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Pinto Martins no Sanpaio Correia II. Aracati. Dezembro de 1922. Fonte:http://www.fortalezaemfotos.com.br/2021/01/pinto-martins-o-heroi-esquecido.html |
O exemplo do aviador camocinense Euclydes Pinto Martins, de garra, audácia e conhecimento continuou a inspirar muita gente depois do feito aeronáutico que ligou definitivamente o Brasil aos Estados Unidos no voo pioneiro de 1922 entre Nova Iorque e Rio de Janeiro. Muitas dessas histórias são contadas na imprensa e relatada nos livros. Na postagem de hoje, trazemos um relato contido na biografia de Padre Palhano de Saboia, um controvertido e moderno sacerdote e político sobralense:
As peripécias de Palhano no ar, só igualavam mesmo a grande
odisseia perpetrada pelo também cearense Euclides Pinto Martins. Nascido em
Camocim, no ano de 1892, o piloto ganhou fama mundial por cruzar o oceano
Atlântico e a floresta amazônica, fazendo uma viagem jamais vista, partindo de
Nova Iorque para o Rio de Janeiro, a bordo de um hidroavião Curtis H-16,
batizado carinhosamente de Sampaio Corrêa. O avião e a viagem foi toda
patrocinada pelo jornal The New York World. Foi seu parceiro de viagem o
americano Walter Hinton, além de outros tripulantes americanos. A viagem durou
175 dias e no final foi recebido pelo então presidente Artur Bernardes que lhe
presenteou com 200 contos de réis pela façanha. Depois do reconhecimento
aventurou-se na prospecção de petróleo no Brasil. Entretanto, sofrendo com
fortes crises financeiras e amorosas, foi encontrado morto em seu quarto com um
tiro na cabeça. A versão oficial fora a de que ele havia cometido suicídio.
Porém, Monteiro Lobato, em sua obra Escândalo do Petróleo e do Ferro defendia a
tese que Martins tinha sido vítima de uma conspiração internacional que não via
com bons olhos o crescimento econômico do país.
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Capa do livro "Padre José Palhano de Sabóia" de César e Saulo Barreto Lima. RDS. Editora, 2017. |
Neste ano de 2022, comemora-se o I Centenário do Voo Pioneiro de Pinto Martins.
Fonte: LIMA, César Barreto; LIMA, Saulo Barreto. Padre José Palhano de Sabóia: santo, semideus ou cavaleiro
do apocalipse? 2ª Edição. Fortaleza:
RDS, 2017, p. 103-104.
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