sábado, 9 de maio de 2020

A COLÔNIA DE PESCADORES DE CAMOCIM - Z17.

A Voz do Mar. Rio de Janeiro. 1941. Edição  179, p.14. Fonte: Hemeroteca da BN. 

Até bem pouco tempo, pensava-se que a denominação da entidade representativa, Colônia de Pescadores Z-1 de Camocim, dava-se por um pioneirismo do associativismo dos homens do mar no Ceará. No entanto, a revista da Confederação Geral dos Pescadores do Brazil, A Voz do Mar, esclarece a divisão das colônias de pescadores no país. Temos conhecimento dessa revista circulando entre 1923 a 1943, portanto, a denominação para Camocim de Z-1 é posterior a esta data, não se sabendo ao certo a partir de quando passou a vigorar a atual denominação. Na verdade, no estado do Ceará nem sequer existia uma Z-1. Na divisão, assim o litoral cearense era classificado: 
Mucuripe (Z-2); Aquiraz (Z-3); Iguape (Z-4); Caponga (Z-5); Beberibe (Z-7); Aracaty (Z-8);  Aracaty (Z-9); Tremembé (Z-14); Mundahú (Z-15); Camocim (Z-17); Fortaleza (Z-18). ( A Voz do Mar, 1924, edição 30, p. 18). 
Posteriormente, a revista traz outras colonias criadas no Ceará, como: Pecém (Z-16); Paracuru (Z-21); Itapagé (Z-23); Espraiado (Z-24).( A Voz do Mar, 1941, edição 183, p. 16). 

Portanto, no mínimo, desde 1924, que Camocim era a Z-17, como mostra a foto acima, inclusive com a numeração no frontispício da sede da nossa Colônia. No sentido de historiar um pouco esta denominação, transcrevemos parte do relatório de vistoria feito em 1941 nas colônias de todo o Brasil

A Colônia Z-17 de Camocim, tem uma diretoria regular. O seu Presidente é o sr. Vital Ferreira da Silva, remador da Agência da Capitania dos Portos em Camocim. A situação financeira dessa Colonia é boa, pois, além de trazer todos os seus funcionários pagos em dia, dispõe de uma ótima casa de tijolo e um mercado para venda do peixe. Em Novembro, último, inspecionei essa Colonia e constatei o seu relativo progresso, através do esforço da diretoria, que não mede sacrifícios pelo engradecimento da causa do pescador naquela praia. O mercado dessa Colonia, que é de taipa, está em cogitação de ser substituído por um de tijolo, com todos os requisitos de higiene, empreendimento esse, a ser leveda a efeito pela Colonia, auxiliada pela Prefeitura local. A medida é bem justa, pelo que esta Federação dará o seu irrestrito apoio


A Voz do Mar. Rio de Janeiro. 1941. Edição  179, p.14. Fonte: Hemeroteca da BN.

Para efeito de informação, além do Presidente, sr. Vital Ferreira da Silva, a diretoria da Colônia de Pescadores de Camocim, no período retratado pela revista, era composta pelo sr. Manoel Agostinho dos Prazeres, secretário e Francisco Barros da Silva, tesoureiro.
Em próxima postagem, traremos informações sobre a Escola Batista Alves, que funcionava na Colônia de Pescadores Z-17, em Camocim.

Fonte: Revista A Voz do Mar, números, 30, 179 e 183. Hemeroteca da BN.

Um comentário:

  1. Gostaria de conhecer melhor essa cidade que encantou meu tio que eu não conheço tão de parabéns que Deus abençoe todos vcs. Ele é Atacilio Martins

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