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quarta-feira, 19 de julho de 2017
sexta-feira, 7 de julho de 2017
I CENTENÁRIO DO TG 10 001 EM CAMOCIM. HOMENAGEM AOS ATIRADORES
Ainda como parte das comemorações do I Centenário do TG 10 001 de Camocim, o blog enfatiza hoje a mensagem aos atiradores lida em Sessão Solene no último dia 03 de julho na Câmara Municipal de Camocim. Na oportunidade foi homenageado o Sr. Francisco Laurindo de Menezes como um dos atiradores mais velhos do nosso município.
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| TG 10 001 de Camocim. Turma Centenário. 2017. Foto: Wanderson Lima. |
homenagem
AOS ATIRaDORES
Todo ano os jovens
brasileiros são convocados aa serem matriculados no serviço militar obrigatório
de acordo com a Lei do Serviço Militar (LSM). Ao serem inscritos, recebem a
denominação de “ATIRADORES”, cuja designação é oriunda das “primeiras sociedades de Tiro ao Alvo do
Brasil, com finalidades militares e de formação da reserva para o Exército, e
que foram embrionárias dos atuais TG”.
Se fôssemos colher depoimentos dos milhares de jovens que passaram pelo
nosso TG 213, 250 e 10 001, certamente a grande maioria deles teriam boas
lembranças deste tempo de convívio social, do exercício da disciplina militar,
do serviço à comunidade local e do aprendizado em geral.
Deste modo, os Tiros de Guerra “permitem de
uma forma criativa, inteligente e econômica proporcionar a milhares de jovens
brasileiros, principalmente os que residem em cidades do interior do país, a
oportunidade de atenderem a Lei e prestarem o Serviço Militar Inicial. Mais que
o caráter obrigatório da Lei, essa modalidade de Serviço Militar, configura um
direito do cidadão em poder dar sua contribuição, para à defesa da Pátria,
conciliando sua vida cotidiana, com rotinas como trabalho, estudo e convívio
familiar”.
Neste sentido, como
já vimos nas mensagens anteriores, em Camocim, esta tradição verde-oliva remonta
ao Tiro Infantil de 1912 quando pela iniciativa do vereador e jornalista Júlio
Cícero Monteiro, as crianças camocinenses e, posteriormente, os jovens tiveram
oportunidade de serem atiradores e poderem ter contato com os melhores quadros
do Exército Brasileiro, aprendendo com as “instruções
e bons exemplos de trabalho comunitário, campanhas cívico-sociais, defesa
civil, o desenvolvimento de atributos da área afetiva, a prática diária de
virtudes militares, conciliado com as instruções de atitudes contrárias e de
combate aos vícios, podendo configurar em poderoso instrumento de formação e
desenvolvimento do caráter do jovem cidadão”.
O TG 10 001, neste
sentido, não é apenas uma instituição militar. Ele e o conjunto de seus
atiradores são também aspectos da nossa paisagem citadina, às vezes acordando a
cidade com seus exercícios matutinos em nossas ruas, embalados com seus coros
de bom humor e guerra, ou desfilando garbosamente nos desfiles oficiais
Vida longa,
portanto, aos instrutores e atiradores que fazem parte da história secular do
Tiro de Guerra de Camocim 10 001.
quarta-feira, 5 de julho de 2017
I CENTENÁRIO DO TG 10 001 EM CAMOCIM. HOMENAGEM AOS DIRETORES.
terça-feira, 4 de julho de 2017
I CENTENÁRIO DO TIRO DE GUERRA 10 001 EM CAMOCIM
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| Tiro de Guerra 213, Camocim. 1928. Fonte: Revista O Malho. RJ |
terça-feira, 27 de junho de 2017
A PROCISSÃO DE SÃO PEDRO EM CAMOCIM NA LITERATURA
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| Cartaz da Festa de São Pedro em Camocim. 2017. Fonte: Prefeitura Municipal de Camocim. |
Já publicamos aqui no blog outras matérias sobre a Igreja de São Pedro e a nossa procissão marítima, uma das mais belas do estado neste aspecto. Hoje, véspera de mais uma Procissão Marítima de São Pedro, recorremos à pena do insuperável Carlos Cardeal que pontua em várias partes do seu romance "O Terra e Mar" momentos dessa festa que tão bem caracteriza a religiosidade e cotidiano do nosso povo. Vejamos como ele descreveu o roteiro da procissão nos idos da década de 1960:
- Eu trouxe aqui o roteiro de toda a procissão. - Disse o padre exibindo o um mapa. - Sairá o santo da igreja às três horas da tarde, seguindo pela rua Vinte Quatro de Maio até o início do bairro da Brasília, de lá, seguirá para a praia dos Coqueiros onde terá início a procissão marítima. Essa primeira parte da procissão será de carro, pois o percurso é muito grande. [...] Quanto ao itinerário da procissão marítima - continuava o padre - ficará por conta do piloto do Filgueiras III que formando caracóis, irá até próximo às margens da ilha, vindo a lançar âncoras próximo à pedra do melro, onde terá início a procissão à pé, seguiremos até a Colônia dos Pescadores, e lá, entraremos na rua do [...] Terra e Mar. Depois entraremos novamente na rua Vinte e Quatro de Maio e seguiremos para a igreja, onde o nosso vigário dará a festa por encerrada.
Como podemos perceber, a antiga procissão descrita por Carlos Cardeal era muito mais longa, tanto por terra, quanto por mar.
Fonte:ARAÚJO, Carlos Cardeal. O Terra e Mar. Fortaleza: Grafica VT Ltda, p.89-90.
Fonte:ARAÚJO, Carlos Cardeal. O Terra e Mar. Fortaleza: Grafica VT Ltda, p.89-90.
quinta-feira, 15 de junho de 2017
INTENDENTES E PREFEITOS DE CAMOCIM
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| Prefeitura Municipal de Camocim. Anos 1950. Fonte: IBGEce34414. |
A
administração dos municípios brasileiros passaram por vários momentos. No
Brasil Colônia, o poder executivo, legislativo e judiciário era exercido pela
Câmara Municipal, inspirado no modelo português, que tinha a incumbência de
coletar impostos, regular o exercício das profissões e do comércio, além de
preservar o patrimônio público. O Presidente da Câmara, portanto, chefiava a
administração pública.
No
Brasil Império, a autonomia das Câmaras Municipais foi diminuída com a
centralização administração pública como um todo. A legislatura foi fixada em
quatro anos e, o Presidente da Câmara, eleito entre os vereadores mais votados,
passou a ter obrigações comparáveis as do prefeito, atualmente, além das
funções de vereador.
Na República, as Câmaras Municipais são
dissolvidas. Foram criados então, os Conselhos de Intendência, com
responsabilidade exclusiva de gerir o poder executivo. O poder legislativo
continuou com as Câmaras Municipais quando as mesmas foram recompostas. No
entanto, muitas vezes, o Intendente era a mesma pessoa que presidia a Câmara,
daí a confusão dos termos e funções. Os intendentes eram nomeados pelo
Presidente de Estado, cargo equivalente ao de Governador, atualmente. Na
documentação oficial pode se ter vários intendentes num mesmo ano ou
legislatura, visto que, a permanência dos mesmos nos cargos, estava
condicionada às alterações da política estadual ou federal, como podemos
observar na lista abaixo dos intendentes de Camocim.
No início do século XX, em 1905 foi
instituída a Intendência Municipal e a figura do Intendente Geral. A diferença
é que a partir de então: “Não mais há a coincidência entre os dois cargos, o
de intendente e o de presidente da Câmara. No entanto, ao mesmo tempo em que os
membros da câmara municipal – e, portanto, indiretamente o presidente da Câmara
- são eleitos pelo povo, o intendente geral continua a ser apontado pelo
presidente de cada estado”.
Nesse sentido,
embora a contagem dos prefeitos de Camocim comece a partir de 1919 com o Padre
José Augusto da Silva, até 1930 os comandantes do poder executivo eram
oficialmente chamados de “Intendente Geral”.
Com a Revolução de
1930, criou-se, finalmente, a figura do Prefeito e da Prefeitura Municipal, atribuindo-se
as funções do Poder Executivo. Esse período em Camocim começa com a nomeação do
Prefeito Gentil Barreira, como interventor, posto que, somente a partir da
Constituição de 1934, os prefeitos seriam escolhidos pelo povo. No entanto, a
partir de 1937 a 1945, quando da Ditadura Vargas, o cargo de prefeito “voltou a
ser preenchido por apontamento dos governos federal ou estadual”.
Na lista abaixo
temos os nomes de intendentes, presidentes de Câmara e prefeitos do município
de Camocim. Na categoria Intendentes, a mesma ainda se acha incompleta, com
alguns vazios temporais, visto que, a mesma foi feita a partir de documentos
esparsos e notícias de jornais.
INTENDENTES
1883 – Diogo José de Souza
1887 – Leonel Dias da Fonseca
1888 – Serafim Manoel de Freitas
1889 – Luís Gomes de Lima
1890 – Francisco Freire Napoleão
1890 – Francisco José BernardoTeixeira
(até nov.)
1891 - José Evangelista
Barbosa
1891 – Quariguazil Barreto
(mai.)
1891 - Raymundo Thiers
(ago.)
1901 - 1902 – Dr. João Thomé de Saboia e Silva
1903 – Joaquim Inacio Pessoa
1903 – Zeferino Ferreira de Véras
1904 - Zeferino Ferreira de Véras
1909 - Zeferino Ferreira de Véras
1912 - Severiano José de Carvalho (jan.)
1912 – Zeferino Ferreira de Véras
1912 – Zeferino Ferreira de Véras
1914 – Francisco Louzada
1917 – Tasso Augusto Napoleão
PREFEITOS
01 -1919 - Pe. José Augusto da Silva.
02- 1920 - Tenente Coronel José
Vitorino de Meneses
03- 1921 - Moisés Cavalcante Rocha
04- 1923 - Francisco Nelson Pessoa
Chaves
05- 1927 - Thomaz Zeferino Veras
06- 1930 - Dr. Gentil Barreira
07- 1935 - João da Silva Ramos
08- 1944 - Tenente João Batista de Souza Brandão
09- 1945 - Horácio Pessoa (março a junho)
10- 1945 - Antonio Alcindo Rocha - (jul. a out.)
11- 1945 - Antonio de Albuquerque Souza (nov)
12- 1945- Francisco Othon Coelho (dez.)
13- 1946 - Tenente Luís Marques de Souza
14- 1947 - José Pinheiro Pessoa
15- 1948 - Francisco Othon Coelho
16- 1951 - Setembrino Fontenele Veras
17- 1955 - Murilo Rocha Aguiar
18- 1959 - Carlos Trévia
19- 1963 - João Batista Rocha Aguiar
20- 1967 - Setembrino Fontenele Veras
21- 1971 - José Maria Primo de
Carvalho
22- 1973 - João Pascoal de Melo
23- 1977 - Edilson Veras Coelho
24- 1983 - Ana Maria Beviláqua
Moreira Veras
25- 1989 - Murilo Rocha Aguiar Filho
26- 1993 - Antonio Manoel Fontenele
Veras
27- 1997 - Sérgio de Araújo Lima Aguiar
28- 2001 - Sérgio de Araújo Lima Aguiar
29- 2005 - Francisco Maciel de
Oliveira
30- 2009 - Francisco Maciel de
Oliveira
31-2013- Mônica Gomes Aguiar
32-2017 - Mônica Gomes Aguiar
33-2020 - Maria Elizabete Magalhães
Legenda:
INTENDENTES – Conforme aparecem na
documentação pesquisada.
PREFEITOS (ou Intendente Geral) – Nomeados pelos
Presidentes de Estado
PREFEITOS INTERVENTORES – PERIODO DA ERA VARGAS
PREFEITOS ELEITOS
quarta-feira, 14 de junho de 2017
A CACIMBA DO CUPIM - CAMOCIM. A MAIOR DO MUNDO?
Não sei se é a maior cacimba do mundo. Mas, se acreditarmos no leitor e colaborador do blog Francisco Rocha Pereira, a Cacimba do Cupim é insuperável neste aspecto. Para sabermos mais sobre a história da mesma, leiamos o texto abaixo enviado para nossa redação:
Eu
quero ver alguém me mostrar outra cacimba maior que essa. Para mim, até que me
provem o contrário, ela é a maior que existe! Foi cavada no ano de 1955, à
custa do seu proprietário, o Sr. João
Paulo dos Santos, na localidade de Cupim – Camocim. De dimensões
gigantescas que, causou, e até hoje causa grande admiração, espanto e tem gente
que até sente medo ao se aproximar. Assim virou atração porque nunca se viu
outra igual.
Com
diâmetro interno de 3,85m (três metros e oitenta e oitenta e cinco
centímetros), cavada com picareta à força braçal humana. Toda empedrada com
argamassa à base de cal trazido da cidade de Granja em costa de jumentos e
tijolos fabricados em uma olaria na própria baixa do Cupim, cujo barreiro onde
foi tirado o barro, ficou conhecido como Barreiro
do Odilon, por ficar próximo à casa que morava o saudoso Odilon Marques dos
Reis (Odilon Bala), que me corrijam seus parentes.
Hoje
vale a pena relembrar a façanha do Sr. João Paulo pelo empreendimento naqueles
anos de dificuldade e a bravura dos trabalhadores, liderados pelo grande e
inesquecível mestre de obras, Luís Tavares dos Santos, ainda hoje elogiado
pelos que lhe conheceram, por sua inteligência, capacidade e capricho no que
fazia.
Contam
os mais velhos que eram muitos homens trabalhando com quatro gangorras puxando barro
ou descendo material para vencer a demanda. Pois, na escavação a tabatinga
desabava aterrando o que havia sido feito. O serviço dos gangorreiros era retirar esse material em caixões de madeira amarrados
com cordas e logo depois fazendo o inverso, devolvendo o barro para encher o grande
abismo causado pelo desabamento.
Hoje
os moradores utilizam água do poço profundo da Escola João Paulo dos Santos
situada há poucos metros. E o cacimbão
de maior circunferência do mundo, mesmo que desativado e semiabandonado ainda
serve de atração e memória da infância de muitos moradores contemporâneos da
abundância de suas águas que por muitos anos matou a sede do povo e dos animais
do Cupim e daquelas redondezas.
sábado, 10 de junho de 2017
A EDUCAÇÃO EM CAMOCIM - PRIMEIRA DÉCADA DO SÉC. XX
| Relação de Escolas de Camocim. Fonte: Annuario Almanack Laemmert. p.268. |
No início do século XX, o acesso à educação no Brasil ainda era muito limitado para o conjunto da população. Talvez por isso, pouco era também o número de escolas e professores. Não muito distante deste tempo, até por volta dos anos 1970, era corriqueiro primeiro se estudar numa "escola", que funcionava na casa do professor (a), onde se aprendia o "alfabeto" e só depois se ingressava numa escola propriamente dita.
No município de Camocim, os dados de 1909, mostra essa realidade. Existiam naquela época algumas escolas particulares e municipais de instrução primária, como por exemplo:
"ESCOLAS PARTICULARES:
Instrucção Primaria
Sexo masculino:
Professor: Francisco Menescal Carneiro. nocturna.
Mixtas:
Angela Ferreira Colyer
D. Eustachia Aragão
D. Francelina de Castro Fialho
D. Urbina Gondim Barbosa
ESCOLAS MUNICIPAES
Instrucção Primaria
Instituto Municipal Camociense
Professor: Raul Rocha"
Existiam ainda escolas nas povoações de Almas, Barroquinha, Guriú e Araras, que eram fiscalizadas pelo Presidente da Câmara, àquela epóca, Poder Executivo. Além da instrução primária, havia ainda outras escolas públicas, destinadas aos sexos feminino, masculino e mistas:
"Escolas publicas:
Sexo masculino:D. Maria Carolina Brandão Cela.
Sexo feminino: D. Heraclia Theodora de Sá Callado.
Ainda segundo o documento analisado, existia uma escola particular como o nome:
"COLLEGIO JOSÉ DE ALENCAR
Director: José Telles de Sousa".
O Conselho Escolar do município era formado por:
"Severiano José de Carvalho - presidente
Julio Cícero Monteiro
José Joaquim de Oliveira Praxedes
Antonio Sampaio Torres
José Maximiano Brasil".










