quinta-feira, 23 de julho de 2026

CORONEL LIBÓRIO GOMES DA SILVA - 103 ANOS

    Praticamente passou despercebida em Camocim a data de nascimento de Libório Gomes da Silva, que nasceu a 22 de julho de 1923, na localidade de Tremendal, Distrito de Amarelas, Camocim-CE. Na sua trajetória de vida foi, dentre outras atividades, coronel da Polícia Militar do Ceará e deputado estadual por Camocim por dois mandatos (1970-1974. Suplente e 1974-1978, eleito). 

Homenagem prestada ao Coronel Libório Gomes da Silva na Escola de 1ª Grau Monsenhor José Augusto da Silva. Camocim-CE. Fonte: Livro "De soldado a coronel", p. 43.

    Benfeitor da educação camocinense, contribuiu para a fundação da EMMTI Monsenhor José Augusto da Silva (Colégio Novo) e para o soerguimento do Instituto São José (1973-1976), além de ter sido um grande apoiador do Núcleo dos Estudantes de Camocim (NEC- Casa dos Estudantes), em Fortaleza, num tempo em que o município não tinha estrutura para o ensino médio e os jovens que podiam tinham que estudar na capital do estado.

    Um resumo da sua intensa atividade na Polícia Militar e na  Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, além das suas realizações ligadas ao Distrito de Amarelas, podem ser conferidas no livro "De Soldado a Coronel".

Inauguração da Escola Municipal Coronel Libório Gomes da Silva. 29/09/2003. Camocim-CE.Fonte: Galeria Fotográfica do Quartel da Polícia Militar de Camocim.   

    Em Camocim, além da EMTIEF Coronel Libório, seu nome também é dado a Policlínica Cel. Libório Gomes da Silva e ao Quartel da Polícia Militar.

    Coronel Libório Gomes da Silva, 103 anos de história!


Fontes impressas:

1. Instituto São José. 50 anos. Sobral-CE: Sográfica, 2000.

2. RODRIGUES, Maria das Graças. De soldado a coronel. Libório Gomes da Silva. Fortaleza-CE; INESP, 2003.

     

quinta-feira, 4 de junho de 2026

O NOVO RELÓGIO DA MATRIZ

 

Matriz de Bom Jesus dos Navegantes. Camocim-CE. Colorizada por IA. Fonte: Arquivo do CPH.


A Igreja Matriz do Bom Jesus dos Navegantes, em Camocim, constitui um dos mais importantes marcos históricos e religiosos da cidade em sua vida centenária. Projetada inicialmente pelo engenheiro da Estrada de Ferro de Sobral, Dr. José Privat — cujos restos mortais estão sepultados na própria igreja. A Matriz teve sua construção consolidada em 1919, durante a administração do Padre José Augusto da Silva, sendo abençoada por Dom José Tupinambá da Frota, então bispo da Diocese de Sobral, à qual Camocim pertencia.

Embora inaugurada em 1919, a torre da Matriz só recebeu seu “grande relógio” em 1953, como consta no Livro de Tombo da Paróquia de Bom Jesus dos Navegantes. Segundo o registro desta fonte, o equipamento chegou à cidade em 23 de maio daquele ano, transportado pelo famoso navio “Aratanha”, como doação da tradicional Família Morel, por iniciativa de Vicente Morel, em homenagem ao centenário de nascimento de seu pai, José Severiano Morel, importante benfeitor da Igreja local. Fabricado em São Paulo pela firma José Michelini & Filhos, o relógio custou cinquenta mil cruzeiros, a moeda corrente da época.

Antes mesmo da chegada do relógio a Camocim, a Câmara Municipal providenciou o agradecimento da oferta, como indica a Ata da Sessão Ordinária de 22 de março de 1953. Nela, o vereador Joaquim Pereira de Brito requereu que se telegrafasse “ao senhor Vicente Morel agradecendo a valiosa oferta de um relógio para a Igreja Matriz, o qual será instalado por ocasião das comemorações do Centenário de nascimento de seu pai José Severiano Morel".

Para a instalação do relógio, a Prefeitura de Camocim (cujo prefeito na época era o Sr. Setembrino Veras) contratou o mecânico Nilton Muratori, de Fortaleza, para realizar a montagem, que terminou a 8 de setembro. Sua inauguração ocorreu em 9 de setembro de 1953, em cerimônia solene marcada por discursos que exaltaram a memória de José Severiano Morel, e apresentaram o relógio como símbolo do progresso urbano da cidade.

Ao longo das décadas, o relógio tornou-se uma das referências mais conhecidas da paisagem urbana camocinense, embora tenha enfrentado constantes problemas mecânicos, permanecendo frequentemente atrasado ou parado, assim como, consertado algumas vezes pelo Sebastiãozinho Relojoeiro, ou pelos mecânicos da Estrada de Ferro João Evangelista de Sousa e Jairo Teixeira Bezerra, fatos lembrados com humor e nostalgia pelos moradores mais antigos.


Em 1976, a Matriz passou por importante reforma em seu teto, graças à mobilização do Lions Club de Camocim, que promoveu bingos e rifas para arrecadar recursos. A campanha reuniu doações de comerciantes, empresários e instituições locais, permitindo arrecadar quarenta e três mil cruzeiros, dos quais cinco mil foram destinados especificamente ao conserto do relógio da igreja. Entre os prêmios ofertados estavam máquina de costura Singer, geladeira Consul, rádio Semp, fogão Jangada, bicicleta Monark, radiola Philips e até um garrote, evidenciando o forte envolvimento da comunidade camocinense nas obras de preservação da Matriz.

2026. Cinquenta anos depois, num momento em que um novo equipamento marcará o passar das horas em nossa cidade, a história do relógio e da própria Igreja Matriz revela não apenas a importância da religiosidade em Camocim, mas também o papel desempenhado pelas famílias tradicionais, pelo poder público e pelas associações civis na construção da memória urbana e cultural da cidade.


Fontes.

2º Livro de Tombo da Paróquia de Bom Jesus dos Navegantes. Camocim-CE, 1953, p. 148 a 149.

3º Livro de Tombo da Paróquia de Bom Jesus dos Navegantes, p.35, 

Livro de Atas das Sessões Ordinárias da Câmara Municipal de Camocim. 1953.

Blog Camocim Pote de Histórias   

 

      

sexta-feira, 1 de maio de 2026

RECORDAÇÕES DO PRIMEIRO DE MAIO

 

Cartaz !º de Maio. Dia do TRabalhador. Fonte: https://www.aguiabranca.com.br/glossario/datas-comemorativas/trabalho


Até uma década atrás, o Primeiro de Maio em Camocim ainda me despertava para um dai intenso. Este dia começava antes do sol com as alvoradas anunciadas a foguetes, espocados das diversas direções aonde ficavam as sedes dos sindicatos classistas.

Eu acordava cedo para ver ouvir as vozes das ruas. Havia um certo tom celebrativo ou de protesto, mesmo  quando a data já vestia algumas roupas políticas. Ainda assim, era bom espreitar como os grupos de plantão no poder, anunciavam suas verdades naquele dia.

Se desenterrássemos as bandeiras dos velhos líderes trabalhistas, veríamos que houve um tempo em que  Camocim tinha uma "central sindical", aonde se discutiam e resolviam  os problemas que ocorriam nos postos de trabalho que a cidade oferecia e que a data do Primeiro de Maio era marcada pelos bonitos desfiles que percorriam as sedes das associações e sindicatos, sobressaindo-se a beleza de suas flâmulas e bandeiras. 

Como se sabe, o Primeiro de Maio nasceu de um histórico de lutas, das mãos calejadas que sentiram o peso de reivindicar melhores condições de trabalho o tempo todo, relembrando o fato e as apropriações dos "Oito Mártires de Chicago”, que varreu o mundo.

Mas o tempo, esse artesão paciente, transformou o Primeiro de Maio em algo menos alvoroçado, digamos assim. Veio o tempo dos desfiles protocolares retirando da turba o "grito dos excluídos". Virou, por um tempo, vitrine das administrações municipais em seu desfilar burocrático, controlado, sem que algo ou alguém destoasse da música tocada pela banda. Quando muito, a praça se torna uma arena de serviços prestados à população como dádiva (verifica-se a pressão arterial, corta-se cabelo, emitem-se documentos, joga-se bola aqui e ali). Os sindicatos, menos que os dedos da mão, por sua vez, enclausuram-se: uma reunião tímida neste, uma palestra qualquer naquele.

E assim, o Primeiro de Maio vai se descaracterizando, se tornando um feriado mesmo para o ócio doméstico, ou, como este de 2026, abertura de mais um feriadão para gáudio do trade turístico, ou não, se a procura não for boa. 

Resta o apelo para a marca "Dia do Trabalhador". Aproveitou-se muito a data para se promover a nova febre em Camocim - correu-se muito à beira-mar. Sem alarde, a memória do "Dia do Trabalho", cansada de carregar tanto peso, resolvesse ressignificar um pouco sua própria luta.

quinta-feira, 19 de março de 2026

SPORT CLUB. A DATA CORRETA DO INCÊNDIO

 



Sport Club. Camocim-CE. Fonte: Ceará em Fotos.

A escrita histórica é matéria de constante atualização. Muito do que escrevo neste blog é baseado em fontes secundárias e, vez por outra, uma fonte primária aparece tendo que realizarmos a devida atualização. é o caso do incêndio do Sport Club, cujas ruínas localizadas na Rua José de Alencar, ainda desafiam o tempo enquanto as autoridades não tomam outra decisão. Aliás, na mesma rua, um outro prédio - o da Cadeia Pública, em pleno centro da cidade, desde que foi desativada, sofre o mesmo descaso.

Na postagem de 12 de abril de 2012 (A HISTORIA DOS INCENDIOS EM CAMOCIM) socorremos nos escritos do memorialista Artur Queirós, que afirmava que o incêndio teria ocorrido em 1931, ele que fora testemunha ocular do fato: 

Foi, portanto, no dealbar da fatídica manhã do ano de 1931, que acabou-se em chamas, o suntuoso SPORT CLUB, de histórica tradição, quando o povo espantado, saiu às ruas, ante o inusitado bimbalhar do sino da Igreja Matriz, anunciando a desdita. 

    Até outro dia, essa versão era tido como segura para a data do incêndio que "engoliu" a suntuosidade do clube onde o aviador camocinense Euclydes Pinto Martins e a tripulação do Sampaio Correia II foi recepcionada em 19 de dezembro de 1922. Embora Artur Queirós tenha antecipado o sinistro em dois anos, a percepção do incêndio pela população estava correta em sua mente. Mas, contra fatos não há argumentos, visto que o caso se deu "nas primeiras horas da madrugada" do dia 27 de setembro de 1933, a tempo do "Correspondente" do jornal A Ordem, editado em Sobral, enviar telegrama e a notícia sair na edição 1114 daquele dia. Transcrevemos a notícia telegráfica na íntegra, mantendo a grafia da época:

UM VIOLENTO INCÊNDIO DEVOROU O "SPORT CLUB" DE CAMOCIM

As primeiras horas madrugada hoje população cidade foi despertada toque alarme sinos igreja pt Primeiras noticias circularam davam lamentável nova ter sido incendiado suntuoso prédio "Sport  Club" de Camocinense" um dos melhores  edifícios cidade magnifico ponto recreio onde sociedade camocinense convivia em alegres festivas reuniões dansantes pt Estivemos local onde podemos constatar proporções incendio que irrompeu violentamente tendo ação do fogo destruido completamente os diversos salões forro soalho paredes internas que ruiam fragorosamente aos olhos atonitos multidão postada frente club pt Restam do edificio apenas paredes externas que alias ameaçam ruir pois apresentam grandes rachaduras pt Sport Club pertencia a viuva João Veras falecido ha meses aqui estava segurado na Companhia Internacional de Seguros por cincoenta contos pt Ignora se causa e autor sinistro não tendo policia comparecido local hora que estivemos local (5,50) restava intacta apenas cozinha cuja porta arrombada populares encontrou se interior mesma varios objetos sem grande valor como berço dois potes uma preguiçosa uma mesa redonda jantar um romance etc etc alguns moveis se achavam predio oram destruidos pt Ha pouco tempo proprietaria engeitara 35 contos pelo referido predio para nele ser instalada sede prefeitura local pt.

(O Correspondente)

    Feito este reparo, a postagem anterior também dizia da minha pretensão de um dia escrever um livro denominado: "Cidade em Chamas - a história dos incêndios em Camocim", para quando a aposentadoria chegasse. Ela enfim chegou, mas ainda me falta a "chama" para escrevê-lo. Por outro lado, eu denunciava nesta postagem as "eternas promessas" dos governantes em dotar Camocim de um Corpo de Bombeiros. Finalmente, em 2025, treze anos depois, ele está aqui instalado para debelar os incêndios futuros.


Fontes: Jornal A Ordem. Sobral-CE. 27 de setembro de 1933. ed. 1114. Hemeroteca da Biblioteca Nacional. Envio ao blog: Eládio Pereira.


quarta-feira, 11 de março de 2026

VILAMAR DAMASCENO. ATUALIZANDO A SUA ESTADA EM CAMOCIM

 

Vilamar Damasceno.Fonte: canguleiro10.blogspot.com/2015/05/vilamar-damasceno-coletania.html


    Em 2019 publicamos uma matéria sobre a passagem do cantor e violinista Vilamar Damasceno por Camocim, partir de algumas histórias que nos foram contadas. Como toda história tem sempre várias versões, recebo agora do leitor do blog, o Sr. Passos, novas revelações e correções que, segundo ele, são verdadeiras, posto que, foi testemunha ocular do fato. 

    Como eu acredito nos meus leitores, transcrevo abaixo as informações enviadas na íntegra: 

    Ontem, por acaso li no Portal/blog "CAMOCIM POTE E HISTÓRIA", sobre a apresentação de VILAMAR DAMASCENO , na cidade de Camocim.

     Acompanhei de perto sua permanência na cidade. O ano foi em 1971, e não 1980. Eu tinha 13 anos na época, e eu era uma espécie de técnico de som do Serviço de alto-falante, "A VOZ DE CAMOCIM" que tinha seus estúdios de frente à praça  da estação e era administrado pelo senhor Gerardo Lima Brito - que trabalhava no almoxarifado das oficinas da REFFSA e que atualmente encontra-se em ruínas.

     Durante à permanência do Vilamar em Camocim, ele fez amizade com o senhor Gerardo Brito. Inclusive, se apresentou no serviço de alto-falante tocando e cantando.

    Vilamar, também, apaixonou-se por uma das "garçonetes" do hotel onde estava hospedado. Acredito, que esse foi o motivo da longa permanência dele na cidade.

        Nossos agradecimentos ao Sr. Passos pelo texto enviado.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

A FESTA DE SÃO SEBASTIÃO EM AMARELAS. CAMOCIM. 2026


Capela de São Sebastião. Amarelas. Anos 1970. Fonte: Acervo do Sr. Osmundo Rodrigues Campos.



            Amarelas foi guindado a condição de distrito em 03 de julho de 1963, (Lei Estadual Nº 6.397 de 03/97/1963) quando o governador do Estado do Ceará era Virgílio Távora. Portanto, a primeira esta do padroeiro, São Sebastião, deve ter acontecido em janeiro de 1964. Caso este fato venha a ser confirmado nos documentos eclesiásticos da Paróquia de Bom Jesus dos Navegantes , estaremos vivendo em 2026, 62 anos desta festa religiosa.
            No que as fontes históricas e outras informações nos permitem afirmar, do ponto de vista da administração pública, na gestão do prefeito Edilson Veras Coelho (1977-1982), várias obras foram planejadas para o distrito e algumas executadas neste período:

01. Encampação e recuperação da Escola São Sebastião;
02. Recuperação da Estrada de Rodagem do trecho: KM 21 da CE-020 (Pau Ferrado) para a sede do distrito numa extensão de 10kms;
03. Colocação de um televisor público;
04. Levantamento topográfico da Praça da Matriz para a construção de um passeio;
05. Recuperação do serviço de abastecimento de água e instalação de um chafariz;
06. Reativação do posto de saúde;
07. Conservação das Estrada vicinais do Distrito;
08. Dotação de linha de ônibus diária, para  Camocim e Chaval e vice-versa;
09. Implantação de uma biblioteca escolar (padrão MEC).


            Hoje, além do novenário em honra ao mártir São Sebastião, uma extensa programação social foi elaborada para celebrar os festejos de janeiro de 2026 como a Vaquejada no Parque Encontro dos Amigos, que se realizou nos dias  17 a 18. Ainda no dia 18, aconteceu a 7ª Corrida de São Sebastião em Amarelas, campeonato de futebol, dentre outras atividades lúdicas. 
    Uma outra atividade importante para a comunidade será a Audiência Pública na EEF São Sebastião, em Amarelas, sobre a Revisão do Plano Diretor, que acontecerá no dia 22 de janeiro (quinta-feira).



 Fontes: 
1. Foto da Capela. Acervo do Sr. Osmundo Campos.
2. Relação das obras da Administração Edilson Veras Coelho, 1981, p.03. Acervo do Sr. Osmundo Campos.


    

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

2026. 145 ANOS DA ESTRADA DE FERRO DE SOBRAL. 15 DE JANEIRO DE 1881

 

    

"Trem". Tela de autoria do artista plástico camocinense Eglauber Lima.


    O dia 15 de janeiro marca a data da inauguração da Estrada de Ferro de Sobral, no trecho entre Camocim e Granja com extensão de 24,5 Km, além  das duas estações das respectivas cidades, no ano de 1881, portanto, há 145 anos.

    Presentes na solenidade, autoridades do estado do Ceará e dos municípios de Camocim e Granja, local onde foi lavrado um "auto" solene para marcar a data histórica, que abaixo reproduzimos. 

Auto de Inauguração do Trecho entre a Vila de Camocim e a Cidade de Granja.

Aos quinze dias do mez de Janeiro do anno de mil oitocentos e oitentaa e um, sexagesimo da Independencia e do Imperio, reinando sua Magestade o Senhor Dom Pedro Segundo, sendo presidente do Conselho de Ministros o Exm. Sr. Conselheiro José Antonio Saraiva, ministro da Agricultura, Commercio e Obras Publicas o Exmo. Conselheiro Manoel Buarque de Macedo e Presidente da provincia do Ceará o Exmo Sr. Conselheiro André Augusto de Padua Fleury, n”esta cidade e estação da Granja pelas onze horas e quinze minutos da manhã, tendo chegado o engenheiro em chefe da estrada de ferro de Sobral, Luiz da Rocha Dias com numeroso concurso de pessoas gradas, engenheiros e empregados vindos a convite seu no trem inaugural, condusido pela locomotiva "Sinimbú, sahido do Camocim, ponto inicial da estrada a vinte e quatro kilometros e quinhentos metros de distancia foram recebidos pela Illustrissima Camara Municipal, autoridades civis. empregados publicos, pessoas gradas da cidade e elevado nº de cidadãos, e sendo a isso convidado pelo engenheiro em chefe, foi pelo Illm. Presidente da Camara Municipal, coronel Zeferino Gil Peres da Moita declarado inaugurado o trafego da estrada de ferro de Sobra!, desde a villa do Camocim até esta Estação. E para a todo tempo constar. eu, Sisinnio Evergisto da Rocha Dias, secretario da estrada, a tudo presente, lavrei este auto, em que assignam os Illms. Srs. Presidente e maís vereadores da Camara Municipal, o engenheiro em chefe e diversas pessoas que assistiram o acto. Cidade e Estação da Gramja 15 de Janeiro de 1881. Zeferino Gil Peres da Motta - Luiz da Rocha Dias - Francisco Freire Napoleão - Bruno Gomes de Mello, Livio Francisco da Rocha, João Baptista de Carvalho,  Sergio Porfirio da Motta, Vicente Laurindo da Silveira, Joaquim Francisco Garcez dos Santos, José  Joaquim Domingos Carneiro, o delegado de policia Antonio Frederico de Carvalho Motta. Antonio Pereira Cavalcante, Ernesto Deocleciano d’ Albuquerque, Manoel Cornélio Ximenes de Aragão, José Privat, Dr. Clodoaldo de Andrade„ José Patricio de Castro Natalense, Vicente Huet de Bacellar, Pharmaceutico Francisco das Chagas de Araújo Filho, Ataliba Montesuma de Moura Ribeiro, Bacharel Ernesto Antonio Lassance Cunha, José Rodrigues de Albuquerque, Rodolpho Coaracy da Fonseca, Daniel Henninger, Marques de Sousa, José de Xerex, Eugenio de  Barros Raja Gabaglia, Salustiano Moreira  da Costa Marinho, Ricardo Lange, Ernesto Mary, Gabriel Militão de Villa-Nova Machado Junior, Raimundo Belfort Teixeira, José Cesario Ferreita da Costa, Luiz Augusto Dias de Faria, Pedro Leopoldo da Silveira, Alfredo Barão de' Leon, Carlos Raymundo Smith, Manoel de Pontes Franco, Henrique' D. d’ Hargeville, Luiz José Rodrigues, Pedro d'Araujo Sampaio, Joâo Evangelista Barbosa, Luiz Tavares da Silva, Francisco Joaquim Bricio dos Santos, Narciso José Ferreira, José Figueira de Saboia e Silva, Joaquim Cordeiro da Cruz, Miguel Theophilo de Sousa Maria, Francisco José  Garcez dos Santos, Francisco Nelson Chaves, Antonio Raymundo Ferreira Gomes, Francisco Angelo de Maria Arruda, Domingos Craveiro, Victor Barreto Nabuco de Araujo, James Bartholomeu NacCullough, Padre Leandro Teixeira Pequeno, Antonio Augusto Pessoa, Domingos Carlos de Saboia, Joaquim Manoel da Rocha Franco, José Firmo Ferreira da Frota, Antonio Craveiro, Affonso de Andrade Pessoa, Joaquim Ignacio Pessoa, José Philadelpho Pessoa d 'Andrade.[1]

Estação Ferroviária de Granja-CE. Fonte: Internet.

    As autoridades foram recepcionadas pela Câmara Municipal de Granja.

Fonte: [1] STUDART, Dr, Guilherne (Barão de Studart). Datos e Factos para a História do Ceará. Ceará-Província, 2ª volume. Fortaleza, Tipographia Studart, 1896, p.286-287. Apud OLIVEIRA, André Frota de, Estrada de Ferro de Sobral. Fortaleza: Expressão Gráfica, 1994, p.80-81.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

A VILLA DE CAMOCIM.

 

Publicação da lei que cria o município de Camocim. Jornal Cearense. 1879. Fonte: Hemeroteca da Biblioteca Nacional.
 

Camocim, sede do núcleo municipal foi elevada à categoria de Vila. 08 de janeiro de 1883.


Camocim foi elevado a município pela Lei Provincial Nº 1849, de 29 de setembro de 1879. No entanto, houve um hiato entre a criação do município e sua efetiva instalação. A própria lei de criação do município em seu artigo 4º previa: “A villa só será inaugurada depois que seus habitantes tiverem apresentado um edifício que sirva de câmara e cadeia”.

Neste sentido, quatro anos após a criação do município de Camocim, a sede do núcleo foi elevada à categoria de vila em 8 de janeiro de 1883, a então sede do recém criado município, foi elevada à categoria de Vila, passando a chamar-se de Villa de Camocim. Posteriormente, em 17 de agosto de 1889, a então vila foi elevada à categoria de cidade pela Lei Provincial Nº 2162.  

No mesmo ano em que Camocim foi elevada à categoria de vila foi também aprovado o primeiro Código de Posturas da Câmara Municipal da Villa de Camocim, em 1883.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

O CONSELHO COMUNITÁRIO DE CAMOCIM. 1967

    

  

Estatuto do Conselho Comunitário de Camocim. 1967. Acervo do Sr. Osmundo Campos.


 Quem acompanha minimamente uma administração pública sabe da importância dos Conselhos Municipais, quando funcionam efetivamente e plenamente, na implementação e fiscalização das políticas públicas adotadas pelos governantes nas mais distintas esferas de poder. Hoje se tem conselhos específicos para a educação, saúde, cultura, assistência social, dentre outras áreas.

    No entanto, este tipo de organização social não é de hoje. Há muito tempo que existem na configuração administrativa do Estado Brasileiro, mesmo que fossem formas de participação popular de natureza informal, vinda da experiência do associativismo comunitário de bairros, finalmente previstos, depois de muita luta, na Constituição de 1988, favorecendo a formação de lideranças sociais de base comunitária, que redundou na criação dos conselhos participativos previstos em lei.

    Num olhar retrospectivo, vamos encontrar o "Conselho Comunitário de Camocim" atuando na década de 1960, formado mais como um "conselho de notáveis" da elite cidade, do que propriamente de uma feição "popular" como entendemos hoje, como  podemos ver pela composição do Conselho Comunitário de Camocim de 1967. E provável que tenha existido outros conselhos antes e depois desta data.

Composição do Conselho Comunitário de Camocim. 1967. Fonte: Estatuto do Conselho Comunitário de Camocim. 1967, p.9. Acervo do Sr. Osmundo Campos.


    Em 1967, Camocim era administrada pelo prefeito Setembrino Veras e a Câmara Municipal era dirigida pelo vereador Joaquim Pereira de Brito e  vivíamos o período ditatorial militar. Por outro lado o Conselho Comunitário de Camocim ao que tudo indica pelo documento ora apresentado, tinha uma ligação muito forte com o Serviço Social da Indústria - SESI, que era um braço do governo (Sistema S)  que atuava nas áreas de educação, saúde, lazer, cultura e assistência social, desde o ano de 1946, funcionando também como órgão de controle a partir de 1964.

    De todo modo, o SESI atuou em muitas localidades, como Camocim,  estimulando a criação de Conselhos Comunitários, Conselhos de Bairro ou Associações Comunitárias, cujos objetivos principais eram: identificar necessidades locais; mobilizar moradores em torno de projetos sociais; facilitar o diálogo entre comunidade, empresas e poder público.

    Como temos apenas o Estatuto do Conselho Comunitário de Camocim, não temos como saber o nível de politização deste grupo e quais os projetos que desenvolveu ou ajudou a administração pública a desenvolver. Contudo, é uma fonte que mostra como Camocim participou deste momento associativo.


Fonte: Estatuto do Conselho Comunitário de Camocim. 1967. Colaboração do SESI. Acervo do Sr. Osmundo Campos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

CALENDÁRIO HISTÓRICO DE CAMOCIM. DEZEMBRO

  O último mês do ano é recheado de datas comemorativas que enfatizam o campo religioso, educacional, político e social do nosso município, senão vejamos:

Placa sobre Monsenhor Inácio Nogueira Magalhães. Matriz de Camocim. Imagem: arquivo do CPH.


Dezembro de 1960. Iniciada a construção do prédio do antigo Colégio Estadual Padre Anchieta, concluída em dezembro de 1961, em terreno doado pelo Patrimônio da Paróquia de Camocim, no local onde hoje funciona o CEJA João da Silva Ramos.

 

02 de dezembro de 2025 – Visita do Governador do Estado do Ceará, Elmano de Freitas (PT) ao município de Camocim. Inauguração do Quartel do Corpo de Bombeiros, Delegacia de Polícia Civil Artidonio Dantas e Areninha Arcelino de Oliveira (Bairro Olinda).

 

03 de dezembro de 1979 - Sanção da Lei Municipal Nº 370 de 3 de dezembro de 1979 pelo Prefeito Municipal de Camocim, Edílson Veras Coelho, que autoriza o Poder Executivo a doar um imóvel situado no lugar “OLHO DÁGUA”, com atual denominação de “Planalto Barreiras” a Associação Atlética Banco do Brasil.

 

06 de dezembro de 2018 – Morre, aos 99 anos de idade, em Fortaleza, o industrial camocinense, José Dias Macêdo.

 

13 de dezembro de 1963 – Data da encampação do Ginásio Padre Anchieta pelo Governo do Estado, passando a chamar-se Ginásio Estadual Padre Anchieta (Lei Nº 6.888 de 13/12/1963, publicada no Diário Oficial de 23/12/1963). Governador: Virgílio Távora. Até esta data foi mantido pela Sociedade Educadora Camocinense.

 

14 de dezembro de 1982 – Morreu o Monsenhor Inácio Nogueira Magalhães. Seus restos mortais estão sepultados na Igreja Matriz de Bom Jesus dos Navegantes.

 

18 de dezembro de 2018. Inauguração do Memorial do Legislativo Camocinense, vereador Kleber Pessoa Navarro Veras.

 

"Santinho" do Sr. Nilo Cordeiro de Oliveira. Arquivo da Família Rufino.

19 de dezembro de 2012 -  Falece em Camocim, o Sr. Nilo Cordeiro de Oliveira, 86 anos, mecânico e militante histórico do Partido Comunista.

 

30 de dezembro de 1917 - Benção da imagem de Bom Jesus dos Navegantes, padroeiro de Camocim, pelo Bispo da Diocese de Sobral D. José Tupinambá da Frota. A imagem foi doada pelo Sr. José Adonias.

 

31 de dezembro de 1929 - Renúncia ao cargo de Pároco de Camocim do Pe. José Augusto da Silva.

 

31 de dezembro de 1929 - Data da doação do sino da Igreja Matriz por José Severiano Morel.

  

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

O PRIMEIRO HINO MUNICIPAL DE CAMOCIM. 1909

    


Vista aérea de Camocim. 1945. Colorizada por IA. Acervo: Francisco Olivar  

    O hino de um município, como sabemos, é um dos símbolos de sua identidade. Geralmente traduz em sua letra e música, a cultura e os valores locais. Executado quase sempre em cerimônias oficiais, evoca formas de respeito e reverência ao país e ao próprio município, preserva aspectos culturais e fortalece as noções de progresso e ordem, além de remeter aos processos históricos daquele lugar.

    A maioria dos camocinenses conhecem o HINO DO MUNICÍPIO DE CAMOCIM, de autoria (letra e música) do Prof. Francisco Valmir Rocha, obra composta em 16 de setembro de 1964, quando o município se preparava para os festejos daquele ano. Segundo o próprio autor: "A música despontou em mim, dando colorido e exaltação às primeiras palavras do poema, que nascia também. De sorte que letra e música surgiram num mesmo ímpeto de exaltação à terra. Elas se casam. A música vívida e marcial vem justamente levar mais alto a empolgação por esta terrinha que Deus plantou à beira do oceano – o meu Camocim, o nosso Camocim. (ROCHA, Francisco Valmir. O Hino de Camocim.  “O Literário”. Ano III, edição 20. Março de 2002. Camocim-CE, p. 2).

    Daí por diante, ficou difícil não se emocionar quando se entoa: "Quem viu tuas praias de alvura sem par/ Pede a Deus te conserve formosa; Sempre airosa. 'princesa do mar'/Quem viu tuas velas vogando ao luar/Tem vontade de sempre te amar/ Sempre, sempre 'Rainha do Mar'/"  (Hino do Município de Camocim).

    Mas, se um hino é parte simbólica constituinte de um município, e Camocim tem este estatuto desde 29 de setembro de 1879, e o atual hino é de 1964, não se teria uma composição anterior a esta? É o que nos esclarece a obra do historiador Renato Braga em seu Dicionário Geográfico e Histórico do Ceará, p. 216-217. Pois é, Camocim teve sim um HINO MUNICIPAL oficializado pela Câmara Municipal de Camocim, através da Lei nº 51 de 4 de julho de 1909. À época o prefeito era Tomaz Zeferino Veras. Segue a letra. Mantivemos a ortografia original: 


HINO MUNICIPAL


Nosso canto que os mêdos desterra

Entoemos vibrante e vivaz,

Ou feroces nos transes de guerra,

Ou benignos no seio da paz.


 Nós, que além do porvir caminhamos

 Confiantes, galhardos, louçãos,

 Nossas vozes contentes ergamos

 No ardoroso concêrto de irmãos.


  De uma extensa, infindável cadeia,

  Simples elo, imantado fuzil,

  Somos parte integrante na teia

  Dêste imenso colosso – o Brasil.


  Sempre há meio de a Pátria ser útil

  Que extremosa em seus braços nos cerra,

  Ou da paz no azul manto inconsútil

  Ou nos campos sangrenta da guerra.


De uma extensa, infindável cadeia, etc...


Porfiando em qual mais idolatre-a

Não devemos contudo esquecer,

Que se honroso é viver pela pátria

Mais honroso é por ela morrer.


 De uma extensa, infindável cadeia, etc...


  Pelotões! Bravas hostes formemos

  Quando às armas a Pátria bradar,

  E aguerridas colunas cerremos

  A seus brios com fé sustentar.


   De uma extensa, infindável cadeia, etc...


   Pela paz em que todos se irmanam,

  De áureas leis o mais vasto sucesso,

   Nossos votos ergamos, que emanam

   Da paz – ordem, da ordem – progresso.

    

     De uma extensa, infindável cadeia, etc.


JOSÉ FORTUNATO BRANDÃO.


      Quanto ao autor do hino, José Fortunato Brandão, não obtivemos maiores informações e nem a sua partitura musical. 

    No que diz respeito ao texto, o interessante é que em nenhum momento o autor se refere a Camocim, propriamente, no entanto, pode-se perceber uma forte influência da poesia lírica patriótica, típica dos hinos cívicos brasileiros, com bastante intensidade emocional, imagens amplas, simbólicas e heroicas, próprias do vocabulário do início do século XX, com acentuado tom antigo e erudito. Deste modo, o nosso HINO MUNICIPAL de 1909 se aproxima do parnasianismo, do romantismo cívico no contexto de pós-proclamação da república, apelando para a identidade nacional.


Nota: Quero agradecer a indicação bibliográfica do historiador granjense Everton Oliveira para a realização desta postagem.




sábado, 1 de novembro de 2025

CALENDÁRIO HISTÓRICO DE CAMOCIM. NOVEMBRO

 

Mês de Novembro. 2025. Fonte:https://br.pinterest.com/esotnas/novembro/

    

    O mês de novembro é marcado por poucas datas comemorativas, carecendo ainda de um aprofundamento maior da pesquisa para elencarmos mais fatos ao nosso calendário histórico. Vejamos:

 

15 de novembro de 1895 – Inauguração do Farol do Trapiá. Constantino Lourenço Gomes e Joaquim Jacob Ramalho foram os dois primeiros faroleiros.

25 de novembro de 1914. Nascimento de Murilo Rocha Aguiar.  Filho de Vicente de Paula Aguiar e Iracema Rocha Aguiar. Líder político em Camocim. Foi prefeito de Camocim e deputado estadual.

25 de novembro de 2002. Morre, em Fortaleza, Coronel Libório Gomes da Silva.


sexta-feira, 17 de outubro de 2025

A HISTÓRIA POR DETRÁS DA FOTO. RUA ENGENHEIRO PRIVAT

 

"Não Passe". Rua Engenheiro Privat. Camocim-CE. Década de 1950. Fonte: Acervo Vera Trévia.

    Em postagem anterior datada do ano de 2011, afirmamos que a primeira rua de Camocim a ser pavimentada em   pedra tosca foi a atual Rua Dr. João Thomé,  e ilustramos com a foto que mostrava  o flagrante de crianças diante do cavalete disciplinador, brincando na rua,  com a inscrição "Não Passe! (Camocim Pote de Histórias. A Chegada do Calçamento, terça-feira, 15 de março de 2011).

    Em história é assim, a cada dia aparecem novas fontes a comprovarem ou não o que se disse antes. O texto anterior tinha razão quanto a rua Dr. João Thomé, contudo, uma das crianças presente na cena da foto, Vera Trévia, corrigiu um detalhe: a foto foi tirada na Rua Engenheiro Privat, ao lado do bar do Dedim Trévia

    Portanto, há uma historia por detrás da foto. Em conversa com Vera Trévia, testemunha ocular desta história e que ainda mora na mesma rua, ela nos contou sobre a circunstância da imagem e o nome das outras crianças presentes, algumas posando deliberadamente para o fotógrafo, outras, nem tanto, mostrando filhos de duas famílias tradicionais que moravam e brincavam naquela rua: Aguiar e Trévia. Novidade na rua, as obras de pavimentação chamavam a atenção tanto de adultos, como de crianças. O próprio flagrante é prova disso. 

   Segundo Vera Trévia, da esquerda para a direita temos o Gonzaga com a mão no peito, reverente (Luis de Gonzaga Rocha Aguiar, nascido em 1944, irmão de Murilo Aguiar), Vera Trévia e sua boneca preferida; Mentinha com uma bonequinha menor; Dulce Trévia, a garotinha de cabeça baixa segurada por Mentinha, talvez esboçando alguma reação para não aparecer na foto e Fernando Trévia Filho, o conhecidíssimo Fernandinho, de cabeça pelada, de costas para o fotógrafo, como se estivesse reprovando aquilo tudo. Detalhe: as meninas estão de pés descalços e os meninos calçados. Coincidência? Isso diz alguma coisa ou é um mero detalhe?

    São muitas histórias por detrás de uma foto. Com certeza, o fotógrafo diria uma outra, esclarecendo suas intenções e objetivos. Qual é a sua história?

Fonte: Entrevista com a Sra. Vera Trévia. Camocim-CE. 16/10/2025.

.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

CALENDÁRIO HISTÓRICO DE CAMOCIM. MÊS DE OUTUBRO

Igrejinha de São Francisco. Camocim-CE. Arquivo do CPH.

    Neste mês de outubro destacamos algumas datas importantes para o nosso município, dentre elas a da benção e inauguração da Igrejinha de São Francisco, demolida e posteriormente reerguida. Hoje é a Matriz da Paróquia de São Francisco em nossa cidade. Outubro também marca o aniversário de nascimento do nosso querido escritor Carlos Cardeal de Araújo.

04 de outubro de 1965 - Benção e inauguração da Igrejinha de São Francisco pelo Monsenhor Inácio Nogueira Magalhães, por delegação de Dom Walfrido Teixeira Vieira, no Bairro Brasília. (Fonte: Livro de Tombo da Paróquia de Bom Jesus dos Navegantes. Camocim-CE).

09 de outubro de 1972 - Sanção da Lei Municipal Nº 313 de 09 de outubro de 1972 pelo Prefeito Municipal de Camocim, José Maria Primo de Carvalho, que cria a BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL “PINTO MARTINS”. 

30 de outubro de 1980 – Declaração de utilidade pública para fins de desapropriação do terreno onde foi construído o Hotel Municipal. Decreto Executivo Nº 59, de 30 de outubro de 1980. Prefeito Edílson Veras Coelho.

Escritor Carlos Cardeal. Fonte: Arquivo do CPH.

31 de outubro de 1955. Nasceu em Viçosa do Ceará, na localidade de Passagem da Onça, o escritor Carlos Cardeal de Araújo, autor dos romances “O Terra e Mar” e “Ida e Volta”. Membro da Academia Camocinense de Ciências Artes e Letras - ACCAL



Fotos: Blog Camocim Pote de Histórias.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

XIV SETEMBRO CAMOCIM. AS ESCOLAS DE ANTIGAMENTE. V

 

Relação de escolas. Camocim. 1960

    Há uma década que Camocim comemora resultados satisfatórios no sistema de qualificação e avaliação da educação no Estado do Ceará. O Brasil, por sua vez, através do Ministério da Educação, adota alguns critérios, avaliatórios e metodológicos, deste sistema, para o desenvolvimentos de programas educacionais. Apesar da melhoria dos índices há ainda um grande caminho a percorrer e existe quem questione estes programas.
    Contudo, para o início de tudo é preciso sempre dar o primeiro passo. Se hoje comemora-se a conquista das "Escolas Nota Dez", do "ensino integral", dentre outras pautas, faz-se mister lembrarmos das dificuldades de antigamente, onde, ir para a escola era um privilégio de poucos e o Estado era pouco presente nas comunidades interioranas. 
    Se hoje temos uma Escola Profissionalizante, (e uma outra prometida) duas outras escolas de Ensino Integral (CEPI e Monsenhor José Augusto), e suas extensões na zona rural, um CEJA e um Centro de Idiomas, na década de 1960, eram apenas três pequenas escolas, das quais poucos tem lembrança.
    Para conhecimento de todos, revela a fonte dos almanaques de então. Em Camocim, no ano de 1960, registrava-se três escolas dependentes da Secretaria de Educação do Estado:
1. Escola Cabral - Nível pré-primário e primário, situada a Rua Humaitá, 1651;
2. Escola Dr. Raul de GoesNível primário, situada a Rua Dr. João Thomé, s/n. (Provavelmente na Associação Comercial;
3. Escola Egito - Rua 24 de Maio, 293. Bairro Egito (Rua do Egito).
    Se você estudou numa destas escolas ou teve um parente que aprendeu as primeiras letras numa delas, se manifeste.

Fonte: Almanaque do Estado do Ceará. 1960, p.35.