comunidade do Bairro Ipiranga.

Fonte: Ypiranga News. Edição 398. Setembro de 2005, p.1.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE CAMOCIM NOS CARTÕES POSTAIS

Estação de Camocim. Estrada de Ferro de Sobral. Fonte: GERODETTI, João Emilio; CORNEJO, Carlos. As Ferrovias do Brasil nos Cartões Postais e Albúns de Lembranças.São Paulo, Solaris Edições Culturais, 2005, p.521.

Uma das fontes para o historiador é a imagem. De acordo com o tempo e o suporte, a mesma vai imprimindo sentidos àquilo que se quer comunicar. Deste modo, o cartão postal como elemento imagético surgiu devido "a uma série de condições sociais, econômicas e tecnológicas que, num determinado momento, favoreceu o surgimento de um tipo de comunicação postal simplificada e direta". As estações de trem na esteira das ferrovias se tornaram símbolos da modernidade e, como tal, foram usadas como imagens que se inscreviam naquela conjuntura.
Segundo Fernandes Júnior (2002, p. 17), "o cartão-postal pode ser entendido como o início do processo de globalização por meio da imagem de um mundo que se internacionalizava pelo crescimento do comércio e dos fluxos migratórios. O postal promoveu a democratização da imagem fotográfica garantindo para as gerações futuras acesso a uma memória que poderia ter sido facilmente descartada".
Camocim e a nossa Estação Ferroviária participaram também desse movimento, juntamente com inúmeras estações país afora, mostrando sua beleza arquitetônica além de uma lembrança de nossa cidade de alguém que aqui esteve para outra em algum lugar.
Na imagem acima não se visualiza o ano da sua produção, mas, uma olhada mais atenta, pode-se dizer que data do início do século XX.




Fonte: FRANCO, Patrícia dos Santos. Cartões-postais: fragmentos de lugares, pessoas e percepçõesMÉTIS: história & cultura – v. 5, n. 9, p. 25-62, jan./jun. 2006.




quarta-feira, 19 de abril de 2017

ABRIL PINTO MARTINS 2017


Chegada de Pinto Martins em Camocim. 19 de dezembro de 1922. Foto: Arquivo do Blog.


Por conta dos festejos da Semana Santa as comemorações oficiais alusivas à Pinto Martins ficaram para esta semana, com culminância para o dia 20 de abril de 2017. O Dia de Pinto de Martins é comemorado no dia 15 de abril, data do seu nascimento. Neste ano, eu e o professor Paulo José preparamos uma obra relativa ao personagem e seu voo histórico. No entanto, a falta de tempo hábil e a burocracia do poder público impediram a sua viabilização. Contudo, o blog apresenta sua colaboração com uma poesia escrita pelo nosso leitor e colaborador João Batista do Nascimento.


Pinto Martins-Filho Ilustre de Camocim



Deus ao fazer a terra
Sob um tom de carmim
No litoral do Ceará
Fez a cidade de Camocim
Mãe do seu filho ilustre
Euclides Pinto Martins

Em quinze de abril
Nessa terra criada por deus
1892 era o ano
Talvez escolhido por Zeus
Nascia das suas entranhas
Um célebre filho seu

Poucas cidades têm
Um filho ilustre assim
Uma terra abençoada
Com tantos encantos enfim
Deus deu esse privilégio
A cidade de Camocim

Missão ímpar de bravura
De um ser sobranceiro
Foi ele o desbravador
E também o pioneiro
Da travessia do atlântico
Que marcou o mundo inteiro

Esse feito tão marcante
De uma viagem aérea pioneira
Unindo as Américas norte e sul
Foi de uma coragem altaneira
Um marco pra aviação
Marcado pra vida inteira

Ele era engenheiro mecânico
E um grande empreendedor
Enxergava muito distante
Arrogante investidor
Tirou o curso de piloto
Tornou-se um grande aviador

Ele tinha um grande sonho
Que um dia iria realizar
Desbravar essa grande rota
E o atlântico atravessar
Ele sabia a importância
Que esse ato iria deixar

Junto com outros amigos
De espíritos aventureiros
Teve inicio em Nova lorque
Terminou no rio de janeiro
Milhões se aglomeraram
Pra saudar esse brasileiro

O hidroavião Sampaio Corrêa
Com 28m de envergadura
Resistente e confiável
Com reforçada estrutura
Com dois motores de 400 HP
Tomou conta das alturas

Ficou tudo preparado
Chegou a hora de viajar
Este grande pássaro de aço
Tão bonito ao decolar
Bem no mar do caribe
Uma pane o fez afundar

Após serem resgatados
Os cinco sobreviventes
Saíram ilesos e sadios
Muito jovens resistentes
Não desistiram da missão
Eram todos persistentes

Isso serviu de alimento
Dando mais motivação
Na cidade de Pensacola
Conseguiram outro hidroavião
Liderados por Pinto Martins
Reiniciaram a grande missão

Decolaram novamente
Com incentivo total
No dia 19 de dezembro de 1922
Pousou na sua terra natal
Fazendo mais uma escala
Até o seu pouso final

Na cidade de Camocim
Foi festejo na sua estada
Ao pousar no rio de janeiro
A sua missão estava realizada
A rota Brasil x Estados Unidos
Pra sempre estava inaugurada

Depois deste grande feito
Na Europa foi morar
Com mais tecnologia
Que foi aprimorar
Ao voltar para o Brasil
O petróleo veio explorar

Na área do petróleo
Também foi um pioneiro
Sua visão para o futuro
Era um risco verdadeiro
Não encontrou apoio
Do governo brasileiro

Após a fama e a glória
Tornou-se um homem normal
Sua morte prematura
Aconteceu de forma brutal
Caso ainda indefinido
Nesse ato rude letal

Existem muitos mistérios
Ainda não esclarecidos
A verdade não é conhecida
Afirmam ter sido suicídio
Com muitas controvérsias
Como teria acontecido

Na cidade de Camocim
A sua terra natal
O pequeno aeroporto
Leva seu nome formal
A casa em que nasceu
Hoje é biblioteca municipal

Tem a praça com seu nome
Um busto com um avião
O nosso eterno herói
Gravado em cada coração
É o orgulho da cidade
E do povo seu irmão

Na cidade de Fortaleza
Também é homenageado
O aeroporto internacional
Com seu nome foi batizado
Está marcado pra história
Pra sempre será lembrado

O Brasil muito agradece
Sua missão de sucesso
Esse ato de coragem
É louvável eu confesso
Trouxe desenvolvimento
E avanço no progresso

A aviação comercial
Teve um salto muito grande
Uniu o Brasil com os EUA
Num comércio bem gigante
Graças a esse feito
Desse Camocinense arrogante

Com esse humilde cordel
Que fiz de coração
Hoje venho homenagear
Esse herói e grande irmão
Que tanto fez pelo Brasil
Com coragem e dedicação

Na vida tudo passa
Os atos jamais morrerão
Todo povo brasileiro
Quiçá toda a nação
Rogam-lhe muito respeito
Devem-lhe só gratidão

A sua cidade natal
Ao lhe prestar homenagem
Reconhece o seu valor
Nessa pequena mensagem
Vem agradecer seu amor
Que fizeste pra humanidade

AUTOR: JOABNASCIMENTO
DATA: 28/09/15
Recanto das Letras: JOABNASCIMENTO
Blog: joaobnascimento55.blogspot.com
Twitter:@ljoaobatista